Nº179 15-01-2017

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Nº179 - 15-01-2017

NA BARCA DA FÉ

 

DEUS: AQUELE QUE CHAMA

Não há página da Escritura onde não esteja presente, de uma forma ou de outra, o tema da vocação. “No princípio” Deus chamou as criaturas à existência (Sab 11, 25), chama o homem à vida e, quando Adão se afasta dele, pergunta-lhe: “Onde estás?” (Gen 3, 9). Chama um povo e elege-o entre todos os povos da terra (Deut 10, 14-15); chama Abraão, Moisés, os profetas e confia-lhes uma missão para cumprir, um plano de salvação para realizar. Chama pelo nome até mesmo as estrelas do firmamento, e elas respondem: “Aqui estamos!”, e alegram-se e brilham jubilosas para aquele que as criou (Baruc 3, 34-35). Compreender estas vocações significa descobrir o projecto que Deus tem para cada uma das suas criaturas e para cada pessoa. Nada ou ninguém é inútil: cada pessoa, cada ser tem uma função, uma tarefa a desempenhar.

“Chamei do Egipto o meu filho” – declara o Senhor pela boca de Oseias (Os 11, 1), e Mateus (Mt 2, 15) aplica esta profecia a Jesus. Sim, também Ele tem uma vocação: partir de novo da terra da escravidão, percorrer de novo as etapas do êxodo, superar as tentações e chegar com todo o povo à liberdade.

E a nossa vocação?

“Deus chamou-nos por santo chamamento” (2Tim 1, 9), chamou-nos “por meio do nosso Evangelho, à posse da glória de Nosso Senhor Jesus Cristo” (2Tess 2, 14).

Os caminhos que conduzem a esta meta são diferentes para cada um de nós: há o caminho de quem é casado e o de quem é celibatário, há o percurso dos que estão sãos e o dos doentes, dos viúvos, dos separados, dos namorados... O que importa é escutar e descobrir para onde Deus quer conduzir cada pessoa, e “proceder de um modo digno do chamamento que foi recebido” (Ef 4, 1). “Anjo do Senhor” é quem se põe ao lado do irmão e o ajuda a discernir e a caminhar pela via que Deus traçou para ele.

O vosso Pároco

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - II Domingo do Tempo Comum – Ano A

Is 49,3.5-6; Salmo 39(40); 1 Cor 1,1-3; Jo 1,29-34

O corpo em que vivo nesta terra é templo do Espírito Santo. Contudo, não deixa de ser corpo e não deixa de pertencer a este mundo. Este corpo quer bem-estar, quer todas a coisas boas deste mundo e evitar todas as coisas más. Mas há um espírito dentro de mim que anseia às coisas do Alto. Há um chamamento como aquele que me apresenta o profeta Isaías: “Vou fazer de ti a luz das nações”. E este espírito dentro de mim compele-me a dizer como no salmo: “«Aqui estou». «De mim está escrito no livro da Lei que faça a vossa vontade. Assim o quero, ó meu Deus, a vossa lei está no meu coração»”. Mas logo de seguida vem a voz do mundo dizer que isso é tudo muito bonito, mas… O mais importante é tratar dos problemas práticos do dia a dia. É preciso dar ao corpo o que ele necessita: dinheiro, saúde e afeto.

São Paulo fala-me a mim lembrando que eu faço parte dos que “foram santificados em Cristo Jesus, chamados à santidade”. Sim, pela Igreja o Senhor me tem santificado. Mas será que eu tenho colaborado na santificação da Igreja? Será que eu colaboro na santificação da minha família? Será que eu colaboro na santificação do meu local de trabalho ou mesmo na santificação do meu país? O meu pensamento foge para os três pastorinhos de Fátima. Gente ignorante e de pouco contributo para a economia. Contudo, contribuíram mais para a santificação de Portugal do que quaisquer outros. Mesmo depois de morrerem têm contribuído de forma impressionante para a santificação de Portugal e do Mundo. Existem milhões de pessoas em todos os cantos do mundo tocados pela mensagem que estes três simples portugueses deixaram (ver documentário Fátima e o Mundo ou ler livro Fátima no Mundo). Eu não tenho a simplicidade necessária para santificar tanta gente. Mas tenho de santificar alguém. Santa Mónica santificou o seu filho pela oração, e, por meio dele, santificou enormemente a Igreja.

