Nº15 - 14-04-2013

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Nº15 - 14-03-2013

NA BARCA DA FÉ

 

CONFIAR!

Depois de um desaire a tentação do desânimo é frequente. Fazemos projectos, empenhamo-nos, elaboramos porventura programas pastorais ambiciosos, convencidos de que as nossas iniciativas irão ser infalivelmente coroadas de êxito. As coisas não correm como esperávamos e eis que ficámos tristes e com vontade de desistir. Sucede-nos a nós o que sucedeu aos sete discípulos de quem fala o Evangelho deste 3º Domingo de Páscoa (Jo 21, 1-19). Estes, durante toda a noite, trabalharam, fizeram os possíveis e os impossíveis, mas nada pescaram. Porquê? Talvez pela mesma razão por que também os nossos esforços, tantas vezes, a nada conduzem. Porque não são guiados pela palavra do Ressuscitado, os nossos esforços são vãos.

Quando, de manhã, eles escutam com atenção a palavra de Jesus, que lhes chega da margem, quando seguem as Suas sugestões, quando n’Ele confiam, eis que o milagre acontece: contra todas as lógicas humanas, contra todas as expectativas razoáveis, obtêm um resultado surpreendente.

Os apóstolos conviveram com Jesus durante três anos. Viram-nO, escutaram-nO e tocaram-Lhe. Um dia, o Mestre desaparece da sua vista. Na verdade, Ele não desapareceu, mudou simplesmente na maneira de estar presente. Por isso, não lhes é fácil aceitar a nova situação, tomar consciência de que o Ressuscitado está sempre no meio dos seus, compreender que continua tão perto deles como estava antes. O Evangelho deste Domingo descreve-nos esta sua dificuldade, este árduo caminho de fé. O discípulo que Jesus amava é o primeiro a descobri-lO, depois descobre-O também Pedro e a seguir todos os outros.

A experiência da comunidade primitiva é parecida com a nossa. Também nós temos que chegar a compreender que Jesus, embora estando já na «margem», ou seja, na glória do Pai, está sempre connosco, todos os dias, até ao fim do mundo. A fé leva-nos a ter a certeza de que Ele continua a fazer ecoar a sua voz, de que nos chama e nos quer indicar a que devemos fazer. Abramos o nosso coração e confiemos no Senhor ressuscitado!

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



PEDRO, O LOUCO – DOMINGO III DA PÁSCOA – ANO C

Act 5, 27b-32. 40b-41; Sl 29 (30), 2 e 4. 5-6. 11-12a e 13b; Ap 5, 11-14; Jo 21, 1-19.

Gostava de falar de uma pessoa que morreu “louca”. Vou tentar contar a sua história (à minha maneira). Esta pessoa era um bom chefe de família que trabalhava com ardor para sustentar a família. Certo dia, depois de uma dura jornada infrutífera, um desconhecido mostrou-lhe que podia ganhar o pão nosso de cada dia sem esforço. Deu-lhe também a entender que ele era pouco ambicioso, e que se quisesse podia ter uma vida de abundância. Logo abandonou a família e seguiu este estranho, durante muitos meses, ao longo dos quais o ouviu falar de muitas coisas; umas percebia e outras não. No entanto, tinha uma certeza: aquela sociedade corrupta não ia ficar na mesma. Certo dia tudo se precipitou, o seu amigo decidiu enfrentar os poderosos. Teria começado a revolução esperada? Não, prenderam-no. Teve de dizer que não o conhecia. Acabaram por o matar. Teria tudo sido em vão?

A loucura começou, quando umas mulheres disseram que o tinham visto! Dois homens caminharam com ele! Finalmente, ele também o viu, e aos poucos, começou, a perceber tudo o que lhe tinha dito: que Deus é amor e que nos ama a todos, apesar dos nossos defeitos. Foi ao ponto de enviar o seu próprio filho para nos dar esta boa nova, mesmo sabendo que o mataríamos. Esse amor é tão grande que vai para além da morte. O ressuscitado olhou-o nos olhos e perguntou-lhe “… tu amas-me ?...” sendo a resposta corajosa “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que te amo” (Jo 21,17). Por falar deste amor nas praças, foi preso e espancado. No entanto, parecia que estas adversidades ainda lhe davam mais ânimo para falar deste amor. Disseram-lhe que era um perigo para a sociedade, e que o que pregava era “… escândalo para os judeus e loucura para os gentios” (1 Co 1, 23). Finalmente não tiveram outra alternativa senão matá-lo.

