Nº180 22-01-2017

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Nº180 - 22-01-2017

NA BARCA DA FÉ

 

São Vicente, Padroeiro da Diocese e Cidade de Lisboa

No momento concreto que vive a nossa sociedade, uma interrogação se me põe: o que devemos pedir a São Vicente para nos ajudar a todos, Igreja e sociedade, a viver as dificuldades do tempo presente com grandeza e esperança? São Vicente intercederá junto de Deus para que a Igreja seja fiel a si mesma e encontre na sua fé e no amor ao próximo a maneira de ser força e luz. Vou tentar responder, convosco e para vós, à pergunta que eu próprio formulei na convicção de que encontraremos a resposta(...). Pedimos, antes de mais, (...) que nos ajude a acreditar em Deus e no Seu Filho Jesus Cristo. A fé em Deus e o amor a Jesus Cristo foram a força de São Vicente que o levaram a fazer da sua vida um dom, no serviço dos irmãos e do sacrifício da própria vida no martírio. Quando se chega ao ponto de fazer da própria vida um dom, o que só é possível em Jesus Cristo, atingiu-se o ponto da fecundidade transformadora na comunidade a que se pertence. (...)

Em segundo lugar, creio que hoje devemos pedir a São Vicente, que nos ensine e nos dê forças para servirmos os nossos irmãos. Ele foi diácono, e a diaconia sempre foi, na Igreja, um ministério de serviço dos irmãos, de modo particular dos doentes e dos mais pobres. O diácono encarna e concretiza a missão da Igreja de servir, de ser serva, como Jesus Cristo foi Servo. Sempre a Igreja viveu desta convicção: servir os irmãos é servir o próprio Cristo. Ele o afirmou: “o que fizerdes ao mais pequenino dos meus irmãos é a Mim que o fazeis” (Mt. 25,40). (...)

E finalmente peçamos, hoje, a São Vicente Mártir, que nos dê coragem de testemunhar a nossa fé em todas as circunstâncias, de vencer todos os medos. Meditemos nas palavras de Bento XVI: “Pela fé os mártires deram a sua vida para testemunhar a verdade do Evangelho que os transformara, tornando-os capazes de chegar até ao dom maior do amor, com o perdão dos seus próprios perseguidores” (PF. nº13). (...)

D. José Policarpo, Homilia de 22/01/2013



VIVER A PALAVRA - SOLENIDADE DE SÃO VICENTE – Ano A

Eclo 51, 6-12; Sl 58 (59); 2 Cor 1, 3-7; Mt 10, 17-22.

A primeira leitura deste Domingo tem uma Palavra que me conforta e deve também ter confortado bastante São Vicente no seu martírio: «Lembrei-me então, Senhor, da vossa misericórdia e das vossas obras das eras passadas: Vós livrais aqueles que esperam em Vós e os salvais das mãos dos inimigos.». Só um santo perseverante na oração e na leitura assídua das escrituras, se pode lembrar de tais palavras no momento de sofrimento. Assim foi São Vicente. São Vicente fazia parte das perseguidas comunidades cristãs da Península Ibérica durante o período Romano. Era com certeza homem humilde com a importante tarefa de servir de porta voz do seu Bispo.

Foi sepultado em Valência mas mais tarde trasladado para o Cabo de São Vicente e lá permaneceu centenas de anos numa igreja mantida por Cristãos. Uma forte comunidade cristã do Algarve, manteve este santuário mesmo durante a ocupação muçulmana. Quando o Senhor concedeu a consolidação do Reino de Portugal este santo foi trasladado para a capital, para evitar ser profanado pelos muçulmanos. Este tornou-se assim o Santo Padroeiro do Algarve e Lisboa. Como sinal da sua passagem no Cabo de São Vicente, brilha hoje em dia um fortíssimo farol que guia os barcos. É um sinal profano que deve lembrar aos cristãos a grande luz que foi este Santo. Também os dois Corvos do escudo de Lisboa estão associados a este Santo. Mas o sinal mais importante que acompanha as estátuas que o representam é a palma do Martírio. A palma sempre representou para os cristãos a vitória, Jesus foi saudado com palmas na sua entrada em Jerusalém. São Vicente alcançou a vitória do martírio, fazendo presente as palavras do Salmo deste Domingo: “Armam ciladas para me tirar a vida, conspiram contra mim homens poderosos (…) Eu cantarei, Senhor a força do vosso poder de manhã louvarei a vossa bondade (…)”. Este Santo acreditou no meio de uma morte horrível que ainda iria louvar a bondade do Senhor, na ressurreição para a Vida Eterna. Eis a profissão de Fé que fez o Santo perante os seus carrascos: «Nós, os cristãos, não adoramos senão o Deus verdadeiro, Criador do céu e da terra e seu Filho Jesus Cristo e o Espírito Santo, que de modo inefável procede de ambos. E em confirmação desta verdade estamos dispostos a dar a nossa vida». Assim também eu aprenda a professar a Fé no meio das aflições dos meus dias.

