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Nº233 08-04-2018

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Nº233 - 08-04-2018

NA BARCA DA FÉ

 

MEU SENHOR E MEU DEUS!

A profissão de fé que João põe nos lábios de Tomé - Meu Senhor e Meu Deus! (Jo 20, 28) - é colocada e acontece no momento histórico que foi proferida. Nessa época em Roma reinava o imperador Domiciano, um megalómano que inundou o império com as suas estátuas, que mandou erguer templos em sua homenagem em todos os lugares, para ser adorado como um deus. Inclusive decretou que todas as leis emanadas em seu nome começassem com estas palavras: “Domiciano, nosso senhor e nosso deus, ordena que...”.

Os cristãos, a quem João envia este Evangelho, correm o risco da apostasia, sentem-se tentados a ceder às lisonjas do culto ao imperador, são induzidos a tributar reverência ao tirano da época. Eles, porém, devem estar conscientes de que os títulos ”Nosso Senhor e Nosso Deus” estão reservados somente ao Ressuscitado.

Esta profissão de fé é muito actual: deve ser repetida frequentemente e em muitas circunstâncias pelos cristãos dos nossos dias. São muitos os poderosos e senhores do mundo que estão dispostos a conceder vantagens e privilégios aos que se prostram diante deles e lhes tributam honras divinas. Por medo ou por oportunismo, muitos cedem. O cristão não o pode fazer: já tem o seu Senhor e o seu Deus!

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO II DA PÁSCOA – Ano B

LEITURA I – Atos 4, 32-35; SALMO – Salmo 117 (118), 2-4. 16ab-18. 22-24; LEITURA II – 1 João 5, 1-6; EVANGELHO – João 20, 19-31 .

As leituras deste Domingo fazem-me lembrar como é importante para mim observar os sinais da presença de Deus.

A primeira leitura, que nos conta como viviam os primeiros cristãos, expõe aquilo que é o resultado da presença de Cristo: «a multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma. Ninguém considerava seu o que lhe pertencia» (At 4, 32).

O Salmo canta e louva esta presença de Deus: «Digam os que temem o Senhor: é eterna a sua misericórdia. A mão do Senhor fez prodígios» (Sl 118, 4.16).

A carta de S. João lembra-nos que «o amor de Deus consiste em guardar os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados» (1 Jo 5, 3). A cada um cabe amar os mandamentos de Deus e tentar segui-los, carregando, por assim dizer, um peso de uma cruz, que, simultaneamente, é sofrimento e graça, tarefa que o Senhor facilita. É, de facto, assim naquilo que observo na minha vida e na de outras pessoas e «É o Espírito que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade» (1 Jo 5, 6). Essa comunhão referida nos Atos dos Apóstolos ocorre pela presença de Deus, não pelo mérito de quem tenta cumprir os mandamentos.

O episódio de Tomé que deseja tocar para acreditar não é apenas um sinal de incredulidade, mas também uma ocasião para me identificar com ele e perceber como também eu tenho a oportunidade de tocar a presença de Deus. O Senhor diz: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente» (Jo 20, 27). Também eu observo e toco a presença de Deus ao observar obras que não são justificáveis ou explicáveis pela sua recompensa ou por serem apenas fruto do esforço humano, mas que são sinais da presença de Deus.

Diz também o Evangelho que «Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome» (Jo 20, 30-31). Tratam-se de sinais que nos ajudam a acreditar, mas que não reduzem a ação do Espírito Santo apenas ao que vemos enumerado em livros antigos, pois acontecem todos os dias, servindo o propósito de nos ajudar a acreditar n’Ele.

Márcio Botelho Antunes



VIVENDO A FÉ - Domingo da Divina Misericórdia

Domingo II da Páscoa, Domingo da Divina Misericórdia!

