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Nº241 03-06-2018

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Nº241 - 03-06-2018

NA BARCA DA FÉ

 

JESUS PARTILHA A SORTE DOS “LEPROSOS” DESTE MUNDO

A segunda parte do Evangelho deste Domingo (Mc 3, 1-6) apresenta mais um conflito de Jesus com os fariseus. Jesus cura, em dia de sábado. Não se sabe sequer o nome de quem tem a mão paralisada. Nem interessa! É um ser humano e isso é quanto basta! Está ali quieto e nem faz qualquer pedido.

A cena é dramática. De um lado, está Jesus que Se deixa guiar apenas pelo amor ao ser humano, do outro, estão os escravos da lei que não toleram que alguém se comporte tão livremente. Jesus faz uma pergunta provocatória: “É lícito em dia de sábado fazer o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixá-la perder?” Para Ele, omitir o auxílio a uma pessoa equivale a tirar-lhe a vida.

Também Mateus e Lucas se referem a este episódio, mas só Marcos nota este pormenor: Jesus olhou para eles “com indignação” (Mc 3, 5). Talvez que os outros evangelistas se sintam um pouco embaraçados perante este sentimento tão humano de Cristo e tenham preferido omiti-lo. E, no entanto, é um gesto que revela o “desdém” de Deus por quem quer que se oponha ao bem do homem.

Quando a tensão chega ao ponto máximo, Jesus diz ao homem: “Estende a tua mão!” Ele estendeu-a e a mão ficou curada (Mc 3, 5).

Com esta atitude provocatória, Jesus declara que Deus não aceita que se ponham limitações à acção em favor do ser humano. A pessoa deve ser posta em primeiro lugar. Tudo o resto, incluindo a mais sagrada das leis, como o sábado, está ao seu serviço.

Pergunto-me muitas vezes se os cristãos, hoje, terão a mesma coragem do Mestre! Não acontece, tantas vezes, que para manter aquilo que alguns chamam “ordem”, se sacrifica o bem das pessoas e se desrespeitam os direitos dos mais fracos?

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO IX DOTEMPO COMUM – Ano B

LEITURA I – Deuteronómio 5, 12-15; SALMO – Salmo 80 (81); LEITURA II – 2 Coríntios 4, 6-11; EVANGELHO – Marcos 2, 23 – 3, 6.

No 3º mandamento, Deus diz ao povo de Israel: “Guarda o dia de sábado, para o santificares” (Deut 5,12). Este mandamento tem na sua base a recordação da criação do mundo, mas é também um memorial da aliança que Deus fez com o seu povo: “Recorda-te que foste escravo na terra do Egipto e que o Senhor, teu Deus, te fez sair de lá com mão forte e braço estendido. Por isso, o Senhor, teu Deus, te mandou guardar o dia de sábado” (Deut 5,15).

A morte e ressurreição de Jesus vão dar outra dimensão a este memorial.

A Nova Aliança vai passar a celebrar-se no 1º dia da semana, no dia do Senhor, no Domingo. “Enquanto primeiro dia, o dia da Ressurreição de Cristo lembra a primeira Criação. Enquanto oitavo dia, a seguir ao sabbat, significa a nova Criação, inaugurada com a Ressurreição de Cristo” (Catecismo da Igreja Católica 2174). Celebramos em todos os Domingos o que Paulo escreve na epístola aos Coríntios: “Levamos sempre e em toda a parte no nosso corpo os sofrimentos da morte de Jesus, a fim de que se manifeste também no nosso corpo a vida de Jesus”.

A primeira escravidão no Egipto é imagem da escravidão da carne que leva à morte. A saída do Egipto devido à “mão forte e braço poderoso de Deus” é imagem da nova vida na fé. É muito fácil duvidar da força e poder de Deus. O memorial da Nova Aliança, que celebro todos os Domingos, tem esta função de me fazer confrontar permanentemente os factos da minha vida terrena com a dimensão eterna que Deus lhe dá. Junta-se neste dia a minha debilidade natural (os meus atrofiamentos) com o infinito poder e vontade de Deus de a transformar numa realidade sobrenatural.

Esta dádiva de Deus à minha pessoa não a posso agradecer, mas posso celebrá-la.  Na  liturgia  eucarística  faço  isso  numa  continuidade permanente com a Páscoa hebraica, com a última ceia e com a festa permanente do Céu.

José Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - Contributo Paroquial Uma Forma de Participação

Nas Missas Vespertinas e Dominicais do próximo fim-de-semana (dias 9 e 10 de Junho), procederemos à recolha do Contributo Paroquial.

Aos donativos serão atribuídos benefícios fiscais. A Paróquia emitirá recibo do donativo desde que no envelope do Contributo seja indicado o nome completo, a morada completa e o número de contribuinte.

Neste número da Folha Paroquial, partilhamos alguns pensamentos, para reflexão de todos os Paroquianos.

O que é o Contributo Paroquial?

As Igrejas vivem da generosidade dos seus Fiéis. Foi assim desde o princípio! Nos Actos dos Apóstolos pode ler-se: “A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma. Ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas entre eles tudo era comum. Entre eles não havia ninguém necessitado […]. Distribuía-se, então, a cada um conforme a necessidade que tivesse” (At 4, 32.34-35).

O Contributo Paroquial é a forma de os fiéis providenciarem às “necessidades materiais da sua Igreja para que ela possa dispor do necessário para o Culto Divino, para as Obras Apostólicas e de Caridade e para a sustentação dos seus Ministros” (Catecismo da Igreja Católica, Nº 2043).

A que se destina o Contributo Paroquial?

Qualquer Paróquia tem dois tipos de necessidades: correntes e extraordinárias. O Contributo Paroquial destina-se especificamente a prover as necessidades correntes,ficando as extraordinárias (por exemplo, obras de maior dimensão) ligadas a iniciativas de angariação de fundos para o efeito.

As despesas correntes de uma Paróquia são aquelas que resultam dos gastos com o Culto Divino, com a sustentação dos seus Ministros, com o Cartório Paroquial (expediente, correio, telefone), com as despesas de manutenção (água, electricidade, artigos de limpeza), etc.

Todos os anos as contas da Paróquia são afixadas em todas as Comunidades para poderem ser consultadas.

Como contribuir?

Cada um há-de contribuir de acordo com a sua consciência e as suas possibilidades, sabendo que é a Deus que dá.

Na nossa Paróquia, a recolha do Contributo Paroquial é feita em quatro momentos do ano. A entrega é feita, num envelope, durante o ofertório das Missas Vespertinas e Dominicais.

Diácono Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Encontro de Crismandos com o Senhor Bispo

Na próxima Terça-Feira, dia 5 de Junho, às 21:30 horas, haverá, na Igreja Paroquial, um encontro obrigatório dos Crismandos com o Senhor Bispo.

Os Pais e Padrinhos dos Crismandos são também convidados a participar neste encontro.

2.    Exposição do Santíssimo Sacramento em Tercena

Na próxima Quinta-Feira, dia 7 de Junho, entre as 16:00 e as 17:30 horas, haverá Exposição do Santíssimo em Tercena.

3.    Festa em Honra de Santo António, Padroeiro de Tercena

No próximo dia 13 de Junho, celebraremos Santo António, Padroeiro da Comunidade de Tercena.

Às 10:00 horas haverá Procissão, seguida de Missa Solene (Centros de Infância, Actividades de Tempos Livres e Centro de Dia)

Às 20:30 horas haverá Procissão, pelas Ruas de Tercena, seguida de Missa Solene.

4.    Contributo Paroquial

No próximo fim-de-semana, dias 9 e 10 de Junho, em envelope próprio, vai ser recolhido o Contributo Paroquial que se destina a assegurar as despesas da Paróquia. Apelamos à vossa generosidade.

5.    Peregrinação Paroquial a Fátima

Continuam abertas as inscrições para a Peregrinação Paroquial ao Santuário de Fátima, agendada para o dia 7 de Julho.

O custo é o seguinte:

Adultos – 12,00 €;  Crianças (até aos 10 anos) – 8,00 €.

6.    Peregrinação dos Acólitos a Roma – Angariação de Fundos

Entre 30 de Julho e 3 de Agosto, 5 Acólitos da nossa Paróquia vão participar na Peregrinação Internacional de Acólitos a Roma e encontrar-se com o Papa Francisco.

Tendo em vista angariar fundos para custear as viagens, os Acólitos vão estar a vender bolos, em Queluz de Baixo e Tercena, no próximo Sábado, dia 9 de Junho, após as Missas Vespertinas e, no próximo Domingo, dia 10 de Junho, após as Missas Dominicais.

Cada um contribuirá com o que puder.


©2018 Paróquia de São Pedro de Barcarena