Nº182 05-02-2017

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Nº182 - 05-02-2017

NA BARCA DA FÉ

 

TORNAR-SE SAL E LUZ, MAS COMO?

“Hoje em dia não há fé. Dantes havia muito mais!” Ouve-se com frequência desabafos como este.

Como se pode medir a fé? Servindo-nos das estatísticas, contando o número de pessoas que participam na Missa dominical, que se aproximam dos sacramentos, que casam na Igreja, que mandam os filhos à catequese? Talvez tendo em conta a importância das multidões que participam nos momentos eclesiais? Mas afinal, como se pode saber quando aumenta e quando diminui? Será nas celebrações solenes, cuidadas até ao mais pequeno pormenor e executadas de forma impecável, que os cristãos aparecem como “sal da terra e luz do mundo”?

Uma esplêndida parábola de Jesus (Mt 25, 31-46) revela como o modo de avaliar de Deus é diferente do nosso. Mais do que à prática religiosa, à fidelidade às tradições, à escrupulosa observância dos ritos. Jesus mostra-Se interessado na adesão concreta ao Seu projecto de amor para o homem. Brilham no mundo, como raios encantadores da luz de Deus, aqueles que partilham o pão com quem tem fome e a água com quem tem sede, que vestem os nus e acolhem quem não tem casa, que assistem o doente e defendem quem sofre injustiça.

O critério é claríssimo, e, no entanto, muita gente continua a reduzir a sua relação com Deus ao cumprimento escrupuloso de práticas religiosas. Este poderá vir a revelar-se, um dia, uma trágica ilusão. Só a vida dos justos, de quem acredita nas bem-aventuranças propostas por Jesus, é “como a luz da aurora, que cresce até ao romper do dia” Prov 4, 18).

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - V DOMINGO DO TEMPO COMUM – Ano A

Is 58, 7-10; Sal 111 (112), 4-5. 6-7. 8a e 9; 1 Cor 2, 1-5; Mt 5, 13-16

Neste Domingo Deus lembra-me que estou de passagem. Do ponto de vista material não passo de uma anomalia que em média dura 70 a 80 anos. A Igreja e o mundo ensinam-me que realmente a minha existência é uma anomalia. No entanto, a Igreja ensina-me que se trata de uma anomalia física com um propósito espiritual muito forte. O de criar um filho de Deus que se quer sentar à Sua mesa. O mundo encolhe os ombros a esta certeza luminosa e aos séculos de testemunhos de tantos profetas e mártires e diz que não passam de histórias de crianças. O que o mundo sabe é que a existência é breve, logo tem que ser aproveitada a todo o custo (muitas vezes à custa do mais fraco). Esta atitude leva uma voracidade inconsistente com a minha condição física. Estou de passagem, logo nada fica, logo não vale a pena agarrar-me a nada que seja deste mundo “Eis o que diz o Senhor: «Reparte o teu pão com o faminto, dá pousada aos pobres sem abrigo, leva roupa ao que não tem que vestir e não voltes as costas ao teu semelhante. Então a tua luz despontará como a aurora e as tuas feridas não tardarão a sarar. Preceder-te-á a tua justiça e seguir-te-á a glória do Senhor.” (Is 58,7-8).

Para o mundo esta atitude é masoquista porque põe em causa a máxima “goza enquanto podes”. O verdadeiro gozo é fazer a vontade de Deus e não a minha “Apresentei-me diante de vós cheio de fraqueza e de temor e a tremer deveras. A minha palavra e a minha pregação não se basearam na linguagem convincente da sabedoria humana, mas na poderosa manifestação do Espírito Santo, para que a vossa fé não se fundasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus.” (1Cor 2,3-5).

Muitas vezes a palavra de Deus, sendo espiritual, parece-me pouco concreta. Jesus Cristo, antecipando esta minha dificuldade, deixou a Sua palavra repleta de figuras de estilo (e. g. metáforas) que me permitem vislumbrar mais facilmente os seus mistérios. “Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Vós sois o sal da terra. Mas se ele perder a força, com que há-de salgar-se? Não serve para nada, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire, mas sobre o candelabro, onde brilha para todos os que estão em casa. Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus».” (Mt 5, 13-16). Seeu acredito que Jesus Cristo é Deus e não levo essa Boa Nova e não ajudo os que me rodeiam, então sou como uma pedra de sal que recusa dissolver-se e misturar-se neste grande prato de comida que é a vida.

