Nº12 - 24-03-2013

Anteriores

Nº12 - 24-03-2013

NA BARCA DA FÉ

 

DOMINGO DE RAMOS

O Domingo da Paixão inicia com o tom alegre da Procissão de Ramos, aclamando o Senhor, como outrora o fez o povo, particularmente as crianças e os jovens.

Os jovens e as crianças têm tanto de espontâneo como de inconstante. Mas não só eles. Qualquer um de nós é capaz de heroísmo e entusiasmo, mas também de traição e desânimo na nossa vida cristã. O povo que gritou Hossanas era o mesmo que na manhã de sexta-feira santa gritou "?crucifica-O?" e preferiu Barrabás a Jesus.

Por isso, Jesus, apesar de conduzido triunfalmente chorou sobre a cidade santa infiel, como chora hoje sobre a nossa cidade consumista, materialista, hedonista e indiferente que não reconhece a visita do Senhor. Mas quando Deus quer ser aclamado e venerado, se os homens se calam, gritarão as próprias pedras! E a última palavra não pertence à Cruz, mas à Ressurreição, não pertence à morte, mas à Vida.

Este Domingo dá início à "Semana Santa" que comemora, revive e perpetua o mistério central da nossa fé e da nossa salvação: Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor. Esta semana culmina com o "Tríduo pascal", que vai da Ceia do Senhor à Ressurreição, passando pela Cruz. Estas são as celebrações centrais de toda a Igreja. Por isso, é fundamental que os cristãos participem nestas celebrações.

Na nossa Paróquia, as celebrações do Tríduo pascal serão nos horários seguintes:

-Quinta-feira Santa:

(21.30 h): Celebração da Ceia do Senhor

-Sexta-feira Santa:

(10.00): Laudes
(15.00): Celebração da Paixão

-Sábado Santo:

(10.00): Laudes
(22.00): Vigília Pascal

No Domingo de Páscoa, as celebrações da Missa serão:

(10.30): Tercena; (12.00): Barcarena; (18.00): Queluz de Baixo e Leceia

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - Domingo de Ramos, Ano C

Lc 19,28-40 - Is 50,4-7 - Salmo 21 (22),8-9.17-18a.19-20.23-24 - Fl 2,6-11- Lc 22,14-23,56

"O Senhor Deus abriu-me os ouvidos e eu não resisti nem recuei um passo. Apresentei as costas àqueles que me batiam e a face aos que me arrancavam a barba; não desviei o meu rosto dos que me insultavam e cuspiam."? (Is 50, 5-6). Entrar na vontade de Deus leva-me a um caminho de angústias, sofrimento e lágrimas. Foi esse o caminho aberto por Jesus na cruz, e aos cristãos não pode ser prometido um caminho de prazer e boa vida. A angústia sentida por Abraão quando ía sacrificar o seu filho, por Jacob quando estava para atravessar o vale do Jaboc, por José vendido como escravo pelos irmãos, pelo povo de Israel quando tinha atrás de si o exército do Faraó e à frente o mar, pelos profetas quando eram maltratados pelo próprio povo, por Maria ao estar grávida sem conhecer homem, por Jesus quando no Monte das Oliveiras suava sangue para entrar na vontade do Pai. Como é possível que as angústias, o sofrimento e as lágrimas nos aproximem de Deus?

Escreve Sto. Agostinho: "Diz a Escritura: Deus castiga todo aquele que reconhece como filho (Hb 12,6). E tu dizes: "Quem sabe ficarás de fora"? Se ficares fora do sofrimento dos castigos, ficarás de fora do número dos filhos.?" Deus não poupou o seu próprio filho mas entregou-o por todos nós. É neste quase incomprensível plano de Deus que devemos procurar explicação para o sofrimento, para a minha doença, para a morte de alguém querido, para a pobreza, para o desemprego. É que Deus em todas estas coisas quer encontrar- se comigo, mostrar-me que é Ele o senhor da morte e da vida, da saúde e da doença. É Ele o único que sabe o que é melhor para mim porque me educa como um pai. Só por aqui se entende a cruz gloriosa de Jesus e porque ?"Cristo Jesus, que era de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a Si próprio."? (Fl 2,6). Noutra tradução desta passagem utiliza-se a expressão ?"esvaziou-se a si mesmo"? para significar o entrar completamente na vontade do Pai, "obedecendo até à morte e morte de cruz".

"Não tenhas medo. Não te abandonará nas provações aquele em quem acreditaste", escreve Sto. Agostinho. A cruz não mostra só o sofrimento, mostra também como Deus tem poder para me tirar da morte. É o único que tem esse poder. O dinheiro, a saúde... nada tem esse poder. Que Deus me ajude a esvaziar-me das minhas tentações, dos meus vícios, para que me possa deixar preencher pela sua vontade, para que eu possa conhecer melhor como a cruz me pode dar a vida. Não só a mim mas através de mim aos outros também.

