Nº185 26-02-2017

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Nº185 - 26-02-2017

NA BARCA DA FÉ

 

A SOLICITUDE DE DEUS QUE É MÃE E PAI

Muitas vezes a fé é submetida a duras provas devido ao absurdo de certas situações, de acontecimentos que parecem provar a ausência de Deus ou, pelo menos, o Seu desinteresse pelo que vai acontecendo no mundo. Os salmistas ousavam dirigir-lhe acusações quase blasfemas: “Porque me abandonaste... clamo por ti durante o dia e não me respondes” (Sal 22, 2); “Até quando, Senhor? Esqueceste-me para sempre?” (Sal 13, 2).

É aquela prova que os místicos chamam a “noite escura”, em que vacilam todas as certezas e as esperanças. É o caso (um exemplo, entre muitos!) de Teresinha de Lisieux que, no fim da sua vida, ouvia no íntimo de si uma voz jocosa repetir-lhe: “Tu pensas sair das nuvens que te circundam. Não, a morte não te dará aquilo que esperas, mas uma noite ainda mais escura, a noite do nada.”

O que experimenta Deus perante as nossas angústias, os nossos tormentos? É sensível à nossa dor?

A estas interrogações, Deus responde com uma pergunta: “Pode uma mulher esquecer-se do seu bebé?”; e depois, como se tivesse visto que nem mesmo esta comparação consegue exprimir o Seu amor fiel e o Seu desvelo pelo homem, acrescenta: “Ainda que ela se esquecesse dele, Eu nunca te esqueceria” (Is 49, 15). A imagem materna é eficaz, por isso é retomada: “Como uma mãe consola o seu filho, assim Eu vos consolarei” (Is 66, 13). É comovente a promessa de Ben-Sirá: “Serás como um filho do Altíssimo, que te quererá mais do que a tua própria mãe” (Eclo 4, 10).

Há momentos em que é difícil acreditar, e, no entanto, um dia veremos que era verdade.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - VIII DOMINGO DO TEMPO COMUM – Ano A

LEITURA I – Is 49, 14‐15; Salmo 61 (62), 2‐3.6‐7.8‐9ab; LEITURA II – 1 Cor 4, 1‐5; EVANGELHO – Mt 6, 24‐34

A Palavra de Deus deste Domingo é uma resposta de esperança e de grande amor e ternura de Deus pelo Seu Povo. É uma resposta para todos crentes.

Deus, através do Profeta Isaías (1ª Leitura), responde ao Povo que no exílio se sentia esquecido e abandonado por Deus: “Poderá a mulher esquecer a criança que amamenta… Mas ainda que ela se esqueça, Eu não te esquecerei.” (Is 49,15).

Deus define, assim, o amor maior entre o ser humano, o amor que uma mãe tem pelo seu filho. O amor de mãe que carrega o filho no seu ventre, que o amamenta, que o acompanha em toda a sua vida mesmo que ao longe, que tudo suporta, que vive as alegrias e sofrimentos do seu filho, é um amor gratuito. Ora, mesmo este amor é ultrapassado pelo Amor que Deus tem pelos Seus filhos, um Amor de misericórdia e de fidelidade eterna. Mesmo que uma mulher esquecesse o filho que amamenta, mesmo quando o homem, pelo seu pecado, esquece o outro, Deus jamais esquece!

Esta é a resposta que Deus me dá para os meus medos e incertezas da vida, que Deus me ama, que não se esquece de mim, que não estou abandonada aos infortúnios da vida, muito pelo contrário, está sempre comigo e quer-me em paz, tranquila, sabendo que Ele tudo providência, que Ele tudo me dá.

É Jesus Cristo que ainda, no contexto do “Sermão da Montanha” (Mt 5-7), no Evangelho deste domingo, valida a Palavra do Antigo Testamento, e continua a mostrar Deus como um Pai celeste que olha pelos Seus filhos.

“Não vos preocupeis, quanto à vossa vida, com o que haveis de comer ou de beber, nem, quanto ao vosso corpo, com o que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu: não semeiam nem ceifam nem recolhem em celeiros; o vosso Pai celeste as sustenta.” (Mt 6, 25-26).

Esta proposta de Jesus, para colocar a minha vida nas mãos de Deus e viver na confiança absoluta, que Ele tudo sustenta e nunca falha, colocar os meus projetos, o meu trabalho, nas mãos de Deus, leva-me a viver feliz, como uma criança que vive sustentada no que os seus pais lhe dão. A não viver com o coração apertado por causa da falta de dinheiro ao fim do mês, ou da falta de saúde: “A cada dia basta o seu cuidado” (Mt 6, 34).

