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Nº231 25-03-2018

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Nº231 - 25-03-2018

NA BARCA DA FÉ

 

HÁ SILÊNCIOS QUE FALAM

A narração da paixão na versão de S. Marcos tem uma característica peculiar, que nos deve fazer pensar: apresenta Jesus sempre em silêncio. Às autoridades religiosas que Lhe perguntaram se é Ele o Messias e a Pilatos que quer saber se é Rei, Jesus responde simplesmente: “Sim, sou!” (Mc 14, 62; 15, 2). E mais nada. Durante o processo, da Sua boca não sai uma única palavra. Perante os insultos, as provocações, as mentiras, Ele cala-se, não responde mais nada (Mc 14, 61; 15, 4-5). Sabe que quem O quer condenar está bem consciente de que os Seus inimigos já tinham decidido a Sua condenação, pelo que não vale a pena descer ao nível deles aceitando uma discussão que nada mudaria.

Há um silêncio que é sinal de fraqueza e falta de coragem; é o silêncio de quem, por exemplo, não intervém para denunciar injustiças por medo de se meter em sarilhos ou de hostilizar qualquer pessoa poderosa. E há, ao contrário, um silêncio que é sinal de força de alma; é o silêncio daquele que não aceita provocações, o de quem não perde a compostura perante a arrogância, o insulto, a calúnia. Jesus não reage e assim testemunha não só a Sua segurança de que está do lado da verdade, mas também a certeza de que a causa justa por Ele defendida acabará por triunfar.

Na nossa vida há situações em que não vale a pena responder. O cristão não é um velhaco que se resigna, que não quer lutar contra o mal, mas sim alguém que procura chegar à verdade servindo-se de todos os meios lícitos. Mas é também alguém que, como o Mestre, tem a força de se calar, recusando-se a utilizar os meios desleais a que recorrem os seus adversários: a calúnia, a mentira, a violência. Não tem medo da derrota, não se preocupa com a vitória dos seus inimigos porque sabe que se trata dum triunfo efémero.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO VI DA QUARESMA – Ano B

LEITURA I – Isaías 50, 4-7; SALMO – Sal. 21 (22);
LEITURA II – 2 Filipenses 2, 6-11; EVANGELHO – Marcos 14, 1 – 15, 47.

Será que se pode entender o sofrimento?

Que devo dizer de um Deus que permite o sofrimento aos homens? Que me permite sofrimentos a mim? Que permitiu um sofrimento atroz ao Seu filho de tal maneira que na Cruz Ele reza o Salmo 21: «Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonastes?» (Mc 15,34).

A doença, a velhice, a morte são boas ou más? Deus está no sofrimento?

Todas estas perguntas são importantes para mim. Tenho-as colocado a Deus. Fazem parte da experiência mais profunda que tenho de Deus. O próprio Jesus, perante a perspectiva da paixão reza ao Pai: «Abá, Pai, tudo Te é possível: afasta de Mim este cálice. Contudo, não se faça o que Eu quero, mas o que Tu queres» (Mc 14,36).

Julgo que o sofrimento não se entende, reza-se, contempla-se, porque Deus está nele. Tal como na brisa suave em que Elias reconheceu Deus: em todos os doentes, em todos os mortos, se pode ver Deus; em particular nos que me são próximos, naqueles com quem partilho ou partilhei a minha vida.

Jesus procura a ajuda dos apóstolos no Getsémani: “Tomou consigo Pedro, Tiago e João e começou a sentir pavor e angústia. Disse-lhes então: «A minha alma está numa tristeza de morte. Ficai aqui e vigiai»” (Mc 14,34).

Quando Deus me escolhe para o sofrimento, a doença ou a morte, é o próprio Deus que está a falar comigo na primeira pessoa. Esta é a única forma de viver o mistério da salvação; nesta experiência Deus permite-me optar por aceitar a cruz ou maldizê-l’O. Aceitar que o Seu filho Jesus me abriu um caminho para o Céu através da cruz ou rejeitar todo o plano da salvação de Deus. Os homens pagãos se me virem sofrer dirão: «Confiou no Senhor, Ele que o livre, Ele que o salve, se é seu amigo» (Sl 21 (22), 9). Para o mundo, o sofrimento é incompreensível e é uma prova de que Deus não existe.

E não posso ser cristão sem o sofrimento, sem a cruz? Não.

Essa é a única forma de experimentar que Deus, da morte, tira a vida. O mistério pascal de Jesus não é um conceito filosófico, é um facto histórico que se renova todos os dias na vida dos cristãos. A cruz de Jesus salvou a humanidade e abriu-lhe o Céu. Na minha cruz, no sofrimento concreto que Ele me permite experimentar, encontro-me com Ele, com a vida eterna. Diz o profeta Isaías na 1ª leitura referindo-se aos sofrimentos que Cristo virá a experimentar: “Mas o Senhor Deus veio em meu auxílio”. Esta promessa faz também o próprio Cristo aos seus: “No mundo tereis tribulações, mas tende coragem: eu venci o mundo” (Jo 16,33).

