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Nº221 14-01-2018

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Nº221 - 14-01-2018

NA BARCA DA FÉ

 

COMO SE CHEGA A CRISTO?

As palavras dirigidas por Jesus aos dois discípulos que O seguem, como nos relata o Evangelho deste Domingo (Jo 1, 35-42), são “O que buscais?”. Segundo o Evangelho de S. João, são estas as primeiras palavras que Jesus pronuncia. Claramente são dirigidas a todo o discípulo que inicia o seu caminho espiritual, depois de alguém lhe ter indicado o novo Mestre.

As pessoas intuem a necessidade de Jesus quando sentem no coração uma profunda insatisfação pela sua vida passada e procuram uma resposta diferente para os seus problemas e desejos de felicidade. Sentem necessidade de Jesus quando os ídolos do dinheiro, do sexo e do poder os desiludiram.

Procuremos perguntar-nos: O que é que eu procurei quando me fiz cristão? Nada, diremos nós, às tantas, porque foi alguém (nossos pais) que nos fizeram cristãos. Mas, então, perguntemo-nos: o que é que me convence a seguir a Cristo? O que espero d’Ele hoje que faço parte da Sua comunidade?

Os dois discípulos, no relato evangélico, reconhecem n’Ele o Mestre e o Messias porque o Baptista O indicou como “Cordeiro de Deus”. Pedro é conduzido a Jesus pelo seu irmão André. Natanael consegue encontrá-l’O porque Filipe lhe falou d’Ele... Quem descobre a pessoa de Jesus, quem se dá conta de que Ele tem para todos uma palavra de esperança e de salvação, não pode conservar para si uma notícia tão grande; sente necessidade de a comunicar aos outros, para que também eles possam encontrar Aquele que deu uma resposta às suas questões fundamentais da vida.

Porque é que temos tanta dificuldade em falar de Cristo? Porque é que por vezes nos envergonhamos até de ser seus discípulos? Tê-l’O-emos realmente encontrado?

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO II DO TEMPO COMUM – Ano B

LEITURA I – 1 Sam 3, 3b-10. 19; SALMO – Sal 39 (40); LEITURA II – 1 Cor 6, 13c-15a. 17-20; EVANGELHO – Jo 1, 35-42.

“Que procurais?” perguntou Jesus aos discípulos de João Batista que o seguiram.

Esta pergunta é para mim. Que procuro eu? O que é que me faz levantar todos os dias de manhã?

A beleza das escrituras é terem respostas para estas perguntas que são uma chave para a minha existência, para o meu caminho. Na altura, os discípulos de João Batista responderam que apenas queriam saber onde Ele morava. Foram ver e ficaram com Ele.

São Paulo diz aos Coríntios que “Os Judeus pedem sinais e os gregos andam em busca de sabedoria; nós porém anunciamos Cristo crucificado, que para os judeus é escândalo, para os gentios é loucura, mas para aqueles que são chamados, tanto judeus como gregos, é Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.” (1Co 1,22-24) Este chamamento, que Samuel e os discípulos de João Batista receberam, é algo que, por vir do alto, vem acompanhado da sabedoria de Deus. Chamamento a que São Paulo também chama “loucura da pregação”; que salva aqueles que a escutam.

Como o chamamento de Deus não vem normalmente acompanhado de seguranças humanas (as que os judeus e os gregos procuravam) mas do anúncio da cruz, isto parece sem lógica, parece um chamamento a uma derrota antecipada. O “cordeiro de Deus” foi o que Deus providenciou a Abraão quando se dispunha a sacrificar Isaac. Foi o que morreu em vez de Isaac. Esta lógica de Deus não é fácil e por isso tem que se apoiar na experiência. Desde logo na experiência de escutar a pregação, porque o Espírito Santo, que sempre acompanha a pregação, vem atestar ao meu íntimo, de uma forma que eu também não entendo, que este chamamento é verdadeiro, que o Messias de Deus vem procurar-me. Acresce o facto de que quando sigo o Senhor nos caminhos que me indica a Igreja (que é quem prega) me encontro com esse “cordeiro de Deus” que do outro lado da cruz me mostra a vida para lá da morte. Foi esse encontro pessoal com Cristo que fez André ir ter com seu irmão Simão.

