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Nº206 01-10-2017

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Nº206 - 01-10-2017

NA BARCA DA FÉ

 

"PEQUENO"
UM SIM CONVICTO PASSA POR UM NÃO

Há quem diga “sim” sem saber porquê, e quem, com mais lealdade, diga “não” porque não está convencido e quer compreender melhor. O seu “não” é apenas uma forma pouco elegante de pedir explicações e de dizer que gostaria de um esclarecimento. Quem imediatamente diz “sim” a Deus talvez não se tenha dado conta de quem Ele é, do que pensa, daquilo que Ele exige e propõe. Na nossa sociedade é apreciada a pessoa que produz. O velho, o doente, o deficiente, são certamente respeitados, amados, ajudados, mas são também sentidos como um peso; não é imediata a percepção do seu valor e da preciosidade do seu contributo em tornar mais humano o nosso mundo. Premiamos quem é eficiente e capaz; estimamos quem conseguiu subir na vida sozinho, remuneramos quem trabalha. Deus, pelo contrário, está ao lado dos últimos, interessa-se pelos últimos, privilegia e premeia os últimos. Gratuitamente.

A parábola do Evangelho do passado Domingo desconcertou-nos, e talvez, durante a semana, tenhamos reflectido acerca do comportamento ilógico do proprietário que retribui aos trabalhadores da última hora da mesma forma que aos primeiros. É difícil renunciar à religião dos méritos e acreditar na gratuidade do amor de Deus. A primeira Leitura da Missa deste Domingo parece responder às nossas objecções: “Vós dizeis: a maneira de proceder do Senhor não é justa. Escutai, casa de Israel: Será a minha maneira de proceder que não é justa? Não será antes o vosso modo de proceder que é injusto?” (Ezequiel 18, 25)

Dizer sim a Deus significa renunciar aos próprios pensamentos e aceitar os dEle. Ele não procura quem está saciado, mas quem tem fome para o encher dos seus bens (Lc 1, 53); não estima os poderosos que se sentam nos seus tronos, mas abaixa-se para elevar os humildes (Lc 1, 52); não dá o prémio aos justos pelos seus méritos, mas faz-se companheiro dos fracos e faz entrar em primeiro lugar no Seu Reino os publicanos e as prostitutas (Mt 21, 31). Só quem se reconhecer como último, pecador e necessitado da Sua ajuda poderá experimentar a alegria de ser salvo.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - XXVI DOMINGO DO TEMPO COMUM – Ano A

LEITURA I – Ez 18, 25-28; Salmo – 24 (25), 4-5. 6-7. 8-9; LEITURA II – Filip 2, 1-11; EVANGELHO –Mt 21, 28-32

“Como?” vs “Porquê?”

As contradições que observo, dentro e fora da Igreja, por vezes, deixam-me desanimado. Por um lado, vejo uma série de cientistas ateus, aos gritos nos media, a pregar que o “conceito de Deus” é a fonte de todos os males e que as religiões são um obstáculo ao conhecimento. Esta nova vaga ateísta, que está a varrer os fóruns de discussão, tenta convencer o mundo que as pessoas

inteligentes só perguntam “Como?” e nunca “Porquê?”. Ou seja, querem reduzir o conhecimento às ciências naturais. A filosofia e a teologia não interessam, porque não podem ser confirmadas no laboratório. Têm a lata de agradecer à Igreja, por ter estado na origem da ciência moderna, mas agora pedem aos crentes para sair da frente porque estão a atrapalhar.

Todo o seu discurso quase se reduz às teorias do “Big Bang” e da “Evolução das espécies”. O ridículo disto tudo é que a primeira teoria foi proposta por um padre (Georges Lemaître) e a segunda só pode ser compreendida à luz do trabalho desenvolvido por um monge Agostiniano (Gregor Mendel - o pai da genética). Por outro lado, vejo discussões dentro da Igreja, com bases teológicas profundas sobre “Como” se deve comungar e, ao mesmo tempo, a maior parte dos pais que pede para batizar os seus filhos, não sabe fazer o sinal da cruz e têm pouco interesse em saber o “Porquê” deste sinal. Frente a estas contradições, o juiz que há em mim é tentado a julgar o mundo e a igreja em conversas de circunstância. As leituras deste Domingo convidam-me a contemplar a sabedoria e a misericórdia do Senhor. “Irmãos: Se há em Cristo alguma consolação, algum conforto na caridade, se existe alguma comunhão no Espírito, alguns sentimentos de ternura e misericórdia, então completai a minha alegria, tendo entre vós os mesmos sentimentos e a mesma caridade, numa só alma e num só coração. Não façais nada por rivalidade nem por vanglória; mas, com humildade, considerai os outros superiores a vós mesmos, sem olhar cada um aos seus próprios interesses, mas aos interesses dos outros.” (Fl 2,1-4). Identificar as inconsistências dos outros é uma atividade pouco Cristã. Devo sim apontar as minhas próprias inconsistências, pedir a Deus para que me transforme e me inspire ações que contribuam para a união da Igreja. Desde os primeiros tempos houve discussões na Igreja que foram fundamentais para iluminar a vontade de Deus para a mesma.

“Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, ele disse: ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ O filho respondeu: ‘Não quero’. Mas depois mudou de opinião e foi. O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa. Este respondeu: ‘Sim, senhor, eu vou’. Mas não foi.”. Talvez muitos dos ateus públicos que estão sempre a dizer teimosamente não a Deus, no seu íntimo, procurem mais a Deus que muitos cristãos pacatos, como eu, que se sentem confortáveis com a sua fé (Mt 21,28-30).

Paulo Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - Reacendamos o amor no nosso coração!

Retirado de um escrito Chiara Lubich de 9 de outubro de 1986, este texto será, certamente, um belo programa para este ano pastoral:

(…) Começa um novo ano ideal e para cumprir com diligência os nossos deveres (…) o que devemos fazer (…)? É simples (…) deixar viver Jesus em nós em vez do nosso eu. Mas, como é que Jesus pode viver em nós? Sendo amor, como Deus é Amor. Lançando-nos (...) a amar os outros.

Nós falamos sempre de amor e poderia parecer supérfluo sublinhá-lo também desta vez. Mas não é assim; (…) - o não amor – está sempre pronto a dominar-nos, encoberto talvez por mil desculpas. (…) Voltemos, portanto, ao que é o “alfa” da nossa espiritualidade: o amor. De resto, é este o nosso carisma. E é este o elemento que, também hoje, o mundo tem mais necessidade. Olhemos à nossa volta. Onde encontramos o amor que Jesus trouxe à Terra? Pelas estradas, nas lojas, nos escritórios, por todo o lado os homens cruzam-se, mas são indiferentes uns para com os outros. Lemos os jornais: os artigos referem-se quase sempre a episódios tristes, de violência. Existe, sim, o amor humano que ainda liga muitas famílias e as amizades, mas é difícil encontrar o amor cristão. (…)

E nós fomos suscitados por Deus e escolhidos, juntamente com outros, precisamente para levar este amor. É o dom, o grande dom que devemos oferecer à humanidade. É verdade: somos muitos, mas somos também muito poucos em relação à população do mundo. E depois, Deus difundiu-nos por todo lado e é por isto que também nós, raramente, podemos dar um testemunho em larga escala, daquela que é verdadeiramente a natureza do cristão, do seu ser amor. Mas não percamos a coragem!

Se Deus estendeu connosco uma rede sobre toda a Terra, virá o tempo em que ela se há-de adensar cada vez mais e o mundo, também através de nós, poderá mais facilmente constatar o fogo que Jesus trouxe sobre a Terra.

(…) Reacendamos o amor no nosso coração.

Para que o mundo conheça depressa, e em toda parte, o amor verdadeiro, lancemo-nos, então, a amar!

Chiara Lubich



VIDA PAROQUIAL

1.    Exposição do Santíssimo Sacramento em Queluz de Baixo

Na próxima Sexta-Feira, dia 6 de Outubro, entre as 18:00 e as 18:45 horas haverá Exposição do Santíssimo em Queluz de Baixo.

2.    Missa Vespertina em Barcarena (Escuteiros e Crianças da Catequese)

Durante o mês de Outubro haverá Missa Vespertina em Barcarena nos seguintes Sábados, às 15:00 horas: 14 e 21 de Outubro.

3.    Mês de Outubro – Mês do Rosário

Tal como tem acontecido no passado, durante o mês de Outubro, rezar-se-á o terço em comunidade, nos seguintes horários:

Tercena

Domingo, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª Feira, às 21:00 horas Sábado, às 18:30 horas

Queluz de Baixo

Domingo, 2ª, 3ª, e 5ª Feira, às 21:00 horas Sábado, 4ª e 6ª Feira, às 18:30 horas

4.    Grupo de Jovens – Recitação do Terço

No contexto do Centenário das Aparições de Nossa Senhora, em Fátima, o Grupo de Jovens convida todos os Paroquianos, para a Recitação do Terço, em Barcarena, no dia 13 de Outubro (6ª Feira), às 21:30 horas.

5.    Catequese de Adultos

Estão abertas as inscrições para a Catequese de Adultos (Sacramentos da Iniciação Cristã – Baptismo, Confirmação e 1ª Comunhão, ou apenas Confirmação). As inscrições podem ser feitas no Cartório Paroquial, dentro do seu horário normal de funcionamento, preferencialmente, à 6ª feira das 19:30 às 21:30 horas.

A Catequese terá início durante o mês de Outubro (data a anunciar).

6.    Inscrições na Catequese

Continuam abertas as inscrições para a Catequese da Infância e da Adolescência.

Só fazem a inscrição as Crianças e Adolescentes que vão frequentar a Catequese pela 1ª vez na nossa Paróquia.

Juntamente com a ficha de inscrição é necessário entregar fotocópia de documento comprovativo do Baptismo da Criança/Adolescente.


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