Nº24 - 16-06-2013

Anteriores

Nº24 - 16-06-2013

NA BARCA DA FÉ

 

A PERFEIÇÃO IMPLICA A CAPACIDADE DE AMAR

Para a “mulher pecadora” de que nos fala o Evangelho deste Domingo (Lc 7,36-8,3), Jesus não seria como os mestres do tempo, que mais não faziam senão condenar e desprezar. As Suas palavras saíam sempre do coração e iam direitas ao coração dos ouvintes.

Jesus era também diferente dos outros homens que se tinham aproximado dela: todos a tinham usado apenas como instrumento de prazer, aproveitando-se do seu corpo e da sua beleza. Jesus terá sido o primeiro homem a olhar para ela sem a desejar, foi o único a suscitar nela a vontade de deixar de ser um objecto e o único a dar-lhe a esperança de poder tornar-se pessoa. Por Jesus, esta mulher deu-se conta de que Deus estava do seu lado, lhe oferecia a Sua paz, lhe tinha perdoado.

Desde o momento em que encontrou Jesus, tudo nesta mulher tinha mudado. As palavras de Jesus operaram nela o milagre. Como expressar-Lhe a alegria que sentia? Com os gestos que o seu afecto, o seu coração e a sua sensibilidade de mulher lhe sugeriam. O seu pranto não é ditado, como alguns pensam, pelo remorso, mas pela alegria de se sentir compreendida e amada. A partir do momento em que fez a experiência do perdão, começou a construir uma vida baseada no amor: amou muito, diz Jesus, porque lhe foi perdoado muito. Ao contrário, aquele a quem se perdoa pouco, ama pouco.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - XI Domingo do Tempo Comum - Ano C

2 Sam 12, 7-10. 13; Sal 31 (32), 1-2. 5. 7 e 11 ; Gal 2, 16. 19-21; Lc 7, 36 – 8, 3

As leituras deste domingo são extremamente fortes. Não consigo ficar indiferente perante a humildade do Rei David que nos é apresentada no Segundo Livro do Profeta Samuel. David tinha visto maravilhas sem conta, desde que passou de pastor desprezado por todos, a Rei perfeito, abençoado por Deus. Compôs alguns dos mais maravilhosos salmos que ainda hoje cantamos. Apesar disso desrespeitou quase todos os mandamentos mais importantes: matou, adulterou, mentiu,… Mas aceitou o perdão do seu Deus: “Então David disse a Natã: «Pequei contra o Senhor»”. Não se deixou matar pelo seu pecado. Não se deixou matar pela vergonha da sua incoerência, exposta aos olhos do mundo pelo profeta Natã. Em vez disso, reconheceu o seu pecado. Fez-se o último. Não tentou justificar-se.

De certa forma David já revelava o que São Paulo afirmou de forma clara na Carta aos Gálatas: “Sabemos que o homem não é justificado pelas obras da Lei, mas pela fé em Jesus Cristo”. Também David não se justificou por ser um Rei cumpridor dos mandamentos, mas sim por acreditar em Deus todo-poderoso que tudo perdoa e tudo ajusta (com justiça misericordiosa). Contudo, Jesus veio trazer algo mais impressionante do que a conversão de David. O seu perdão não tem limites. Até o mais desprezível dos seres, na época dos judeus - uma prostituta - tinha direito ao perdão total, como diz no Evangelho de São Lucas: “Depois disse à mulher: «Os teus pecados estão perdoados»”.

A história da salvação é um crescendo. Deus chega cada vez mais perto dos homens chamando à salvação a todos. Não importa quão desprezível e infame é o pecado. Jesus Cristo perdoa. Deus perdoa todos os meus pecados. Mas eu tenho de aceitar este perdão. Reconhecer que não sou deus. À mais pequena tentação, caio no pecado. Só Deus me pode conceder a graça de não me destruir pela vergonha da incoerência. Como é possível que depois de Deus me ter dado tantas coisas, continuar obstinado no pecado? Mas como diz São Paulo na Carta aos Gálatas: “Se ainda vivo dependente de uma natureza carnal, vivo animado pela fé no Filho de Deus, que me amou e Se entregou por mim”.

Todos os dias o meu espírito acorda com ânsias de uma vida eterna, que satisfaça profundamente o meu ser e em simultâneo a minha carne sente o medo da morte. Desejo estar perto daquele que me amou e se entregou por mim mas não quero abandonar este mundo. Vou convivendo com esta carne que me agarra ao pecado e com o espírito que deseja viver a comunhão perfeita com Deus. Para já aqui na Terra vou vivendo na comunhão possível com os que me são próximos. Só o meu pecado a torna difícil. Deus tem-me proporcionado muitos familiares, amigos, colegas, irmãos,… com paciência para me aceitar. Espero um dia ser merecedor dessa aceitação. Assim a graça de Deus o permita.