É esta promessa de ressurreição que Paulo faz aos Coríntios: “Deus, que ressuscitou o Senhor, também nos ressuscitará a nós pelo seu poder” (1Co 6,14) e que justifica a dignidade do nosso corpo. Esta ressurreição de Jesus, que nos resgatou, fez de todos os batizados templo do Espírito Santo. Ele habita em mim, foi-me dado por Deus!

Que procuro então? Uma vez que não me pertenço a mim mesmo, e porque fui “resgatado por grande preço”, o Senhor me ajude a glorificá-l’O no meu corpo, com tudo o que digo e faço.

José Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - Tempos Litúrgicos – O Tempo Comum

O Ano Litúrgico celebra o Mistério Pascal de Cristo (Centro da nossa Fé).

No Ano Litúrgico encontramos o sentido ou, se preferirmos, os fundamentos que proporcionam uma “atmosfera” e uma realidade de santificação do tempo.

Como grande Assembleia de Escolhidos, membros da Comunidade do Ressuscitado, vivemos o Ano Litúrgico, com os seus Tempos, todos eles ricos de significado.

Com a Festa do Baptismo do Senhor, que celebramos Segunda-Feira passada, teve início o Tempo Litúrgico designado por Tempo Comum, que corresponde a um período de cerca de dois terços de todo o Ano Litúrgico (33 ou 34 semanas).

O Tempo Comum é interrompido desde a Quarta-Feira de Cinzas até o Domingo de Pentecostes. É retomado na Segunda-Feira a seguir ao Domingo do Pentecostes e estende-se até ao I Domingo do Advento.

O Tempo Comum tem como característica própria celebrar o Mistério de Cristo na sua globalidade, em vez de se centrar numa dimensão particular desse mesmo Mistério1.

No Tempo do Natal e no Tempo Pascal, designados por “Tempos Fortes”, celebramos um mistério particular da vida de Jesus, a Encarnação e a Ressurreição de Jesus.

No Tempo Comum vamos escutando um Evangelista que nos apresenta a vida de Jesus na sua globalidade. Semanalmente, no Dia do Senhor, o Domingo, a nossa Vida Espiritual cresce e ganha força.

No Tempo Comum celebramos, com maior intensidade, as festas de Cristo, da Virgem Maria e dos Santos.

No Tempo Comum vamos percorrendo os Caminhos do Senhor que se cruzam com os nossos.

Ele diz-nos sempre: “Eis que faço novas todas as coisas”2.

 

1 Cfr. Normas Gerais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário, Nº 43
2 Ap 21, 5

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Solenidade de S. Vicente, Padroeiro Principal do Patriarcado de Lisboa

No próximo dia 22 de Janeiro (Segunda-Feira), a Igreja celebra a Solenidade de S. Vicente, Padroeiro Principal do Patriarcado de Lisboa. Por esse motivo, haverá Missa Solene, às 19:00 horas, na Sé Patriarcal de Lisboa.

2.    Encontro de Formação para Catequistas da Adolescência

No próximo dia 27 de Janeiro (Sábado), entre as 9:00 e as 13:00 horas, no Externato Marista de Lisboa, haverá um encontro para Catequistas da Adolescência.

3.    Vigília de Oração pela Vida Consagrada

No próximo dia 27 de Janeiro (Sábado), às 21:30 horas, na Igreja Paroquial, haverá uma Vigília de Oração pela Vida Consagrada.

Todos os Paroquianos, e sobretudo os Jovens, são convidados a participarem.

4.    Reunião do Plenário do Conselho Pastoral

No próximo dia 28 de Janeiro (Domingo), às 20:30 horas, no Centro Jovem (Queluz de Baixo), haverá Reunião do Conselho Pastoral.

É  importante a presença de todos os(as) Conselheiros(as).

5.    Reunião com os Coordenadores Paroquiais da Catequese

No próximo dia 1 de Fevereiro (Quinta-Feira), às 21:00 horas, haverá Reunião com os Coordenadores Paroquiais da Catequese.

É  importante a presença de todos de modo a, todos juntos, podermos preparar a Caminhada Quaresmal.

6.    Intenções do Papa para o mês de Janeiro

Como intenção universal o Papa rezará: "Para que o diálogo sincero entre homens e mulheres de diferentes religiões produza frutos de paz e de justiça”.

A intenção pela evangelização do mês de Janeiro centra-se na "Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos": "Para que, através do diálogo e da caridade fraterna, com a graça do Espírito Santo, sejam superadas as divisões entre os cristãos”.


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