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Nº210 29-10-2017

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Nº210 - 29-10-2017

NA BARCA DA FÉ

 

QUEM AMA O SER HUMANO ENCONTRA DEUS

Solidão, silêncio, ascese são elementos necessários para criar um clima favorável à contemplação, à “vida interior”, ao encontro com Deus, mas tornam-se sinal de patologias se nos afastarem das pessoas, se levarem ao desinteresse pelos irmãos. A contraposição entre o amor pela pessoa e o culto a Deus baseia-se em mitos pagãos, não deriva do Evangelho.

Sendo amigo dos homens, Prometeu tinha-lhes ensinado os números, as letras, a arte de domesticar os animais, a agricultura, a navegação, a laboração dos metais. Tinha subido ao Olimpo para roubar o fogo aos deuses e dá-lo aos homens, e, por esse motivo, Zeus tinha mandado que o acorrentassem a uma rocha no Cáucaso e ordenado a um abutre que lhe desfizesse eternamente as entranhas. Desta forma, o senhor dos deuses libertava o seu rancor contra aquele que, por ter sido amigo dos homens, tinha ganho a inimizade dos númenes.

Nada é mais contrário à mensagem bíblica do que isto. A promoção e o crescimento do ser humano realizam o projecto de Deus: “Nós amamos, porque Ele nos amou primeiro. Se alguém disser: ‘Eu amo a Deus’, mas tiver ódio ao seu irmão, esse é um mentiroso; pois aquele que não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. E nós recebemos d’Ele este mandamento: quem ama a Deus, ame também o seu irmão” (1Jo 4, 19-21).

É com razão que Prometeu, partindo de uma perspectiva bíblica, foi definido “o homem segundo o coração de Deus”; de facto, o Senhor ensinou ao Seu povo “que o justo deve ser amigo dos homens” (Sab 12, 19).

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - XXX DOMINGO DO TEMPO COMUM – Ano A

LEITURA I – Ex 22, 20-26; Salmo – 17 (18); LEITURA II – 1 Tes 1, 5c-10; EVANGELHO – Mt 22, 34-40

Este Domingo Deus pede-me três coisas “muito simples”:

1. Não oprimir os mais fracos: A palavra do Êxodo exorta-me a não me focar nasinjustiças que todos os dias vejo na televisão e à minha volta. Lembra-me as “pequenas” injustiças que faço aos que me rodeiam, ao pobre que não visito ou que não dou esmola, ao colega que nunca faz as coisas como eu acho que devem ser feitas “Eis o que diz o Senhor: «Não prejudicarás o estrangeiro, nem o oprimirás, porque vós próprios fostes estrangeiros na terra do Egipto. Não maltratarás a viúva nem o órfão.” (Ex,22,20-22);

2. Que dos meus atos se perceba que sou Cristão: Uma das estratégias do diabopara lutar contra a palavra de Deus, consiste em desgastar a palavra do homem. Esta estratégia leva a que eu fale sobre o que devo e o que não devo, sobre o que sei e o que não sei, via inúmeros canais de comunicação. Esta ânsia que tenho de falar, de argumentar, de convencer é contraproducente. Num mundo em que a palavra está tão gasta, o que dá esperança às pessoas não são as minhas palavras mas os meus atos “Tornastes-vos imitadores nossos e do Senhor, recebendo a palavra no meio de muitas tribulações, com a alegria do Espírito Santo; e assim vos tornastes exemplo para todos os crentes da Macedónia e da Acaia.” (1 Tes 1, 6-7).

3. Invocar o Espírito Santo quando for chamado a falar de Deus: Falar de Deus étão complexo, do ponto vista racional, que não faz sentido a um leigo como eu falar de conceitos que afloram Deus. Eu nunca vou dizer a palavra correta ao meu próximo, do ponto de vista teológico, filosófico, antropológico e psicológico. Frente a esta barreira intransponível resta-me, quando sou convidado a falar de Deus, invocar o Espírito Santo e falar como Cristo me tem ajudado na minha vida, com base em exemplos concretos. Frente às perguntas difíceis que me fazem às vezes sobre Deus, a minha razão nunca dirá a palavra certa para “aquela pessoa”, só o Espírito Santo, através de mim será eficaz “«Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?». Jesus respondeu: «‘Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu espírito’. Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo, porém, é semelhante a este: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’. Nestes dois mandamentos se resumem toda a Lei e os Profetas».”(Mt 22,36-40).

Paulo Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - Novembro, mês da Comunhão, mês da Esperança e do Encontro!