Pedro Chambel Leitão



Evangelização e Testemunho da Caridade – Parte I

O Pão da Palavra e da Caridade

A situação em que vivem tantos homens e mulheres de nosso País e do Mundo, as suas necessidades espirituais e materiais, os desafios que se apresentam a todos nós, traz-me à mente a Parábola da Multiplicação dos Pães. Jesus, conta o evangelista Marcos (Cfr. Mc 6, 30-44), estava sempre rodeado por pessoas que O seguiam por todo o lado e nem sequer tinha tempo para descansar. Jesus retirou-se com os Discípulos para um lugar deserto a fim de descansar um pouco. A multidão percebeu para onde iam e chegou primeiro. “Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, então, a ensinar-lhes muitas coisas” (Mc 6, 34).

Jesus ensina, transmite a Palavra de Verdade e Vida a toda aquela multidão. Fê-lo no Seu tempo e fá-lo também hoje através da Sua Igreja. Seguindo o exemplo do Mestre, a Igreja é chamada a anunciar o Evangelho como primeiro e fundamental acto de caridade para com o homem.

Mas a narração da multiplicação dos pães continua com aquela ordem de Jesus aos Seus Discípulos: Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mc 6, 37). À admiração dos Discípulos segue-se o gesto de Jesus: parte os poucos pães e dá-os aos Discípulos para que os distribuam à multidão. É o milagre da caridade que envolve Jesus e os Discípulos no serviço à multidão que tem fome.

Após o milagre da multiplicação dos pães, no diálogo com os judeus (Cfr. Jo 6, 22-50), Jesus revela o significado eucarístico do gesto que fez. Na verdade, o pão da Palavra de Deus, o pão da Caridade e o pão da Eucaristia não são pães diferentes: São a própria Pessoa de Jesus que se dá aos homens e envolve os Discípulos no Seu acto de amor ao Pai e aos irmãos.

Os desafios de hoje e de amanhã

Grandes desafios e novos cenários estão a surgir, quer na Europa quer à escala Mundial. Uma sensação de desconforto está generalizada entre os jovens, e também entre as pessoas mais velhas. Nesta situação, diversificada e complexa, torna-se cada vez mais claro que a Educação na Fé é uma necessidade geral e permanente: diz respeito às crianças, aos jovens e aos adultos, e começa precisamente por aqueles que participam mais intensamente na vida e na missão da Igreja. Trata-se, antes de mais, de se deixar converter a Deus (Cfr. 1Ts 1, 9; 2Cor 5,20) e acreditar no Seu Evangelho que se manifestou em Jesus Cristo (Cfr. Mc 1, 15; 2Cor 4, 6). É tempo de confirmar e reforçar a centralidade e a prioridade da evangelização que era já a intenção fundamental do Concílio Vaticano II. 

Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Festa em Honra de S. Pedro – Nosso Padroeiro

No próximo dia 29 de Junho, Solenidade de S. Pedro e S. Paulo, vamos celebrar a Festa do Padroeiro da nossa Paróquia. Na Igreja Paroquial, às 21:00 horas haverá Missa Solene, seguida de Consagração da nossa Paróquia a S. Pedro. Não haverá Procissão.

Apelo à participação de todos os Paroquianos nesta celebração.

De modo a facilitar a deslocação de todos aqueles que não têm transporte próprio será disponibilizado um Autocarro cujo horário de passagem nas diferentes localidades é o seguinte:

20:00 horas – Leceia   ;   20:10 horas – Tercena       

20:20 horas – Queluz de Baixo   ;   20:30 horas – Valejas

Nesse dia não haverá as Missas Vespertinas das 19:00 horas, em Tercena e das 19:15 horas, em Queluz de Baixo.

 

2.    Missa com Crianças em Barcarena

Dado terem encerrado as actividades da Catequese para este Ano Pastoral, deixará de haver, em Barcarena, a Missa com Crianças, às 15:15 horas dos 2º e 4º Sábados do mês.

 

3.    Peregrinação Paroquial a Fátima

No próximo dia 20 de Julho (Sábado) vamos realizar a Peregrinação Paroquial a Fátima.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas junto das Zeladoras de cada Comunidade.

Mantemos o preço do ano passado, ou seja: 

Adultos – 10,00 €          Crianças atá aos 7 anos: 7,00 €

As crianças terão de ser transportadas com “cadeirinha”.

 

4.    Encontro com Catequistas para Avaliação do Ano de Catequese

No dia 23 de Junho (Domingo) vai realizar-se um encontro geral de Catequistas para avaliação do Ano de Catequese. Este encontro começará com o almoço, às 13:30 horas, e terminará no final da tarde. Pede-se a todos os Catequistas o favor de se inscreverem, o mais rapidamente possível, neste encontro. Podem fazê-lo junto das Coordenadoras da Catequese.


©2019 Paróquia de São Pedro de Barcarena