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Nº220 07-01-2018

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Nº220 - 07-01-2018

NA BARCA DA FÉ

 

EPIFANIA

O tempo de Natal começa e acaba com duas celebrações que se completam: o nascimento de Jesus e a Epifania. A primeira contempla a entrada na nossa história de Jesus, Filho de Deus, Filho da Virgem Maria. A segunda convida-nos a tomar consciência de que Ele veio para contactar com todos os homens, para nos manifestar o amor de Deus (“epifania” significa manifestação).

S. Lucas narra a visita dos pastores ao presépio. S. Mateus recorda que houve uma outra visita, a dos magos. Os primeiros eram homens simples e ignorantes, os últimos eram sábios, há muito fixados na esperança do Messias. Os pastores tinham sido despertados por um anjo e tinham percorrido um breve caminho, os magos tinham meditado longos anos e viajado longos dias. Uns e outros puderam ver o Messias Senhor, o Rei.

As estatísticas mostram que de ano para ano são menos as pessoas que vêm às nossas celebrações, que se casam pela Igreja, que mandam os filhos à catequese. Será que nós, em vez de manifestar Cristo, O ocultamos? Será que as nossas homilias, as nossas devoções, os nossos catecismos, ignoram cada vez mais as bem-aventuranças e a cruz e se fixam em coisas secundárias, teologias marginais (há margens à esquerda e à direita…) e formas que irritam a sensibilidade do nosso tempo?

Uma questão importante é a da linguagem. A Igreja soube dialogar com as várias épocas e não teve medo de falar as suas línguas. Importa que, desde as Encíclicas dos Papas às lições de catequese, passando pelas homilias dominicais, a Igreja fale como falam os homens, as mulheres, as crianças do tempo e do país em que se encontra.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO EPIFANIA DO SENHOR – Ano B

LEITURA I – Is 60, 1-6; SALMO – Sal 71 (72), 2. 7-8. 10-11. 12-13; LEITURA II – Ef 3, 2-3a. 5-6; EVANGELHO – Mt 2, 1-12.

O caminho que Deus faz comigo é misterioso. O meu corpo é o resultado de um processo longo e complexo que começou com uma grande explosão há 14 biliões de anos (Big Bang) que deu origem a uma grande quantidade de matéria. Esta, por sua vez, sofreu um processo de diversificação atómica nessas fornalhas ardentes, a que chamamos estrelas. Devido à sua natureza instável, nuvens de novos elementos atómicos são espalhados pelo universo, via explosões apocalípticas. Essas nuvens tendem, por efeito da gravidade, a tornarem-se parte integrante de corpos celestes como é o caso do planeta Terra. No nosso planeta as primeiras formas de vidas surgiram aproximadamente há 3,5 biliões de anos. Estas formas eram, inicialmente, muito simples, mas ao longo de um processo longo e fascinante foram ficando cada vez mais complexas, por adaptação, às várias alterações que a superfície terrestre sofreu. O pináculo deste processo somos nós. Do ponto de vista biológico não somos muito diferentes de outros animais. No entanto, segundo teorias recentes, algures no processo de evolução que deu origem à nossa espécie estabeleceram-se ligações no nosso cérebro que nos permitiram comunicar de uma forma que estimula muito a nossa criatividade e que nos torna únicos (100.000 anos). Associado a esta nova forma de comunicar, ocorreu um processo contínuo de migração com origem no Sul do continente Africano (local de origem do homo sapiens) que fez com que o homem ocupasse toda a terra. Outros animais conseguem comunicar mas, de uma forma muito simples, onde não há lugar à abstração. Em conclusão a nossa “palavra criativa” é o que nos distingue dos outros seres vivos. Segundo a fé da Igreja, o culminar desta nova forma de comunicar ocorreu quando o Verbo Se fez carne para salvar-nos, reconciliando-nos com Deus. Depois da morte e ressurreição de Jesus Cristo a “palavra criadora” de Deus inspirou muitos homens a espalhar a boa nova “Irmãos: Certamente já ouvistes falar da graça que Deus me confiou a vosso favor: por uma revelação, foi-me dado a conhecer o mistério de Cristo. Nas gerações passadas, ele não foi dado a conhecer aos filhos dos homens como agora foi revelado pelo Espírito Santo aos seus santos apóstolos e profetas: os gentios recebem a mesma herança que os judeus, pertencem ao mesmo corpo e participam da mesma promessa, em Cristo Jesus, por meio do Evangelho.” (Ef 3, 2-3a. 5-6). 