São Vicente tinha também bem presente a leitura do Evangelho deste Domingo nos últimos dias da sua vida: “E sereis odiados por todos por causa do meu nome. Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo”. São palavras duras, mas a luz de São Vicente atravessou e atravessa os séculos. Uma iluminação para mim e toda a nossa Diocese.

Pedro Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - Celebrando o Centenário das Aparições

Estamos praticamente no início do ano 2017, um ano muito especial porque celebramos o Centenário das Aparições de Nossa Senhora, em Fátima. Como Paróquia, estamos já a preparar uma série de actividades que desenvolveremos ao longo do Ano Pastoral.

Um primeiro “desafio” que lanço a todos os Paroquianos é o de, todos os dias, fazermos a nossa Consagração a Nossa Senhora, recitando aquela belíssima oração: “Ó Senhora minha, ó minha Mãe …”.

Para nossa meditação, eis alguns “desafios” lançados pelo Papa Francisco na homilia da Missa celebrada diante da Imagem de Nossa Senhora de Fátima, em Outubro de 2013, mas muito actuais: Hoje, encontramo-nos diante de uma das maravilhas do Senhor: Maria! Uma criatura humilde e frágil como nós, escolhida para ser Mãe de Deus, Mãe do Criador.

Olhando Maria … queria reflectir convosco sobre … uma realidade … Deus surpreende-nos! … É na pobreza, na fraqueza, na humildade que Ele Se manifesta e nos dá o Seu amor que salva, que cura, que dá força. Pede somente que sigamos a Sua palavra e tenhamos confiança n’Ele.

Esta é a experiência da Virgem Maria! Perante o anúncio do Anjo, Maria não esconde a sua admiração. Fica admirada ao ver que Deus, para Se fazer homem, escolheu precisamente a ela, jovem simples de Nazaré, que não vive nos palácios do poder e da riqueza, que não realizou factos extraordinários, mas que está disponível para Deus, que sabe confiar n’Ele, mesmo não entendendo tudo: «Eis a serva do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra» (Lc 1, 38).

Deus surpreende-nos sempre, rompe os nossos esquemas, põe em crise os nossos projectos, e diz-nos: confia em Mim, não tenhas medo, deixa-te surpreender, sai de ti mesmo e segue-Me!”.

Um segundo desafio para esta semana pode ser este: Tenho medo daquilo que Deus me poderá pedir. Deixo-me surpreender por Deus, como fez Maria, ou fecho-me nas minhas seguranças, seguranças materiais, seguranças intelectuais, seguranças ideológicas, seguranças dos meus projectos? Deixo verdadeiramente Deus entrar na minha vida? Como Lhe respondo?”.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Formação para Catequistas

No próximo Sábado, dia 28 de Janeiro, entre as 9:00 e as 13:00 horas, na Igreja do Sagrado Coração de Jesus (junto à Praça Marquês de Pombal, em Lisboa) haverá um encontro de formação para Catequistas sobre a mensagem de Fátima.

2.    Oração pela Vida Consagrada – Alguns Momentos Especiais

Sábado, dia 28 de Janeiro, às 21:30 horas, na Igreja Paroquial, haverá uma Vigília de Oração pela vida Consagrada.

Quarta-Feira, dia 1 de Fevereiro, às 21:00 horas, na Igreja do Sagrado Coração de Jesus (junto à Praça Marquês de Pombal, em Lisboa), haverá uma Vigília de Oração pela vida Consagrada.

Quinta-Feira, dia 2 de Fevereiro, às 19:00 horas , na Sé Patriarcal, Missa Solene.

3.    Ofertório Solidário para a Associação Portuguesa Amigos de Raoul Follereau

Domingo, dia 29 de Janeiro, celebramos o Dia Mundial dos Leprosos. Por esse motivo, como tem sido costume, nas Missas Verpertinas e Dominicais desse fim de semana, terá lugar, durante o momento de Acção de Graças, um 2º Ofertório (Ofertório Solidário para a Associação Portuguesa Amigos de Raoul Follereau).

4.    Universidade Sénior – Centro Social e Paroquial

É já no próximo dia 2 de Fevereiro que vai abrir a Universidade Sénior do Centro Social e Paroquial de Barcarena. As aulas funcionarão no Centro Jovem, em Queluz de Baixo.

As Disciplinas que vão funcionar são: Informática; Artes Decorativas; Pintura a Óleo; Pintura Decorativa; Inglês.

As inscrições podem ser efectuadas nos seguintes locais:

Centro Jovem de Queluz de Baixo;

Centro de Infância de Tercena (Serviços Administrativos).


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