Nº26 - 30-06-2013

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Nº26 - 30-06-2013

NA BARCA DA FÉ

 

FOI PARA A LIBERDADE QUE CRISTO NOS LIBERTOU (Gál 5, 1)

Foi para a verdadeira liberdade que Cristo nos libertou… não torneis a sujeitar-vos ao jugo da escravidão”. É com esta exortação que se inicia a 2ª leitura deste Domingo (Gal 5, 1. 13.18)).

Os Gálatas tinham abraçado o Evangelho com entusiasmo, mas, depois, tinham-se deixado levar por alguns fanáticos que tinham vindo pregar a necessidade de retomar a observância duma infinidade de regras, normas, disposições e práticas exteriores impostas pela antiga lei. S. Paulo fica preocupado porque a fidelidade às antigas prescrições acabara por fazer esquecer o único mandamento importante: o amor aos irmãos; mandamento que é a síntese de toda a lei (Gál 5, 13-14).

Mas ser livre quererá dizer que cada um pode fazer tudo o que quer? Não, diz Paulo, a liberdade não se deve tornar um pretexto para viver segundo a carne (Gál 5, 13). Mas que significa então?

Alguns imaginam a Deus como um soberano severo, rigoroso e exigente que impõe aos súbditos as suas leis. Quem acredita neste Deus não é livre, mas escravo, vive na ânsia, na angústia, no pânico de vir a ser punido por toda e qualquer falta.

Porventura será preciso impor a uma mãe obrigações que a levem a amar o seu filho? Haverá necessidade de lhe recordar que não lhe deve fazer mal, que não o deve deixar morrer de fome? Evidentemente que não. Uma mãe deixa-se guiar apenas e só pelo seu amor. É esta a liberdade de que Paulo fala: a liberdade ditada pelo amor. Ama e faz o que quiseres!

O vosso Pároco, 

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - Domingo XIII do Tempo Comum - Ano C

1º Livro Reis 19,16-21; Salmo 16(15); Gálatas 5,1.13-18; S. Lucas 9,51-62.

As leituras deste domingo apresentam-nos vários chamamentos. Na primeira, por indicação de Deus, Elias escolhe Eliseu para sucessor, para ser profeta em seu lugar. No evangelho, vemos Jesus Cristo a caminho de Jerusalém, ao encontro da hora da sua paixão, em diálogo com 3 pessoas que querem segui-lo. À primeira, que se apresenta cheia de coragem, o Mestre adverte-a para a dureza da sua missão. Às outras duas, que pretendem cumprir deveres humanos antes de se tornarem discípulos, Jesus parece dar uma resposta inusitada.

Com efeito, Elias, o homem que mandou “descer fogo do céu” (2Reis, 1, 10) para devorar os seus inimigos, permite que o seu discípulo se despeça de seus pais. Jesus, que rejeita a sugestão de Tiago e João de pedir semelhante castigo para os samaritanos que não queriam recebê-lo, tem palavras duras para idênticos pedidos dos que queriam ser seus discípulos.

São Paulo diz-nos na segunda leitura que “toda a Lei se resume nesta palavra: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’ ”. Onde está, pois, este mandamento nas palavras de Jesus, se nem ao pai e mãe permite que se atenda?

Um destes dias vi no pulso de uma colega uma fita daquelas que normalmente têm mensagens cristãs e onde consegui ler: “Segue-me”. Pedi-lhe que rodasse o braço para ver o resto da frase, mas apenas repetia a mesma palavra.

O convite que faz hoje este Jesus a caminho do sacrifício a um dos que se cruzam com Ele é, simplesmente, “Segue-Me”. E depois manda-o anunciar o reino de Deus.

Esta palavra transporta-me para a vocação de Simão e André: “Disse-lhes: ‘Vinde comigo e Eu farei de vós pescadores de homens.’ E eles deixaram as redes imediatamente e seguiram-no” (Mt 4, 19-20). Aqui parece tudo tão simples! São Pedro era um homem de família, a quem sustentava com o seu trabalho. No entanto, não hesita e deixa tudo para seguir Jesus.

Olhando para as respostas dadas pelos candidatos a discípulos e para a atitude de Pedro fico a pensar que entraves ponho eu às palavras de Jesus. São os afazeres da casa, o trabalho, a família? Se as tomar à letra, as obrigações invocadas por aqueles homens parecem-me perfeitamente legítimas.

Então, o que pretendia Jesus? Estaria realmente e só a referir-se à dimensão factual daquelas situações?

Encontro uma resposta no episódio do escriba que interroga Jesus sobre qual o maior mandamento da Lei: nessa ocasião Ele diz-lhe: “O primeiro é: Escuta, Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor; amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças. O segundo é este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior que estes” (Mc, 12, 28).

A minha resposta ao “Segue-me” deve, pois, ser colocada nesta dimensão: se Deus estiver no centro, no primeiro lugar da minha vida, tudo o mais virá por acréscimo, incluindo o cumprimento do mandamento do amor ao próximo, bem como a força para o anúncio do evangelho e para subir com Cristo a Jerusalém ao encontro da cruz. Assim me guie o Espírito Santo!