Paulo Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - Santa Mãe de Deus!

Neste início de um Novo Ano, as palavras do Papa Francisco, proferidas na Homilia da Missa da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, que transcrevo, podem ser o nosso programa.

“O Ano tem início sob o nome da Mãe de Deus. Mãe de Deus é o título mais importante de Nossa Senhora. […] Maria é Mãe de Deus. Devemos estar-Lhe agradecidos, porque estas palavras encerram uma verdade esplêndida sobre Deus e sobre nós mesmos. […] A palavra Mãe (Mater) remete também para a palavra Matéria. Na Sua Mãe, o Deus do Céu, o Deus Infinito fez-Se pequenino, fez-Se matéria, não só para estar connosco, mas também para ser como nós. Eis o milagre, eis a novidade: o homem já não está sozinho, nunca mais será órfão, é para sempre filho.

O Ano tem início com esta novidade! […] É a alegria de saber que a nossa solidão está vencida. É a maravilha de nos sabermos filhos amados.

[…]  Da Mãe de Deus, diz-se que guardava todas estas coisas, meditando-as no seu coração. (Lc 2, 19) […] Maria não fala! […] O silêncio de Maria diz-nos que também nós, se quisermos olhar para nós mesmos, precisamos de silêncio, precisamos de permanecer em silêncio, olhando o presépio. Diante do presépio, redescobrimo-nos amados. […] Olhando em silêncio, deixamos que Jesus fale ao nosso coração, deixamos que a Sua pequenez desmantele o nosso orgulho, que a Sua pobreza desinquiete as nossas sumptuosidades, que a Sua ternura revolva o nosso coração insensível.

Aqui temos os segredos da Mãe de Deus: guardar no silêncio e levar a Deus. […] Olhando para a Mãe, somos encorajados a deixar tantas bagatelas inúteis para reencontrar aquilo que conta. […] Precisamos, todos, de um coração de mãe que saiba guardar a ternura de Deus e ouvir as palpitações do homem. A Mãe, autógrafo de Deus sobre a humanidade, guarde este Ano Novo e leve a Paz do Seu Filho aos corações, aos nossos corações, e ao mundo inteiro. E, como filhos d’Ela, […] voltados para a Sua imagem, digamos três vezes, fixando-A: Santa Mãe de Deus!”. 

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Exposição do Santíssimo Sacramento em Tercena

Na próxima Quinta-Feira, dia 11 de Janeiro, entre as 16:00 e as 17:30 horas, haverá Exposição do Santíssimo em Tercena.

2.    Solenidade de S. Vicente, Padroeiro Principal do Patriarcado de Lisboa

No próximo dia 22 de Janeiro (Segunda-Feira), a Igreja celebra a Solenidade de S. Vicente, Padroeiro Principal do Patriarcado de Lisboa.

Por esse motivo, haverá Missa Solene, às 19:00 horas, na Sé Patriarcal de Lisboa.

3.    Encontro de Formação para Catequistas da Adolescência

No próximo dia 27 de Janeiro, entre as 9:00 e as 13:00 horas, no Externato Marista de Lisboa, haverá um encontro para Catequistas da Adolescência.

4.    Vigília de Oração pela Vida Consagrada

No próximo dia 27 de Janeiro, às 21:30 horas, na Igreja Paroquial, haverá uma Vigília de Oração pela Vida Consagrada.

Todos os Paroquianos, e sobretudo os Jovens, são convidados a participarem.

5.    Reunião do Plenário do Conselho Pastoral

No próximo dia 28 de Janeiro (Domingo), às 20:30 horas, no Centro Jovem (Queluz de Baixo), haverá Reunião do Conselho Pastoral.

É importante a presença de todos os(as) Conselheiros(as).


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