Nº25 - 23-06-2013

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Nº25 - 23-06-2013

NA BARCA DA FÉ

 

QUEM É JESUS PARA NÓS?

Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-Me. Pois quem quiser salvar a sua vida há-de perdê-la; mas quem perder a sua vida por Minha causa, salvá-la-á.”( Lc, 9, 23-24)

Acreditar em Jesus não significa professar a fé num conjunto de verdades aprendidas na catequese, mas segui-Lo a Ele, partilhar o seu próprio destino.

O Mestre põe-nos perante uma opção. Não convida a fazer nenhum sacrifício a mais que aos outros, a procurar o sofrimento, mas exige que não nos deixemos mais guiar pela preocupação de engrossar a conta bancária; exige que deixemos de nos pôr a nós mesmos no centro das nossas preocupações. Isto significa perder a própria vida.

S. Lucas é o único evangelista que insere na frase de Jesus o incisivo “todos os dias”. O dom total de si mesmo empenha o discípulo “todos os dias”. Todos seremos capazes de realizar um gesto isolado de generosidade e todos conseguiremos esquecermo-nos de nós mesmos durante um momento. O difícil será manter esta disposição “todos os dias”.

Como posso eu, hoje, “perder a minha vida” por amor? Certamente fazendo da própria vida um dom: o estudante que renuncia a uma festa para ajudar um colega em dificuldade; o marido que não fica ali sentado a ver a telenovela enquanto a mulher faz todas as lides da casa e trata dos filhos; quem, em vez de gastar o dinheiro em coisas supérfluas, em divertimentos e em viagens de prazer, ajuda quem está em necessidade; o voluntário que dedica o seu tempo a assistir gratuitamente os doentes…

Procuremos lembrar-nos das situações em que cada um é chamado a “perder a vida”...

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - Domingo X do Tempo Comum - Ano C

L 1          Zac 12, 10-11; 13,1;
Sal 62 (63), 2. 3-4. 5-6. 8-9
L 2          Gal 3, 26-29
Ev           Lc 9, 18-24

Jesus, um falhado aos olhos do mundo, mostrou com a sua vida que a cruz é o caminho para o Céu. Esta boa nova é estranha para um mundo dominado pela sede do dinheiro e do sucesso. Esta imagem de Deus crucificado, no tempo do Império Romano, ainda devia ser mais confusa porque só os maiores criminosos sofriam aquele tormento. Uma das blasfémias mais antigas, das quais se tem registo, é a representação de Cristo crucificado com uma cabeça de burro (Alexamenos graffito). Toda a vida de Cristo é uma catequese viva. Antes de Jesus morrer, um soldado romano trespassou o seu lado, saindo sangue e água. Este momento, que para o mundo foi apenas mais um acto bárbaro como muitos que ocorreram naquele tempo, é considerado pela Igreja como o momento do seu nascimento: “Ao olhar para Mim, a quem trespassaram, lamentar-se-ão como se lamenta um filho único,Naquele dia, jorrará uma nascente para a casa de David e para os seus habitantes de Jerusalém, a fim de lavar o pecado e impureza” (Zac 12, 11; 13,1).

Às vezes tenho a tentação de corrigir o nosso Papa Francisco que dá muita importância à cruz “Sempre existirá a sedução de fazer coisas boas sem o escândalo do Verbo encarnado, sem o escândalo da Cruz”. A Igreja podia falar mais das bem-aventuranças e menos da paixão de Cristo. Tal como todas as mentiras do diabo, esta ideia parece apetitosa mas vai contra a vontade de Deus. As leituras deste Domingo convidam-me a reflectir na relação que existe entre o amor e o sofrimento. Esta ligação é, magnificamente, sintetizada por Madre Teresa de Calcutá: “Encontrei um paradoxo, que se você amar até doer, não poderá haver mais dor, somente amor”. O sofrimento físico, social, psicológico e espiritual faz parte da vida, e não é mais que uma consequência directa do maior bem que Deus me deu, a minha total liberdade de escolher entre o bem e o mal. Ao ser criado livre vou sofrer. Historicamente o mundo está cheio de iniciativas materialistas, que visavam e visam a erradicação total de componentes do sofrimento humano com o único objectivo de alcançar a felicidade material e a justiça humana. Este não é o caminho a que Deus me convida; Deus a mim convida-me a ser um com Jesus Cristo “Irmãos: Todos vós sois filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo porque todos vós, que fostes baptizados em Jesus Cristo, fostes revestidos de Cristo.” (Gal 3, 26-27). Só assim vou estar a contribuir para a verdadeira justiça “Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher; todos vós sois um só em Cristo Jesus.” (Gal 3, 28).