A Páscoa é para cada um de nós a possibilidade de um novo começo, a possibilidade do início de uma vida nova com Jesus. E, como vos disse na homilia da Solene Vigília, neste tempo Pascal, Jesus quer marcar um novo encontro comigo, um novo encontro contigo, um novo encontro com cada um de nós. E onde encontraremos Jesus? Encontrá-Lo-emos em muitas periferias: Na solidão de um idoso, na história de um estrangeiro, de um refugiado, na fraqueza de um deficiente, na pobreza de tanta gente, nos medos de quem não tem esperança no futuro e continua prisioneiro de si mesmo.

Nos últimos dias reli vários textos que recolhi no Ano da Misericórdia. Partilho convosco alguns deles que podem servir de “farol” que nos guia neste nosso caminhar rumo ao Pentecostes.

A misericórdia de Deus não é uma ideia abstracta mas uma realidade concreta pela qual Ele revela o Seu amor como o de um pai e de uma mãe que se comovem pelo próprio filho” (Misericordiae Vultus, 6).

Abramos os nossos olhos para ver as misérias do mundo, as feridas de tantos irmãos privados da própria dignidade e sintamo-nos desafiados a escutar o seu grito de ajuda” (Misericordiae Vultus, 15).

Aquele que nós trespassámos com as nossas culpas não se cansa de derramar sobre o mundo uma torrente inexaurível de amor misericordioso. Possa a humanidade compreender que só desta fonte é possível atingir a energia espiritual indispensável para construir aquela paz e felicidade que cada ser humano procura incessantemente” (Bento XVI, Angelus, 25 de fevereiro de 2007).

Acredita, acredita no Amor!” (Chiara Lubich, 11 de janeiro de 1945).

Quando volto o meu olhar para Ele e O vejo incapaz de se vingar, porque está pregado na Cruz, por um excesso de Amor, deixo-me acariciar pela Sua Infinita Misericórdia e sei que só ela deve triunfar em mim” (Chiara Lubich, agosto de 1945).

A alma que ama conhece os gostos do Amado, sabe que se Jesus veio à Terra […]

Se algo anseia no mais profundo do Seu Coração Humano e Divino, é: Ser o Salvador! Ser Médico! … Ele (Jesus) […] no lugar de cada miséria, deixará uma Chama de Amor por Ele” (Chiara Lubich, 3 de outubro de 1946).

Diácono Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.   Visita Pascal – Centro Social e Paroquial de Barcarena

O horário da Visita Pascal às diferentes “valências” do Centro Social e Paroquial é o seguinte:

Dia 10 de Abril, Terça-Feira, às 10:30 horas – Centro de Dia e Centro de Infância, Tercena.

Dia 11 de Abril, Quarta-Feira, às 10:30 horas – Centro de Convívio e Centro de Infância, Leceia.

2.   1ª Etapa dos Sacramentos de Iniciação Cristã

No próximo Domingo, dia 15 de Abril, na Igreja Paroquial, no decorrer da Missa das 12:00 horas, vai ter lugar a 1ª Etapa dos Sacramentos da Iniciação Cristã (Crianças que vão ser baptizadas a 27 de Maio). 

Os Pais e as Crianças deverão estar na Igreja Paroquial às 11:45 horas.

3.   Tarde do Sim

A Tarde do Sim, destinada às Crianças da Catequese e suas Famílias (Pais, Avós, etc.), vai ter lugar, na International School, no dia 21 de Abril (Sábado).

Contamos com a presença de todos.

4.   Peregrinação dos Acólitos a Roma – Angariação de Fundos

Entre 30 de Julho e 3 de Agosto, 5 Acólitos da nossa Paróquia vão participar na Peregrinação Internacional de Acólitos a Roma e encontrar-se com o Papa Francisco.

Tendo em vista angariar fundos de modo a custear as viagens, os Acólitos vão estar a vender bolos nas diferentes comunidades da Paróquia, nos seguintes horários:

Dia 14 de Abril, Sábado – Missas Vespertinas em Tercena e em Queluz de Baixo.

Dia 15 de Abril, Domingo – Missas Dominicais em Queluz de Baixo, em Tercena e em Barcarena.

Dia 22 de Abril, Domingo – Missas Dominicais em Leceia e Valejas.

Não haverá um preço estipulado. Cada um contribuirá com o que puder.

Toda a ajuda será bem-vinda!


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