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Nº203 02-07-2017

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Nº203 - 02-07-2017

NA BARCA DA FÉ

 

QUEM TEM UM CORAÇÃO GRANDE NÃO SE CONTENTA COM UMA CASA PEQUENA

O termo casa, em hebraico, indica não só o edifício, mas também a família, a célula da sociedade na qual, principalmente nos tempos antigos, a pessoa encontrava guarida, acolhimento e protecção.

A pessoa não pode prescindir desta dupla casa: “o essencial da vida do homem é a água, o pão, o vestuário e uma casa para ocultar a própria nudez” (Eclesiástico 29, 21), e, por este motivo, no Médio Oriente, a hospitalidade é sempre sagrada, como atestam as frequentes recomendações da Bíblia: "exercei a hospitalidade uns com os outros, sem queixas” (1 Ped 4, 9); “não vos esqueçais da hospitalidade, pois, graças a ela, alguns, sem o saberem, hospedaram anjos” (Heb 13, 2).

Mas a quem quer iniciar uma nova família é pedido o desapego da sua própria casa: “o homem deixará o pai e a mãe para se unir à esposa; e os dois serão uma só carne” (Gén 2, 24). É um abandono que conduz a um encontro, destinado a dar continuidade à vida.

Também Jesus abandonou um dia a segurança que lhe era oferecida pela casa de Nazaré: “as raposas têm tocas e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mt 8, 20); deixou também a família: “quem é a minha mãe e quem são os meus irmãos?” Depois, indicando com a mão os discípulos, disse: “aí estão minha mãe e meus irmãos” (Mt 12, 48-50).

Jesus pede a mesma disponibilidade a quem o quer seguir: a coragem de se desapegar para levantar voo em direcção a uma realidade superior, para entrar numa nova casa, numa nova família, a família dos filhos de Deus.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - XIII DOMINGO DO TEMPO COMUM – Ano A

LEITURA I – 2Reis 4, 8-11. 14-16a; Salmo – 88 (89); LEITURA II – Rom 6, 3-4, 8-11; EVANGELHO – Mt 10, 37-42

“Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a Mim, não é digno de Mim. Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não é digno de Mim. Quem encontrar a sua vida há-de perdê-la; e quem perder a sua vida por minha causa, há-de encontrá-la»”(Mt 10, 37-38). O afeto que sinto pela minha família é bom desde que não me afaste de Deus. Esta é uma mensagem que deve enquadrar as minhas relações familiares. No evangelho de Mateus, imediatamente antes, Jesus diz: “Não penseis que vim trazer a paz à terra. Não vim trazer paz mas espada. Com efeito, vim contrapor o homem ao seu pai, a filha à sua mãe e a nora à sua sogra. Em suma: os inimigos do homem serão os seus próprios familiares”. (Mt 10, 34-36)

Se para celebrar a eucaristia dominical eu tiver de faltar a uma festa de família, isso vai parecer estranho a muita gente e vai trazer-me aborrecimentos. Se para ir para o convento uma jovem deixar de ver a família por longos períodos de tempo, isso será muito doloroso para os pais, mas é seguramente por um bem maior. Se um casal jovem se abrir ao dom dos filhos, mesmo que outros o desaconselhem, seguramente fará a vontade de Deus.

Ser cristão exige que eu não tenha medo de ser diferente. Algumas escolhas implicam cortar laços e relações ou discordar de opiniões dos outros. Isto leva-me às vezes a “perder a vida”. E quando isso acontece dentro do círculo familiar é muito difícil. Acontece que na minha vida tudo, absolutamente tudo, deve estar orientado pela vontade de Deus. É esse o desafio do batismo: entrar na morte seguindo a vontade de Deus, para encontrar uma vida nova: “Se morremos com Cristo, acreditamos que também com Ele viveremos, sabendo que, uma vez ressuscitado dos mortos, Cristo já não pode morrer; a morte já não tem domínio sobre Ele”.
(Rm 6, 8-9)

Para tomar as opções certas a cada momento tenho que abrir o meu ouvido, o meu entendimento, à Palavra de Deus que me é dirigida para que ela me ensine, me guie, me conduza. Esta Palavra é “lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho” (Sl 119, 105). 

José Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - Conselho para o fim-de-semana! Conselho para o tempo de férias!

Um pouco por todo o lado já se começa a “respirar” tempo de férias.

Como vos disse na semana passada, libertos do “lufa a lufa” casa/trabalho, trabalho/casa, das muitas preocupações, o tempo de férias pode ser um tempo favorável para intensificar a nossa relação com Deus.

Na Meditação Matutina da Missa celebrada na Capela de Santa Marta, no passado dia 9 de Junho, o Papa Francisco, com o seu “Conselho para o fim-de-semana”, que me atrevo a traduzir como “Conselho para o tempo de férias”, indica-nos um “caminho” que podemos seguir para vivermos bem o tempo de férias e nos prepararmos para acolher o novo Ano Pastoral que, no Patriarcado de Lisboa, terá como tema o Nº 38 da Constituição Sinodal de Lisboa – Fazer da Palavra de Deus o lugar onde nasce a fé.

O conselho do Santo Padre para aquele fim-de-semana era ler um dos livros do Antigo Testamento, o Livro de Tobias. Dizia o Papa: “São necessários apenas quinze minutos para o ler inteiramente, mas vale a pena fazê-lo, porque o livro de Tobias nos ensina a comportar-nos no caminho da vida, quer nos momentos bons, quer nos momentos maus”.

“A Bíblia é a Palavra de Deus e Deus fala-nos quando a lemos, quando a meditamos” – afirmou Francisco – e, falando do livro de Tobias, continuou:

“Esta história ensina-nos a comportar-nos no caminho da vida, com momentos bons e maus, ensina-nos a discernir”.

O conselho que deixo para o tempo de férias é ler/rezar a Bíblia.

Convido a, cada dia, escolhermos um texto, lermos esse texto, pensarmos naquilo que Deus nos quer dizer através daquela Palavra e a pedirmos “a graça de saber discernir o que acontece nos maus momentos da nossa vida e como ir em frente, e o que sucede nos bons momentos, sem nos deixarmos enganar pela vaidade”.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1. Solenidade de S. Bento

No dia 11 de Julho, a Igreja celebra a Solenidade de S. Bento, Padroeiro da Comunidade de Valejas.

Por este dia ocorrer a uma Terça-Feira, anteciparemos a Celebração de S. Bento para o próximo Domingo, dia 9 de Julho, com Missa Solene, às 10:30 horas, na Igreja de Valejas.

2. Inscrições e Início da Catequese (Ano Pastoral 2017/2018)

Inscrições

As inscrições para a Catequese já estão abertas e podem ser feitas no Cartório Paroquial.

Só fazem a inscrição as Crianças e Adolescentes que vão frequentar a Catequese na nossa Paróquia pela 1ª vez.

Juntamente com a ficha de inscrição é necessário entregar fotocópia de documento comprovativo do Baptismo da Criança/Adolescente.

Início da Catequese

Está previsto que, em todas as Comunidades, a Catequese funcione apenas ao Sábado (Barcarena – 13:45 horas; Tercena – 17:45 horas; Queluz de Baixo – 18:00 horas.

O início da Catequese está marcado para o penúltimo Sábado de Setembro (dia 23 de Setembro).

3. Encerramento do Cartório Paroquial durante o Verão

Durante o mês de Agosto, o Cartório Paroquial vai estar encerrado de 1 a 16 de Agosto.

Reabrirá, dentro do seu horário normal de funcionamento, no dia 17 de Agosto.

4. Cancelamento das Missas Dominicais em Leceia e Valejas

A partir do próximo Domingo, dia 9 de Julho, a Celebração da Missa Dominical em Leceia e Valejas será interrompida.

Em Leceia, recomeçaremos no dia 3 de Setembro, dia da Festa em honra de Nossa Senhora da Piedade.

Em Valejas, recomeçaremos em Setembro – data a anunciar de acordo com a disponibilidade dos Senhores Padres Dehonianos.


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