Nº20 - 19-05-2013

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Nº20 - 19-05-2013

NA BARCA DA FÉ

 

PENTECOSTES

O Pentecostes era uma festa judaica muito antiga, celebrada cinquenta dias depois da Páscoa. Nela se comemorava a chegada do povo de Israel ao Monte Sinai: no Sinai, Moisés tinha subido à montanha, tinha encontrado Deus e tinha recebido a Lei para transmitir ao povo.

Os judeus orgulhavam-se muito desse dom: diziam que, antes deles, Deus oferecera a sua lei a outros povos, mas que eles a tinham recusado, preferindo os seus vícios e desregramentos a uma vida pessoal e social digna de homens. Para agradecer a Deus esta predilecção, os israelitas instituíram a festa do Pentecostes.

Ao afirmar que o Espírito desceu sobre os discípulos precisamente no dia de Pentecostes, S. Lucas (Act 2, 1-11) quer ensinar-nos uma só coisa: o Espírito Santo substituiu a antiga lei e transformou-se na Nova lei do cristão. E qual é essa Nova Lei, a Lei do Espírito? É o coração novo, é a vida de Deus que, quando entra no homem, transforma-o de coração de pedra em coração de carne, capaz de produzir espontaneamente as obras de Deus.

Quando o homem fica inundado pelo Espírito, acontece-lhe algo surpreendente e incrível: ama com o mesmo amor de Deus. A partir desse momento ele não «precisa mais que alguém lhe ensine» (Jo 2, 27) e, por isso, não precisa de mais nenhuma lei. S. João chega a dizer que o homem animado pelo Espírito se torna incapaz de pecar: «Todo aquele que nasceu de Deus, não comete pecado, porque nele está radicada uma semente divina e não pode pecar porque nasceu de Deus» (1Jo 3,9).

Nos Actos dos Apóstolos, S. Lucas não pretende fornecer-nos uma informação cronológica, mas tão só dar-nos conta que o cristão tem como sua única lei o Espírito.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO DE PENTECOSTES

L 1          Act 2, 1-11; Sal 103 (104), 1ab e 24ac. 29bc-30. 31 e 34
L 2          1 Cor 12, 3b-7. 12-13 ou Rom 8, 8-17
Ev           Jo 20, 19-23 ou Jo 14, 15-16. 23a-26

O meu Pai do céu convida-me, na primeira leitura deste Domingo (Act 2, 1-11), a deixar que o Espírito Santo me ensine a linguagem do Tu e a abandonar a linguagem do Eu que só causa divisão na minha família, na minha comunidade, na minha paróquia e no meu trabalho. No meu dia-a-dia estou sempre a falar a linguagem do Eu, em especial quando espero que o outro se cale para eu lhe explicar o meu brilhante raciocínio que lhe vai ser duplamente benéfico. Por um lado, clarifica qualquer dúvida que haja e, por outro, mostra o quanto eu sei. Esta linguagem é uma linguagem natural em mim.

A linguagem do Tu é uma linguagem mais difícil de eu aprender porque baseia-se mais em escutar o outro, e em especial, escutar a Deus, ou seja, a combater contra o mundo e contra as tentações do Demónio. Tudo coisas difíceis. A própria inspiração desta linguagem não é simpática - o T da cruz. No entanto, as leituras deste Domingo anunciam-me que, através de quem domina a língua do Tu, Deus faz maravilhas. Os Apóstolos anunciavam Cristo Ressuscitado a judeus, de países distantes, que não falavam a sua língua (Act 2,5-11). Esta linguagem convida-me a uma união com Cristo de tal forma grande que, nenhum obstáculo deste mundo se pode colocar entre nós (Jo 20,19 -… estando fechadas as portas … Jesus veio e pondo-se no meio deles, lhes disse “A paz esteja convosco!).

A linguagem do Eu transforma-me em mais um operário da Torre de Babel que é este mundo. A prática da linguagem do Tu convida-me a ser um membro em união perfeita com este corpo que é a Igreja, cuja cabeça é Cristo. Neste corpo místico, Deus põe os meus poucos talentos a render. 

Paulo Chambel Leitão



Pentecostes: O dom do Espírito Santo – O sopro de Deus O Espírito Santo guia os cristãos na descoberta do sentido da vida

A festa de Pentecostes celebra três grandes acontecimentos: a descida do Espírito Santo sobre Maria e os Apóstolos reunidos no Cenáculo, a primeira pregação do Evangelho em Jerusalém e a formação da primeira comunidade cristã, ou seja, o nascimento da Igreja.

O protagonista “escondido” de todos estes eventos é o Espírito Santo, dom que nos foi dado pelo Ressuscitado.

