Nº13 - 31-03-2013

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Nº13 - 31-03-2013

NA BARCA DA FÉ

 

PÁSCOA

O Senhor ressuscitou verdadeiramente! Aleluia!

A Páscoa inicia já com o Tríduo Pascal que vai da celebração da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa, até ao Domingo da Ressurreição, tendo o seu ponto culminante na Vigília Pascal, que constitui o cume da celebração pascal e de todo o ano litúrgico. A Vigília Pascal é a mais antiga das celebrações, “a mãe de todas as vigílias”, no dizer de S. Agostinho.

A Festa da Ressurreição era celebrada tão solenemente que se prolongou por uma oitava solene, que deu origem aos nomes da semana: feria secunda (segunda-feira), ou segundo dia feriado ou da Festa, etc. Por sua vez, o tempo pascal só termina com o Pentecostes, plenitude da Páscoa (cinquenta é um número simbólico indicando plenitude), embora o Espírito Santo tivesse descido já sobre os Apóstolos no dia da Ressurreição do Senhor. Neste sentido, os Domingos a seguir à Páscoa são denominados também Domingos de Páscoa. S. Atanásio fala de “um único Grande Domingo”.

As celebrações da Páscoa não são simples recordação de um acontecimento histórico. São uma vivência ou perpetualização deste mistério, através da Eucaristia e dos outros Sacramentos, onde o Senhor está presente. O círio pascal, que se mantém aceso até ao Pentecostes, manifesta a presença do Vivente entre o Seu povo.

Procuremos, na nossa comunidade paroquial, celebrar a Vida que a Ressurreição de Cristo nos dá. Celebremos Páscoa! Não guardemos um Cristo morto! Hoje ainda temos tanta preocupação com os mortos (caixões de luxo, “bouquets” de vaidade, etc) quando o único que conta é a certeza da ressurreição.

Feliz Páscoa! Cristo Ressuscitou, Aleluia!

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - SOLENIDADE DA PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR – Ano C

Act 10,34.37-43  Salmo 117 (118)  Col 3,1-4  Jo 20,1-9

O Domingo de Páscoa é o 3º dia! Este era o 3º dia anunciado pelos profetas (Os 6,2). Este foi o 3º dia anunciado por Jesus Cristo aos seus discípulos. Este é o 3º dia que Pedro (a Igreja) anuncia (At 10, 40). Jesus anuncia a sua entrada na morte mas ao 3º dia ressuscita!

Mas antes de anunciar o 3º dia, Jesus anuncia também a descida do Espírito Santo, anuncia a Igreja, anuncia o primado de Pedro (Mt 16, 13). Deus concede aos homens armas poderosas para combater o demónio: a iluminação do Espírito Santo, o apoio da  Igreja e a orientação do Papa. Jesus concede-me a mim estas armas. Estas armas são para combater o meu egoísmo. O egoísmo que me fecha do mundo e me leva a não amar o meu próximo.

O Espírito que me conduz à oração e mostra quão profundo é o meu egoísmo. Passar indiferente ao próximo, ao meu irmão em Cristo. Passar indiferente junto aos pobres, passar indiferente até pela minha mulher e os meus filhos.

A Igreja que perante o meu egoísmo me contrapõe a partilha e a vivência em comunidade.

O Papa que me ajuda a perceber o meu papel na Igreja. Um Papa sempre adequado em cada tempo. Um homem como eu, mas que se abandonou completamente à vontade da cabeça da Igreja: Jesus. Um Papa Francisco que me mostra que o mais importante é saber como o meu trabalho pode ajudar os pobres e não como os pobres podem ajudar-me a mim.

São Paulo resume de uma forma muito simples o que Deus quer para mim: “Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra” (Col 3,2). Sim porque é no Céu que está a minha morada permanente. Lá onde só o Amor ao próximo pode existir. Mas este Amor não é imposto por Deus. Deus respeita muito a minha liberdade e tem de ser da minha iniciativa este Amor. Portanto é este o momento. Hoje tenho de Amar o próximo para que amanhã possa fazer parte da morada celeste. Para poder fazer também parte do 3º dia que Jesus me veio trazer. O sepulcro está vazio! A morte não venceu! Jesus ressuscitou e eu posso ressuscitar com ele!

