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Nº245 01-07-2018

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Nº245 - 01-07-2018

NA BARCA DA FÉ

 

O DEUS DA VIDA

O Evangelho deste Domingo (Mc 5, 21-43) propõe-nos dois milagres encaixados um no outro. Nos primeiros versículos entra em cena Jairo, um dos chefes da sinagoga, que vai ter com Jesus pedindo-Lhe para impor as mãos à sua filha que estava a morrer. Depois é narrada a cura da mulher que, havia doze anos, tinha fluxos de sangue. Finalmente, retoma a narrativa da doença, da morte e retorno à vida da filha de Jairo.

Examinemos um pouco o milagre da filha de Jairo (Mc 5, 21-24.35-43). O elemento que une este milagre ao da mulher é a fé que salva. Neste caso da filha de Jairo não estamos perante uma simples doença, mas perante uma situação desesperada: a morte. Humanamente não há mais nada a esperar. E, no entanto, Jesus diz ao chefe da sinagoga: “Não tenhas receio; crê somente!” Mensagem inaudita: o poder de Jesus não retrocede sequer diante do maior inimigo do ser humano, a morte.

Para quem acredita em Jesus não há situações irrecuperáveis. Em relação a uma pessoa que tem apenas um pequeno defeito, que comete qualquer pecado venial, que cede a qualquer fraqueza, não temos dificuldade em admitir que a fé em Cristo pode obter alguns resultados. Mas, quando nos confrontamos com pessoas que arruinaram por completo a própria existência, que são perversas, más, depravadas, que, na prática, são a “morte”, quase todos desanimamos, deixando cair os braços, e acabamos por dar razão aos que, como os amigos de Jairo, nos vão dizendo: “deixa estar, não vale a pena insistir, para quê incomodar ainda o Mestre?”

A todas estas pessoas tentadas a perder a esperança de que algo possa ainda mudar, Jesus repete: “Não tenhas receio; crê somente!”. Quem crê n’Ele verá “ressurgir” para nova vida os que todos consideram definitivamente “mortos”.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO XIII DO TEMPO COMUM – Ano B

LEITURA I – Sabedoria 1, 13-15: 2, 23-24; SALMO – Salmo 29 (30); LEITURA II – 2 Coríntios 8, 7. 9. 13-15; EVANGELHO – Marcos 5, 21-43.

Deus, este Domingo, quer-me mostrar a minha realidade. Na primeira leitura sou confrontado com o conceito de morte. A leitura do Livro da Sabedoria apresenta-me um conceito de morte que não percebo ser material ou espiritual. Será que se a humanidade não se tivesse deixado enganar pelo Diabo não teria que passar pela morte material como os outros seres vivos? Não consigo entender o que a leitura me quer transmitir “Deus criou o homem para ser incorruptível e fê-lo à imagem da sua própria natureza. Foi pela inveja do Diabo que a morte entrou no mundo, e experimentam-na aqueles que lhe pertencem.” (Sab 2, 23-24).

São Paulo introduz o conceito de partilha cristã, ou seja, dar aos outros aquilo que me faz falta. Tenho mais facilidade em perceber este conceito do que o anterior, mas uma grande dificuldade em praticar. A preocupação do dinheiro preenche uma grande parte do meu espírito. Esta excessiva preocupação torna a sua partilha um processo difícil “Ele, que era rico, fez-Se pobre por vossa causa, para vos enriquecer pela sua pobreza. Não se trata de vos sobrecarregar para aliviar os outros, mas sim de procurar a igualdade. Nas circunstâncias presentes, aliviai com a vossa abundância a sua indigência para que um dia eles aliviem a vossa indigência com a sua abundância.” (2 Cor 8, 9.13-14).

O Evangelho conclui que, por mais sabedoria e riquezas que eu tenha, vai sempre haver uma altura da minha vida que vou ser confrontado com a minha natureza frágil. Nesse momento, por mais que eu me queira alienar, vou ter a consciência clara que não sou Deus e só o verdadeiro Deus me pode sustentar:

“Ora, certa mulher que tinha um fluxo de sangue havia doze anos, que sofrera muito nas mãos de vários médicos e gastara todos os seus bens, sem ter obtido qualquer resultado, antes piorava cada vez mais, tendo ouvido falar de Jesus, veio por entre a multidão e tocou-Lhe por detrás no manto, dizendo consigo: «Se eu, ao menos, tocar nas suas vestes, ficarei curada». No mesmo instante estancou o fluxo de sangue e sentiu no seu corpo que estava curada da doença.