Zé Chambel Leitão



VIVENDO O ANO DA FÉ - Domingo de Ramos na Paixão do Senhor

Com o Domingo de Ramos na Paixão do Senhor a Igreja inicia a Semana Santa, uma semana em que se celebra os mistérios da salvação realizados por Jesus nos últimos dias da Sua vida, a começar pela Sua entrada messiânica em Jerusalém até à Sua Paixão e Gloriosa Ressurreição.
O triunfo real de Cristo é comemorado com a solene procissão, na qual os cristãos, imitando as aclamações das crianças hebraicas, vão ao encontro do Senhor cantando "Hossana! Bendito o que vem em nome do Senhor!" (Jo 12, 13). Recordamos Jesus, segundo a profecia de Zacarias, sentado num jumentinho, a entrar em Jerusalém. O entusiasmo das pessoas não se contém e "explode" em aplausos, cantando: Hossana!
Bendito seja o Rei que vem em nome do Senhor! (Cfr. Lc 19, 28-40). Jesus é reconhecido, é proclamado Messias, é aclamado como o Cristo!

E hoje?

Paulo VI deu-nos a resposta a esta pergunta:
"Para cada um de nós, esta celebração significa um ato de fé. Nós reconhecemos em Jesus de Nazaré o Messias, o Cristo. Nós aceitamos, nós exaltamos o Messias, ... o Salvador, Aquele que disse: "Eu estarei sempre convosco" (Mt 28, 20), presente e invisível, mas vivo e real.
Eis a importância que tem para nós... o rito que estamos a celebrar: nós reconhecemos em Jesus o Messias, o enviado de Deus, o Verbo de Deus feito homem, que se coloca no centro da nossa vida.
Sabemos que os outros, e não poucos, se deixam guiar por interesses imediatos... por uma vida sem ideais...
E nós? Estamos aqui com as palmas na mão, com o ramo primaveril de oliveira na mão, prontos a agitá-lo, em gesto festivo, pretendendo significar a nossa adesão a Jesus? Compreendemos a verdade, a beleza, a força da fé, que Cristo oferece a cada um de nós, à humanidade, à sociedade a que pertencemos? Somos verdadeiramente pessoas que agitam a oliveira da paz e da justiça?... Reconhecemos que Jesus é o nosso Salvador e prometemos ser-Lhe fiéis? Que o nosso agitar as palmas e os ramos de oliveira signifique: Viva Jesus! Viva o Senhor!" (Cfr. Paulo VI, Homilia do Domingo de Ramos na Paixão do Senhor, 3 de Abril de 1977).

A atitude para esta semana é: Entrega... a vida pelo bem do outro! E a proposta: Perdoar a alguém e rezar por essa pessoa!

Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1. Horários das Celebrações da Semana Santa e da Páscoa

Quinta-Feira Santa - Missa Vespertina da Ceia do Senhor

Missa na Igreja Paroquial - 21:30 horas

Sexta-Feira Santa - Celebração da Paixão do Senhor
Oração de Laudes na Igreja Paroquial - 10:00 horas
Celebração da Paixão do Senhor na Igreja Paroquial - 15:00 horas

Sábado Santo
Oração de Laudes na Igreja Paroquial - 10:00 horas
Vigília Pascal na Igreja Paroquial - 22:00 horas

Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor

Horário das Missas: Tercena - 10:30 horas; Barcarena - 12:00 horas;
Leceia e Queluz de Baixo - 18:00 horas.

2. Horário de Partida dos Autocarros

Quinta-Feira Santa

20:30 horas - Leceia; 20:40 horas - Tercena
20:50 horas Queluz de Baixo; 21:00 horas - Valejas

Sexta-Feira Santa

14:00 horas - Leceia ; 14:10 horas - Tercena
14:20 horas Queluz de Baixo; 14:30 horas - Valejas

Vigília Pascal

21:00 horas - Leceia; 21:10 horas - Tercena
21:20 horas Queluz de Baixo; 21:30 horas - Valejas

3. Cartório Paroquial

Na próxima Quinta-Feira, dia 28 de Março (Quinta-Feira Santa), o Cartório Paroquial estará encerrado.

4. Férias do Pároco

Durante a semana de 1 a 5 de Abril, o Pároco vai estar de férias. Por esse motivo, durante essa semana, não haverá celebração da Missa, durante a semana em todas as Comunidades.

5. Missa com Crianças na Igreja Paroquial

Nos últimos meses, o Pároco ouviu e aconselhou-se com muitos Paroquianos sobre a necessidade de haver (ou não) uma Missa com Crianças na Igreja Paroquial. Após um período de reflexão, ouvido o Secretariado Permanente do Conselho Pastoral, foi decidido que, a partir do mês de Abril, será celebrada uma Missa com Crianças, nos Sábados imediatamente anteriores ao 2º e 4º Domingos. Esta Missa será celebrada às 15:15 horas.


©2019 Paróquia de São Pedro de Barcarena