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Nº236 29-04-2018

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Nº236 - 29-04-2018

NA BARCA DA FÉ

 

PERMANECE EM MIM E PRODUZIRÁS BOM FRUTO

Só estando unido a Cristo o ser humano pode produzir obras que são o fruto do Espírito. Esta é a ideia central do Evangelho deste Domingo (Jo 15, 1-8) apresentada com a imagem da videira e dos ramos.

A videira não produz uva para si mesma, mas para os outros. E Deus não é um patrão que colhe o produto, o pesa, o vai vender ao mercado, consulta os livros de registo e depois paga a quem trabalhou.

A vara auto-realizar-se-á e será feliz precisamente por produzir uvas para os outros. Sente alegria quando está viva e vê aparecer, primeiro, os rebentos, depois, as flores e as folhas e, finalmente, os cachos dulcíssimos que dão prazer e alimento às crianças e a todos.

O cristão não produz obras de amor para ter um “prémio”, mas é como o seu Pai que está nos céus: ama sem esperar nada em troca. A recompensa do discípulo unido a Cristo é a alegria de ver o amor de Deus manifestar-se através dele. Nada mais! Mas também nada menos! Esta é a própria felicidadde de Deus e, quando em nós tiver atingido a Sua plenitude... será o Paraíso.

Talvez, se olharmos à nossa volta, verificamos que ainda estamos muito longe... “muita parra e pouca uva”... Muitas palavras, até, se calhar, muitas cerimónias espalhafatosas, mas que não são os frutos que o Espíirito quer produzir em nós.

As críticas, por vezes duras e verrinosas, que muitos hoje fazem à Igreja, não se podem liquidar com demasiada facilidade como sendo expressões de aversão de gente com preconceitos contra Cristo e que não merece qualquer consideração. Poderão ser, ao contrário, chamamentos proféticos a uma vida mais coerente com o Evangelho.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO V DA PÁSCOA – Ano B

LEITURA I – Atos 9, 26-31; SALMO – Salmo 21 (22); LEITURA II – 1 João 3, 18-24; EVANGELHO – João 15, 1-8.

São Paulo impressiona-me sempre pela sua intrepidez e zelo pelo anúncio do evangelho. Este homem tinha a noção claríssima de que Jesus era o Messias, o filho de Deus, e de como era urgente dar a conhecer aos homens que este Messias fora rejeitado e morto pelos que Ele tinha vindo salvar da morte. E Paulo mostrava como as escrituras (o antigo Testamento) anunciavam tudo isto; como tinha sido atado de pés e mãos em Isaac, preso na masmorra mais funda em José, escravo no Egipto, peregrino no deserto, perseguido em David, vendido como escravo em Daniel, desprezado nos profetas, imagem do povo sofredor no exílio.

Este Messias, cuja missão estava profusamente anunciada nas escrituras, veio para os seus, mas os seus não O receberam; crucificaram-n’O. Mas Deus tinha-O ressuscitado de entre os mortos! Era Ele a pedra rejeitada pelos construtores que se tornou pedra angular (Sl 118,22). Paulo quando prega põe-se dentro desta história de um povo rebelde. Quando foi preso em Jerusalém dizia: “Persegui de morte este Caminho, prendendo e lançando à prisão homens e mulheres, como o podem testemunhar o sumo-sacerdote e todos os anciãos”; “E quando derramavam o sangue de Estêvão, tua testemunha, eu próprio estava presente, apoiando aqueles que o matavam, e mesmo guardando suas vestes.” (Act 22, 4.20).

O anúncio pelo evangelho só pode ser feito com base na experiência do amor de Deus por mim, com os próprios pecados nas mãos e o coração no céu, procurando a vontade de Deus com humildade. São João diz-nos: “Meus filhos, não amemos com palavras e com a língua, mas com obras e em verdade. Deste modo saberemos que somos da verdade e tranquilizaremos o nosso coração diante de Deus; porque, se o nosso coração nos acusar, Deus é maior que o nosso coração e conhece todas as coisas” (1 Jo 3, 18-20).

São Paulo foi, assim, um ramo enxertado em Cristo que produziu um fruto extraordinário: a evangelização dos gentios, uma pregação que, de geração em geração, chega até nós hoje. E continua a ser este o projeto de Deus para os cristãos, para mim: recebendo da Igreja a iluminação do Evangelho, com “obras e verdade” eu possa dar frutos de conversão e amor ao próximo e com isso anunciar que o Messias está vivo; ressuscitado!

José Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - A verdadeira liberdade

Há alguns dias, numa das meditações matutinas na Capela de Santa Marta, o Papa Francisco afirmou: “Uma das palavras que mais se ouve neste Tempo Pascal é liberdade”.

Num mundo cada vez mais escravo de modas, de ambições, de dinheiro, Jesus propõe-nos a verdadeira liberdade, também nas provações.

Disse o Papa: “Jesus, com a Sua obra redentora, voltou a doar-nos a liberdade, a liberdade de filhos”. E, logo a seguir, continuou: “Muitas vezes pensamos que ser livre significa fazer o que eu quero […] Muitas vezes, fazer o que eu quero significa tornar-se escravo, porque se aquilo que eu quero é algo que mantém o meu coração oprimido, eu sou escravo disso”.

E mais adiante, Francisco explicou: “O homem livre […] deixa que Deus trabalhe, dá espaço para que Deus aja. O homem livre é paciente. […] A verdadeira liberdade tem a paciência de saber esperar, de deixar que Deus aja”.

Hoje somos convidados a pensar na nossa liberdade reflectindo em algumas perguntas propostas pelo Santo Padre:

“A minha liberdade é cristã? Sou livre ou sou escravo das minhas paixões, das minhas ambições, de muitas coisas, das riquezas, da moda?”. E observou o Papa: “Parece uma brincadeira, mas quantas pessoas são escravas da moda”.

“Sou livre e sei pensar com a cabeça fria, sei dar espaço a Deus? E quando chega algum sofrimento, falo com Jesus, e digo «tu sofreste tanto por mim, para me restituíres a dignidade de filho», eu ofereço isto? Sou livre como

Jesus, que seguiu a vontade do Pai para restabelecer a nossa filiação?”.

E Francisco concluiu assim: “Pensemos na nossa liberdade. Neste mundo que brada liberdade, liberdade, liberdade, mas que é escravo, escravo, escravo, pensemos na liberdade que, através de Jesus, Deus nos concede”.

Diácono Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Exposição do Santíssimo Sacramento em Queluz de Baixo

Na próxima Sexta-Feira, dia 4 de Maio, entre as 18:00 e as 18:45 horas, haverá Exposição do Santíssimo em Queluz de Baixo.

2.    Noite de Oração orientada pelo Grupo de Jovens

No próximo Sábado, dia 5 de Maio, o Grupo de Jovens vai realizar mais uma Noite de Oração, na Capela de S. Sebastião, às 21:30 horas.

Neste início do mês de Maria, contamos com a vossa presença!

3.    Festa Litúrgica de Santa Madalena de Canossa

No próximo dia 8 de Maio, ocorre a Festa Litúrgica de Santa Madalena de Canossa, Fundadora das Irmãs Canossianas.

Haverá Missa Solene, em Queluz de Baixo, às 20:30 horas.

Nesta Celebração será proclamada a Abertura do Ano Jubilar “50 Anos de Presença das Irmãs Canossianas na Paróquia de Barcarena”.

Contamos com a vossa presença nesta Celebração.

4.    Exposição do Santíssimo Sacramento em Tercena

No próximo dia 10 de Maio, Quinta-Feira, entre as 16:00 e as 17:30 horas, haverá Exposição do Santíssimo em Tercena.

5.    Reunião com os Pais dos Adolescentes que fazem a Profissão de Fé

No próximo dia 11 de Maio, Sexta-Feira, às 21:00 horas, na Igreja Paroquial, haverá uma Reunião com os Pais dos Adolescentes que fazem a Profissão de Fé.

Contamos com a pontualidade e presença de todos os Pais!

6.    Festas em Honra de Nossa Senhora de Fátima e Feira Social

Entre os dias 11 e 13 de Maio, em Queluz de Baixo, decorrerão as Festas em honra de Nossa Senhora de Fátima e a Feira Social.

No dia 12 de Maio, às 20:30 horas, haverá, na Igreja de Queluz de Baixo, Missa Solene, seguida de Procissão de Velas.

No dia 13 de Maio, às 11:00 horas, haverá, no Centro Jovem, Missa Solene de Encerramento da Festa.


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