Recentes



Nº235 22-04-2018

Anteriores

Nº235 - 22-04-2018

NA BARCA DA FÉ

 

BOM PASTOR

O Evangelho deste Domingo (Jo 10, 11-18) inicia-se com a afirmação posta nos lábios de Jesus: “Eu sou o Bom Pastor”; ao que se segue: “o bom pastor é aquele que oferece a sua vida pelas suas ovelhas”. A designação de “bom” não tem aqui qualquer valor sentimental, ou seja, não significa terno, que não faz mal a ninguém.

Significa pastor, mas “o verdadeiro”, “o autêntico”, “o corajoso”. Assim, Jesus é o verdadeiro pastor, não porque acaricia e beija as ovelhas, mas porque as ama de tal maneira que está disposto a sacrificar a própria vida por elas (experimentemos contar quantas vezes aparece no Evangelho de hoje a expressão “oferecer a vida”).

Para realçar ainda mais a imagem do pastor, o texto, logo a seguir, contrapõe-lhe a figura do “mercenário”. Um mercenário é um empregado que trabalha por dinheiro. Havia até legislação rigorosa que fixava as obrigações do mercenário, cujo contrato nunca implicava que estivesse disposto a dar a vida pelas ovelhas. Podia fugir e, no fundo, o que lhe interessava não era o rebanho, mas o dinheiro.

Para quem tenha um coração de mercenário, o mais importante é ater-se às cláusulas mínimas fixadas pelo contrato. Quem, ao contrário, tem um coração de verdadeiro pastor não sabe fazer cálculos: até onde vão os meus direitos, onde acabam as minhas obrigações. O verdadeiro pastor segue uma única lei: o amor “louco” que sente pelas suas ovelhas; e o amor, sabemo-lo bem, não conhece confins, não pára perante nenhum obstáculo, nenhum risco, nenhum sacrifício.

Façamos uma aplicação à nossa vida. Procuremos perguntar-nos qual é o nosso comportamento em relação a Deus e aos irmãos: somos mercenários ou pastores?

A parábola do “Bom Pastor” não se dirige só àqueles que estão constituídos em autoridade na Igreja, mas também a todos os cristãos. Quem quiser ser discípulo de Cristo deve imitar a Sua generosidade incondicional. Não pode fazer cálculos! Apenas e só deixar-se guiar pelo amor e... basta!

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO IV DA PÁSCOA – Ano B

LEITURA I – Atos 4, 8-12; SALMO – Salmo 117 (118); LEITURA II – 1 João  3, 1-2; EVANGELHO – João 10, 11-18.

Os tempos que correm parecem ser adversos ao espírito cristão. Nunca houve tantas pessoas mortas por se declararem publicamente cristãs. Quando se fala de mártires lembro-me sempre dos cristãos coptas que representam 10 a 15% da população e que são discriminados e perseguidos há séculos no seu próprio país. A primeira leitura desde Domingo convida-me a ter coragem de falar da Verdade, que é Cristo, aos chefes e influenciadores deste mundo "Naqueles dias, Pedro, cheio do Espírito Santo, disse-lhes: «Chefes do povo e anciãos, já que hoje somos interrogados sobre um benefício feito a um enfermo e o modo como ele foi curado, ficai sabendo todos vós e todo o povo de Israel: É em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, que vós crucificastes e Deus ressuscitou dos mortos, é por Ele que este homem se encontra perfeitamente curado na vossa presença. Jesus é a pedra que vós, os construtores, desprezastes e que veio a tornar-se pedra angular. E em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos»." (Act 4,8-12).

O Papa Francisco na sua viagem ao Egipto disse que "o único fanatismo permitido por Deus é o da caridade". Cada vez mais sinto que o papel reservado aos católicos é o de lutar contra todo o tipo de fanatismo. Faz parte da tradição da Igreja tomar posições concretas contra as diversas formas de fanatismo ideológico e social, por exemplo:

• Como resposta ao comunismo e ao capitalismo sem regras, a Igreja contrapõe com a doutrina social da Igreja;

• Como resposta ao criacionismo promovido por algumas correntes religiosas, a Igreja ensina que a bíblia não é uma compilação de factos, mas um testemunho de um povo que sente no seu dia-a-dia a presença do Deus infinito;

• O cientismo é o extremo oposto do criacionismo. Um crente no cientismo quer reduzir todo o saber a fórmulas matemáticas que possam ser confirmadas com observações. A Igreja ensina, por exemplo, que o método científico, a filosofia, a arte e a teologia são formas complementares de aprofundar o nosso conhecimento (ou razão);

• Etc.

O fanatismo tem sempre associado dois polos antagónicos com alta propensão para o conflito. Parece-me que, a missão do católico é fazer ver, aos dois lados, que a verdade está algures no meio. Trata-se de uma missão difícil porque quem sente o dever de parar uma briga arrisca-se a apanhar dos dois lados. O problema é que se eu não for fiel à minha missão de cristão, por uma questão de comodismo, sou como um pastor que abandona as suas ovelhas ao primeiro sinal."O mercenário, como não é pastor, nem são suas as ovelhas, logo que vê vir o lobo, deixa as ovelhas e foge, enquanto o lobo as arrebata e dispersa." (Jo 10,12-13).