O termo Pentecostes (de origem grega, com o significado de quinquagésimo) deriva do facto de que esta festa era celebrada, pelos Hebreus, 50 dias depois da Páscoa.

Coincide com a festa das colheitas, relatada no Antigo Testamento como um dia de acção de graças em que se ofereciam a Deus as primícias dos produtos da terra, dia de peregrinação à Cidade Santa, para comemorar a Aliança no Sinai, a entrega das tábuas da Lei a Moisés, cinquenta dias após o Êxodo.

A festa cristã celebra o Pentecostes (quinquagésimo dia) que se seguiu à Ressurreição de Jesus, um dia marcado pelo dom do Espírito Santo que inaugura uma nova criação e o tempo da Igreja.

Um dia esplêndido e terrível, aquele “quinquagésimo dia”! Um dia de vento, de trovões e de fogo brilhante! Um dia de medos que se transformam em confiança e que conduzem ao anúncio da Boa Nova a todos os Povos e ao “germinar” do novo Povo de Deus.

Desde o início, este povo aparece rico de numerosos carismas. A vitalidade do Corpo de Cristo, que é a Igreja, exprime-se na variedade de dons espirituais, dados a cada um para o bem de todos.

O discurso de Pedro é o primeiro acto da missão confiada por Jesus aos Apóstolos. Vindo o Espírito Santo, começa a evangelização. É o Espírito quem anima a missão, quem torna eficaz a pregação do evangelho. Todos, na sua própria língua, compreenderam aquilo que os Discípulos disseram acerca de Jesus: o anúncio do Evangelho deve ser levado até aos confins da terra.

O Pentecostes recorda que o Espírito Santo, mediante o Baptismo, acendeu em nós, cristãos, o fogo do Seu Amor. Ele habita na Igreja e nos nossos corações como num templo. É preciso que este fogo seja mantido aceso. Não esqueçamos que é com o testemunho de vida que os cristãos acendem o fogo de Cristo no coração do mundo.

Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Mês de Maio – Mês de Maria

Durante o mês de Maio será rezado o terço, em honra de Nossa Senhora:

TercenaTodos os dias, às 21:00 horas, excepto ao Sábados em que será rezado às 18:30 horas.

Barcarena – Terças e Quintas, às 18:30 horas.

Queluz de Baixo – Quartas, Sextas e Sábados, às 18:30 horas.

 

2.    Encerramento do Mês de Maria

No dia 31 de Maio, a nossa Paróquia fará o encerramento do Mês de Maria com uma Procissão de Velas que terá início às 21:00 horas, em Leceia (Igreja de Nossa Senhora da Piedade) e terminará na Igreja Paroquial.

À chegada, na Igreja Paroquial, confiaremos a nossa Paróquia a Nossa Senhora de Fátima.

Todos juntos vamos, desta forma, manifestar o nosso amor a Nossa Senhora.

 

3.    Peditório Solidário

No próximo fim de semana (dias 25 e 26 de Maio), em todas as Missas Vespertinas e Dominicais, vamos proceder a mais um Ofertório Solidário que, como todos sabem, se destina à Pastoral da Caridade (Ajuda a famílias em situação de carência).

 

4.    Primeira Comunhão

A Primeira Comunhão terá lugar no dia 2 de Junho, na Igreja Paroquial, às 11:00 horas.

No dia 24 de Maio, Sexta-Feira, às 21:00 horas – Encontro com os Pais, na Igreja Paroquial. No dia 25 de Maio, Sábado, às 16:00 horas – Confissões para as Crianças e Pais, na Igreja Paroquial. 

 

5.    Procissão do Corpo de Deus – Dia 2 de Junho, às 17:00 horas, Sé Patriarcal

Como sabemos, o dia da Solenidade do Corpo de Deus deixou de ser feriado. A importância que esta Festa tem para nós, faz com que a Festa Litúrgica passe para o Domingo seguinte. Vamos celebrá-la no dia 2 de Junho! Tendo ainda em atenção o encerramento da “Semana da Fé”, o Senhor Cardeal Patriarca pretende também que, este ano, a Procissão seja um momento alto de afirmação profunda e significativa da nossa fé no coração da Cidade. Contamos com a presença dos Paroquianos nesta importante celebração!

 

6.    Encontro com Catequistas para Avaliação do Ano de Catequese

No dia 23 de Junho (Domingo) vai realizar-se um encontro geral de Catequistas para avaliação do Ano de Catequese. Este encontro começará com o almoço, às 13:30 horas, e terminará no final da tarde. Pede-se a todos os Catequistas o favor de se inscreverem, o mais rapidamente possível, neste encontro. Podem fazê-lo junto das Coordenadoras da Catequese.


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