O sofrimento que o Senhor tem permitido na minha vida permite-me testemunhar que Deus existe e me ama! 

José Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - Quaresma 2018

“Jesus viu […] e teve compaixão” (Mc 6, 34)

Estamos a terminar a nossa Caminhada Quaresmal que se centrou na frase do Evangelho: “Jesus viu […] e teve compaixão” (Mc 6, 34).

Caminhamos juntos durante este tempo de penitência e oração. Agora, é tempo de balanço.

Na Eucaristia de Quinta-Feira Santa, em que reviveremos o Mandamento Novo e a Instituição da Eucaristia, cada um de nós é convidado a meditar em tudo aquilo que fez e no que ficou por fazer.

Se houve omissões, não desanimemos. A Páscoa é tempo de Ressurreição.

25 de Março – Domingo de Ramos na Paixão do Senhor

Quaresma escreve-se com M de MÃE, de MARIA.

Queremos, Senhor, como Maria, escutar atentamente a Tua Palavra e meditá-La no nosso coração para cumprir a Tua Vontade.

Compromisso para a Semana Santa

Para que esta semana seja verdadeiramente Santa, vamos iluminá-la com a Palavra de Deus. Nossa Senhora escutou a Palavra e colocou-A em prática. Seremos Bem-Aventurados se agirmos como Ela.

Assim, todas as manhãs, somos convidados a meditar a passagem do Evangelho de Marcos (Mc 6, 34-44).

Que A Palavra seja, em toda a nossa vida, a Luz que ilumina os nossos passos!

29 de Março de 2018 – Quinta-Feira Santa

A Quaresma vai desaguar num A de ALELUIA.

Ajudai-me, Senhor, a viver este Tríduo Pascal com o coração na Páscoa, passagem da morte para a Vida, da tristeza para a Alegria, do egoísmo para o Amor.

Compromisso

Ao longo do Tempo Pascal, vamos transmitir aos outros a alegria de ser Cristãos, Discípulos do Deus da Vida e da Alegria! A melhor forma de o fazer passará pelas nossas atitudes. Que os outros, através do nosso sorriso, da nossa alegria e do nosso empenho, percebam que ser Cristão é uma fonte de Alegria e se sintam contagiados a seguir Jesus! 

Diácono Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Horários das Celebrações da Semana Santa e Domingo de Páscoa

Quinta-Feira Santa(dia 29 de Março)

Missa Crismal – Sé Patriarcal, às 10:00 horas.

Missa Vespertina da Ceia do Senhor – Igreja Paroquial, às 21:00 horas, seguida de Adoração ao Santíssimo, até às 24:00 horas.

Horário da Partida do Autocarro

20:00 horas – Leceia  ;  20:10 horas – Tercena

20:20 horas – Queluz de Baixo  ;  20:30 horas – Valejas

Sexta-Feira Santa(dia 30 de Março)

Oração de Laudes – Igreja Paroquial, às 10:00 horas.

Celebração da Paixão do Senhor – Igreja Paroquial, às 15:00 horas.

Horário da Partida do Autocarro

14:00 horas – Leceia  ;  14:10 horas – Tercena

14:20 horas – Queluz de Baixo  ;  14:30 horas – Valejas

Sábado Santo(dia 31 de Março)

Oração de Laudes – Igreja Paroquial, às 10:00 horas.

Solene Vigília Pascal com um Baptismo – Igreja Paroquial, às 21:00 horas.

Horário da Partida do Autocarro

20:00 horas – Leceia  ;  20:10 horas – Tercena

20:20 horas – Queluz de Baixo  ;  20:30 horas – Valejas

Domingo de Páscoa

Leceia, Tercena e Valejas – 10:30 horas ; Barcarena – 12:00 horas ; Queluz de Baixo – 18:00 horas

2.    Vigília Pascal – Lume Novo

Durante a Celebração da Vigília Pascal, os Fiéis vão precisar de uma vela. A Paróquia disponibiliza a todos uma vela (com copo).

Não haverá recolha de dinheiro.

O contributo que, voluntariamente, cada Paroquiano desejar dar, deverá ser colocado no saco do Ofertório.

3.    Férias do Pároco

Entre os dias 2 e 6 de Abril, o Pároco estará de férias. Não haverá Missa em Tercena, em Barcarena e em Queluz de Baixo. Todos os assuntos relacionados com o normal funcionamento da Paróquia deverão ser tratados com o Diácono.

4.    Tarde do Sim

A Tarde do Sim, destinada às Crianças da Catequese e suas Famílias (Pais, Avós, etc.), vai ter lugar, na International School, no dia 21 de Abril (Sábado). Contamos com a presença de todos.


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