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Nº207 08-10-2017

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Nº207 - 08-10-2017

NA BARCA DA FÉ

 

CRISTO: PEDRA QUE DESPEDAÇA OS NOSSOS ÍDOLOS

O último versículo do Salmo 137, célebre canto do exilado, é sempre cuidadosamente ignorado. Depois do pungente apelo ao pranto dos deportados ao longo dos rios da Babilónia, o poeta, dirigindo-se à cidade sanguinária, exclama: “Feliz de quem agarrar as tuas crianças e as esmagar contra as rochas” (Sal 137, 9). Não menos embaraçoso é o versículo que conclui a parábola do Evangelho deste Domingo e que não consta do texto do leccionário. Referindo-se a Cristo, a pedra que os construtores rejeitaram e que Deus colocou como pedra angular, o evangelista comenta: “Quem cair sobre esta pedra, ficará despedaçado; aquele sobre quem ela cair, ficará esmagado.” (Mt 21, 44)

São imagens desconcertantes, mas que de repente se iluminam se as virmos como referência à cena descrita no livro de Daniel: uma pedra, sem intervenção de mão humana, desprende-se da montanha e atinge uma estátua colossal, de aparência esplêndida, mas terrível, que cai e se desfaz (Dan 2, 31-35). É o ídolo que, na sua insensatez, o ser humano construiu e do qual já não consegue libertar-se. Mais não é do que a sociedade injusta, corrupta e desumana que criou para si mesmo e da qual acaba por ser vítima.

Cristo e o Seu Evangelho são “a pedra” lançada por Deus contra esta estrutura monstruosa, são “a pedra” que desfaz as lógicas deste mundo, as astúcias, as espertezas e, sobretudo, as imagens insensatas que o ser humano fez de Deus. Contra esta pedra estão destinados a desfazerem-se os projectos ímpios e “esmagaram-se os seus filhos”: quer isto dizer que os maus não terão descendência, ficaram sem posteridade, sem futuro, porque Deus fará desaparecer do mundo novo todos os operadores de iniquidade. Esta é a boa notícia!

Os grandes deste mundo, construtores da nova “torre de Babel”, rejeitam esta pedra porque não se adapta aos seus planos, entrava os seus sonhos, provoca a destruição dos seus reinos.

Procuraram eliminá-la! Mas Deus escolheu-a como rocha de salvação, e quem a põe como alicerce da sua própria vida não será desiludido.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM – Ano A

LEITURA I  –  Is 5, 1-7; Salmo  –  79 (80); LEITURA II  –  Fl 4, 6-9; EVANGELHO – Mt 21, 33-43

Vejo nas leituras deste Domingo uma descrição do impulso criador de Deus. Uma criação que Ele vai fazendo e que eu tenho dificuldade em entender. A vinha de “cepas escolhidas” cultivada pelo Pai, com todas as condições para dar boas uvas e bom vinho, é a permanente vinda de Deus à história dos homens, à minha história, para ajudar no caminho para a vida eterna. Esta vinda de Deus à história acontece concretamente com as obras que fez e faz, em particular na natureza e no Homem.

É muito fácil esquecer que estas obras servem para me aproximar de Deus e dos outros e utilizá-las para meu próprio prazer. Aproprio-me da obra de Deus tantas vezes! E faço isso quando vejo os outros como instrumentos, como meio de alcançar os meus objetivos. Não são esses os frutos que Deus espera de mim. Ele espera que eu olhe para os outros como Ele, com misericórdia. E quando insisto em ser soberbo, vaidoso, como Ele vem à procura do humilde, não me encontra. Eu, que sou uma das suas obras, criado à sua imagem, uma “cepa escolhida” para dar uvas doces, afinal só produzo uvas azedas.

“Agora vos direi o que vou fazer à minha vinha: vou tirar-lhe a vedação e será devastada; vou demolir-lhe o muro e será espezinhada. Farei dela um terreno deserto: não voltará a ser podada nem cavada, e nela crescerão silvas e espinheiros; e hei-de mandar às nuvens que sobre ela não deixem cair chuva.” (Is 5, 5-6) É coisa séria isto da justiça de Deus. Se usando da minha liberdade quero que os meus frutos sejam uvas azedas, o Senhor não pode nada contra isso, e fico abandonado à minha sorte.

Olhar para os frutos doces que já tenha permitido que o Pai cultive em mim ajuda-me a entrar em conversão, a fazer como S. Paulo recomenda na carta aos Filipenses: “em todas as circunstâncias, apresentai os vossos pedidos diante de Deus, com orações, súplicas e ações de graças. E a paz de Deus, que está acima de toda a inteligência, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus”. (Fl 4,6-7) Na oração e particularmente no sacramento da reconciliação, encontro-me de novo com a misericórdia de Deus que me faz voltar à misericórdia para com os outros. Que me liga de novo à videira que é Cristo.

José Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - Sob o manto da Mãe!

O mês de Outubro é conhecido como o “Mês do Rosário” porque, no dia 7, a Igreja celebra a “Memória de Nossa Senhora do Rosário”.

Surgido no início do século XII, o Rosário espalhou-se por toda a Igreja e tornou-se um “fiel companheiro” de muitos Cristãos.

São João Paulo II disse que preferiria a oração do Santo Rosário a qualquer outra oração “não-litúrgica” e enriqueceu os Mistérios Tradicionais do Rosário com os “Mistérios da Luz” que culminam no Mistério da instituição da Eucaristia.

Quanta luz entra no nosso coração e na nossa vida através deste admirável Sacramento!

Durante este mês, somos “desafiados” a rezar o Rosário, a “semear”, onde quer que nos encontremos, muitas “Avé Marias”, a fazer de todas elas uma coroa de amor para oferecer à Rainha dos Céus e da Terra, uma cadeia de salvação para as almas infelizes por causa do pecado, uma força de apoio aos missionários que dedicam a sua vida à pregação do Evangelho.

Com a oração do Rosário, cada um de nós pode ajudar a que muitas almas encontrem Jesus, o único Amor necessário, cada um de nós pode ajudar a que o Imaculado Coração de Maria conceda a paz ao Mundo.

Como afirmou o Papa Francisco, em 2016, na Missa da “Memória de Nossa Senhora das Dores”, “Maria é a Mãe que nos entende até ao fim e nos defende … Nos momentos difíceis refugiemo-nos sob o manto da Mãe de Deus”.

Disse ainda o Santo Padre: “Os místicos russos dos primeiros séculos da Igreja davam um conselho aos jovens monges: No momento das tribulações espirituais refugiai-vos sob o manto da santa Mãe de Deus. Ali o diabo não pode entrar, porque Ela é mãe e defende-nos. … Num mundo que sofre a crise de uma grande orfandade ... temos uma mãe que nos defende, que nos ensina e acompanha, que não se envergonha dos nossos pecados, porque é Mãe”.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Exposição do Santíssimo Sacramento em Tercena

Na próxima Quinta-Feira, dia 12 de Outubro, entre as 16:00 e as 17:30 horas haverá Exposição do Santíssimo em Tercena.

2.    Grupo de Jovens – Recitação do Terço

No contexto do Centenário das Aparições, o Grupo de Jovens convida todos os Paroquianos, para a Recitação do Terço, em Barcarena, na próxima Sexta-Feira, dia 13 de Outubro, às 21:30 horas.

3.    Actividade do Grupo da Pastoral Vocacional

No próximo Domingo, dia 15 de Outubro, o Grupo de Pastoral Vocacional organiza, no Centro Jovem, em Queluz de Baixo, às 15:00 horas, uma actividade: Missão em Directo “A Força da Palavra de Deus na Vida dos Missionários”.

Todos os Paroquianos são convidados a participar.

4.    Missa Vespertina em Barcarena (Escuteiros e Crianças da Catequese)

Durante o mês de Outubro haverá Missa Vespertina em Barcarena nos seguintes Sábados, às 15:00 horas: 14 e 21 de Outubro.

5.    Catequese de Adultos

Estão abertas as inscrições para a Catequese de Adultos (Sacramentos da Iniciação Cristã – Baptismo, Confirmação e 1ª Comunhão, ou apenas Confirmação). As inscrições podem ser feitas no Cartório Paroquial, dentro do seu horário normal de funcionamento, preferencialmente, à 6ª feira das 19:30 às 21:30 horas.

A Catequese terá início durante o mês de Outubro (data a anunciar).

6.    Domingo da Palavra

O Programa para este Ano Pastoral é: Fazer da Palavra de Deus o lugar onde nasce a fé. (CSL, 38)

Respondendo ao apelo do Papa Francisco, “Seria conveniente que cada comunidade pudesse (…) renovar o compromisso em prol da difusão, conhecimento e aprofundamento da Sagrada Escritura, um domingo dedicado inteiramente à Palavra de Deus”, no dia 29 de Outubro,Domingo, celebraremos, na nossa Paróquia, o Domingo da Palavra.

As crianças do 4º Ano da Catequese celebrarão a Festa da Palavra e todos os Grupos Paroquiais estão convidados a participar numa Eucaristia Solene, na Igreja Paroquial, às 16:00 horas.


©2017 Paróquia de São Pedro de Barcarena