Nº11 - 17-03-2013

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Nº11 - 17-03-2013

NA BARCA DA FÉ

 

A MULHER ADÚLTERA

 (Jo 8, 1-11) 

Uma mulher é apanhada… e não estava a rezar o terço! Porque não se comete adultério estando sozinho, sempre me espantou que nunca se fale do “companheiro”. Até porque a lei de Moisés era clara: “Se um homem cometer adultério com a mulher do seu próximo, o homem adúltero e a mulher adúltera serão punidos com a morte” (Lev 20, 10; Deut 22, 22). A mesma história de sempre, penso eu com os meus botões: a agressividade, a violência, as paixões abatem-se sempre sobre os mais fracos. Porque é que os fortes conseguem sempre escapar?

Não faço ideia quem seriam os membros do grupo dos “bons costumes”, que se apressaram a trazer a mulher querendo que fosse condenada. Sei que, hoje como ontem, há aqueles guardiões da moral dos outros, que parecem gostar de atirar “a primeira pedra”. Serão realmente inocentes e puros estes moralizadores?

Mestre, a Lei manda delapidar mulheres como esta. E Tu que é que dizes?” Jesus não respondeu. Inclinou-se e começou a escrever no chão. “Quem de vós estiver sem pecado seja o primeiro a lançar-lhe uma pedra!” Mas, afinal, não ficou ninguém para “atirar pedras”. Hoje, como ontem, haverá aqueles que nem se atrevem a mexer para atirar o que quer que seja. Mas não haverá por aí tanta gente a atirar pedras, como se Jesus não tivesse dito nada?

Não precisamos de ir para a difamação. Também as bisbilhotices são pedras (e com lodo) que fazem mal, que matam, que destroem o bom nome e a vida dos outros. Quem é que nos deu licença para as atirar? Eis a razão por que nunca nos agradou muito o facto de Jesus não ter condenado: porque nós queremos ter o poder de julgar e condenar!

Se Jesus não julga e não condena, então isso significará que o pecado é algo de somenos importância? Comportar-se bem ou mal será a mesma coisa? Não! O pecado é um mal muito grave, porque torna infeliz e destrói a vida de quem o comete. “Vai e doravante não tornes a pecar”, é a advertência de Jesus. Ninguém odeia o pecado mais que Jesus, porque ninguém ama as pessoas como Ele. Todavia, não condena quem erra (e não permite que ninguém atire pedras) para não acrescentar um outro mal àquele que o pecador já fez a si mesmo.

Sei que esta página do Evangelho continua a perturbar muitos cristãos, sobretudo aqueles que têm sempre alguma pedra na mão… quero dizer, na língua. Perturba, mas tem que se deixar como está: aos pobres agrada tanto!

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - Domingo V da Quaresma – Ano C

Is 43, 16-21; Sal 125 (126), 1-2ab. 2cd-3. 4-5. 6,  Filip 3, 8-14, Jo 8, 1-11

O prémio lá no alto

No nosso trabalho existem muitas expressões que nos estimulam a acertar à primeira: “Só se tem uma oportunidade para causar uma boa primeira impressão”, “Há oportunidades que não se podem perder”, “Não se pode falhar uma segunda vez”, etc. Este tipo de afirmações estão normalmente associadas a pessoas que primam pelo profissionalismo. As leituras do V Domingo da quaresma apresentam-me um caminho alternativo ao do deus trabalho. Nestas leituras, o Deus dos nossos pais convida-me a começar de novo. A não me agarrar ao meu pecado, ao mal que outros me fizeram e à minha justiça, a qual me condena a mim e principalmente aos outros... –“Não torneis a recordar os factos de outrora, nem volteis a pensar nas coisas do passado.” (Is 43, 18). S. Paulo, na carta aos Filipenses, inspirando-se na cultura grega dos jogos olímpicos fala também deste recomeçar. Depois de cair, Deus convida-me a ”… esquecendo o que fica para trás, lançar-me para a frente, continuar a correr para a meta, em vista do prémio a que Deus, lá no alto, me chama em Cristo Jesus.” (Fl 3, 14).

O episódio da mulher adúltera é uma cena que me toca muito. É daquelas cenas que dá gosto rever na televisão no conforto do sofá por altura da Páscoa. A cena tem um herói (Jesus), que salva alguém oprimido (a mulher adúltera), do opressor (a multidão enraivecida). A tendência que tenho é de me identificar com o herói ou no mínimo com um dos amigos do herói, nunca com o mau que quer apedrejar a mulher fraca. No entanto, quando digo mal do meu colega ou do meu irmão em cristo, ou ainda, do desconhecido que vejo na televisão, na realidade estou a reviver esta cena com duas pedras na mão e, cheio de justiça vingadora no meu coração. Quando me deixo levar pelo meu egoísmo, pelas dificuldades da vida, revivo a cena no papel da mulher adúltera. Deus, neste Domingo, mostra-me a sua infinita misericórdia …-“Replicou-lhe Jesus: - Também eu não te condeno. Vai, e doravante não tornes a pecar.“ (Jo 8, 11).

