Nº23 - 09-06-2013

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Nº23 - 09-06-2013

NA BARCA DA FÉ

 

RESTITUI O FILHO À MÃE

Perante um familiar ou amigo que morre, nós revoltamo-nos e seria nosso desejo pedir a Deus que o fizesse voltar à vida, que no-lo restituísse. Quem não o desejaria?! Penso, contudo, que essa oração não é cristã. Nós não faríamos nenhum favor às pessoas mortas trazendo-as várias vezes a este mundo. Apenas as obrigaríamos a repetir a experiência da morte. E, em todo o caso, um dia, elas teriam que se resignar a deixar definitivamente esta vida e a morte acabaria por ter a última palavra.

A vitória que Jesus obteve não consiste em adiar por alguns anos a nossa saída deste mundo. Ele viveu a nossa experiência humana até às últimas consequências, tocou mesmo o fundo, passando pelo sepulcro.

O milagre por Jesus realizado em Naim (cf. Lc 7, 11-17) é o sinal do prodígio imensamente maior que hoje Ele faz por todos os irmãos que morrem: «restitui-o ressuscitado à mãe», à comunidade. Não o restitui na condição de vida efémera, caduca, breve, deste mundo, um mundo onde nós ficamos doentes, sofremos, envelhecemos, experimentamos a solidão e o abandono. Restitui à mãe um filho ressuscitado, livre, feliz para sempre.

A nossa comunidade paroquial é chamada a tornar de novo presente o gesto de Jesus, bem como as Suas Palavras. Os cristãos devem repetir o que o Mestre disse à viúva de Naim: «Não chores!» Não se trata de impedir que alguém que tenha perdido um ente querido manifeste a sua dor – essas lágrimas não podem ser eliminadas! Trata-se de a todos anunciar o que o Deus da vida faz por intermédio de Jesus: introduz os homens no mundo novo, dando-lhes a Sua própria vida.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - Domingo X do Tempo Comum – Ano C

1Rs 17, 17-24; Salmo 29 (30), 2.4-6.11-12a.13b; Gl 1, 11-19; Lc 7, 11-17

A primeira leitura e o Evangelho deste Domingo, são para mim palavras terrivelmente sensíveis e perturbadoras. Na realidade deveriam ser palavras maravilhosas, tranquilizadoras, pois fala da Ressureição – da Vida. Mas a minha condição humana, não consegue ultrapassar o acontecimento da morte, mostrando assim a escravidão em que me encontro perante o pecado. Parece que fico bloqueada no acontecimento devastador da perda de um filho, até tenho medo de falar sobre isso (presenciei um acontecimento idêntico, há bem pouco tempo, numa família da nossa paróquia).

Que falta de fé a minha. Deus não me quer nesta disposição de medo, muito pelo contrário, quer me livre deste bloqueio, quer-me numa disposição de tranquilidade.

É curioso observar que nos textos sagrados, tanto no Primeiro Livro dos Reis como no Evangelho de S. Lucas, os títulos destes dois episódios, distantes temporalmente (Antigo Testamento e Novo Testamento), a relevância vai para a palavra ressureição“Ressureição do filho da viúva” e “Ressureição do filho da viúva de Naim”. O título não é - “Morte do filho da viúva”, nem “Morte do filho da viúva de Naim”. Não será já, este pormenor, um sinal indicativo, de onde devo colocar a minha atenção?

O tema da ressureição não ficou fechado no Tempo da Páscoa, como se tratasse de um capítulo anual. Todos os Domingos sou convidada a celebrar a Páscoa, a celebrar a Ressureição.

A Igreja vem em todas as Eucarístias lembrar-me, o motivo da minha Fé – Jesus Cristo venceu a morte - RESSUSCITOU. No Baptismo recebi da Igreja a Fé e Deus deu-me o Seu Espírito vivificante, o Espírito de Cristo Ressuscitado. Cristo já venceu em mim, a morte ontológica, do meu ser, dos meus medos de cada dia. Também aquela viúva, no episódio do profeta Elias (1ª leitura), encontrava-se numa morte ontológia, pois perguntava - “Vieste a minha casa lembrar-me os meus pecados e causar a morte do meu filho?” (1Rs 17,18). Aquela viúva via naquele acontecimento dramático como que um castigo de Deus perante os seus pecados.

Deus não me quer numa relação de medo, a relação que Deus me propõe é uma relação de Amor, de Amor de Pai. É esta relação que Jesus, Seu único Filho verdadeiro veio revelar ao mundo – veio revelar a mim – O Amor de Deus.

