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Nº243 17-06-2018

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Nº243 - 17-06-2018

NA BARCA DA FÉ

 

A SEMENTE É A PALAVRA

A Palavra de Deus contém em si uma força de vida irresistível. Uma vez anunciada, penetra na inteligência e no coração e quem a ouve não pode ficar o mesmo. É inevitável que aconteça uma transformação interior. A Palavra não depende tanto da habilidade e do esforço de quem lançou a semente, quanto da energia de vida que a Palavra possui em si e, em último caso, do facto de ser mais ou menos fecunda.

Por vezes os que anunciam o Evangelho esquecem-se de que a sua mensagem é como uma semente. Por não verem imediatamente nenhum resultado concreto, desanimam e julgam que os seus esforços foram em vão. Quantos cristãos, por exemplo, vendo que, com o amor, o respeito pela liberdade e o perdão, não se obtêm logo os resultados esperados, não são tentados a acelerar a vinda do Reino de Deus recorrendo a meios que Cristo rejeitou e proibiu: a violência, as alianças com o poder político, a mentira, a constrição!

Ninguém seria tão insensato a ponto de se pôr a puxar por uma pequena planta para a fazer crescer mais depressa. E, no entanto, há pessoas que não permitem que os outros façam o seu próprio caminho, talvez um pouco lento, na vida espiritual. Há pais, educadores, responsáveis na comunidade paróquial..., que não fazem mais nada senão insistir sempre nas mesmas coisas e com as mesmas palavras. Que resultados obtêm com isso? Cansam, irritam, tornam ainda mais rebeldes os que deveriam ajudar, afastam da comunidade os que, para ser tratados, apenas teriam necessidade dum olhar de ternura, paciente e cheio de compreensão.

O Evangelho de hoje (Mc 4, 26-34) sublinha que é necessário saber “dormir”, ou seja, saber esperar, manter a calma e contemplar a semente que germina, cresce e dá frutos abundantes, “sozinha”.

O vosso Pároco, 

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO XI DOTEMPO COMUM – Ano B

LEITURA I –  Ezequiel 17, 22-24; SALMO – Salmo 91 (92); LEITURA II – 2ª Coríntios 5, 6-10; EVANGELHO – Marcos 4, 26-34.

As leituras de hoje vêm-me trazer de várias formas uma ideia: o mundo em que vivo é passageiro e não é para ele que devo viver.

Na segunda carta aos Coríntios vemos que «enquanto habitarmos neste corpo vivemos como exilados» (2 Co 5, 6), o que quer dizer que o nosso tempo de vida é um tempo desconfortável, um tempo em que estamos desterrados.

No livro de Ezequiel, o Senhor diz «humilho a árvore elevada e elevo a árvore modesta» (Ez 17, 24), o que quer dizer que a resposta de Deus a esse exílio é uma grande recompensa.

O Salmo 92 diz-me que «O justo florescerá como a palmeira, crescerá como o cedro do Líbano: plantado na casa do Senhor» (Sl 92, 2) e «Mesmo na velhice dará o seu fruto, cheio de seiva e de vigor, para proclamar que o Senhor é justo» (Sl 92, 3). Isto quer dizer que, se puser a minha vida em Deus, o seu plano para a minha vida manifestar-se-á. Isto é certo e observável em quantos na velhice e nas dificuldades e afrontas não viram costas ao próximo nem ao Evangelho e demonstram fortemente a sua fé. Mas a verdadeira manifestação observo na vida de Cristo e em todos os que se desgastam pelo próximo, tal como a semente se desfaz para dar origem à planta.

O Evangelho segundo São Marcos ainda realça mais a humildade que refere o livro de Ezequiel, ao comparar o reino dos céus a um pequeno grão de mostarda: «É como um grão de mostarda, que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes que há sobre a terra» (Mc 4, 31). A fé, que é pequenina como um grão de mostarda, entra no coração dos puros, dos pequeninos, dos humildes. Entrou no coração dos pastorinhos de Fátima, entra mais facilmente no coração das crianças e veio ao mundo em grande precariedade através da Virgem Maria, para nascer num estábulo.

Resumindo, a Palavra de hoje apela-me à humildade para receber o Espírito Santo e à doação da minha vida no serviço ao próximo, sem reservas, como obra da graça de Deus. A recompensa dos que não olham às limitações e se disponibilizam à vontade de Deus é enorme. O maior exemplo que tenho é o de Cristo, que morreu humilhado, torturado e injustiçado, mas que nos ofereceu dessa forma a liberdade, ou seja, abrigou-nos nos seus ramos: «depois de semeado, começa a crescer e torna-se a maior de todas as plantas da horta, estendendo de tal forma os seus ramos que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra» (Mc 4, 32).