Paulo Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - Somos Cristãos se deixamos Jesus Cristo viver em nós

Os cinquenta dias do tempo litúrgico pascal são propícios para refletir sobre a vida cristã que, por sua natureza, é a vida que provém do próprio Cristo. Somos cristãos na medida em que deixamos Jesus Cristo viver em nós. Então, por onde começar a fim de reavivar esta consciência se não pelo princípio, pelo Sacramento que acendeu em nós a vida cristã? Pelo Batismo. A Páscoa de Cristo, com a sua carga de novidade, chega até nós através do Batismo para nos transformar à sua imagem: os batizados pertencem a Jesus Cristo, Ele é o Senhor da sua existência. O Batismo é o «fundamento de toda a vida cristã» (Catecismo da Igreja Católica, 1213). É […] a porta que permite a Cristo Senhor habitar a nossa pessoa e, a nós, imergir-nos no seu Mistério.

[…] Em virtude do Espírito Santo, o Batismo imerge-nos na morte e ressurreição do Senhor, afogando na pia batismal o homem velho […] e fazendo com que nasça o homem novo, recriado em Jesus. N’Ele, todos os filhos de Adão são chamados para a vida nova. Ou seja, o Batismo é um renascimento. Estou certo, certíssimo de que todos nós recordamos a data do nosso nascimento: tenho a certeza. Mas questiono-me, com alguma dúvida, e pergunto-vos: cada um de vós recorda qual foi a data do próprio batismo? […]

Se festejamos o dia do nascimento, como não festejar — pelo menos recordar — o dia do renascimento? Dar-vos-ei um trabalho para casa […] Aqueles de vós que não se recordam a data do batismo, perguntem à mãe, aos tios, aos netos, perguntem: “Sabes qual é a data do batismo?", e nunca mais a esqueçais. E demos graças ao Senhor por aquele dia, porque é precisamente o dia em que Jesus entrou em nós, que o Espírito Santo entrou em nós. […] Todos devemos saber a data do nosso batismo. É o aniversário do renascimento.

[…] Imergindo-nos em Cristo, o Batismo torna-nos também membros do seu Corpo, que é a Igreja, e participamos da sua missão no mundo (cf. CIC 1213). Nós batizados não estamos isolados: somos membros do Corpo de Cristo. O Batismo permite que Cristo viva em nós e que nós que vivamos unidos a Ele, para colaborar na Igreja, cada um segundo a própria condição, para a transformação do mundo. 

Papa Francisco



VIDA PAROQUIAL

1.    Peregrinação dos Acólitos a Roma – Angariação de Fundos

Entre 30 de Julho e 3 de Agosto, 5 Acólitos da nossa Paróquia vão participar na Peregrinação Internacional de Acólitos a Roma e encontrar-se com o Papa Francisco.

Tendo em vista angariar fundos para custear as viagens, os Acólitos vão estar a vender bolos, em Leceia e Valejas, este Domingo, dia 22 de Abril, após a Missa Dominical.

Não haverá um preço estipulado. Cada um contribuirá com o que puder. Toda a ajuda será bem-vinda!

2.    Encontro Vicarial de Pastoral Litúrgica

Na próxima Quarta-Feira, dia 25 de Abril, terá lugar o Encontro Vicarial de Pastoral Litúrgica.

Este encontro realiza-se na Paróquia de Carnaxide. Começa às 9:30 horas e termina às 17:00 horas, com a oração de Vésperas. O almoço será partilhado.

Apelamos a todos os Paroquianos (Cantores, Leitores, Zeladores, Acólitos, Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão, etc.) a que participem neste Encontro.

3.    Promessas de Escuteiros

No próximo Sábado, dia 28 de Abril, às 15:00 horas, haverá Missa na Igreja Paroquial, com Promessas de Escuteiros.

Todos os Paroquianos estão convidados a participar nesta Celebração.

4.    2ª Etapa dos Sacramentos de Iniciação Cristã

No próximo Domingo, dia 29 de Abril, na Igreja Paroquial, no decorrer da Missa das 12:00 horas, vai ter lugar a 2ª Etapa dos Sacramentos da Iniciação Cristã (Crianças que vão ser baptizadas a 27 de Maio).

Os Pais, Padrinhos (dentro das possibilidades) e as Crianças deverão estar na Igreja Paroquial às 11:45 horas.

5.    Exposição do Santíssimo Sacramento em Queluz de Baixo

No próximo dia 4 de Maio, Sexta-Feira, entre as 18:00 e as 18:45 horas, haverá Exposição do Santíssimo em Queluz de Baixo.

6.    Noite de Oração orientada pelo Grupo de Jovens

No próximo dia 5 de Maio, Sábado, o Grupo de Jovens vai realizar mais uma Noite de Oração, na Capela de S. Sebastião, às 21:30 horas.

Neste início do mês de Maria, contamos com a vossa presença! 


©2018 Paróquia de São Pedro de Barcarena