Pedro Chambel Leitão

Onde está, ó morte, a tua vitória? (1 Cor 55)

Santo Agostinho, na sua obra A Cidade de Deus”, escreve: “Há três coisas incríveis que, contudo, aconteceram: é incrível que Cristo tenha ressuscitado, é incrível que o mundo tenha acreditado numa coisa tão incrível, é incrível que alguns homens, desconhecidos, sem cultura, tenham sido capazes de, com tanto sucesso, fazer acreditar ao mundo (e aos intelectuais) uma coisa tão incrível”.

Os Apóstolos, diante o escândalo de ver o seu Mestre pregado na cruz, escarnecido e humilhado, “fugiram” para não ter que lidar com o mistério da morte.

A Ressurreição muda radicalmente as suas vidas! Diante do sepulcro vazio, ficaram desnorteados, incapazes de entender o que estava a acontecer. Quando fizeram a experiência de rever Jesus Ressuscitado, as suas vidas mudou radicalmente: de homens tímidos e “covardes” tornaram-se corajosos anunciadores da mensagem de amor e fraternidade que Jesus tinha trazido.

E hoje, o que significa celebrar a Páscoa? O que significa viver a Ressurreição de Jesus?

Para os crentes, a Páscoa é um momento forte para afirmar que se acredita na vitória de Cristo sobre a morte, da luz sobre as trevas, da chegada daquele Reino de justiça e de paz que Jesus inaugurou, com a Sua presença, na história humana. Através da Páscoa, todos os homens podem afirmar que o amor é mais forte do que a morte, que a Ressurreição se torna esperança histórica, tangível e concreta para cada homem.

A Páscoa explica o sentido da nossa esperança!

A Ressurreição oferece uma resposta: qualquer vida destruída na cruz (nos campos de morte, nas masmorras da história) não é destruída porque nenhum homem nasce para morrer mas morre para ressuscitar.

A Páscoa não é memória de um evento distante, mas a linfa vital que transforma continuamente a realidade da história humana.

Cristo ressuscita de novo cada vez que no mundo cresce uma vida autenticamente humana, cada vez que triunfa a Justiça, cada vez que a graça vence a força do pecado, cada vez que a esperança resiste ao cinismo e ao desespero, cada vez que o amor vence o ódio.

A Páscoa de Cristo pode tornar-se a Páscoa de cada um de nós, a Páscoa de cada homem e de cada mulher que sabem dar testemunho de que a morte pode ser vencida e a vida pode sempre triunfar.

Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Horários das Celebrações

Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor

Horário das Missas:

Tercena – 10:30 horas.

Barcarena – 12:00 horas.

Leceia e Queluz de Baixo – 18:00 horas.

 

2.    Férias do Pároco

Durante a semana de 1 a 5 de Abril, o Pároco vai estar de férias. Por esse motivo, durante essa semana, não haverá as seguintes Missas:

Barcarena – Terça e Quinta-Feira, às 19:00 horas.

Tercena – Terça, Quarta, Quinta e Sexta-Feira, às 9:30 horas.

Queluz de Baixo – Quarta e Sexta-Feira, às 19:00 horas.

 

3.    Missa com Crianças na Igreja Paroquial

Nos últimos meses, o Pároco ouviu e aconselhou-se com muitos Paroquianos sobre a necessidade de haver (ou não) uma Missa com Crianças na Igreja Paroquial. Após um período de reflexão, ouvido o Secretariado Permanente do Conselho Pastoral, foi decidido que, a partir do mês de Abril, será celebrada uma Missa com Crianças, nos Sábados imediatamente anteriores ao 2º e 4º Domingos.

No mês de Abril a Missa com crianças, em Barcarena, será nos dias 13 e 27 de Abril, às 15:15 horas. 


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