Nº171 20-11-2016

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Nº171 - 20-11-2016

NA BARCA DA FÉ

 

DESILUSÃO? QUE REI É O NOSSO?

Ao pé da cruz de Jesus encontramos uma série de pessoas desiludidas (cf. Lc 23, 39-43) Está desiludido o povo, os chefes também e os soldados idem. Até está desiludido um dos bandidos, que a única coisa que esperava do Messias seria a libertação do suplício a que estava submetido.

Todos estão desiludidos, menos um: o segundo malfeitor. Este é o único que reconhece em Jesus o Rei esperado. “Jesus, lembra-Te de mim quando vieres com a Tua realeza”.

Chama-O pelo Nome. Compreende que com Ele pode ter confiança: sente que Ele é amigo, amigo de quem errou tudo na vida. Não O considera um “senhor”, mas um companheiro de viagem, alguém que aceitou, embora sendo justo, a sorte dos ímpios. De Jesus não espera uma libertação milagrosa, pede apenas para dar com Ele os últimos passos da vida que tinha sido uma sucessão de erros e de crimes. E Jesus promete-lhe: “Hoje estarás comigo no Paraíso”.

Continua a ser difícil para nós, hoje, prescindir da ideia de que um rei triunfa quando vence, derrota e humilha. Por isso, fazemos todos os possíveis para adequar a imagem de Cristo Rei à dos reis do mundo, recusando-nos a acreditar que Ele triunfa no momento em que perde, que Ele ganha no momento em que dá a vida.

Este soberano que reina do alto de uma cruz perturba-nos porque exige uma mudança radical nas nossas opções de vida. Exige, por exemplo, que ofereçamos o perdão incondicional a todos os que nos fazem mal.

Nesta perspectiva, também o “juízo final” muda completamente de significado: não se pode recear, mas deve ser esperado com alegria porque... acontecerá com as partes invertidas. Ou seja, no fim não será Deus a julgar-nos a nós, mas seremos nós “julgá-lO” a Ele. Despojados de todas as misérias, mesquinhez e estreiteza de vistas que tornaram pesada a nossa mente e empederniram o nosso coração, curados da cegueira espiritual que nos impediu de compreender a Escritura (Lc 24, 25), “contemplaremos o Seu rosto” (Apoc 22, 4), “vê-l’O-emos como Ele é” (1Jo 3, 2). Então, sim, estaremos em condições de pronunciar um “juízo” autêntico e objectivo sobre Ele e, admirados, teremos de admitir que Ele é muito “maior do que o nosso coração” (1Jo 3, 20).

O vosso Pároco

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo – ANO C

2Sm 5,1-3; Cl 1,12-20; Lc 23,35-43

As leituras deste Domingo trazem-me à memória os 3 Reis Magos que ofereceram ao menino Jesus ouro, incenso e mirra. O primeiro presente representa a realeza de Jesus. O profeta Samuel descreve a forma como David foi coroado rei de Israel “Vieram, pois, todos os anciãos de Israel ter com o rei a Hebron. David fez com eles uma aliança diante do Senhor, e eles sagraram-no rei de Israel.” (2Sm 5,3).Esta leitura diz-me que Deus não tem estado ausente dahistória da humanidade, tem uma intervenção contínua e a todos os níveis. A intervenção é tal que a vinda de Jesus Cristo tem ligação com a coroação de um antepassado seu como rei. Este foi responsável por criar as condições para que pudesse ser construído o primeiro templo de Jerusalém, que viria a ter um papel central na identidade do povo Judeu e na mensagem de Jesus Cristo.

O incenso representa o lado que ainda não vimos de Jesus Cristo, que só a fé alcança. “É Ele a imagem do Deus invisível, o primogénito de toda a criatura; porque foi nele que todas as coisas foram criadas, no céu e na terra, as visíveis e as invisíveis, os Tronos e as Dominações, os Poderes e as Autoridades, todas as coisas foram criadas por Ele e para Ele. Ele é anterior a todas as coisas e todas elas subsistem nele. É Ele a cabeça do Corpo, que é a Igreja. É Ele o princípio, o primogénito de entre os mortos, para ser Ele o primeiro em tudo; porque foi nele que aprouve a Deus fazer habitar toda a plenitude e, por Ele e para Ele, reconciliar todas as coisas, pacificando pelo sangue da sua cruz, tanto as que estão na terra como as que estão no céu.”(Cl 1,15-20). O mundo às vezes parece aceitar o ladomais humano e revolucionário de Jesus mas o seu lado espiritual rejeita com todas as suas forças. Esta rejeição facilmente torna-se em ódio.

