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Nº213 19-11-2017

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Nº213 - 19-11-2017

NA BARCA DA FÉ

 

PARECE PRUDÊNCIA, MAS É PREGUIÇA

Jesus recomendou que fôssemos “prudentes como as serpentes” (Mt 10, 16), mas o seu comportamento e as suas palavras estão muito longe daquilo que normalmente se entende por prudência: censurou os escribas e os fariseus (Mt 23) e ironizou acerca das suas exibições solenes e majestosas em “longas vestes” (Mc 12, 38), virou contra Ele os saduceus, desacreditando as suas convicções teológicas (Mt 22, 23-33), chamou “raposa” a Herodes (Lc 13, 32) e fez alusões pouco simpáticas aos reis que “usam roupas luxuosas”, convivia com gente mal-afamada e impura, chamava “serpentes, raça de víboras” aos guias espirituais do povo (Mt 23, 33) e garantia que os publicanos e as prostitutas haveriam de precedê-los no Reino dos Céus (Mt 21, 31)... Que tipo de prudência é esta?

Tinha alternativas: não sair de Nazaré e limitar-se ao trabalho com a plaina, manter a boca fechada ou abri-la apenas para adular; ignorar as multidões famintas, cansadas e em debandada “como ovelhas sem pastor” (Mc 6, 34); fechar o coração à compaixão perante o homem com a mão paralisada e resignar-se com o facto de, por vezes, uma pessoa contar menos que uma ovelha (Mt 12, 12); tapar os ouvidos para não ouvir o grito dos leprosos (Lc 17, 13); e deixar que a mulher adúltera fosse apedrejada (Jo 8, 5).

A prudência de Deus não é a dos homens, um alibi para a preguiça, a inércia, o desinteresse. É a melhor correr o risco de errar por amor do que renunciar a lutar pelos grandes valores; é melhor ver a semente da palavra rejeitada por um terreno estéril, como aconteceu a Paulo no areópago (Act 17, 32-34), do que escondê-la, por medo, envolvendo-a em silêncio.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - XXXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM – Ano A

LEITURA I – Prov 31,10-13.19-20.30-31; SALMO – 127 (128), 1-2. 3. 4-5; LEITURA II – 1 Tes 5,1-6; EVANGELHO – Mt 25,14-30

Na bíblia, a mulher é, muitas vezes, figura da Igreja. Ou seja, Cristo é o esposo e a Igreja a esposa. É com estes olhos que olho a primeira leitura do livro dos Provérbios. Sendo eu parte da Igreja, toda aquela palavra se aplica a mim. Na leitura lê-se que a mulher virtuosa “Procura obter lã e linho e põe mãos ao trabalho alegremente”, assim deve ser a minha atitude na vida, procurar os trabalhos que deem glória a Deus. Também diz a leitura que eu devo estender “os braços ao indigente”. Também isso glorifica o nome de Deus. Resumindo, se eu for também como esta mulher virtuosa, grande será a minha recompensa.

A primeira leitura lembra-me que devo temer o Senhor. A leitura de São Paulo diz, por outro lado, “o dia do Senhor vem como um ladrão noturno”. Para mim, quer dizer que Deus é sempre inesperado. Tem os seus momentos estabelecidos na sua infinita sabedoria. Eu tenho de estar preparado para quando chegam os momentos em que o Senhor intervém na minha vida. O salmo diz que “Assim será abençoado o homem que teme o Senhor”. Assim serei eu abençoado se estiver preparado a cada dia para a vinda do meu Senhor.  São  Paulo  adverte  os  Tessalonicenses  “Por  isso,  não durmamos como os outros, mas permaneçamos vigilantes e sóbrios”. Também esta advertência é para mim.

O Evangelho conta uma parábola impressionante sobre a importância de eu estar preparado. Desta parábola retiro duas conclusões muito importantes para mim. Primeiro, que tenho de fugir da atitude preguiçosa de um dos personagens que “foi escavar na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor”. E porquê? Mais uma vez porque o Senhor virá quando eu não espero para colher aquilo que semeou na minha vida. Para quê? Para que a sua graça possa chegar ao maior número de pessoas. A segunda conclusão é que a recompensa do Senhor é inimaginável. Tudo o que eu fizer, para glória de Deus, receberei muito mais em troca.