A minha felicidade e da minha família está na minha escolha pelo único Senhor da Vida, Deus “Paizinho”.

Mónica Morgado



VIVENDO A FÉ - Com Maria caminho para Deus!

O jejum e a abstinência, juntamente com a oração, a esmola e as outras obras de caridade, só fazem sentido se tiverem uma “alma” autenticamente religiosa, uma “alma” cristã.

Num tempo que continua a enfrentar tantos sacrifícios, que não encontra momentos de serenidade, de paz, vale a pena perguntar: É preciso renunciar ainda mais? Há ainda necessidade da Quaresma?

Quaresma é uma atitude interior, não é um momento inscrito num tempo limitado. Quaresma é um tempo de esperança, mas também um tempo de conversão, de purificação, de reforçar o que é essencial na nossa relação com Deus (oração), na nossa relação com os outros (esmola) e na relação connosco próprios (jejum). Quaresma é a coragem de começar a caminhar em direcção a Deus. É saber jejuar e fazer abstinência para se deixar encher de Deus, é saber rezar para escutar Deus.

Na celebração do centenário das aparições de Fátima, acompanhando as aparições de Maio a Outubro de 1917 e concluindo com a aparição de Tui, em 1929, a Campanha da nossa Paróquia para a Quaresma 2017 terá como Tema: “Com Maria caminho para Deus”.

Propõe-se Maria como caminho que nos leva ao Seu Filho Jesus (Ela própria se apresenta como refúgio e caminho que conduz a Deus). É uma Campanha que culmina na Páscoa e na Eucaristia como Celebração Pascal da Morte e Ressurreição de Jesus. A Campanha para a Quaresma deste ano será, por isso, um caminho orante.

Ao longo da Quaresma, será proposto que, para além de breves momentos de adoração (quanto possível na presença de “Jesus escondido” na Eucaristia), vivamos a vida com uma dimensão eucarística, com atitudes de oferta, de reparação, de comunhão com Deus e com os outros.

Acolhendo o exemplo dos Pastorinhos, também nós, hoje, podemos acolher a mensagem de Nossa Senhora como um desafio de conversão e de adesão cada vez maior ao projecto de Deus para nós.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Celebrações de Quarta‐Feira de Cinzas

Na próxima Quarta-Feira, dia 1 de Março, iniciamos o Tempo da Quaresma com a bênção e imposição das cinzas.

O horário das Celebrações será o seguinte: Tercena – 14:30 horas

Queluz de Baixo – 19:00 horas

Devido às Obras, na Igreja Paroquial não haverá Celebração.

2.    Adoração ao Santíssimo em Queluz de Baixo

Na próxima Sexta-Feira, dia 3 de Março, entre as 18:00 e as 18:45 horas, haverá Adoração ao Santíssimo Sacramento, em Queluz de Baixo.

3.    Catequese e Missa Vespertina em Tercena

Concluídas que estão as Obras no Centro de Dia, no próximo Sábado, dia 4 de Março, a Catequese regressa à Igreja de Tercena.

A Missa Vespertina deixará de ser celebrada no Centro de Infância, passando para a Igreja de Tercena.

4.    Sacramentos da Iniciação Cristã (Crianças da Catequese)

Etapas Preparatórias: Dias 23 de Abril e 7 de Maio (Barcarena, 12:00 horas). Dia dos Sacramentos: 4 de Junho (Barcarena, 12:00 horas).

Até ao dia 11 de Março (data limite), os Pais (Pai e Mãe) devem passar pelo Cartório Paroquial, dentro do seu horário normal de funcionamento, para um encontro com o Pároco ou com o Diácono, a fim de se iniciar o processo.

5.    Noite de Oração orientada pelo Grupo de Jovens

No próximo dia 4 de Março, o Grupo de Jovens vai realizar mais uma Noite de Oração. Será na Capela de S. Sebastião, às 21:30 horas.

6.    Contributo Paroquial

No fim de semana de 11 e 12 de Março vai ser recolhido o Contributo Paroquial.

Os envelopes destinados à recolha do Contributo Paroquial já estão disponíveis.

O Contributo Paroquial destina-se a assegurar o pagamento das principais despesas da Paróquia, nomeadamente o Salário do Pároco.

Apelamos à vossa generosidade.


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