Recentes



Nº246 08-07-2018

Anteriores

Nº246 - 08-07-2018

NA BARCA DA FÉ

 

NA FRAQUEZA MANIFESTA DEUS A SUA FORÇA

Estamos convencidos de que, com meios pobres, se obtêm resultados pobres e que, para realizar grandes feitos, são necessários instrumentos adequados.

Os habitantes de Nazaré cometem o erro de pensar que, para realizar os Seus projectos, Deus tem necessidade dos instrumentos que os homens consideram indispensáveis. Eis que o Evangelho (Mc 6, 1-6) nos mostra que a realidade é precisamente o contrário: Deus realiza coisas extraordinárias servindo-Se do que os homens desprezam e acham sem valor. Os conterrâneos de Jesus vêem vacilar as suas convicções religiosas, mas, em vez de se converterem aos pensamentos de Deus, agarram-se ainda com mais força às suas ideias e rejeitam Aquele que fora enviado para os salvar.

O erro de ontem bem pode repetir-se ainda hoje. Também os cristãos das nossas comunidades já formaram as suas próprias opiniões religiosas (por vezes sem se preocuparem por verificar se correspondem ao que diz o Evangelho) e delas não prescindem facilmente.

Não serão ainda muitos os que sonham implantar um reino de Deus no mundo recorrendo a meios “eficazes e concretos” como o dinheiro, a subjugação. Os apoios políticos? Não serão ainda demais os que, para obter sucessos imediatos, não sentem muitos escrúpulos em comportar-se como oportunistas. Não serão ainda muitos os cristãos que continuam a sonhar com uma Igreja com estruturas fortes e que seja amiga dos grandes deste mundo? Custa-nos ainda muito a aceitar Jesus como Ele é... sem força e sem poder!

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO XIV DO TEMPO COMUM – Ano B

LEITURA I – Ezequiel 2, 2-5; SALMO – Salmo 122 (123) 1-2a. 2bcd. 3-4; LEITURA II – 2a Coríntios 12, 7-10; EVANGELHO – Marcos 6, 1-6.

A missão de anunciar aos homens a Boa-nova é uma das missões fundamentais dos cristãos. Esta missão, assumida historicamente pelos profetas, por Jesus e pelos apóstolos, chegou-me a mim. É algo intrínseco à minha vocação de cristão; algo que Deus imprimiu em mim desde o meu Baptismo.

No entanto, o anúncio aos outros de que Deus me ama, de que somos irmãos, de que Ele enviou o seu Filho para nos salvar, pode ser completamente ignorado por quem escuta. A “insolência” e o “coração empedernido” que Ezequiel sabe poder vir a encontrar, são os mesmos que eu posso encontrar quando falo de Deus. Apesar disso, Deus diz a Ezequiel que ao menos “saberão que há um profeta no meio deles”. O anúncio que eu possa fazer d’Ele, é mais em vista da minha conversão, da proclamação da minha fé, de uma manifestação concreta de Deus no mundo, e menos para obter a conversão dos que escutam. É Deus que converte o coração do homem, no Seu tempo e com a Sua pedagogia, não sou eu.

O anúncio da Boa-nova pode ainda encontrar uma barreira intransponível para o próprio Deus: a liberdade do homem. O próprio Jesus experimentou que na Sua terra se fecharam à Sua pregação: “Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua terra, entre os seus parentes e em sua casa». E não podia ali fazer qualquer milagre; apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos” (Mc 6,4-5). É por isso muito natural que se eu falar de Deus aos outros, haja quem me rejeite por completo. É motivo de acção de graças porque também o Senhor Jesus foi rejeitado: “Veio para o que era seu e os seus não o receberam” (Jo 1,11).

Após falar aos Coríntios nas revelações que Deus lhe fez, S. Paulo descreve outro dos atributos fundamentais da missão profética: ter bem presente a própria fraqueza, o próprio pecado. Sem isso, não se pode manifestar a grandeza de Deus. Se eu me apresento aos outros como perfeito, não pode aparecer a perfeição de Deus. Se as dificuldades que me aparecem na vida não forem ocasião privilegiada de me encontrar com Deus, não poderei ajudar os outros a reconhecerem-n’O nas dificuldades que encontraram ou encontrarão nas suas vidas. “Porque é na fraqueza que se manifesta todo o meu poder”, disse o Senhor a S. Paulo.

