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Nº242 10-06-2018

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Nº242 - 10-06-2018

NA BARCA DA FÉ

 

JESUS E O MALIGNO:
DOIS INIMIGOS IRRECONCILIÁVEIS

A parte central do Evangelho proclamado neste Domingo (Mc 3, 22-30), inserida entre a partida e a chegada dos parentes de Jesus, introduz um outro grupo de pessoas. São os escribas, chegados de Jerusalém, que vêm fazer acusações ao Mestre. Fazem-Lhe duas concretamente: Jesus é um endemoninhado e as obras prodigiosas que faz é com a ajuda do diabo. Jesus chama-os e esclarece: não é possível que o diabo esteja dividido contra si mesmo.

Satanás, por sua natureza, é inimigo do ser humano, é homicida. A sua acção é contra a vida e a felicidade humanas. Ora, as obras que Jesus faz são exactamente o contrário: Ele ajuda as pessoas, recupera-as, cura-as, dá-lhes a vida. As Suas acções não podem, pois, vir do maligno.

A afirmação de Jesus dá-nos um critério fundamental para aferir se uma pessoa está da parte de Deus ou se está aliada com o diabo. Quem opera em favor do ser humano, quem veste os nus, quem ajuda os doentes, quem dá pão ao esfomeado, esse, crente ou não, faz as obras de Deus.

A segunda imagem a que Jesus recorre para rejeitar a acusação dos escribas é a do homem forte que é vencido por um homem mais forte do que ele. O reino do maligno, diz, já tem os dias contados, o seu fim já teve início. No mundo entrou uma força de bem imensamente superior à do mal.

Quantas vezes desanimamos perante o mal que ainda subsiste na nossa terra, nas nossas comunidades cristãs, nas nossas famílias, em nós próprios. Jesus quer que sejamos optimistas. Sobretudo convida-nos, pede-nos, que não deixemos cair os braços, porque Ele venceu o maligno, embora seja preciso ainda muito tempo para esta vitória se manifestar em plenitude.

Os escribas de hoje estão aí. Lutam contra quem quer que anuncie uma nova lógica, a lógica de Deus. E quando se sentem ameaçados no seu poder não hesitam em recorrer à ameaça, ao insulto, à calúnia e até mesmo à violência. 

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO X DOTEMPO COMUM – Ano B

LEITURA I – Génesis 3,9-15; SALMO – Salmo 129 (130); LEITURA II – 2ª Coríntios 4,13-18.5,1; EVANGELHO – Marcos 3,20-35.

As leituras deste Domingo apresentam-me duas dicotomias, presentes em particular na passagem do Livro do Génesis e no Evangelho de S. Marcos.

Por um lado, elas falam daquele que divide e separa de Deus - o demónio – e daquele que aproxima de Deus e promove a comunhão com Ele (porque d’Ele procede) – o Espírito Santo; por outro lado, apresentam-nos Eva e Maria.

No Evangelho, Jesus profere também palavras que parecem desconcertantes e contrárias ao Seu coração de filho e de bondade.

Assim, na leitura do Génesis é-nos contada a história do nascimento do pecado, da queda dos nossos primeiros pais, que enganados por Satanás (que instalou na sua mente a dúvida sobre o amor de Deus) quiseram eles próprios ser como Deus e quebraram a confiança neles depositada.

No final, Deus deixa uma promessa: a descendência da mulher atingirá a serpente na cabeça e vencê-la-á. Jesus Cristo, filho de Maria, nova Eva, viria vencer a morte e o pecado.

Maria é a mulher que escuta e recebe no seu seio o Espírito Santo: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a Vossa palavra” (Lc 1, 38), como reza a Igreja todos os dias na oração do Angelus.

Escolher deliberadamente não dar ouvidos ao Espírito Santo, blasfemar contra ele, é pecado sem perdão, é rejeitar qualquer possibilidade de ligação a Deus e ao Seu Filho.

A divisão gera a fraqueza, como diz Jesus no Evangelho. Uma casa cheia do Espírito Santo e em comunhão com Deus, pelo contrário, é forte.

Esta palavra interpela-me a ter claro em cada momento a quem quero escutar.

Se quero abrir as portas da minha casa ao Espírito de Deus ou deixar entrar quem me quer afastar d’Ele. Há que procurar pôr em prática esta escolha nos acontecimentos de cada dia. Porque o problema das escolhas meramente teóricas é que tropeçam todos os dias na vida, mas é precisamente aí que Deus se manifesta e ajuda com a Sua graça.

Por último, as palavras aparentemente insensíveis de Jesus quando se refere à Sua mãe e aos familiares que foram ao Seu encontro: “quem é minha Mãe e meus irmãos?”.

Depois de Seu Filho, Maria foi quem fez a vontade de Deus de forma mais perfeita. Por isso, ela será sempre a Sua Mãe e terá sempre o primeiro lugar.

