Nº21 - 26-05-2013

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Nº21 - 26-05-2013

NA BARCA DA FÉ

 

SANTÍSSIMA TRINDADE

Já nos terá acontecido ter que apresentar o cartão de cidadão. Quem no-lo pede pretende identificar-nos. E se alguém nos pedisse o documento de identificação de cristão, o que é que apresentávamos? Qual a característica que nos distingue dos seguidores de outras religiões? O amor ao próximo? Também os outros fazem o bem, talvez mais do que nós. A fé em Deus? Também os pagãos a têm? A oração? Também os muçulmanos rezam. Então?

A Palavra de Deus hoje proclamada fala-nos da Trindade. Não para nos propor um enigma (como é que um pode ser igual a três?), mas para nos contar o amor que Deus tem por nós e para nos manifestar o seu projecto de salvação. A Trindade é o bilhete de identidade do cristão: no discípulo de Jesus deve reflectir-se o rosto de Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo.

A impressão, a marca da Trindade nota-se, antes de mais, na comunidade cristã, quando nela todos (mesmo os que mais tenham errado) se sentem acolhidos, estimados, valorizados, quando são partilhados os sofrimentos e as alegrias, quando a diversidade não é eliminada em nome da unidade, mas é tida como enriquecimento. Colhe-se a marca da Trindade nas famílias em que se dialoga, se ama e colabora. Colhe-se a marca da Trindade onde quer que se procure a verdadeira glória: não a que deriva da competição, do domínio sobre os outros, da violência, mas a que nasce do serviço humilde a quem precisa de se sentir amado.

Em que se diferencia a nossa comunidade cristã das outras comunidades ou grupos: só no facto de serem diferentes os ritos que celebramos, as orações que recitamos e os paramentos que utilizamos?

Já teremos compreendido que o Deus-Trindade reflectido no rosto duma comunidade, duma família, duma pessoa, é diferente dos outros deuses?

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - Domingo da Santíssima Trindade

L 1          Prov 8, 22-31; Sal 8, 4-5. 6-7. 8-9
L 2          Rom 5, 1-5
Ev           Jo 16, 12-15

No meu dia-a-dia levantam-se muitas dúvidas no meu espírito acerca de Deus. A Igreja convida-me a procurar (ou esquadrinhar) nas escrituras as respostas para estas minhas dúvidas. Hoje à hora do almoço um desconhecido disse em voz alta, quando estava a passar uma notícia sobre o D. Manuel Clemente na televisão, que a religião católica não passa de uma mitologia sofisticada. Eu calei-me. Será que professo uma mitologia? A primeira leitura deste Domingo apresenta-me um Deus criador que não encaixa no perfil dos Deuses das antigas mitologias. A sua sabedoria “… todo o tempo brincava em sua presença.” (Prov 8, 30) e se “… alegrava com os homens” (Prov 8, 31). Esta leitura convida-me a olhar para Deus não como alguém inacessível e incompreensível mas como alguém cuja sabedoria está próxima da minha vida. Esta leitura recorda-me a relação que os Cristãos têm com Deus a quem chamamos de Pai ao contrário das outras religiões do Livro (Judeus e Muçulmanos) que têm uma relação menos afectiva e mais distante.

Numa das notas da 1ª leitura deste Domingo (Bíblia de Jerusalém –nota i) é dito que Jesus é designado como sabedoria de Deus nas seguintes leituras: Mt, 11, 19p; Lc 11, 49 cf. Mt 23,34-36; 1Cor 1, 24-30. Se Jesus é a Sabedoria de Deus porque é que não escreveu o Corão Cristão? Encontro resposta a esta minha dúvida no Evangelho deste Domingo “… Tenho ainda muito para vos dizer, mas não podeis agora suportar. Quando vier o Espírito da Verdade ele vos conduzirá à verdade plena, pois não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido…” (Jo 16, 12-13). Esta leitura convida-me a não tentar perceber Deus mas a viver Deus, ou seja, a seguir Cristo. No entanto, seguir Cristo é passar pela Cruz.

Porque é que ser assíduo aos sacramentos e à oração não me afasta as preocupações? Porque é que tenho que ter tantas tribulações: o medo de perder o emprego, de o dinheiro não chegar, que haja uma doença grave cá em casa, que haja acidentes? A palavra de Deus mais uma vez não me deixa sem resposta “… Nós nos gloriamos também nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a perseverança, a perseverança uma virtude comprovada, a virtude comprovada a esperança. E a esperança não decepciona porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.” (Rom 1, 3-5).

Paulo Chambel Leitão



Deus dá-se sempre a conhecer aos homens

Quando ouvimos falar de uma grande personalidade, nasce em nós o desejo de a conhecer. Celebrar a Santíssima Trindade desperta em nós esse desejo e dá-nos uma resposta. Na celebração da Solenidade da Santíssima Trindade ressalta, de um modo muito particular, o facto de que Deus se manifesta, se revela, se dá a conhecer e nos conhece “de um modo pessoal” e quer um “tu a tu” com cada um de nós.