A Igreja, em especial na Páscoa, convida-nos também à loucura da pregação “Proclama a palavra, insiste a propósito e fora de propósito, argumenta, ameaça e exorta, com toda a paciência e doutrina” (2 Tm 4, 2).

Paulo Chambel Leitão



O Tempo Pascal – À Espera do Pentecostes

Sete vezes sete dias

O tempo pascal dura cinquenta dias, sete vezes sete dias (uma semana de semanas) mais um dia e, na Bíblia, o número sete é uma imagem da plenitude (basta pensar na história da criação narrada no primeiro capítulo do Génesis).

Os cinquenta dias que se seguem ao Domingo da Ressurreição evidenciam a centralidade do acontecimento pascal. Trata-se de um tempo que tem a finalidade de prolongar a alegria da Páscoa. Não é por acaso que, desde as origens da Igreja, este tempo foi definido como “Santo, Feliz, Alegre, Festivo” e lhe foram reservados nomes especiais como “Solenidade da Alegria, Grande Domingo, Símbolo do Século Futuro”. É um tempo que pretende ser a imagem do “Domingo Eterno”, do tempo da Ressurreição que não tem fim.

Nos primeiros séculos do Cristianismo, os Padres da Igreja sublinham a unidade que caracteriza estes cinquenta dias: O Pentecostes não é um dia apenas (o quinquagésimo) mas os cinquenta dias. Santo Ambrósio afirma: “Os nossos antepassados ensinaram-nos a celebrar os cinquenta dias até ao Pentecostes, como parte integrante da Páscoa”. Para Tertuliano (final do século II), “a cinquentena pascal é o tempo da grande alegria durante o qual celebramos o mistério da Redenção depois da Ressurreição de Cristo, até à efusão do Espírito sobre os Discípulos e sobre toda a Igreja nascida da Paixão de Cristo”.

“Os cinquenta dias que se prolongam desde o Domingo da Ressurreição até ao Domingo do Pentecostes celebram-se na alegria e exultação como um único dia de festa, melhor, como «um grande Domingo». São os dias em que de modo especial se canta o Aleluia”. (Normas Gerais do Ano Litúrgico e do Calendário, Nº 22).

Àquilo que um só dia é demasiado curto para celebrar, a Igreja dedica cinquenta dias, que são extensão da alegria Pascal. Os cinquenta dias são como um único Domingo.

Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Festa do Pai Nosso, em Tercena

As Crianças que frequentam o 2º Catecismo vão celebrar a Festa do Pai Nosso no próximo Sábado, dia 20 de Abril, durante a Missa das 19:00 horas.

 

2.    Semana Mundial de Oração pelas Vocações

Este Domingo, dia 14 de Abril, tem início a Semana Mundial de Oração pelas Vocações que vai terminar no próximo Domingo, dia 21 de Abril, Dia Mundial de Oração pelas Vocações.

Durante esta semana todos nós, cristãos, devemos ter particularmente presente esta intenção.

 

3.    XXXIII EMA – Encontro de Acólitos

No próximo dia 25 de Abril vai ter lugar, na Paróquia de S. Domingos de Benfica, o XXXIII EMA (Encontro de Acólitos). Seria bom que todos os Acólitos da nossa Paróquia pudessem participar neste encontro. O Acolhimento está marcado para as 9:00 horas e a Missa de Encerramento, que será presidida pelo Senhos Bispo D. Joaquim Mendes, está marcada para as 16:30 horas.

O tema deste encontro é: “Ser Acólito é viver com Fé”.

É preciso levar almoço tipo “piquenique”

 

4.    Coro Infantil e Juvenil

A Escola de Música de Barcarena vai iniciar uma nova disciplina de Coro destinado ao público infantil e juvenil, com idades entre os 8 e os 18 anos. Os ensaios terão lugar no Centro Jovem de Queluz de Baixo aos Sábados das 10:00 às 11:15.

Os ensaios estarão a cargo da Prof. Maria Meireles que é licenciada em "Música na Comunidade" pela Escola Superior de Música de Lisboa e frequenta o curso de Canto da Escola de Música do Conservatório Nacional. Actualmente dirige vários grupos corais no concelho da Amadora.

Para informações adicionais e inscrições, poderão contactar a Escola de Música, através dos seguintes meios:

    • Telefone: 214 352 617 (rede fixa) ou 926 285 564 (rede TMN)
    • Email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
    • Website: www.musicabarcarena.pt

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