João Baptista apresenta-me o remédio para me deixar santificar: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. Este Cordeiro é Jesus Cristo que tem o poder sobre todas as coisas. Ele é o Rei benévolo que me dá de graça o perdão dos meus pecados. É o Rei que tem poder para acabar com o meu egoísmo e preguiça se eu lhe pedir. Ele é o Deus que dá um sentido maravilhoso à minha existência e à existência de toda a humanidade. Ele consegue pegar no meu corpo mortal e usá-lo para a construção do Céu já aqui na Terra. Este Céu terrestre será provavelmente um Céu com muitas dores físicas. Contudo, estas dores, serão melhor suportadas por um espírito cheio do Senhor.

Pedro Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - Tempos Litúrgicos – O Tempo Comum

O Ano Litúrgico celebra o Mistério Pascal de Cristo (Centro da nossa Fé).

No Ano Litúrgico encontramos o sentido ou, se preferirmos, os fundamentos que proporcionam uma “atmosfera” e uma realidade de santificação do tempo.

Como grande Assembleia de Escolhidos, membros da Comunidade do Ressuscitado, vivemos o Ano Litúrgico, com os seus Tempos, todos eles ricos de significado.

Este Domingo tem início o Tempo Litúrgico designado por Tempo Comum, que corresponde a um período de cerca de dois terços de todo o Ano Litúrgico (33 ou 34 semanas).

O Tempo Comum é interrompido desde a Quarta-Feira de Cinzas até o Domingo de Pentecostes. É retomado na Segunda-Feira a seguir ao Domingo do Pentecostes e estende-se até ao I Domingo do Advento.

O Tempo Comum tem como característica própria celebrar o Mistério de Cristo na sua globalidade, em vez de se centrar numa dimensão particular desse mesmo Mistério (Cfr. Normas Gerais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário, Nº 43).

No Tempo do Natal e no Tempo Pascal, designados por “Tempos Fortes”, celebramos um mistério particular da vida de Jesus, a Encarnação e a Ressurreição de Jesus. No Tempo Comum vamos escutando um Evangelista que nos apresenta a vida de Jesus na sua globalidade.

No Tempo Comum, o mistério da Encarnação e o Nascimento de Jesus encarnam-se na nossa vida, a Páscoa da Libertação e a Páscoa da Nova Aliança revivem, semanalmente, no Dia do Senhor, o Domingo, e a nossa Vida Espiritual cresce e ganha força.

No Tempo Comum celebramos, com maior intensidade, as festas de Cristo, da Virgem Maria e dos Santos. Percorremos os caminhos do Senhor que se cruzam com os nossos. Ele diz-nos sempre: “Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21, 5).

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Festa de S. Sebastião

Na próxima Sexta-Feira, dia 20 de Janeiro, ocorre a Festa Litúrgica de S. Sebastião. Às 21:00 horas haverá Missa na Capela de S. Sebastião.

2.    Encontro de Formação para Catequistas da Adolescência

No próximo Sábado, dia 21 de Janeiro, entre as 9:00 e as 13:00 horas, na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, junto à Praça do Marquês de Pombal, vai ter lugar um Encontro de Formação para Catequistas da Adolescência, subordinada ao tema: a “Ideologia do Género”.

3.    Solenidade de S. Vicente, Padroeiro Principal do Patriarcado de Lisboa

No próximo Domingo, dia 22 de Janeiro, Domingo, celebraremos a Solenidade de S. Vicente, Padroeiro Principal do Patriarcado de Lisboa.

Às 15:00 horas, na Sé Patriarcal, numa Celebração Presidida pelo Senhor Cardeal Patriarca (Vésperas e Missa) ocorrerá a Tomada de Posse dos Novos Cónegos e dos Vigários Forâneos. Todos são convidados a participar nesta Celebração.

4.    Ofertório Solidário para a Associação Portuguesa Amigos de Raoul Follereau

Domingo, dia 29 de Janeiro, celebramos o Dia Mundial dos Leprosos. Por esse motivo, como tem sido costume, nas Missas Verpertinas e Dominicais desse fim de semana, terá lugar, durante o momento de Acção de Graças, um 2º Ofertório (Ofertório Solidário para a Associação Portuguesa Amigos de Raoul Follereau).

5.    Universidade Sénior – Centro Social e Paroquial

Estão abertas as inscrições para a frequência da Universidade Sénior, cujo início de aulas está marcado para o dia 2 de Fevereiro, no Centro Jovem, em Queluz de Baixo.

As Disciplinas que vão funcionar são: Informática; Artes Decorativas; Pintura a Óleo; Pintura Decorativa; Inglês.

As inscrições podem ser efectuadas nos seguintes locais: Centro Jovem de Queluz de Baixo;

Centro de Infância de Tercena (Serviços Administrativos).


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