Nº186 05-03-2017

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Nº186 - 05-03-2017

NA BARCA DA FÉ

 

A TENTAÇÃO DE UMA FELICIDADE ILUSÓRIA

Na linguagem corrente, ser-se tentado significa ser-se atraído por aquilo que é proibido; por este motivo causa surpresa o facto de grandes personagens da Bíblia como os patriarcas ou até Job, terem sido tentados. Experimenta-se um certo embaraço perante os relatos das tentações de Jesus, e perplexidade pelas afirmações do autor da Carta aos Hebreus que, falando de Cristo, declara: “É precisamente porque Ele mesmo sofreu e foi posto à prova, que pode socorrer os que são postos à prova” (Heb 2, 18). “Não temos um Sumo Sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, pois Ele foi provado em tudo como nós, excepto no pecado” (Heb 4, 15).

A Bíblia convida a considerar a tentação numa perspectiva original: como um momento de verificação da solidez das escolhas do homem, como uma ocasião de crescimento. É inerente à tentação o risco de cometermos erros, mas este perigo é inevitável quando queremos amadurecer, quando queremos ser “especialistas”, “peritos”. Estes termos significam precisamente “tentados”, “submetidos a uma prova, a um exame”.

A escolha a fazer é entre acolher ou recusar o projecto do Pai.

Dois “homens” confrontam-se: um, Adão, decide seguir os seus próprios juízos enganadores; o outro, Cristo, refere-se continuamente à Palavra de Deus. O primeiro estende a mão a um futuro de morte, o segundo torna-se o autor da vida.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - I DOMINGO DA QUARESMA – Ano A

LEITURA I – Gen 2, 7-9.3, 1-7; Salmo 50 (51); LEITURA II – Rom 5, 12-19; EVANGELHO – Mt 4, 1-11

O início do Livro do Génesis dá respostas a muitas das minhas perguntas sobre a origem da minha vida.

No 1º capítulo do Génesis aparece um primeiro relato da criação: “Deus disse:

«Façamos o homem à nossa imagem, como nossa semelhança (…)». Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem e mulher ele os criou.” (Gn 1,26-27) Esta passagem foi interpretada por muitos Padres da Igreja como representando a Santíssima Trindade a deliberar sobre a criação do homem. Assim, o homem é imagem e semelhança da própria Santíssima Trindade. Criando homem e mulher à Sua imagem, Deus, que é relação entre três pessoas divinas, criou o Homem como relação entre homem, mulher e a sua descendência (“sede fecundos”).

Deus conhece profundamente de que é feito o ser humano. Conhece-me melhor do que eu próprio: “O Senhor Deus formou o homem do pó da terra, insuflou em suas narinas um sopro de vida, e o homem tornou-se um ser vivo.” (Gn 2,7) Esta minha natureza que vem do “pó da terra” é sujeita a muitas tentações e enganos do demónio. A tentação de comer da árvore do “conhecimento do bem e do mal”, como Adão e Eva, para ser como Deus, é talvez a maior de todas. Para que me criou então Deus se a minha natureza de pó, carnal, se inclina desta maneira para perverter o Seu projeto?

Em simultâneo com as tentações e o pecado, Deus colocou dentro de mim um “sopro de vida”, que é Ele mesmo, é o espaço habitado pelo Espírito Santo. Mais ainda, Deus deixa-me livre, com todas as responsabilidades que essa liberdade traz. Em tudo isto vejo as semelhanças nos meus filhos desde bebés, quando não sabem outra coisa senão pedir comida e chorar quando estão desconfortáveis, até à emancipação, quando saem de casa e formam a sua família. Há algo em mim que me impele a estar sempre com eles, a ajudá-los. Apesar de eu conhecer as debilidades dos filhos e a possibilidade de isso os levar a sofrimentos (para eles e para os pais) é muito mais importante a vida que trazem consigo e a forma como isso constrói a família. Creio que é também por este mesmo tipo de razões que Deus me aceita débil e pecador e me tenta conduzir no Seu caminho. Na dificuldade da compreensão das realidades celestes, tento encontrar respostas nas realidades terrenas, que são imagem e semelhança daquelas.

