Nº177 01-01-2017

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Nº177 - 01-01-2017

NA BARCA DA FÉ

 

ABENÇOAI, NÃO AMALDIÇOEIS: É O CAMINHO DA PAZ

Os cristãos associaram, desde sempre, a tradicional festa de fim de ano a um motivo da sua fé. Antes do Concílio Vaticano II celebrava-se a circuncisão de Jesus, feita, segundo o que refere S. Lucas, oito dias depois do nascimento (Lc 2, 21). Depois este dia foi dedicado a Maria, Mãe de Deus, e a partir de 1968, o primeiro de Janeiro tornou-se por vontade do Papa Paulo VI, o “dia mundial da paz”.

As Leituras da Missa reflectem esta variedade de temas: a bênção para iniciar bem o Novo Ano (1ª Leitura); Maria, modelo de cada mãe e de cada discípulo (Evangelho); a paz (1ª Leitura e Evangelho); a filiação divina (2ª Leitura); a surpresa perante o amor de Deus (Evangelho), o nome com que Deus quer ser identificado e invocado (1ª Leitura e Evangelho).

Abençoar e bênção são termos que aparecem frequentemente na Bíblia, encontram-se quase em cada página (552 vezes no Antigo Testamento, 65 vezes no Novo Testamento). Desde o início que Deus abençoa as suas criaturas: os seres vivos para que sejam fecundos e se multipliquem (Gén 1, 22), o homem e a mulher para que dominem sobre toda a criação (Gén 1, 28) e o Sábado, sinal do repouso e da alegria sem fim (Gén 2, 3).

Precisamos de nos sentir abençoados por Deus e pelos irmãos. A maldição afasta, separa, indica a recusa; a bênção aproxima, reforça a solidariedade, infunde confiança e esperança.

“O Senhor te abençoe e te proteja”: são as primeiras palavras que a Liturgia nos diz neste dia para que permaneçam impressas no coração e as possamos repetir a amigos e inimigos ao longo de todo ano.

FELIZ ANO NOVO!

O vosso Pároco

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - Oitava do Natal do Senhor – Ano A

Num 6, 22-27; Gal 4, 4-7; Ev Lc 2, 16-21

Ando a ler um livro que me interpelou sobre a origem dos extremismos. Este assunto tem-me interessado porque sinto que está a crescer em mim uma capacidade de separar cada vez mais rapidamente os bons para o lado direito e os maus para o lado esquerdo. Segundo o autor que ando a ler este é um sinal que caracteriza os extremistas. Em vez de tentar perceber a realidade que é por definição complexa eu limito-me agarrar-me a opiniões suportadas em cadeias de causa efeito que rapidamente encontram origem ou numa pessoa ou num grupo de pessoas. Será que as leituras deste Domingo podem-me ajudar?

A primeira leitura fala-me das bênçãos que Deus dá aos membros do seu povo. Em vez de fixar o meu rosto nas guerras do mundo devo fixar o meu rosto em Deus e assim serei abençoado com a sua paz “O SENHOR disse a Moisés: Fala a Aarão e a seus filhos: Assim abençoareis os filhos de Israel. Dizei-lhes: ‘O SENHOR te abençoe e te guarde! O SENHOR faça brilhar sobre ti a sua face e te favoreça! O SENHOR volte para ti a sua face e te dê a paz!’ Invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel e Eu os abençoarei !»” (Num 6, 22-27).

São Paulo vai mais longe e diz-me que Deus envia bênçãos maiores que a sua paz. Enviou o seu próprio filho para me libertar da minha escravidão que me faz querer substituir Deus no juízo final “E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: "Abbá! - Pai!" Deste modo, já não és escravo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro, por graça de Deus.” (Gl 4,6-7).

Por fim, o Evangelho convida-me a sair das minhas lógicas que só alimentam extremismos e a ir adorar o menino deitado na manjedoura. Um mistério que desarma todos os extremismos “Foram apressadamente e encontraram Maria, José e o menino deitado na manjedoura. Depois de terem visto, começaram a divulgar o que lhes tinham dito a respeito daquele menino. Todos os que ouviram se admiravam do que lhes diziam os pastores. Quanto a Maria, conservava todas estas coisas, ponderando-as no seu coração.” (Lc 2, 16-19). 