Filipa Aguiar Ferreira



Evangelização e Testemunho da Caridade – Parte III

Com o texto que publicamos neste número da nossa folha paroquial continuamos a nossa reflexão sobre Evangelização e Testemunho da Caridade. É hora de, em Comunidade Paroquial, a tornar vida.

A Eucaristia, Sacramento da Caridade

No final da Sua vida e na iminência da Paixão, Jesus “recolheu”, nos sinais do pão e do vinho o significado de toda a sua existência. (Cfr. Mt 26, 26-29). Como narra o Evangelista João, na última ceia, Jesus liga estreitamente a Eucaristia e a caridade no gesto do lava-pés que é sinal e antecipação do sacrifício pascal e do amor mútuo que os discípulos devem ter uns para com os outros: “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim ..." (Cfr. Jo 13, 1-17). Fazendo memória do seu Senhor, até que Ele venha, a Igreja entra nesta lógica do dom total de si. Ao redor da única mesa eucarística e partindo o pão, a Igreja cresce e edifica-se como “caridade” e é chamada a mostrar-se ao mundo como sinal e instrumento da unidade em Cristo de toda a humanidade: Uma vez que há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, porque todos participamos desse único pão” (1Cor 10,17).

Da Eucaristia surge um compromisso claro com a comunidade cristã que celebra: testemunhar visivelmente, e nas obras, o mistério do amor que acolhe na fé.

A Caridade sinal do Reino de Deus que vem

Contemplando a Cruz de Cristo e alimentando-se da Eucaristia, a Igreja pode dizer com total confiança: Quem poderá separar-nos do amor de Cristo?” (Rm 8, 35). O amor de Cristo venceu o pecado e a morte, o dom do Espírito é penhor da vida eterna (Cfr. 2 Cor 1, 22). Cada gesto de caridade autêntico representa na história dos homens uma realização antecipada do Reino de Deus.

Por isso S. Paulo pode afirmar que o amor jamais passará. As profecias terão o seu fim, o dom das línguas terminará e a ciência vai ser inútil. … Agora, vemos como num espelho, de maneira confusa; depois, veremos face a face” (1Cor 13, 8-12).

Ser amados por Deus em Cristo, e n’Ele amar a Deus através do Espírito “com todo o coração, com toda a mente, com todas as forças” e amar o próximo “como a si mesmo” (Cfr. Mt 12, 28-31) é já a vida eterna que começa no meio de nós e anseia pela sua realização gratuita.

A caridade é o mistério de Deus e o dom da Sua vida aos homens. A caridade é a natureza profunda da Igreja, a vocação e a realização do homem. Na cruz de Jesus a caridade foi-nos revelada e dada em plenitude. 

Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Peregrinação Paroquial a Fátima

No próximo dia 20 de Julho (Sábado) vamos realizar a Peregrinação Paroquial a Fátima.As inscrições já estão abertas e devem ser feitas, o mais rapidamente possível, junto das Zeladoras de cada Comunidade. Mantemos o preço do ano passado, ou seja: Adultos – 10,00 € e Crianças até aos 10 anos: 7,00 €. As crianças terão de ser transportadas em “cadeirinha”.

 

2.    Entrada de D. Manuel Clemente como Patriarca de Lisboa

No próximo Domingo (dia 7 de Julho), numa Celebração que terá início às 16:00 horas, na Igreja do Mosteiro dos Jerónimos, D. Manuel Clemente toma posse como novo Patriarca de Lisboa.

 

3.    Festas em honra de S. Bento, Padroeiro da Comunidade de Valejas

Dia 11 de Julho (Quinta-Feira), Dia de S. Bento – Missa em honra de S. Bento, às 21:00 horas, na Igreja de Valejas.

Dia 14 de Julho (Domingo) – Missa Solene em honra de S. Bento, às 10:30 horas, na Igreja de Valejas.

Esta será a última Missa em Valejas, antes das férias de Verão.

 

4.    Alterações ao horário das Missas Dominicais e Vespertinas em Julho 

Dia 6 de Julho

Tercena, às 19:00 horas – Celelebração da Palavra na ausência de Presbítero.

Dia 7 de Julho

Não haverá Missa Dominical em Valejas.

Dias 20 e 27 de Julho

As Missas Vespertinas de Queluz de Baixo e Tercena passam a ser nos seguintes horários:

Queluz de Baixo – 19:00 horas          Tercena – 20:00 horas.

 

5.    Contributo Paroquial

Os valores do Contributo Paroquial recolhidos no início deste mês foram:

Barcarena – 302,16 €     Leceia – 88,15 €     Queluz de Baixo – 194,73 €

Tercena – 514,09 €        Valejas – 85,00 €     Total – 1184,13 €

 

6.    Férias do Pároco

Entre os dias 8 e 12 de Julho, o Pároco vai fazer um período de descanso.

Durante a semana não haverá as habituais Missas Semanais em Barcarena, Queluz de Baixo e Tercena.

 

7.    Viagem de Jovens a Taizé

A nossa Paróquia está a organizar uma viagem com Jovens a Taizé. Se tens entre 15 e 30 anos, convidamos-te a participar. Ainda temos alguns lugares. Serão, certamente, dias inesquecíveis. O preço (viagem e estadia) é de 150 €. Podes fazer a tua inscrição junto do Miguel Figueiredo, Teresa Cabral ou Carlos Borges.


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