Finalmente, esta missão de anunciar a Boa-nova tem uma promessa associada: “Todo aquele, portanto, que se declarar por mim diante dos homens, também eu me declararei por ele diante de meu Pai que está nos Céus” (Mt 10,32). 

José Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - Tempo de férias, tempo favorável para o encontro com Deus!

Um pouco por todo o lado já se começa a “respirar” tempo de férias.

Todos precisamos de desfrutar um tempo de descanso. O próprio Jesus diz isso aos Seus Discípulos: “Vinde, retiremo-nos para um lugar deserto e descansai um pouco” (Mc 6, 31).

Libertos da “lufa-lufa”, casa/trabalho, trabalho/casa, libertos das muitas preocupações do dia-a-dia, o tempo de férias é, como escrevi há duas semanas, uma excelente possibilidade para dedicarmos alguns minutos à oração.

O tempo de férias é um tempo para nos divertirmos, mas não devemos esquecer Deus. O tempo de férias dá-nos a oportunidade de encontrar mais espaço para a oração, para a reflexão, para a leitura.

De uma forma descontraída, podemos dedicar um pouco do nosso tempo ao Senhor e a nós mesmos.

A 9 de Junho de 2017, numa das suas Meditações Matutinas, o Papa Francisco dava um “Conselho para o fim-de semana”, indicava um “caminho” que podemos seguir para vivermos bem o tempo de férias.

O conselho do Santo Padre para aquele fim-de-semana era ler um dos livros do Antigo Testamento, o Livro de Tobias. Dizia o Papa: “São necessários apenas quinze minutos para o ler inteiramente, mas vale a pena fazê-lo, porque o livro de Tobias nos ensina a comportar-nos no caminho da vida, quer nos momentos bons, quer nos momentos maus”.

“A Bíblia é a Palavra de Deus e Deus fala-nos quando a lemos, quando a meditamos”, afirmou Francisco.

O conselho que deixo para o tempo de férias é ler/rezar a Bíblia.

Convido a, todos os dias, escolhermos um texto, lermos esse texto, pensarmos naquilo que Deus nos quer dizer através daquela Palavra.

Durante o tempo de férias peçamos também ao Senhor “a graça de saber discernir o que acontece nos maus momentos da nossa vida e como ir em frente, e o que sucede nos bons momentos, sem nos deixarmos enganar pela vaidade”.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Dia 11 de Julho – Solenidade de S. Bento

No próximo dia 11 de Julho, celebraremos São Bento, Padroeiro da Comunidade de Valejas.

Às 20:30 horas, haverá Missa Solene, na Igreja de Valejas.

Devido a esta Celebração, não haverá a habitual Missa em Queluz de Baixo, às 19:00 horas.

2.    Interrupção da Missa Dominical em Valejas

Após a Solenidade de S. Bento, a celebração da Missa Dominical em Valejas será interrompida.

Será retomada no 2º Domingo de Outubro (14 de Outubro).

3.    Interrupção da Missa Dominical em Leceia

A celebração da Missa Dominical em Leceia será interrompida a partir de 15 de Julho.

Tal como já foi anunciado, muito em breve terão início as obras de conservação e restauro.

Será encontrada uma solução para a celebração da Missa Solene em honra de Nossa Senhora da Piedade (dia 9 de Setembro) e para os Domingos seguintes.

4.    Alteração dos Horários das Missas em Barcarena, Queluz de Baixo e Tercena

A partir do dia 29 de Julho e até ao dia 2 de Setembro, serão canceladas as Missas Vespertinas (ao Sábado) em Queluz de Baixo e em Tercena.

Serão também canceladas as Missas Feriais (à Semana) em Barcarena, Queluz de Baixo e Tercena.

5.    Início da Catequese – Ano Pastoral 2018/2019

No próximo Ano Pastoral 2018/2019, o início da Catequese está marcado para o fim-de-semana de 29 e 30 de Setembro.

Já estão abertas as inscrições das Crianças que vão frequentar a Catequese pela primeira vez.

6.    Fotografias das Festas da Catequese

Os CDs com as fotografias dos Sacramentos da Iniciação Cristã, da 1ª Comunhão e da Profissão de Fé estão disponíveis na Secretaria Paroquial (Cartório), onde podem ser adquiridos.


©2018 Paróquia de São Pedro de Barcarena