Boa corrida !!!!!

Paulo Chambel Leitão



VIVENDO O ANO DA FÉ - Aprender a perdoar: O difícil caminho do “bom cristão”

O Apóstolo Pedro numa das muitas conversas que, certamente, teve com Jesus pergunta-Lhe: Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes? Jesus respondeu: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”. (Mt 18, 21-22) Jesus não pretende indicar um limite matemático, fazendo pensar que devemos perdoar 490 vezes e, a partir daí, ficamos livres para nos podermos vingar. Não! Jesus exclui em absoluto o sentimento de vingança e diz-nos que devemos perdoar sempre, sem limites.

Como cristãos, somos chamados a agir à maneira de Jesus que nos ensina uma forma nova de amar: Não oponhais resistência ao mau”, (Mt 5, 39) e ainda: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem. … Se amais os que vos amam, que recompensa haveis de ter? … Sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste”. (Mt 5, 44-48) Jesus realizou plenamente estas palavras na Sua vida.

Saber perdoar verdadeiramente é um dos desafios mais difíceis de atingir. Muitos são capazes de grandes atos de altruísmo, mas poucos são capazes de perdoar. Experimentamo-lo todos os dias nas relações familiares, com os amigos, com os colegas de trabalho … De Jesus, porém, aprendemos que o nosso esforço para perdoar deve ser ilimitado. Quem perdoa, de acordo com os ensinamentos de Jesus deve ser capaz de perdoar generosa e gratuitamente, deve ser capaz de perdoar sempre e em qualquer situação.

Mas, o que é o perdão?

Bento XVI dá-nos a resposta: “Perdoar não é ignorar, mas transformar: Deus deve entrar neste mundo e opor ao oceano da injustiça um oceano maior, um oceano de bondade e de amor”. (Bento XVI, Celebração de Vésperas, Catedral de Aosta, 24 de Julho de 2005)

“Não há justiça sem perdão” - recorda Bento XVI - mas, ao mesmo tempo O perdão não substitui a justiça” e não significa “negação do mal” … O conceito de perdão no Cristianismo faz nascer um conceito novo de justiça” que não se limita a punir, mas que reconcilia e cura.

“Deus não se cansa de nós, nunca se cansa de ter paciência connosco e, mediante a sua misericórdia imensa, precede-nos sempre, é o primeiro que vem ao nosso encontro”. (Bento XVI, Audiência Geral, 30 de Maio de 2012)

A atitude para esta semana é: Transforma … a morte em vida! E a proposta: Perdoar a alguém e rezar por essa pessoa!

Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Publicação de Contas relativas ao Ano de 2012

Em todas as Comunidades da nossa Paróquia encontra-se afixado um mapa resumo da contabilidade relativa ao ano 2012. O total de Entradas foi de 83065,73 € e o total de Saídas foi de 89473,39 €. Verifica-se um saldo negativo de 6407,66 € devido ao facto de terem sido realizadas várias obras de beneficiação/conservação.

 

2.    19 de Março – Solenidade de S. José, Esposo da Virgem Santa Maria

Dia do Pai

Na próxima Terça-Feira, dia 19 de Março, celebramos o Dia do Pai. O horário das Missas é o seguinte:

Igreja de Tercena – 10:00 horas, com a presença das crianças do Centro Social e Paroquial.

Igreja Paroquial – 19:00 horas.

 

3.    Via-Sacra em Tercena

Na próxima Sexta-Feira, dia 22 de Março, pelas 16:00 horas, na Igreja de Tercena, haverá a Celebração da Via-Sacra.

 

4.    Confissões de Preparação para a Páscoa

Horários das confissões de preparação para a Páscoa:

Dia 21 de Março, às 21:00 horas – Igreja de Leceia

Dia 22 de Março, às 21:00 horas – Igreja de Valejas 

 

5.    Horários das Celebrações da Semana Santa e da Páscoa

Domingo de Ramos – Bênção e Procissão dos Ramos seguida de Missa

Barcarena – 11:45 Horas (Capela de S. Sebastião); Leceia – 11:00 horas (Igreja); Queluz de Baixo – 8:45 horas (Casa das Irmãs); Tercena – 10:15 horas (Jardim ao lado da Igreja); Valejas – 10:30 horas (Igreja).

Quinta-Feira Santa – Missa Vespertina da Ceia do Senhor

Missa na Igreja Paroquial – 21:30 horas (Haverá transporte).

Sexta-Feira Santa – Celebração da Paixão do Senhor

Oração de Laudes na Igreja Paroquial – 10:00 horas

Celebração da Paixão do Senhor na Igreja Paroquial – 15:00 horas (Haverá transporte).

Sábado Santo

Oração de Laudes na Igreja Paroquial – 10:00 horas

Vigília Pascal na Igreja Paroquial – 22:00 horas (Haverá transporte).

Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor

Horário das Missas: Tercena – 10:30 horas; Barcarena – 12:00 horas; Leceia e Queluz de Baixo – 18:00 horas.


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