Paulo Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - Rumo ao Centenário das Aparições

No período da história que atravessamos, tão perturbado pelos “ventos” de guerra, pelo terrorismo, pelo ódio, Nossa Senhora, a Mulher Vestida de Sol, passados cem anos das aparições em Fátima, continua a dar-nos uma resposta. Com preocupação maternal, quase insistentemente, Ela ensina-nos que, através da oração e da penitência, podemos alcançar a paz, Ela ensina-nos que a oração é mais forte que as balas, que a fé é mais poderosa que os exércitos.

Maria surge sempre como a Mãe que chama os Seus filhos à conversão, à oração e à penitência.

Mesmo se as aparições em Fátima ocorreram há 100 anos, o apelo de Nossa Senhora à conversão e à oração mantém uma actualidade extraordinária. Em todos estes anos pudemos experimentar o quanto Nossa Senhora é a Mãe que nos guia pela mão para nos livrar dos perigos, para nos conduzir ao caminho certo, em direcção ao Seu Filho Jesus que é Caminho, Verdade e Vida.

Numa altura em que nos preparamos para celebrar o “Centenário das Aparições”, somos convidados a compreender a maravilhosa mensagem deesperança que vem da Mulher Vestida de Sol, da Mensageira da Infinita misericórdia de Deus.

Acolhamos os apelos de Nossa Senhora, um convite à oração e à penitência para que possamos abrir o coração à conversão.

Rezem o terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra” –1ª Aparição

“Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes e em especial quando fizerdes alguns sacrifícios: Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado

Coração de Maria. … Deus quer estabelecer no mundo a devoção a Meu Imaculado Coração. Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. … Mas, se não deixarem de ofender a Deus, … começará outra pior. … Para a impedir virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados” –3ª Aparição

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Obras no Exterior da Capena de Tercena

As obras de beneficiação no exterior da Capela de Tercena ainda estão em curso. Por esse motivo, continuam suspensas a Oração de Laudes e as Missas Semanais.

Pela mesma razão, em Tercena, não poderão ser recebidos defuntos na Sala Mortuária.

Continuará a haver a Missa Dominical.

2.    Dia de Santa Josefina Bakhita

Na próxima 4ª Feira, dia 8 de Fevereiro, a Igreja celebra o dia de Santa Josefina Bakhita (Irmã Canossiana do Sudão). Haverá Missa Solene, às 21:00 horas, em Queluz de Baixo. Não haverá Missa das 19:00 horas.

3.    Reunião do Plenário do Conselho Pastoral

No próximo dia 12 de Fevereiro, às 20:30 horas, no Centro Jovem (Queluz de Baixo), haverá reunião do Plenário do Conselho Pastoral.

4.    Aparições de Fátima (Projecção de Filme)

No próximo Domingo, dia 12 de Fevereiro, no Centro Jovem de Queluz de Baixo, às 16:00 horas, vai ser projectado um filme sobre as Aparições de Fátima.

Apelamos à participação de todos os Paroquianos.

5.    Centenário das Aparições de Fátima (Recitação do Terço)

No âmbito da Celebração do Centenário das Aparições de Fátima, no próximo dia 13 de Fevereiro, às 21:00 horas, o Grupo de Jovens vai estar na Comunidade de Valejas, a rezar o Terço.

Apelamos à participação dos Paroquianos desta Comunidade.

6.    Jornada Vicarial da Juventude/Encontro Vicarial de Liturgia

No dia 19 de Fevereiro, haverá os seguintes encontros Vicariais: Jornada Vicarial da Juventude, Paço de Arcos, todo o dia. Encontro Vicarial de Liturgia, Porto Salvo, todo o dia.

7.    Peregrinação dos Missionários da Consolata a Fátima

No próximo dia 18 de Fevereiro, vai ter lugar a peregrinação dos Missionários da Consolata a Fátima.

Os Paroquianos que desejarem participar nesta pegrinação poderão fazer a sua inscrição junto dos(as) Zeladores(as) de cada Comunidade.

Custos: Viagem – 10 €;  Almoço (para quem o desejar) – 8 €.


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