Nº27 - 07-07-2013

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Nº27 - 07-07-2013

NA BARCA DA FÉ

 

ANUNCIAR O REINO DE DEUS

A pergunta é velha de vinte séculos: como se anuncia o Reino de Deus? Não custa responder que é fazer como Jesus. Mas os contextos são diferentes. Paulo, Agostinho, Francisco de Assis, Domingos e tantos outros, deram respostas, certamente parcelares, fundamentalmente correctas.

Como eles, temos de entender o projecto de Jesus e entender os anseios, as dificuldades, as carências e as tentações dos homens e mulheres, das crianças, dos jovens, dos adultos e dos velhos do nosso tempo. Como eles, temos de perder a vaidade e falar com simplicidade e limpidez. Como eles, temos de aceitar o triunfo e a derrota, a aceitação e a rejeição, como acidentes sem valor. Uma só coisa nos interessa, servir o Senhor e servir os irmãos, amar o Senhor e amar os irmãos.

Importa não atraiçoar nunca a verdade, mesmo em coisas mínimas, na esperança de aplanar o caminho. Mas importa igualmente não fechar o caminho aos corações rectos apresentando como sendo de Cristo coisas que não passam de tradições humanas. A segunda leitura (cf. Gal 6, 14-18) recorda que o grupo cristão conservador fechava o caminho à conversão dos pagãos insistindo na circuncisão e em interditos alimentares – que talvez tivessem sido úteis na peregrinação pelo deserto. A questão será sempre saber se não conservamos ainda hoje prescrições com motivações deste tipo.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO XIV do Tempo Comum, Ano C

Is 66, 10-14c - Sal 65 (66), 1-3a. 4-5. 6-7a.16 e 20 - Gal 6, 14-18 - Lc 10, 1-12.17-20

Ah a cruz! Sempre a cruz! Lá de cima a perspectiva é diferente. Como no cimo de um monte se admira a paisagem, do alto da cruz experimenta-se o abandono total e completo do mundo e o acolhimento do Pai; que é também acolhimento de mãe.

A forma como S. Paulo se refere à cruz, na carta aos Gálatas, como se fosse a única coisa que lhe importa, o tesouro que procura, parece quase irracional. Mas é esta cruz que os pais e padrinhos “tatuam” na criança quando a apresentam ao baptismo. Desde o baptismo, a cruz faz parte integrante da natureza dos filhos de Deus.

A perspectiva que se tem do alto da cruz é a dos filhos de Deus. Só pode ver beleza do alto da cruz (como S. Paulo e tantos outros) quem arrisca tudo. Para Jesus, arriscar tudo era subir a Jerusalém ele sabia que iria encontrar consolo (“Como a mãe que anima o seu filho, também Eu vos confortarei: em Jerusalém sereis consolados” - Is 66, 13), mas também estava consciente de que Jerusalém mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados (Lc 12, 34). Para o cristão arriscar tudo é entrar na vontade do Pai, aceitar ser conduzido pela Igreja à fé, através da cruz.

Decifrar a minha cruz, abraçar a minha cruz; que desafio! O caminho que Jesus inaugurou através da cruz teve como resultado que eu possa segui-lo sem morrer. Ele está lá comigo. Por isso disse aos apóstolos que foram anunciar a boa nova que podiam “pisar serpentes e escorpiões e dominar toda a força do inimigo” sem ter medo de morrer.

O feitio dos que me são próximos (marido, mulher, pais) é algo que me pode matar, algo que pode ser uma cruz. Ter mais um filho, ser humilhado, ser acusado injustamente, pode ser uma cruz. A doença e a velhice são enormes cruzes.

Porque é que a salvação de todos e cada um de nós passa por isto? Para que possamos testemunhar com imensa alegria, tal como o salmista:

Todos os que temeis a Deus, vinde e ouvi,

vou narrar-vos quanto Ele fez por mim.

Bendito seja Deus que não rejeitou a minha prece,

nem me retirou a sua misericórdia.

Zé Chambel Leitão



“Ah, Taizé, essa pequena Primavera!”

No mês passado, nesta mesma página da nossa folha Paroquial, O Miguel escrevia: “Foi com estas palavras que um dia, ao passar por Taizé, o Papa João Paulo II se dirigiu ao Irmão Roger: «Ah, Taizé, essa pequena Primavera!”.