Márcio Botelho Antunes



VIVENDO A FÉ - Gaudete et Exsultate – Alegrai-vos e Exultai
O Chamamento à Santidade no Mundo Actual

Neste número da Folha Paroquial continuo a reflexão iniciada na semana passada sobre a última Exortação Apostólica do Papa Francisco Gaudete et Exsultate (GE). É um documento de leitura fácil, que não precisa de grandes explicações. Neste breve texto procurarei reflectir sobre a mensagem clara que o Papa Francisco pretende lançar hoje à Igreja.

Desde o início, a santidade está no coração do Pontificado de Francisco. Numa entrevista concedida, em Agosto de 2013, cinco meses após a sua eleição, o Santo Padre afirmou: “Eu vejo a santidade no Povo de Deus paciente: na mulher que faz crescer os filhos, no homem que trabalha para trazer para casa o pão, nos doentes, nos sacerdotes idosos, com muitas feridas, mas sempre com um sorriso porque serviram o Senhor, nas freiras que trabalham muito e vivem uma santidade oculta. […] Eu associo a santidade à paciência”.

A santidade deve ser procurada na vida quotidiana das pessoas que nos são próximas, não em modelos ideais e abstractos. “O caminho da santidade é simples - disse Francisco na Capela da Casa de Santa Marta, em 24 de Maio de 2016 – é não voltar para trás, mas ir sempre em frente, sem fraquejar”.

A santidade põe lado a lado humildade e grandeza.

Francisco diz-nos que a santidade não é fruto do isolamento. A santidade é vivida no corpo vivo do povo de Deus. Num texto publicado em 1982, Bergoglio escreveu: “Fomos criados para a santidade num corpo santo: o da nossa santa mãe Igreja”. E ainda: a santidade “é a visita de Deus ao Seu corpo”.

E, na Exortação Apostólica, escreve: “O Espírito Santo derrama a santidade, por toda a parte, no santo povo fiel de Deus, porque «aprouve a Deus salvar e santificar os homens, não individualmente. […] Ninguém se salva sozinho, como indivíduo isolado, mas Deus atrai-nos tendo em conta a complexa rede de relações interpessoais que se estabelecem na comunidade humana: Deus quis entrar numa dinâmica popular, na dinâmica dum povo” (GE 6).

Diácono Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Sacramento do Crisma – 23 de Junho

No próximo dia 23 de Junho, o Senhor Bispo, D. Joaquim Mendes, estará na nossa Paróquia para administrar o Sacramento do Crisma.

A Missa do Crisma será às 19:00 horas, na Igreja Paroquial.

De modo a que todos os Paroquianos possam participar na Missa do Crisma, a Missa Vespertina das 19:00 horas, em Tercena, e das 19:15 horas, em Queluz de Baixo, serão canceladas.

A Paróquia disponibiliza um autocarro para transportar as pessoas que não têm carro das diferentes Comunidades para a Igreja Paroquial.

O Horário da Partida do Autocarro será: 18:00 horas – Leceia ; 18:10 horas – Tercena

18:20 horas – Queluz de Baixo  ;  18:30 horas – Valejas

Apelamos à participação de todos os Paroquianos nesta Celebração.

2.    50º Aniversário do Centro Social e Paroquial

A Missa Dominical do próximo domingo, dia 24 de Junho, na Igreja Paroquial (12:00 horas), será uma Missa de Acção de Graças, na ocorrência do 50º Aniversário do Centro Social e Paroquial. Nesse dia, os ofertórios de todas as missas dominicais destinam-se ao Centro Social e Paroquial.

3.    Dia 29 de Junho – Solenidade de S. Pedro e S. Paulo

Dia 29 de Junho, celebraremos São Pedro, Padroeiro da Paróquia. Às 21:00 horas, haverá Missa Solene, na Igreja Paroquial.

Devido a esta Celebração, não haverá a habitual Missa em Queluz de Baixo, às 19:00 horas.

4.    Peregrinação Paroquial a Fátima

Continuam abertas as inscrições para a Peregrinação Paroquial ao Santuário de Fátima, agendada para o dia 7 de Julho.

O custo é o seguinte:

Adultos – 12,00 €;  Crianças (até aos 10 anos) – 8,00 €


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