Jesus no evangelho, com a sua Palavra potente, diz: “Jovem, eu te ordeno: levanta-te!” (Lc 7, 14). Levanta-te Mónica! Tu que estás aí prostrada, cheia de medo, de medo dos sofrimentos e das doenças, de medo dos acontecimentos dramáticos que possam vir a acontecer, de medo da falta de perspectivas para o futuro – “Eu te ordeno: levanta-te!”.

Mónica Morgado



“Ah, Taizé, essa pequena Primavera!”

Foi com estas palavras que um dia, ao passar por Taizé, o Papa João Paulo II se dirigiu ao Irmão Roger.

Tudo começou em 1940, numa aldeia no sul de França e, desde então, ao ideal de um homem, o Irmão Roger, foram-se juntando vários Irmãos que, em conjunto, procuram a comunhão de Cristo na sua plenitude. Em Taizé, vivem Irmãos provenientes de vários continentes e confissões cristãs, que são orientados pelo Irmão Alois, sucessor do já falecido Irmão Roger.

A experiência de Ecumenismo que ali se vive é um dos motivos pelo qual, todos os anos, passam por Taizé milhares de jovens (católicos e protestantes) e aí vivem uma semana de oração, partilha e procura de Cristo. Os cânticos de cariz meditativo, com frases muito simples, entoados por todos, em harmonia, enriquecem as orações repletas da Palavra de Deus e, assim, permitem que milhares se sintam unidos em torno de Jesus Cristo.

Taizé foi, durante a minha juventude, o meu retiro espiritual por excelência onde aprendi a “aumentar a minha fé” e me preparei para ser um cristão adulto. Foi lá que percebi que Taizé não é um movimento, é uma forma de estar em Igreja de forma participada e activa, reconhecendo no outro alguém diferente, mas que é amado por Deus da mesma forma como Deus me ama. O Irmão Roger escreveu um dia “Deus só pode amar…”.

Em Taizé podemos viver uma caminhada de aprofundamento bíblico ou, até mesmo, um momento de puro silêncio. Quem procura um momento não tão intenso poderá colaborar nas tarefas do dia-a-dia da comunidade, que não são menos importantes (cf. 1 Cor 12).

É impossível falar de toda a dimensão de Taizé numa folha A5, mas também não seriam mais páginas a conseguir completar essa tarefa.

A nossa Paróquia está a preparar uma viagem a Taizé, destinada a jovens dos 15 aos 29 anos. Gostávamos de lançar a todos o desafio para que aproveitem esta oportunidade e descubram que significado terá Taizé nas vossas vidas. Não tenho a menor dúvida de que se irão surpreender com uma “pequena Primavera” em pleno Verão!

Para mais informações, poderão visitar o sítio da Internet de Taizé em www.taize.fr

Miguel Figueiredo



VIDA PAROQUIAL

1.    Ofertório Solidário

Como é habitual, publicamos neste número da Folha Paroquial, as verbas recolhidas nos Ofertórios Solidários realizados nas Missas Vespertinas e Dominicais dos passados dias 25 e 26 de Maio.

Barcarena – 190,38 €     Leceia – 39,44 €     Queluz de Baixo – 185,69 €

Tercena – 310,00 €        Valejas – 29,73 €

Assim, o total recolhido foi de: 755,24 €

 

2.    Festa em Honra de Santo António – Tercena

Dia 13 de Junho:

10:30 horas – Procissão do Centro Social (Creche de Tercena) para a Igreja de Santo António, seguida de Missa.

20:30 horas – Missa Solene em honra de Santo António, seguida de Procissão pelas Ruas de Tercena.

Dia 16 de Junho:

Almoço-Convívio na Quinta do Filinto. Inscrições até ao dia 13 de Junho. Preço: 12,50 €.

 

3.    Festa em Honra de S. Pedro – Nosso Padroeiro

No próximo dia 29 de Junho, Solenidade de S. Pedro e S. Paulo, vamos celebrar a Festa do Padroeiro da nossa Paróquia. No próximo número da Folha Paroquial serão dadas todas as informações relativas a esta Festa.

 

4.    Encontro com Catequistas para Avaliação do Ano de Catequese

No dia 23 de Junho (Domingo) vai realizar-se um encontro geral de Catequistas para avaliação do Ano de Catequese. Este encontro começará com o almoço, às 13:30 horas, e terminará no final da tarde. Pede-se a todos os Catequistas o favor de se inscreverem, o mais rapidamente possível, neste encontro. Podem fazê-lo junto das Coordenadoras da Catequese.

 

5.    Início da Catequese no próximo Ano Pastoral

O início da Catequese no próximo Ano Pastoral está marcado para os dias 28 de 29 de Setembro.

Os Pais das Crianças que vão frequentar a Catequese no próximo Ano Pastoral pela primeira vez podem, desde já, fazer a respectiva inscrição junto da Coordenadora da Catequese de cada Comunidade, ou no Cartório Paroquial.

 

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