Ao mês de Novembro associamos, frequentemente, um “véu” de resignação e de passividade porque, comummente, o mês de Novembro está conotado como o “mês dos mortos”.

O mundo comercial tenta substituir esse “véu” com a máscara do “dia das bruxas”, ou apressa-se a propor como gastar o subsídio de Natal em brinquedos ou prendas, muitas vezes, desnecessárias.

Para nós, Cristãos, Novembro é o mês dos Santos e o mês dos Fiéis Defuntos, o mês em que somos convidados a, de uma forma especial, rezar por todos aqueles que ainda estão no Purgatório, aguardando entrar na Glória do Céu. Seria um insulto a Deus e aos Seus Santos viver o mês de Novembro na tristeza daqueles “que não têm esperança”1. Seria, igualmente, uma ofensa a Deus e aos nossos Defuntos se nos limitássemos a encher as campas de flores sem “ajudar as almas do purgatório oferecendo as nossas orações de sufrágio, em particular o Sacrifício Eucarístico, mas também esmolas, indulgências e obras de penitência”2.

Os Santos e as Almas do Purgatório, ainda em purificação, foram pessoas como nós, que viveram na Fé e na Graça de Deus, que sofreram, que venceram as tentações, que, até à morte, permaneceram fiéis a Cristo.

Mas, a verdade mais bela é esta: todos eles, juntamente connosco, ainda peregrinos na Terra, formamos “uma só família, a Igreja, para louvor e glória da Trindade”3, naquela realidade de Graça a que chamamos Comunhão dos Santos. Esta divina realidade “une-nos a Cristo, de quem procedem, como da Fonte e Cabeça, toda a graça e a própria vida do povo de Deus”4.

O mês de Novembro é o mês da Comunhão dos Santos, o mês da Esperança e do Encontro com a nossa verdadeira família. Nesta divina Comunhão de Amor, podemos celebrar dignamente os Santos e honrar a memória dos nossos Defuntos, oferecendo por eles os sufrágios que a Igreja nos recorda e oferece.

Diácono Carlos M. Borges

1 1 Ts 4, 13
Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, Nº 211
3   Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, Nº 195
4   Catecismo da Igreja Católica, Nº 957 

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Solenidade de Todos os Santos

Na próxima Quarta-Feira, dia 1 de Novembro, a Igreja celebra a Solenidade de Todos os Santos. O horário das Missas é o habitual horário de Domingo. Todos os Cristão devem participar na Santa Missa.

2.    Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos

Na próxima Quinta-Feira, dia 2 de Novembro, Dia de Todos os Fiéis defuntos, haverá Missa, em Tercena, às 9:30 horas e em Queluz de Baixo às 19:30 horas (a seguir à Oração de Vésperas).

3.    Oração de Vésperas, em Queluz de Baixo

Todas as 5ª Feiras, às 19:00 horas, na Igreja de Queluz de Baixo, haverá a Oração de Vésperas, presidida pelas Irmãs Canossianas.

Todos estão convidados a participar nesta Celebração.

4.    Exposição do Santíssimo Sacramento em Queluz de Baixo

Na próxima Sexta-Feira, dia 3 de Novembro, entre as 18:00 e as 18:45 horas haverá Exposição do Santíssimo em Queluz de Baixo.

5.    Noite de Oração orientada pelo Grupo de Jovens

No próximo Sábado, dia 4 de Novembro, o Grupo de Jovens vai realizar mais uma Noite de Oração, na Capela de S. Sebastião, às 21:30 horas.

6.    Missão Porta a Porta – Caminho Neocatecumenal

Como habitualmente, alguns cristãos do Caminho Neocatecumenal irão, porta-a-porta, anunciar o Amor de Deus. Neste início de ano pastoral este anúncio será feito em Queluz de Baixo e Leceia, normalmente ao Sábado à tarde.

7.    Novo Horário de Funcionamento da Secretaria Paroquial (Cartório)

A partir do início do mês de Novembro, a Secretaria Paroquial (Cartório) passa a ter um novo horário de funcionamento à Sexta-Feira, que passará a ser das 19:00 às 21:00 horas.

8.    Missa Vespertina em Barcarena (Escuteiros e Crianças da Catequese)

Durante o mês de Novembro haverá Missa Vespertina em Barcarena nos seguintes Sábados, às 15:00 horas: 18 e 25 de Novembro.

9.    Convite dos Acólitos

Se quiseres pertencer ao Grupo de Acólitos da Paróquia de Barcarena, procura um dos Acólitos no final das Missas ou envia um email para: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. . Serás muito bem-vindo! 


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