No entanto, com estas palavras, Jesus convida-me também a fazer parte da Sua família, a tê-Lo como irmão, se escolher escutar o Espírito Santo e fazer a vontade do Pai. 

Filipa Aguiar Ferreira



VIVENDO A FÉ - Gaudete et Exsultate – Alegrai-vos e Exultai
O Chamamento à Santidade no Mundo Actual

Cinco anos após a sua eleição, o Papa Francisco decidiu publicar a sua terceira Exortação Apostólica, intitulada Gaudete et Exsultate (GE). Como está escrito no subtítulo, esta Exortação Apostólica tem como tema o “chamamento à santidade no mundo actual”. Utilizando uma linguagemmuito simples, o Papa indica a todos nós aquilo que interessa, explica o verdadeiro significado da vida cristã, que é, nas palavras de Santo Inácio de Loyola, “procurar e encontrar Deus em todas as coisas”. Este é o coração de qualquer reforma, pessoal e eclesial: colocar Deus no centro de tudo.

O Santo Padre escolheu o nome “Francisco” precisamente por isso; Como pontífice, “abraçou” a missão de Francisco de Assis: “Reconstruir” a Igreja, fazer na Igreja uma reforma espiritual que tem Deus no centro. Diz o Papa: “O Senhor pede tudo e, em troca, oferece a vida verdadeira, a felicidade para a qual fomos criados. Quer-nos santos e espera que não nos resignemos com uma vida medíocre, superficial e indecisa” (GE 1).

A Exortação não pretende ser um “tratado sobre a santidade”. O “humilde objectivo” do Papa é: “Fazer ressoar mais uma vez o chamamento à santidade, procurando encarná-lo no contexto actual, com os seus riscos, os seus desafios e oportunidades”(GE 2).E, nessesentido, Francisco espera que as suas “páginas sejam úteis para que toda a Igreja se dedique a promover o desejo de santidade” (GE 177).

A Exortação Gaudete et Exsultate é constituída por cinco capítulos. O ponto de partida é “o chamamento à santidade” dirigido a todos. A seguir identifica “dois inimigos subtis da santidade”. No 3º Capítulo, as bem-aventuranças evangélicas aparecem como modelo de uma santidade que consiste em seguir o caminho “à luz do Mestre”. O 4º capítulo descreve “algumas características da santidade no mundo actual”: paciência e mansidão, alegria e sentido de humor, ousadia eardor, vida comunitária e oração constante. A Exortação conclui com um capítulo dedicado à vida espiritual como “combate, vigilância e discernimento”.

Diácono Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Festa em Honra de Santo António, Padroeiro de Tercena

Na próxima Quarta-Feira, dia 13 de Junho, celebraremos Santo António, Padroeiro da Comunidade de Tercena.

Às 10:00 horas haverá Procissão, seguida de Missa Solene (Centros de Infância, Actividades de Tempos Livres e Centro de Dia)

Às 20:30 horas haverá Procissão, pelas Ruas de Tercena, seguida de Missa Solene.

2.    Dia 13 de Junho – Cancelamento da Missa em Queluz de Baixo

Devido à Celebração da Festa de Santo António, em Tercena, não haverá a habitual Missa em Queluz de Baixo, às 19:00 horas.

3.    Sacramento do Crisma – 23 de Junho

No próximo dia 23 de Junho, o Senhor Bispo, D. Joaquim Mendes, estará na nossa Paróquia para administrar o Sacramento do Crisma. A Missa do Crisma será às 19:00 horas, na Igreja Paroquial.

De modo a que todos os Paroquianos possam participar na Missa do Crisma, a Missa Vespertina das 19:00 horas, em Tercena, e das 19:15 horas, em Queluz de Baixo, serão canceladas.

A Paróquia disponibiliza um autocarro para transportar as pessoas que não têm carro das diferentes Comunidades para a Igreja Paroquial.

O Horário da Partida do Autocarro será: 18:00 horas – Leceia; 18:10 horas – Tercena

18:20 horas – Queluz de Baixo;  18:30 horas – Valejas

Apelamos à participação de todos os Paroquianos nesta Celebração.

4.    Dia 29 de Junho – Solenidade de S. Pedro e S. Paulo

Dia 29 de Junho, celebraremos São Pedro, Padroeiro da Paróquia. Às 21:00 horas, haverá Missa Solene, na Igreja Paroquial.

Devido a esta Celebração, não haverá a habitual Missa em Queluz de Baixo, às 19:00 horas.

5.    Peregrinação Paroquial a Fátima

Continuam abertas as inscrições para a Peregrinação Paroquial ao Santuário de Fátima, agendada para o dia 7 de Julho.

O custo é o seguinte:

Adultos – 12,00 €  ;  Crianças (até aos 10 anos) – 8,00 €


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