(...) «A menina não morreu; está a dormir». Riram-se d’Ele. Jesus, depois de os ter mandado sair a todos, levando consigo apenas o pai da menina e os que vinham com Ele, entrou no local onde jazia a menina, pegou-lhe na mão e disse:

«Talita Kum», que significa: «Menina, Eu te ordeno: Levanta-te». Ela ergueu-se imediatamente e começou a andar, pois já tinha doze anos. Ficaram todos muito maravilhados. Jesus recomendou-lhes insistentemente que ninguém soubesse do caso e mandou dar de comer à menina.” (Mc 5, 25-29.35-43). 

Paulo Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - Peregrinação Internacional dos Acólitos a Roma

Estamos a cerca de um mês da participação de 5 acólitos da nossa Paróquia na Peregrinação Internacional dos Acólitos a Roma (PIAR).

Há três anos, a nossa Paróquia esteve representada pela primeira vez por dois acólitos. Agora serão cinco.

Cada dia que passa a ansiedade aumenta e as expectativas são muitas:

“Esta Peregrinação à cidade eterna é, sem dúvida, apelativa e ainda mais com a visita ao Vaticano para audiência com o Santo Padre, não falando do resto do programa, sem dúvida muito bom.” (Joaquim Peres).

“Considero-me um sortudo por este convite irrecusável. Será um passo importantíssimo na minha formação como acólito. Espero aprender com as palavras santas do Papa Francisco, como também com as experiências vividas por outros acólitos (…) Será um marco para a vida.” (Tomás Barra).

“Espero que seja um momento de grande acolhimento, de união e de comunidade para nós enquanto acólitos, mas sobretudo enquanto cristãos.” (Bruno Borges).

“Será um crescimento pessoal e espiritual muito importante nesta fase da minha vida. (…) Uma experiência inesquecível na companhia de grandes amigos. Estar com o Papa será um sonho realizado.” (Francisco Pinto).

Para os acólitos que participaram há 3 anos, tratou-se de “um momento importante na vida de um acólito. Os encontros com o Papa ajudaram-nos a conhecer a importância do serviço de acólito na Igreja e na comunidade. Temos a certeza que para estes acólitos não será diferente.” (Pedro Escaleira e Fábio Simões).

Esta é uma Peregrinação de toda a Paróquia. Só em comunidade faz sentido este caminho percorrido. Foi devido à comunidade, juntamente com a contribuição de cada acólito, que foi possível arranjarmos a totalidade de fundos necessários para a nossa participação. Estamos muitíssimo gratos. 

Contamos com as orações de todos vós. Contem também com as nossas.

Grupo de Acólitos da Paróquia de S. Pedro de Barcarena



VIDA PAROQUIAL

1.    Peregrinação Paroquial a Fátima

No próximo Sábado, dia 7 de Julho, nas diferentes Comunidades, o horário da partida dos autocarros que nos transportarão ao Santuário de Fátima é às 7:00 horas.

Todos os autocarros juntar-se-ão em Queluz de Baixo e, às 7:30 horas, partiremos rumo a Fátima.

Pedimos a máxima pontualidade.

2.    Interrupção das Missas Vespertinas no Próximo Sábado, 7 de Julho

Devido à realização da Peregrinação Paroquial ao Santuário de Fátima, no próximo Sábado não haverá Missa Vespertina em Tercena e em Queluz de Baixo.

3.    Dia 11 de Julho – Solenidade de S. Bento

No próximo dia 11 de Julho, celebraremos São Bento, Padroeiro da Comunidade de Valejas.

Às 20:30 horas, haverá Missa Solene, na Igreja de Valejas.

Devido a esta Celebração, não haverá a habitual Missa em Queluz de Baixo, às 19:00 horas.

4.    Interrupção da Missa Dominical em Valejas

Após a Solenidade de S. Bento, a celebração da Missa Dominical em Valejas será interrompida.

Será retomada no 2º Domingo de Outubro (14 de Outubro).

5.    Início da Catequese – Ano Pastoral 2018/2019

No próximo Ano Pastoral 2018/2019, o início da Catequese fica marcado para o fim-de-semana de 29 e 30 de Setembro.

As inscrições das Crianças que vão frequentar, na Paróquia, a Catequese pela primeira vez estarão abertas a partir do próximo fim-de-semana (30 de Junho e 1 de Julho), podendo ser feitas na Secretaria Paroquial.

6.    Fotografias das Festas da Catequese

Os CDs com as fotografias dos Sacramentos da Iniciação Cristã, da 1ª Comunhão e da Profissão de Fé estão disponíveis na Secretaria Paroquial (Cartório), onde podem ser adquiridos.


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