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Nº232 01-04-2018

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Nº232 - 01-04-2018

NA BARCA DA FÉ

 

DOMINGO DE PÁSCOA

Escrevendo aos Coríntios, pelo ano 57, S. Paulo recorda: “Transmiti-vos, em primeiro lugar, aquilo que eu próprio recebi: Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras; apareceu a Pedro e depois aos Doze. Em seguida, apareceu a mais de quinhentos irmãos, a maior parte dos quais ainda vive. Depois, apareceu a Tiago e, a seguir, a todos os Apóstolos. Em último lugar, apareceu-me também a mim (...), que nem sou digno de ser chamado Apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus” (1Cor 15, 3-7).

Cada uma destas aparições deve ter tido um significado especial para aquele ou aqueles a quem era feita. Mas a aparição aos Apóstolos na tarde do Domingo de Páscoa era de algum modo para toda a Igreja: “Ao anoitecer daquele dia, estando as portas fechadas... veio Jesus, colocou-Se no meio deles e disse-lhes: ‘A paz esteja convosco’. Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria por verem o Senhor. E Ele voltou a dizer-lhes: ‘Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós’. Em seguida, soprou sobre eles, e disse-lhes: ‘Recebei o Espírito Santo, àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados...’” (Jo 21, 19-23).

Sabemos que Cristo não veio simplesmente confirmar aquilo que os judeus crentes pensavam. Veio dizer que Deus é diferente – não é o Juiz implacável de que falava a Sinagoga, é o Pai que compreende e perdoa, porque ama sem fim. Veio dizer que a santidade é diferente do que faziam supor aqueles programas antigos: é o risco de nos sacrificarmos pelo bem dos irmãos, na verdade, mas também na pobreza de nós mesmos, talvez na humildade e no martírio. Veio dizer que aquilo que nos está prometido não é simplesmente uma felicidade maior, é a participação da própria vida de Deus: “Vede que amor tão grande o Pai nos concedeu, a ponto de nos podermos chamar Filhos de Deus – e realmente somos! (...) Quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque o veremos tal como Ele é” (1Jo 3,2).

Esta identificação com o Senhor Jesus Cristo, nós a procuramos incorporando-nos na Sua Igreja; professando a fé, recebendo o Baptismo; rezando, a sós ou com os irmãos; participando na Eucaristia; dando testemunho em palavras e nas obras; aceitando o perdão dos nossos pecados e perdoando a quem nos tenha ofendido; não tendo medo de morrer; amando, nós também, “até ao fim”. 

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO DE PÁSCOA – Ano B

LEITURA I – Atos 10, 34a. 37-43; SALMO – Salmo 117 (118); LEITURA II – Colossenses 3, 1-4; EVANGELHO – João 20, 1-9.

Deus criou o homem e de entre eles escolheu um povo predileto, enchendo-o de cuidados. Como se não bastassem todos os cuidados, enviou a esse povo o Seu próprio Filho. Perante este amor infinito de Deus para com o Seu povo, a resposta foi uma ofensa infinita contra Deus. Um grande silêncio invade o universo. Contudo, deste grande silêncio, surge o maior acontecimento do universo. Jesus ressuscita, não para se vingar, mas para salvar toda a humanidade conduzindo-a a Deus.

Na primeira leitura deste domingo podemos ver que alguns escolhidos puderam verificar, com todos os seus sentidos e com a sua razão, que Jesus estava ressuscitado: viram as Suas feridas, tocaram-Lhe, comeram com Ele. Enfim, acreditaram! E deram testemunho para toda a humanidade: “nós que comemos e bebemos com Ele, depois de ter ressuscitado dos mortos. Jesus mandou-nos pregar ao povo e testemunhar que Ele foi constituído por Deus juiz dos vivos e dos mortos”. E acrescentam ainda que n’Ele está a salvação, pois: “quem acredita n’Ele recebe pelo seu nome a remissão dos pecados”.

São Paulo não teve o privilégio de comer e beber com Jesus, depois da Sua ressurreição, mas isso não lhe deu menos confiança em Jesus Cristo. Antes pelo contrário, convida os Colossenses (convida-me a mim): “Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra.”. Ou seja, devo procurar a Salvação em Jesus Cristo morto e ressuscitado por mim. Devo também eu procurar entregar a minha vida pela salvação do mundo.

