Nº44 - 29-12-2013

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Nº44 - 29-12-2013

NA BARCA DA FÉ

 

SAGRADA FAMÍLIA

Neste dia a Igreja honra a Família de Nazaré, constituída por José, Maria e Jesus. Mas está sobretudo interessada em que meditemos na importância da família.

A família tem evidentemente uma base na Natureza. Ao nascer, o ser humano está mais desprotegido que qualquer criatura animal. Não precisa apenas do leite da mãe e de defesa contra os predadores, precisa de muito carinho, tem de aprender a falar e a viver numa cultura. A família é uma condição necessária. Nós acreditamos que todo o ser humano está chamado a ser filho de Deus. Mas esta vocação não diminui, muito menos destrói, o que acabamos de dizer.

Hoje o grande inimigo da família é o tempo. Os namorados gostam de passar tempo um com o outro, marido e mulher começam a não ter tempo, nem um para o outro, nem para os filhos (muito menos para os pais, sogros e os avós). Os horários são exigentes, o emprego é longe de casa, a televisão consome o pouco que fica. A pouco e pouco, o outro vai sendo um desconhecido e um estranho. Que admiração se aparecerem então novos conhecimentos…

Esta questão torna-se mais aguda pelo facto de que todos nós vamos evoluindo ao longo da vida. Nesta civilização fervente, a evolução faz-se muito mais depressa do que antigamente. Se marido e mulher não falam (e não têm tempo para falar), cada um evolui segundo a sua própria trajectória, que se vai afastando inexoravelmente da trajectória do outro.

Não temos paciência. Queremos que tudo nos seja servido imediatamente a nosso gosto. Ora um homem e uma mulher precisam de tempo e paciência, generosidade e confiança, para crescerem no encontro. O embevecimento do namoro ou a novidade do dom é apenas o começo. Aqueles que ficaram por aqui não encontraram o tesouro.

Esquecemos que um dos temas grandes do cristianismo é a fidelidade. Na lógica do Evangelho, a fidelidade é um dos dons maiores. Mas a sociedade de consumo ensinou-nos a valorar apenas o que é útil e não dá trabalho. Quando um utensílio não presta, deitamo-lo logo para o lixo e compramos outro. Fazemos assim com a mulher/marido, fazemos o mesmo com Deus.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO da Sagrada Família de Jesus, Maria e José

Sir 3, 3-7.14-17a; Sal 127 (128), 1-2.3.4-5; Col 3, 12-21; Mt 2, 13-15.19-23

 

As leituras deste domingo são um convite a contemplar Deus que se manifesta no dom da Família. Tal como se fez presente na Família de Nazaré, vem Deus habitar nas famílias onde os membros se revestem da caridade que é “a plenitude da Lei” (Rm 13,10). Deus vem ao meu encontro não de forma metafísica mas onde quer que alguém esteja a dar a sua vida por mim. Na família é isso que acontece quando o homem e a mulher cumprem o plano de Deus de se revestir “de sentimentos de misericórdia, de bondade, humildade, mansidão e paciência” (Col 3, 12), de se perdoarem mutuamente tal como o Senhor os perdoou. Quando isto acontece entre o casal, não só se dão vida mutuamente como o Senhor gera vida a partir dos dois. O casal é fecundo por si mesmo mas dessa fecundidade Deus pode fazer brotar os filhos “como ramos de oliveira ao redor da tua mesa” (Sal 127, 3).

É uma manifestação do poder de Deus que a sociedade actual parece recusar: uma mesa cheia de filhos. Aí, Deus manifesta não só o seu poder criador, porque cada filho é único, como manifesta o seu poder de Pai ao providenciar os alimentos. É um dom de Deus viver a precariedade que São José e Nossa Senhora seguramente viveram ao emigrarem para o Egipto e ao voltarem depois para a terra de Israel. Deus é fiel e nunca nos abandona quando se entra no caminho da Sua vontade, seja tratando dos pais idosos, seja recebendo “amorosamente os filhos como dom de Deus” (rito do matrimónio).

Tenho podido experimentar que tudo o que vai acontecendo na minha família me manifesta o amor de Deus: a doença e morte dos meus pais, a mesa cheia de filhos, as minhas debilidades de pecador, etc. Em tudo isto vejo cumprida a promessa que um dia me fez a Igreja de que Deus nunca se deixa suplantar em generosidade. É este o Deus de que sei falar, de que preciso de falar. O mundo não O conhece porque, entre outras razões, perdeu a noção de família. É onde o demónio mais ataca nos tempos actuais porque sabe que é a família a melhor imagem da Santíssima Trindade.