Na Liturgia dos últimos Domingos “pudemos ver” os Apóstolos “invadidos” pela tristeza: Jesus está prestes a deixá-los. Vimos os Apóstolos mais impressionados com isso do que com as coisas maravilhosas que Ele lhes disse na Última Ceia. Vimos os Apóstolos mais preocupados com o facto de que Ele os ia “deixar” do que com o porquê e o “sentido” deste “deixá-los”. Jesus explica o significado mais profundo da sua partida. É mais transformação que perda, mais manifestação que escondimento. O Jesus que “parte” é o mesmo Jesus que “envia”, da parte do Pai, o Espírito. O Espírito é a manifestação do Filho de Deus feito Filho do homem para salvar os homens. O Espírito, com a Sua Luz e a Sua Força de Amor, dará testemunho que Cristo está sempre presente e operante, de que Cristo comunica sempre o Espírito, para que o Espírito faça conhecer que a obra de Cristo é obra de amor: amor d’Ele que se ofereceu, amor do Pai que O deu.

A Trindade manifesta-se, principalmente, no comunicar aos homens o Espírito de Amor, para que os homens, amando-se uns aos outros como Cristo os amou, amem a Deus e entrem em intimidade com a Comunidade Divina do Amor.

Solenidade da Santíssima Trindade: Uma festa cristã de fundamental importância, que é celebrada no primeiro Domingo após o Pentecostes. Celebramos a realidade trinitária de Deus Pai que na grandeza do Espírito envia o Filho para a salvação do homem.

Esta festa começou a difundir-se a partir do século X, mesmo se a Santíssima Trindade era já recordada muito antes. No início, esta festa foi considerada supérflua porque a Santíssima Trindade era recordada todos os dias na Missa, porque qualquer Celebração Litúrgica é um hino de devoção à Trindade Santíssima. Uma festa exclusiva para celebrar este mistério quase pareceria reduzi-lo a uma simples devoção. Inserida, definitivamente, nas celebrações da Igreja em 1331, pelo Papa João XXII, esta Solenidade não é tanto uma “festa” da Santíssima Trindade, mas sim a confissão de Fé na Trindade, o maior de todos os dogmas, o mistério fundamental da fé católica.

Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Encerramento do Mês de Maria

No dia 31 de Maio, a nossa Paróquia fará o encerramento do Mês de Maria com uma Procissão de Velas que terá início às 21:00 horas, em Leceia (Igreja de Nossa Senhora da Piedade) e terminará na Igreja Paroquial.

À chegada, na Igreja Paroquial, confiaremos a nossa Paróquia a Nossa Senhora de Fátima.

Vamos, desta forma, todos juntos manifestar o nosso amor a Nossa Senhora.

 

2.    Contributo Paroquial

Este fim de semana, nas Missas Dominicais e Vespertinas, estão a ser distribuídos os envelopes destinados à recolha do Contributo Paroquial que deverá ser entregue no Ofertório da Missa do próximo Domingo.

O Contributo Paroquial destina-se a assegurar todas as despesas relacionadas com a vida da Paróquia.

 

3.    Primeira Comunhão

A Primeira Comunhão terá lugar no dia 2 de Junho, na Igreja Paroquial, às 11:00 horas.

 

4.    Procissão do Corpo de Deus – Dia 2 de Junho, às 17:00 horas, Sé Patriarcal

Como sabemos, o dia da Solenidade do Corpo de Deus deixou de ser feriado. A importância que esta Festa tem para nós, faz com que a Festa Litúrgica passe para o Domingo seguinte. Vamos celebrá-la no dia 2 de Junho! Tendo ainda em atenção o encerramento da “Semana da Fé”, o Senhor Cardeal Patriarca pretende também que, este ano, a Procissão seja um momento alto de afirmação profunda e significativa da nossa fé no coração da Cidade. Contamos com a presença dos Paroquianos nesta importante celebração!

 

5.    Festa em Honra de Santo António – Tercena

Dia 13 de Junho:

10:30 horas – Procissão do Centro Social (Creche de Tercena) para a Igreja de Santo António, seguida de Missa.

20:30 horas – Missa Solene em honra de Santo António, seguida de Procissão pelas Ruas de Tercena.

Dia 16 de Junho:

Almoço-Convívio na Quinta do Filinto. Inscrições até ao dia 13 de Junho. Preço: 12,50 €.

 

6.    Encontro com Catequistas para Avaliação do Ano de Catequese

No dia 23 de Junho (Domingo) vai realizar-se um encontro geral de Catequistas para avaliação do Ano de Catequese. Este encontro começará com o almoço, às 13:30 horas, e terminará no final da tarde. Pede-se a todos os Catequistas o favor de se inscreverem, o mais rapidamente possível, neste encontro. Podem fazê-lo junto das Coordenadoras da Catequese.


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