Nº184 19-02-2017

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Nº184 - 19-02-2017

NA BARCA DA FÉ

 

PASSO A PASSO, EM DIRECÇÃO A UMA META INATINGÍVEL

“Senhor, eu não sou digno”, dizemos nós antes de comungar, conscientes de que a união com Cristo na Eucaristia implica partilhar a Sua escolha de vida; por este motivo Lhe dizemos com toda a sinceridade: “Não sou digno”, ou seja, sei que não conseguirei ser, como Tu, pão que se parte e sangue que se derrama, sem reservas, pelos irmãos. Sei que não terei força de me deixar consumir por eles, venho somente implorar o Teu Espírito.

A observância dos preceitos do Antigo Testamento era difícil, mas não impossível, a meta indicada pela Lei estava ao alcance das pessoas. Com justificado orgulho o salmista podia declarar: “Segui os caminhos do meu Deus, todos os seus mandamentos estão, diante de mim e nunca rejeitei os seus preceitos” (Sal 18, 22-23); Zacarias e Isabel “cumpriam irrepreensivelmente todos os mandamentos e preceitos do Senhor” (Lc 1, 6); Ananias era “homem piedoso e cumpridor da Lei” (Act 22, 12).

Ao contrário da moral judaica, a moral cristã propõe uma meta inatingível: a perfeição do Pai que está nos céus (Mt 5, 48). Na estrada para a vida, a sinalética precisa e detalhada da Lei, com os seus mandamentos bem definidos, fica para trás; em frente abre-se o horizonte sem limites da perfeição do Pai, e o caminho para Ele tem que ser inventado. Cada momento desse caminho é determinado, no coração, pelos impulsos do Espírito que sugere o modo de responder às necessidades do irmão.

Jesus caminha resoluto (Lc 9, 51), enquanto os passos do discípulo não podem ser senão pequenos e incertos. “Vivemos exilados, longe do Senhor” (2Cor 5, 6.9), mas predestinados a sermos Sua imagem (Rom 8, 29), expressão do Seu amor que não conhece confins de raça e religião, e que é oferecido indistintamente a amigos e inimigos.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO VII DO TEMPO COMUM – Ano A

Lv 19, 1-2.17-18, Salmo 102 (103), 1 Cor 3, 16-23, Mt 5, 38-48

Impressiona-me a primeira leitura deste Domingo, onde Moisés apela à santidade. Este Moisés que era conterrâneo dos faraós, verdadeiros Deuses na terra, que faziam coisa extraordinárias. Estes faraós deixaram marca forte na história da humanidade. Sobre cada faraó sabe-se hoje em dia muita coisa. O que comiam, o que vestiam, o que escreviam, etc. Eram homens muito à frente no seu tempo, que faziam o que apenas se generalizou centenas de anos depois entre gregos e romanos.

Contudo, Moisés escolheu outro caminho. Ele optou por chamar o seu povo à santidade. Em vez de os convencer a construir grandes obras como os faraós, tentou convencê-los a uma outra obra espiritual muito maior: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Em vez de os convencer de teorias, preocupou-se em chamar o seu povo à santidade. E assim andou sempre o povo Israelita até aos dias de hoje, entre centenas de civilizações (Egípcios, Gregos, Romanos, Bizantinos, Islâmicos, Portugueses, Holandeses e Americanos, etc.), mas sempre chamados à santidade. Em cada civilização foram ou seduzidos ou perseguidos. Mas ao longo destes seus três mil e tal anos de história, foram sempre lembrados das palavras de Deus: ‘Sede santos, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo’.

Com Jesus Cristo o convite à santidade foi estendido a toda a humanidade. Surge um apelo ainda mais forte: “Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?”. A santificação já não é só acerca do que nos rodeia (como os judeus): o templo, a comida, o sábado, etc. A santidade é algo que tem de brotar de dentro. O que afasta o homem da santidade não é o que ele come. O que afasta o homem da santidade é aquilo que ele diz e faz. O que me afasta da santidade é a violência que sai de mim, as palavras más que digo, as minhas más ações. É não ver que do meu corpo (templo do Espírito Santo) não podem sair estas coisas. O que me afasta da santidade é esquecer-me que Deus é que me santifica. Só tenho mesmo de Lhe pedir que me coloque no caminho da santidade. E pedir todos os dias sem desanimar. Um bocadinho a cada dia. Como diz no Evangelho, “sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito”.