A mirra representa o sofrimento pelo qual Jesus Cristo tinha que passar. Este sofrimento teve origem no facto do mundo, no qual obviamente me incluo, não querer aceitar o seu lado, que exige fé e humildade de coração para ser visto. “O povo permanecia ali, a observar; e os chefes zombavam, dizendo: «Salvou os outros; salve-se a si mesmo, se é o Messias de Deus, o Eleito.»” (Lc 23, 35).Acrucificação de Jesus Cristo mostra-me como Deus atua no mundo. Enquanto uns escarneciam por orgulho, outros choravam com a perda, Deus toca no coração numa das personagens que menos se espera “Ora, um dos malfeitores que tinham sido crucificados insultava-o, dizendo: «Não és Tu o Messias? Salva-te a ti mesmo e a nós também.» Mas o outro, tomando a palavra, repreendeu-o: «Nem sequer temes a Deus, tu que sofres o mesmo suplício? Quanto a nós, fez-se justiça, pois recebemos o castigo que as nossas acções mereciam; mas Ele nada praticou de condenável.» E acrescentou: «Jesus, lembra-te de mim, quando estiveres no teu Reino.» Ele respondeu-lhe: «Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso.»”. (23,39-43). 

Paulo Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - Em caminho … Rumo ao Natal!

Celebramos este fim-de-semana o XXXIV Domingo do Tempo Comum, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, a Solenidade que marca o final de mais um Ano Litúrgico.

O Tempo Litúrgico não é um círculo fechado (que tem um início e um fim), mas um “círculo em espiral” que nos convida a estar sempre em caminho, que nos faz contemplar a beleza do Ser Cristão, sempre mais do alto.

Iniciaremos, no próximo Domingo, o percurso de mais um “círculo dessa espiral”, um novo tempo de Advento, um tempo em que somos chamados, como disse o Papa Francisco, “a descobrir a beleza de estarmos em caminho … todos em caminho através das veredas do tempo” (Oração do

Angelus, em 1 de Dezembro de 2013).

Mas, estamos em caminho para onde?

Estamos em caminho para o Reino da Justiça, para o Reino da Paz!

E o Santo Padre: “Este caminho nunca está terminado. Tal como na vida de cada um de nós há sempre necessidade de partir de novo, de reencontrar o sentido da própria existência, a grande família humana não pode perder de vista o horizonte comum em direcção ao qual estamos em caminho: O horizonte de esperança!

O tempo do Advento restitui-nos o horizonte da esperança, uma esperança que não desilude, porque é fundada na Palavra de Deus. Uma esperança que não desilude porque o Senhor nunca desilude! Ele é fiel! Ele não desilude! Pensemos e sintamos esta beleza.

O modelo desta atitude espiritual, deste modo de estar e caminhar na vida, é a Virgem Maria. Uma menina simples do campo, que traz no coração toda a esperança de Deus! No Seu ventre, a esperança de Deus fez-se carne, fez-se homem, entrou na história: Jesus Cristo.

O Seu Magnificat é o cântico do Povo de Deus em caminho, o cântico de todos os homens e mulheres que esperam em Deus, que esperam no poder da Sua misericórdia. Deixemo-nos guiar por Ela, que é Mãe, é Mãe e sabe como guiar-nos. 

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Celebração da Eucaristia em Leceia

Terminadas as Obras de Conservação e Restauro, a Capela de Leceia passará a estar, de novo, aberta ao culto, a partir do dia 4 de Dezembro (domingo). Nesse dia, a Eucaristia, às 11:00 horas, será presidida pelo Pároco que será acompanhado pelo Diácono.

A partir do dia 8 de Dezembro, a Celebração da Eucaristia continuará a ser assegurada pelo Senhor Padre Celestino.

Deixará de haver Missa ao sábado.

2.    Rezar no Advento

À semelhança dos anos anteriores, o Grupo de Jovens vai, no próximo fim de semana, vender o livro “Rezar do Advento”. Trata-se de um bom “subsídio” para ajudar a nossa oração no tempo do Advento. O custo do livro será de 1,50 €.

3.    Festa da Luz / Festa da Palavra – Queluz de Baixo e Barcarena

No próximo fim de semana as Crianças da Catequese de Queluz de Baixo e de Barcarena vão celebrar as Festas da Luz e da Palavra:

Queluz de Baixo, dia 26 de novembro, Missa Vespertina, às 19:15 horas.

Barcarena, dia 27 de novembro, Missa Dominical, às 12:00 horas.

4.    Encontro de Formação – Centro Jovem (Queluz de Baixo)

No próximo sábado, dia 26 de novembro, entre as 14:30 e as 18:00 horas, vai ter lugar, no Centro Jovem, Queluz de Baixo, um encontro de formação cujo tema é: “No Centenário das Aparições”.

A inscrição é gratuita, mas obrigatória. Pode ser feita, até ao dia 21 de novembro, por correio electrónico,   Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ,ou no Cartório Paroquial, durante o horário normal de funcionamento.

5.    Celebração de Abertura do Sínodo Diocesano

Desde setembro de 2014 que muitos grupos, em todo o Patriarcado de Lisboa e na nossa Paróquia, se têm vindo a preparar para o Sínodo Diocesano.

A Celebração de Abertura do Sínodo Diocesano está marcada para o dia 27 de novembro (domingo), às 16:00 horas, na Sé Patriarcal. 


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