Esta Páscoa, Jesus convida-me a contemplar o sepulcro vazio de Jesus. No local onde só deveria haver morte e podridão, aconteceu a ressurreição. A minha vida é semelhante a este sepulcro, onde em vez de podridão abunda o pecado. Se eu deixar, Deus pode quebrar a pedra que tapa o meu sepulcro (o orgulho e o egoísmo), e dar vida ao meu corpo. Retirar-me da escravidão do pecado e conduzir-me à gloriosa liberdade dos filhos de Deus.

Pedro Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - Onde está, ó morte, a tua vitória? (1 Cor 55)

Na sua obra, “A Cidade de Deus”, Santo Agostinho escreveu: “Há três coisas incríveis que aconteceram: É incrível que Cristo tenha ressuscitado; É incrível que o mundo tenha acreditado numa coisa tão incrível; É incrível que alguns homens, desconhecidos, sem cultura, tenham sido capazes de, com tanto sucesso, fazer acreditar ao mundo (e aos intelectuais) uma coisa tão incrível”.

Perante o escândalo de ver o seu Mestre pregado na cruz, escarnecido e humilhado, os Apóstolos “fugiram” para não ter que lidar com o mistério da morte.

Diante do sepulcro vazio, ficaram “desnorteados”, incapazes de entender o que estava a acontecer.

A Ressurreição muda radicalmente as suas vidas!

Quando fizeram a experiência de rever Jesus Ressuscitado, as suas vidas mudaram radicalmente: de homens tímidos e “covardes” tornaram-se corajosos anunciadores da mensagem de Amor e Fraternidade que Jesus tinha trazido.

E hoje, o que significa celebrar a Páscoa? O que significa viver a Ressurreição de Jesus?

Para os Cristãos, a Páscoa é um momento forte para afirmar que se acredita na vitória de Cristo sobre a morte, da luz sobre as trevas, da chegada daquele Reino de Justiça e de Paz que Jesus inaugurou.

Através da Páscoa, todos os homens podem afirmar que o amor é mais forte do que a morte.

A Páscoa explica o sentido da nossa esperança!

A Ressurreição oferece uma resposta: qualquer vida destruída na cruz (nos campos de morte, nas masmorras da história) não é destruída, porque nenhum homem nasce para morrer, mas morre para ressuscitar.

Cristo ressuscita de novo cada vez que no mundo cresce uma vida autenticamente humana, cada vez que triunfa a Justiça, cada vez que a graça vence a força do pecado, cada vez que a esperança resiste ao cinismo e ao desespero, cada vez que o amor vence o ódio.

A Páscoa de Cristo pode tornar-se a Páscoa de cada um de nós, pode tornar-se a Páscoa de cada homem e de cada mulher que sabem dar testemunho de que a morte pode ser vencida e a vida pode sempre triunfar. 

Diácono Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Férias do Pároco

Entre os dias 2 e 6 de Abril, o Pároco estará de férias. Não haverá Missa em Tercena, em Barcarena e em Queluz de Baixo. Todos os assuntos relacionados com o normal funcionamento da Paróquia deverão ser tratados com o Diácono.

2.    Início do 3º Período da Catequese

No próximo Sábado, dia 7 de Abril, terá início o 3º Período da Catequese.

3.    Assembleia Diocesana de Catequistas

No próximo Domingo, dia 8 de Abril, terá lugar, no Externato Cooperativo da Benedita, a Assembleia Diocesana de Catequistas subordinada ao tema “Fazer da Palavra de Deus o lugar onde nasce a Fé”.

O acolhimento será às 9:45 horas.

4.    Visita Pascal – Centro Social e Paroquial de Barcarena

O horário da Visita Pascal às diferentes “valências” do Centro Social e Paroquial é o seguinte:

Dia 10 de Abril, às 10:30 horas – Centro de Dia e Centro de Infância, Tercena.

Dia 11 de Abril, às 10:30 horas – Centro de Convívio e Centro de Infância, Leceia.

5.    1ª Etapa dos Sacramentos de Iniciação Cristã

No próximo dia 15 de Abril, na Igreja Paroquial, no decorrer da Missa das 12:00 horas, vai ter lugar a 1ª Etapa dos Sacramentos da Iniciação Cristã (Crianças que vão ser baptizadas a 27 de Maio).

Os Pais e as Crianças deverão estar na Igreja Paroquial às 11:45 horas.

6.    Tarde do Sim

A Tarde do Sim, destinada às Crianças da Catequese e suas Famílias (Pais, Avós, etc.), vai ter lugar, na International School, no dia 21 de Abril (Sábado).

Contamos com a presença de todos.


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