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Nº196 14-05-2017

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Nº196 - 14-05-2017

NA BARCA DA FÉ

 

UMA SÓ VIDA, MUITOS MODOS DE A DOAR

Uma das características da comunidade primitiva descrita nos Actos dos Apóstolos é a ausência de classes, de títulos honoríficos, de um prestígio ou dignidade maior, atribuídos a algum membro eminente.

Os crentes consideravam-se todos num plano de igualdade, ninguém se fazia chamar por “rabi”, porque um só era o Mestre e eles eram apenas discípulos. Sentiam-se irmãos e ninguém se atribuía o título de “pai”, porque sabiam que tinham um único Pai, nos Céus (Mt 23, 8-10).

Nem sequer na santidade eles conheciam graus: “Santos” era o colectivo com que gostavam de se designar. Paulo endereçava as suas cartas “a todos os santos em Cristo Jesus que estão em Filipos...” (Filip 1, 1), “aos santos que estão em Éfeso” (Efes 1, 1), “a todos os amados de Deus que estão em Roma, chamados a ser santos” (Rom 1, 7).

E, no entanto, uma diferença era reconhecida e tida em grande estima: a do ministério, do serviço que cada um era chamado a fazer em favor dos irmãos.

O único Espírito, lembra Paulo aos Coríntios, enriquece a comunidade com dons diferentes e complementares: “a um é dada uma palavra de sabedoria, a outro uma palavra de ciência; a outro a fé, a outro o dom das curas; a outro o poder de fazer milagres, a outro a profecia; a outro o discernimento dos espíritos, a outro a variedade das línguas; a outro, por fim, a interpretação das línguas, tudo para proveito comum” (1Cor 12, 7-11).

“Como bons administradores das várias graças de Deus, cada um de vós – pedia Pedro – ponha ao serviço dos outros o dom que recebeu” (1Ped 4, 10).

É com esta Igreja ministerial nascida de Cristo e edificada “sobre o alicerce dos Apóstolos” (Efes 2, 20) que são hoje chamadas a confrontar-se as nossas comunidades.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO V DA PÁSCOA – Ano A

LEITURA I – Act 6, 1-7; Salmo - Sal 33 (34); LEITURA II – 1 Pedro 2, 4-9 ; EVANGELHO – Jo 14, 1-12

Serviço: Ao querer pertencer à Igreja tenho queestar disponível para fazer aquilo que me pedem: “Naqueles dias, aumentando o número dos discípulos, os helenistas começaram a murmurar contra os hebreus, porque no serviço diário não se fazia caso das suas viúvas. Então os Doze convocaram a assembleia dos discípulos e disseram: «Não convém que deixemos de pregar a palavra de Deus, para servirmos às mesas. Escolhei entre vós, irmãos, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, para lhes confiarmos esse cargo. Quanto a nós, vamos dedicar-nos totalmente à oração e ao ministério da palavra».” (Act 6, 1-7). A “minha Igreja” não pode ser um local simpático onde faço o que quero ou um palco onde mostro as minhas habilidades.

Construção: Tenho que lutar contra a minha tendência de fazer obra quese veja: “Caríssimos: Aproximai-vos do Senhor, que é a pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus. E vós mesmos, como pedras vivas, entrai na construção deste templo espiritual, para constituirdes um sacerdócio santo, destinado a oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo.” (1 Pedro 2, 4-9). A Igrejaé, principalmente, um edifício espiritual.

Salvação: Nunca serão os meus serviços ou obras que conduzirão outros àsalvação: “Disse-Lhe Tomé: «Senhor, não sabemos para onde vais: como podemos conhecer o caminho?». Respondeu-lhe Jesus: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim. Se Me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai.” (Jo 14, 5-7). A minhaoração tem que ser toda no sentido de pedir a Deus para que as minhas atitudes não atrapalhem a ação do Espírito Santo na vida dos que me rodeiam. 

Paulo Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - “Maria, o nosso Modelo!”

Maio é o mês dedicado a Maria.