E continuava, logo a seguir: “Tudo começou em 1940, numa aldeia no sul de França e, desde então, ao ideal de um homem, o Irmão Roger, foram-se juntando vários Irmãos que, em conjunto, procuram a comunhão de Cristo na sua plenitude. Em Taizé, vivem Irmãos provenientes de vários continentes e confissões cristãs, que são orientados pelo Irmão Alois, sucessor do já falecido Irmão Roger”.

Taizé é um local onde milhares de jovens (católicos e não-católicos) se reúnem para louvar o Deus único.

No texto que escreveu, o Miguel deixava-nos o seu testemunho. “Taizé foi, durante a minha juventude, o meu retiro espiritual por excelência onde aprendi a “aumentar a minha fé” e me preparei para ser um cristão adulto. Foi lá que percebi que Taizé não é um movimento, é uma forma de estar em Igreja, de forma participada e activa, reconhecendo no outro alguém diferente, mas que é amado por Deus da mesma forma como Deus me ama”.

Como tem sido anunciado, a nossa Paróquia está a preparar uma viagem a Taizé, destinada a jovens dos 15 aos 30 anos. A decisão de ir já está tomada. Ainda há alguns lugares disponíveis. Por isso, relançamos a todos os jovens da nossa Paróquia o desafio para que aproveitarem esta oportunidade.

Será, com toda a certeza uma experiência inesquecível: “Uma pequena Primavera em pleno Verão!”.

Porque esperas!

Se quiseres participar nesta aventura, podes ainda fazer a tua inscrição junto do Miguel Figueiredo, Teresa Cabral ou Carlos Borges.

Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Peregrinação Paroquial a Fátima

No próximo dia 20 de Julho (Sábado) vamos realizar a Peregrinação Paroquial a Fátima. Ainda há alguns lugares disponíveis. As inscrições devem ser feitas junto das Zeladoras de cada Comunidade.

 

2.    Festas em honra de S. Bento, Padroeiro da Comunidade de Valejas

Dia 11 de Julho (Quinta-Feira), Dia de S. Bento – Missa em honra de S. Bento, às 21:00 horas, na Igreja de Valejas.

Dia 14 de Julho (Domingo) – Missa Solene em honra de S. Bento, às 10:30 horas, na Igreja de Valejas.

Esta será a última Missa em Valejas, antes das férias de Verão.

 

3.    Alterações ao horário das Missas Dominicais e Vespertinas em Julho 

Dia 6 de Julho

Tercena, às 19:00 horas – Celelebração da Palavra na ausência de Presbítero.

Dia 7 de Julho

Não haverá Missa Dominical em Valejas.

Dias 20 de Julho

Devido à Peregrinação Paroquial a Fátima, não haverá qualquer Celebração da Missa na Paróquia.

Dia 27 de Julho

As Missas Vespertinas de Queluz de Baixo e Tercena passam a ser nos seguintes horários: Queluz de Baixo – 19:00 horas   Tercena – 20:00 horas.

 

4.    Férias do Pároco

Entre os dias 8 e 12 de Julho, o Pároco vai fazer um período de descanso.

Durante a semana não haverá as habituais Missas Semanais em Barcarena, Queluz de Baixo e Tercena.

 

5.    Viagem de Jovens a Taizé

A nossa Paróquia está a organizar uma viagem com Jovens a Taizé. Se tens entre 15 e 30 anos, convidamos-te a participar. Ainda temos alguns lugares. Se quiseres participar, podes fazer a tua inscrição junto do Miguel Figueiredo, Teresa Cabral ou Carlos Borges.

No dia 12 de Julho, pelas 21:30 horas, terá lugar, na Igreja Paroquial, uma reunião com os Jovens que vão participar na Viagem a Taizé e respectivos Pais.

 

6.    Encerramento do Cartório Paroquial

Por motivo de férias, o Cartório estará encerrado de 15 a 26 de Julho. Reabre a 30 de Julho. Volta a encerrar de 19 a 30 de Agosto, reabrindo a 3 de Setembro.

Chama-se a atenção destas datas a todos aqueles que tiverem processos a tratar no Cartório Paroquial.


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