Pedro Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - Sempre com o Senhor!

Para todos nós, Portugueses, este ano de 2017 é um ano muito especial. Porque celebramos o Centenário das Aparições de Nossa Senhora, em Fátima, este ano é ocasião para um encontro mais “profundo” com Nossa Senhora.

Encontrei um texto do Papa Francisco que partilho convosco. “Deus surpreende-nos com o Seu amor, mas pede fidelidade … Ele é o Fiel, mas pede-nos fidelidade. … Muitas vezes é fácil dizer sim, mas depois não se consegue repetir este sim todos os dias”.

E continua o Santo Padre: “Quando o Anjo Gabriel anunciou a Maria que ia ser Mãe, Maria disse Sim a Deus, um Sim que transtornou a Sua vida humilde de Nazaré. Mas não foi o único Sim. Aquele Sim foi o primeiro de muitos Sins pronunciados no Seu coração, quer nos momentos felizes, quer nos dolorosos. Muitos Sins que culminaram no Sim ao pé da Cruz”.

Francisco lança também uma pergunta para exame de consciência: “Sou um cristão soluçante, ou sou cristão sempre? … Deus pede para Lhe sermos fiéis todos os dias, nas acções quotidianas. … Mesmo se, às vezes, não Lhe somos fiéis, Ele é sempre Fiel e, com a Sua misericórdia, não se cansa de nos estender a mão para nos erguer e encorajar a retomar o caminho. … E o caminho definitivo é: Sempre com o Senhor!.

E Maria, diz o Papa, serve-nos de exemplo: “Depois da Anunciação, o primeiro gesto que Ela realiza é um acto de caridade para com a sua parente Isabel; As primeiras palavras que profere são: «A minha alma glorifica o Senhor», um cântico de louvor e agradecimento a Deus … Tudo é dom d’Ele! … Ele é a nossa força!”.

Como “farol” a guiar-nos durante esta semana deixo o convite do Santo Padre: “Invoquemos a intercessão de Maria, para que nos ajude a deixarmo-nos surpreender por Deus sem resistências, a ser-Lhe fiéis todos os dias, a louvá-Lo e agradecer-Lhe porque Ele é a nossa força”.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Celebração Evocativa do Dia dos Pastorinhos Francisco e Jacinta

A Igreja celebra a Festa dos Pastorinhos de Fátima na próxima segunda-feira, dia 20 de Fevereiro.

“Desafiamos” as Famílias da nossa Paróquia a, por exemplo, antes ou depois de jantar rezarem a Oração dos Pastorinhos que este fim de semana foi distribuída nas Missas Vespertinas e Dominicais.

2.    Interrupção das Actividades da Catequese

No próximo Sábado, dia 25 de Fevereiro, não haverá Catequese (interrupção devida ao Carnaval).

3.    Sacramentos da Iniciação Cristã (Crianças da Catequese)

Como está assinalado no Calendário Paroquial, os Sacramentos da Iniciação Cristã estão marcados para o dia 4 de Junho (Barcarena, 12:00 horas).

Há duas Etapas Preparatórias, uma agendada para o dia 23 de Abril e outra para o dia 7 de Maio (Barcarena, 12:00 horas).

Os processos devem ser tratados no Cartório Paroquial.

Até ao dia 11 de Março (data limite), os Pais (Pai e Mãe) devem passar pelo Cartório Paroquial, dentro do seu horário normal de funcionamento, para um encontro com o Pároco ou com o Diácono, a fim de se iniciar o processo.

4.    Rezar na Quaresma

No próximo fim de semana (25 e 26 de Fevereiro), o Grupo de Jovens vai, em todas as Comunidades da Paróquia, colocar à venda o livro “Rezar na Quaresma”.

Será um óptimo “subsídio” para ajudar a nossa preparação para a Páscoa.

5.    Noite de Oração orientada pelo Grupo de Jovens

No próximo dia 4 de Março, o Grupo de Jovens vai realizar mais uma Noite de Oração. Será na Capela de S. Sebastião, às 21:30 horas.

6.    Ofertório Solidário “Amigos de Raoul Follereau”

O Ofertório Solidário para a Associação Amigos de Raoul Follereau foi:

Barcarena – 103,69 €  Leceia – 58,33 €  Queluz de Baixo – 110,63 €

Tercena – 150,00 €         Valejas – 52,87 €

Total – 475,72 €


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