O Evangelho deste Domingo convida-me a pegar na minha cruz, que é a minha incapacidade de aceitar as minhas limitações, e seguir a Cristo “Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-Me. Pois quem quiser salvar a sua vida, há-de perdê-la; mas quem perder a sua vida por minha causa, salvá-la-á” (Lc 9, 23-24).

Paulo Chambel Leitão



Evangelização e Testemunho da Caridade – Parte II

Esta semana continuamos a nossa reflexão sobre Evangelização e Testemunho da Caridade, uma reflexão que concluiremos no próximo número.

A Caridade – O Coração do Evangelho

A verdade cristã não é uma teoria abstrata. É antes de tudo a pessoa viva do Senhor Jesus (Cfr. Jo 14, 6), que vive ressuscitado no meio dos Seus (Cfr. Mt 18, 20; Lc 24, 13-35). A experiência de vida cristã tem um vulto preciso, antigo e sempre novo: o vulto, a fisionomia do amor.

No nosso tempo isto assume uma particular atualidade e relevância, precisamente porque cresceram a necessidade de relações autênticas entre as pessoas e o sentimento de solidariedade. Um dos objetivos pastorais do nosso tempo será evidenciar, na consciência e na vida dos crentes, a íntima ligação que existe entre a verdade cristã e a sua realização na caridade, como diz S. Paulo “testemunhando a verdade no amor” (Ef 4, 15). Ao homem não basta ser amado, nem amar. O homem precisa de saber e de entender. O homem tem necessidade da verdade. E caridade recorda que o “coração” do Evangelho, a boa nova”, é o Amor de Deus pelo homem e, em resposta, o amor do homem pelos irmãos (Cfr. 1 Jo 3, 16; 4, 19-21).

A Cruz revela-nos que Deus é Caridade

Toda a história da salvação revela que Deus é Amor” (1Jo 4, 8-16). Um Deus que escolhe, que perdoa, que permanece fiel ao seu povo, apesar das traições. Um Deus que, por amor, cria o homem e o cosmos para os fazer participar da Sua vida plena e definitiva.

Mas, até que ponto Deus é Amor, isso só se descobre em Jesus Cristo e na Sua morte na Cruz pela salvação dos homens.

É a grande e alegre notícia do Novo Testamento: “Nisto se manifestou o amor de Deus por nós: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que, por Ele, tenhamos a vida. É nisto que está o amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele mesmo que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados” (1Jo 4, 9-10).

Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Festa em Honra de S. Pedro – Nosso Padroeiro

No próximo dia 29 de Junho, Solenidade de S. Pedro e S. Paulo, toda a Paróquia vai celebrar a Festa do seu Padroeiro, S. Pedro.

Na Igreja Paroquial, às 21:00 horas haverá Missa Solene.

Não haverá Procissão.

Apelo à participação de todos os Paroquianos nesta celebração.

De modo a facilitar a deslocação de todos aqueles que não têm transporte próprio será disponibilizado um Autocarro cujo horário de passagem nas diferentes localidades é o seguinte:

20:00 horas – Leceia   ;   20:10 horas – Tercena       

20:20 horas – Queluz de Baixo   ;   20:30 horas – Valejas

Neste dia não haverá as Missas Vespertinas das 19:00 horas, em Tercena e das 19:15 horas, em Queluz de Baixo.

 

2.    Missa com Crianças em Barcarena

Tal como já foi anunciado no último número da nossa Folha Paroquial, a Missa com Crianças, às 15:15 horas dos 2º e 4º Sábados do mês, na Igreja Paroquial, será interrompida devido ao encerramento das actividades da Catequese.

 

3.    Peregrinação Paroquial a Fátima

No próximo dia 20 de Julho (Sábado) vamos realizar a Peregrinação Paroquial a Fátima.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas junto das Zeladoras de cada Comunidade.

Mantemos o preço do ano passado, ou seja: 

Adultos – 10,00 €          Crianças atá aos 10 anos: 7,00 €

De acordo com a Lei em vigor, as crianças terão de ser transportadas em “cadeirinha”.

 

4.    Ordenações de Presbíteros na Igreja dos Jerónimos

No próximo Sábado (dia 29 de Junho), D. José Policarpo despede-se da Diocese de Lisboa. O último acto público será a Ordenação de Presbíteros, uma Celebração que terá início às 10:30 horas, na Igreja do Mosteiro dos Jerónimos. Todos estão convidados a participar nesta Celebração.


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