Paulo Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - "A não-violência: Estilo de uma política para a paz"

“Inspirar na não-violência as profundezas dos nossos sentimentos e valores pessoais”. Eis o convite contido na mensagem do Papa para o Dia Mundial daPaz, que celebramos no dia 1 de Janeiro e que tem como tema: “A não-violência: Estilo de uma política para a paz”.

Ao lançar o desafio da “não-violência como estilo de uma política para a paz”, Francisco faz suas estas palavras de Madre Teresa de Calcutá: “Não temos necessidade de bombas e de armas, não precisamos de destruir para edificar a paz, mas apenas de estar juntos, de nos amarmos uns aos outros”.

São palavras dramaticamente actuais se pensamos nas carnificinas levadas a cabo em muitas partes do mundo, começando com a agonia de Alepo!

“Não-violência, estilo de uma política de paz” e Bem-aventuranças estão nocentro da estratégia para a construção da paz, que Francisco indica como um programa e um desafio para os líderes políticos e religiosos, para os responsáveis das instituições internacionais, para os dirigentes das empresas e dos meios de comunicação social de todo o mundo”.

“A força das armas é enganadora”, afirma Francisco e cita de novo MadreTeresa de Calcutá: “Enquanto os traficantes de armas fazem o seu trabalho, há pobres pacificadores que, só para ajudar uma pessoa, … dão a vida”.

“Que sejam a caridade e a não-violência a guiar o modo como nos tratamos uns aos outros nas relações interpessoais, sociais e internacionais”, é esteodesejo do Papa, segundo o qual: “Quando sabem resistir à tentação da vingança, as vítimas da violência podem ser os protagonistas mais credíveis de processos não-violentos de construção da paz”. E logo a seguir continua:

“Desde o nível local e diário até ao nível da ordem mundial, possa a não-violência tornar-se o estilo característico das nossas decisões, dos nossos relacionamentos, das nossas acções, da política em todas as suas formas”.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Início do 2º Período da Catequese

Após a interrupção de Natal, as actividades da Catequese vão reiniciar no próximo Sábado, de acordo com os horários estabelecidos.

2.    Missa Vespertina (ao Sábado) em Tercena

A partir do próximo Sábado, dia 7 de Janeiro, em Tercena, a Missa Vespertina (ao Sábado), às 19:00 horas, voltará a ser celebrada nas instalações do Centro de Infância.

3.      “Vamos cantar as Janeiras”

Mantendo viva a tradição, o Grupo de Jovens e o 10º ano da Catequese irão passar por todas as Comunidades da Paróquia para cantar as Janeiras: Dia 6 de Janeiro (noite) Tercena; Dia 7 de Janeiro (tarde) Valejas; Dia 7 de Janeiro (noite) Queluz de Baixo; dia 8 de Janeiro (tarde) Barcarena eLeceia.

As inscrições poderão ser feitas, no final das Missas, junto de um dos Jovens, ou junto das Zeladoras.

Em alternativa, as inscrições poderão ser enviadas para o seguinte email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

4.    Exposição e Adoração ao Santíssimo Sacramento em Queluz de Baixo

Na próxima 6ª Feira (6 de Janeiro), entre as 18:00 e as 18:45 horas, haverá exposição do Santíssimo, em Queluz de Baixo.

5.    Universidade Sénior – Centro Social e Paroquial

Estão abertas as inscrições para a frequência da Universidade Sénior, cujo início de aulas está marcado para o dia 2 de Fevereiro, no Centro Jovem, em Queluz de Baixo.

As Disciplinas que vão funcionar são: Informática; Artes Decorativas; Pintura a Óleo; Pintura Decorativa; Inglês.

As inscrições podem ser efectuadas nos seguintes locais: Centro Jovem de Queluz de Baixo;

Centro de Infância de Tercena (Serviços Administrativos).

6.    Reunião da Comissão Permanente do Conselho Pastoral

No próximo dia 15 de Janeiro, Domingo, às 21:00 horas, terá lugar, na Igreja Paroquial, uma Reunião da Comissão Permanente do Conselho Pastoral.


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