Pedro Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - Harmonia, Testemunho, Pobreza e Cuidar dos Pobres!

O Ano Litúrgico está a aproximar-se do seu final. No próximo Domingo celebraremos a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo. Logo a seguir iniciaremos o Tempo de Advento. Para meditação e vivência, nestes dias, sugiro um texto do Papa Francisco que encontrei nos meus arquivos.

Diz o Santo Padre: “Uma Comunidade Cristã deve viver em paz, deve testemunhar Cristo e deve assistir os pobres!”.

Falando das primeiras Comunidades Cristãs, que procuravam viver como Jesus lhes tinha ensinado, o Santo Padre afirmou: “A primeira característica destas primeiras Comunidades era […]: Tinham um só coração e uma só alma”.

E, logo a seguir, acrescentou: “Uma comunidade em paz! Isto significa que, naquela comunidade não havia lugar para mexericos, para invejas, para calúnias, para difamações. O amor cobria tudo!”.

E depois lançou o desafio a questionarmo-nos sobre a nossa atitude de Cristãos: Se somos “mansos e humildes?”, ou se “há contendas pelo poder, litígios, inveja, mexericos? Se isto acontecer - diz Papa - não estais no caminho de Jesus Cristo”.

O Papa Francisco sublinhou ainda o testemunho que os primeiros cristãos davam da Ressurreição de Cristo e questionou se cada paróquia, se cada comunidade, se cada diocese acredita verdadeiramente que Jesus Cristo ressuscitou.

O Santo Padre falou também de uma terceira característica essencial das primeiras comunidades: “A sua simplicidade e pobreza!”. E lançou algumas interrogações para avaliarmos a vida das nossas comunidades.

“Como é a atitude da nossa comunidade para com os pobres? É pobre? Pobre de coração, pobre de espírito, ou mete a sua confiança nas riquezas e no poder?”.

“Harmonia, testemunho, pobreza e cuidar dos pobres!

Esta é obra do Espírito Santo. ... O Espírito faz a unidade e impulsiona ao testemunho. O Espírito faz-nos pobres, porque Ele é a riqueza, e faz com que cuidemos dos pobres”.

“Que o Espírito Santo - concluiu Francisco - nos ajude a caminhar sobre esta estrada de renascidos pela força do Baptismo”.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Encontros de Formação para Acólitos

No próximo fim-de-semana haverá os seguintes encontros de formação para Acólitos:

Dia 25 de Novembro (Sábado), às 16:00 horas - Tercena. Dia 26 de Novembro (Domingo), às 10:00 horas – Barcarena. Apela-se à participação de todos os Acólitos!

2.    Missa Vespertina em Barcarena

No próximo Sábado, dia 25 de Novembro, às 15:00 horas, na Igreja Paroquial, haverá Missa Vespertina.

Esta Missa foi pensada, sobretudo, para os Escuteiros e para os Grupos da Catequese de Barcarena.

3.    Lançamento da Obra “Portugal Católico – A beleza na diversidade”

A assinalar a visita do Papa Francisco a Portugal, foi lançada uma obra intitulada “Portugal Católico – A beleza na diversidade” (Ver cartazes afixados).

O exemplar número um desta obra já foi entregue ao Papa Francisco.

No próximo dia 21 de Novembro, às 18:00 horas, na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa (Cidade Universitária), esta obra será apresentada ao público por Sua Excelência, o Senhor Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, e por Sua Eminência, o Senhor Cardeal-Patriarca de Lisboa e Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Manuel Clemente.

A sessão contará com um concerto musical de Cuca Roseta, Rão Kyao e Teresa Salgueiro.

No final será servido um porto de honra e oferecida uma recordação simbólica a todos os participantes.

A Comissão Organizadora deste evento convida todos Paroquianos de Barcarena a participarem nesta sessão solene.

A entrada é livre. 


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