Creio que a alegria que se sente com uma casa cheia de filhos é semelhante à que o Pai do Céu sente com a criação. Deus não cria de uma forma mecânica. Em cada bebé manifesta-se a alegria de Deus ao criar. Em cada homem estão as tentações que Jesus experimentou no deserto e os enganos do demónio, mas também a expectativa de mais um pecador que se converte. E sabe-se que isso traz uma enorme alegria ao Céu.

Zé Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - 1ª Semana da Quaresma 2017 Quereis oferecer-vos a Deus?

Ao começar o tempo da Quarema, num tempo em que nos preparamos não só para a Páscoa, mas também para celebrarmos o Centenário das Aparições a proposta para esta semana é escutarmos o que Jesus nos quer dizer no Evangelho e acompanharmos a mensagem que Nossa Senhora revelou aos Pastorinhos de Fátima, em 1917.

Oração em Família (de manhã e à noite)

Rezemos a oração que o Anjo ensinou aos Pastorinhos:

Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos.

Peço-vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam, e não vos amam.

Leitura do Evangelho (Mt 4, 1-4)

Naquele tempo, Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto, a fim de ser tentado pelo Diabo. Jejuou quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome. O tentador aproximou-se e disse-lhe: «Se és Filho de Deus, diz a estas pedras que se transformem em pães». Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: ‘Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus’».

Muitas vezes as pessoas escolhem o caminho errado e isso faz com que o mundo nem sempre seja um lugar bonito para se viver. Em Fátima, Nossa Senhora veio indicar o caminho a seguir para vencer o mal e construir um mundo melhor. Vamos escutar como a Irmã Lúcia recorda o que aconteceu na primeira aparição, a 13 de maio de 1917:

-E que é que Vossemecê me quer?

-Vim para vos pedir que venhais aqui, seis meses seguidos, no dia 13 a esta mesma hora. Depois direi quem sou e o que quero. (…) Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?

-Sim, queremos!

-Ides, pois, ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto.

“Quereis oferecer-vos a Deus?”, Perguntou Nossa Senhora aos Pastorinhos.

E nós, queremos oferecer-nos a Deus? Como vamos responder a este desafio de Nossa Senhora? Durante esta 1ª Semana da Quaresma, peçamos a Jesus que nos ajude a ter a mesma coragem e a mesma confiança dos Pastorinhos.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Adoração ao Santíssimo em Tercena

Na próxima Quinta-Feira, dia 9 de Março, entre as 16:00 e as 17:30 horas, haverá Adoração ao Santíssimo Sacramento, em Tercena.

2.    Via-Sacra Vicarial

No próximo Domingo, dia 12 de Março, às 16:00 horas, na Paróquia de Outurela, terá lugar a Via-Sacra Vicarial.

Apelamos à participação de todos os Paroquianos.

3.    Terço Diocesano com o Senhor Cardeal Patriarca

No próximo Domingo, dia 12 de Março, às 16:00 horas, no Mosteiro de S.

Vicente de Fora (à Graça), terá lugar o Terço Diocesano, presidido pelo Senhor Cardeal Patriarca, D. Manuel Clemente.

Apelamos à participação de todos os Jovens nesta Celebração.

4.    Contributo Paroquial

Nas Missas Vespertinas e Dominicais do próximo fim de semana (dias 11 e 12 de Março) vai ser recolhido o Contributo Paroquial.

O Contributo Paroquial destina-se a assegurar o pagamento das principais despesas da Paróquia, nomeadamente o Salário do Pároco.

Apelamos à vossa generosidade.

5.    Encontro de Crismandos com o Senhor Bispo

Domingo (Dia 19 de Março) vai ter lugar, na Paróquia de S. Julião da Barra, um encontro de Crismandos com o Senhor Bispo.

O encontro terá início às 14:30 horas e termina com a Eucaristia, às 18:00 horas.

Seria bom que os Jovens que vão receber o Sacramento do Crisma pudessem estar presentes, acompanhados pelos Catequistas.

6.    Sacramentos da Iniciação Cristã (Crianças da Catequese)

Etapas Preparatórias: 23 de Abril e 7 de Maio (Barcarena, 12:00 horas). Dia dos Sacramentos: 4 de Junho (Barcarena, 12:00 horas).

Até ao dia 11 de Março (data limite), os Pais (Pai e Mãe) devem passar pelo Cartório Paroquial, dentro do seu horário normal de funcionamento, para um encontro com o Pároco ou com o Diácono, a fim de se iniciar o processo.


©2019 Paróquia de São Pedro de Barcarena