Para nós, Portugueses, este mês de Maio tem um “sabor” muito especial porque celebramos o Centenário das Aparições e a Canonização dos Pastorinhos Francisco e Jacinta. Durante este mês, dedicaremos esta página da folha paroquial para reflectirmos sobre Maria.

“Tive a oportunidade de ler alguns escritos sobre a vida dos grandes santos … Uma das impressões mais fortes foi dar-me conta da duríssima vida de penitência que alguns deles viveram. … Naturalmente, perguntei a mim mesma: E nós? O que fazemos? Não queremos também ser santos? Imediatamente, na minha alma, ficou clara a resposta: Deveis olhar para Maria! Ela é o vosso modelo! D’Ela, que vivia no meio do mundo, … não se fala das penitências que praticou, mas sim dos sofrimentos que Deus Lhe pediu nas várias circunstâncias da Sua maravilhosa, extraordinária, mas também dolorosíssima vida. Maria viveu de tal modo esses sofrimentos, a ponto de ser chamada “Rainha dos Mártires”.

Sim, devemos olhar para Maria! Não há dúvida de que o sofrimento ocupa um lugar importante na nossa vida. ... A dor e a penitência fazem parte da nossa vida. O importante é viver estes acontecimentos como Maria. …

De que maneira?…

Comportando-nos como há anos atrás, quando … de várias maneiras, o Espírito Santo nos fazia entender como era necessário fazer a Vontade de Deus e não a nossa; … vivê-La plenamente no momento presente da nossa vida. …

Experimentei viver assim, e vi como faz bem à alma, como a rejuvenesce, como a renova”.

Chiara Lubich, em Procurando as coisas do “alto” Durante esta semana, e sempre, tenhamos o coração, a mente, todas as forças, centralizadas na Vontade de Deus e não na nossa, naquilo que Deus quer de nós em cada momento presente da nossa vida.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Festa em honra de Nossa Senhora de Fátima/Feira Social

Nos próximos dias 19, 20 e 21 de Maio, em Queluz de Baixo, vai decorrer a Festa em honra de Nossa Senhora de Fátima e a Feira Social.

Destes eventos destacamos os seguintes horários:

Dia 19 de Maio

Feira Social, a partir das 15:00 horas.

Dia 20 de Maio

Feira Social, a partir das 10:00 horas.

Às 14:30 horas, A Catequese reza com Maria. Actividade organizada pela

Catequese, no Jardim, em frente à casa das Irmãs Canossianas.

Às 20:30 horas, Missa Solene em honra de Nossa Senhora de Fátima, seguida de Procissão de velas.

Dia 21 de Maio

Feira Social, a partir das 10:00 horas.

Às 11:00 horas, Procissão da Igreja de Queluz de Baixo para o Centro Jovem, seguindo-se a Missa Solene em honra de Nossa Senhora de Fátima.

Na Igreja Paroquial não haverá a habitual Missa das 12:00 horas. Em Tercena, a Missa Dominical será às 9:30 horas.

Dias 19 e 20 de Maio, no Centro Jovem, haverá arraial.

2.    Mês de Maio – Recitação do Terço

Tercena

Todos os dias, às 21:00 horas, excepto Sábado que será às 18:15 horas (antes da Missa Vespertina).

Queluz de Baixo

Domingo, 2ª, 3ª e 5ª Feira, às 21:00 horas. Sábado, 4ª e 6ª Feira, às 18:30 horas.

Valejas

Todos os dias, às 21:00 horas. 2ª, 4ª e 6ª Feira, também às 18:00 horas.

3.    Reunião com os Pais dos Jovens que fazem a Profissão de Fé

No próximo dia 19 de Maio, às 21:30 horas, terá lugar, na Igreja Paroquial, uma reunião com os Pais dos Jovens que fazem a Profissão de Fé.

Por favor, não faltem e sejam pontuais.

4.    Reunião com os Pais das Crianças que fazem a Primeira Comunhão

No próximo dia 26 de Maio, às 21:30 horas, terá lugar, na Igreja Paroquial, uma reunião com os Pais das Crianças que fazem a Primeira Comunhão.

Por favor, não faltem e sejam pontuais.


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