Zé Chambel Leitão



“Fraternidade, fundamento e caminho para a paz”

No 1º Dia do Ano, todo o Mundo celebra o Dia Mundial da Paz. Neste número da nossa Folha Paroquial deixo, para meditação, alguns excertos de um Comunicado do Vaticano relativamente ao tema escolhido pelo Papa Francisco para Dia Mundial de Paz que se aproxima.

Fraternidade, fundamento e caminho para a paz”. Este é o tema do 47º Dia Mundial da Paz, o primeiro do Papa Francisco.

O Dia Mundial da Paz foi instituído pelo Papa Paulo VI e comemora-se no primeiro dia de cada ano. …  

O Papa Francisco escolheu como tema da sua primeira Mensagem para o Dia Mundial da Paz a fraternidade. Desde o início do seu Ministério como Bispo de Roma, o Papa tem sublinhado a importância de superar a cultura do desperdício” e promover a “cultura do encontro”, de modo a caminhar para a realização de um mundo mais justo e pacífico.

A fraternidade é um dom que todo homem e mulher tem em si enquanto ser humano, filho de um mesmo Pai. Diante das múltiplas tragédias que afectam os povos – pobreza, fome, subdesenvolvimento, conflitos, migrações, poluição, desigualdade, injustiça, crime organizado, fundamentalismos – a fraternidade é o fundamento e o caminho para a paz.

A cultura do bem-estar faz perder o sentido da responsabilidade e da relação fraterna. Os outros, em vez de nossos “semelhantes”, são vistos como antagonistas ou inimigos … Os pobres e os necessitados são considerados um “fardo”, um impedimento ao desenvolvimento. No máximo, são objecto de ajuda assistencialista-compassiva, ou seja, não são vistos como irmãos

A fraternidade, dom e empenho que vem de Deus Pai, pede o compromisso de ser solidário contra as desigualdades e a pobreza que enfraquecem a vida social, pede o compromisso de cuidar de todos, especialmente dos mais pequenos e indefesos, de amar como a si mesmo, com o coração de Jesus Cristo.

Num mundo em que constantemente aumenta a interdependência, não pode faltar o bem da fraternidade, que vence o alastramento da globalização da indiferença, à qual o Papa Francisco tem acenado repetidamente. A globalização da indiferença deve dar lugar a uma globalização da fraternidade.

A fraternidade diz respeito a todos os aspectos da vida, economia, finanças, sociedade civil, política, pesquisa, desenvolvimento, instituições públicas e culturais.

Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Missas no Dia de Ano Novo

Dia 1 de Janeiro

10:30 horas – Tercena e Valejas

11:00 horas – Leceia

12:00 horas – Igreja Paroquial de S. Pedro de Barcarena

18:00 horas – Queluz de Baixo

 

2.    Janeiras / Grupo de Jovens

Cumprindo a tradição, o Grupo de Jovens da nossa Paróquia, caso o deseje,  vai cantar as Janeiras em sua casa, nos próximos dias 2, 3 e 4 de Janeiro. Todos os Paroquianos interessados em receber o Grupo de Jovens deverão fazer, o mais rapidamente possível, a sua inscrição junto do Pedro Escaleira, do Fábio Simões, ou ainda junto das Catequistas Eliza Quaresma ou Teresa Cabral.

 

3.    Reinício da Catequese das Crianças e Jovens

Após a interrupção de Natal, a Catequese das Crianças e Jovens da nossa Paróquia vai reiniciar no dia 4 de Janeiro de 2014 (Sábado).

 

4.    Início da Catequese de Adultos – Preparação para o Crisma

Corrigindo a informação dada no Folha Paroquial da semana passada:

A Catequese de Adultos (Preparação para o Crisma) vai iniciar no dia 17 de Janeiro de 2014 (Sexta-Feira). O primeiro encontro será na Igreja Paroquial de S. Pedro de Barcarena, às 21:00 horas.

Este primeiro encontro será um momento para nos conhecermos, para agendarmos as datas das Catequeses e o local das mesmas. 

A todos os inscritos nestas Catequeses será enviada uma mensagem SMS a recordar este encontro.

No caso de haver ainda algum adulto que deseje frequentar estas Catequeses poderá ainda fazer a sua inscrição no Cartório Paroquial, durante o respectivo horário de funcionamento.


©2019 Paróquia de São Pedro de Barcarena