Nº165 09-10-2016

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Nº165 - 09-10-2016

NA BARCA DA FÉ

 

CHEGOU AQUELE QUE CURA DA LEPRA

No relato do Evangelho deste Domingo (Lc 17, 11-19), notemos que não se fala apenas de um leproso, mas de dez. S. Lucas não sublinha este pormenor só por dever de crónica. Este número tem um significado simbólico na Bíblia: indica a totalidade.

Os dez leprosos representam, assim, todo o povo. Representam Israel, mas representam também toda a humanidade. A lepra é o símbolo da condição de pecado, da miséria humana, da situação de afastamento de Deus e dos irmãos. Lucas quer ensinar-nos que todos têm necessidade de encontrar Jesus. Ninguém é justo, ninguém está sem lepra, todos andam à procura da salvação do Senhor.

Notemos ainda que esta doença associa entre si judeus e samaritanos! Ou seja, une pessoas que, quando estão de saúde não se falam e até se consideram inimigos acérrimos. A desgraça e o sofrimento tornam-nas amigas e solidárias.

Algo de parecido acontece ainda hoje com todos nós! Quando nos sentimos justos, perfeitos, começamos a levantar barreiras: colocamos os bons do nosso lado e os impuros do outro. Vamos exigindo que aqueles que nos parecem “pecadores” estejam longe de nós. Não gostamos de ficar contaminados com certa gente!

Quando, em vez disso, consideramos honestamente a nossa condição de “leprosos”, de pecadores diante de Deus, então já não nos sentimos superiores a ninguém, deixamos de julgar, de condenar, de excluir. Damo-nos conta de que somos irmãos de todos os homens, de que estamos uns ao lado dos outros, apoiamo-nos mutuamente no caminho que conduz Àquele que é o único que pode curar.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO XXVIII DO TEMPO COMUM – ANO C

2 Reis 5,14-17; Salmo 97 (98); 2 Tim 2,8-13; Lc 17,11-19

Na primeira leitura deste domingo, o general sírio Naamã depois de ter sido curado da lepra através do profeta Eliseu diz: «Agora reconheço que em toda a terra não há outro Deus senão o de Israel.» Impressiona-me estaprofissão de fé, de um homem que era pagão, acreditava em vários deuses, que não era judeu, portanto não era do povo eleito de Deus. Naamã depois de procurar em muitos deuses a cura para uma doença, naquela altura impossível de curar, resolve ir ao encontro de mais um curandeiro. Na realidade não era mais um, era Eliseu o “homem de Deus”, Deus de Israel.

Quando se dá este milagre, da cura da lepra, Naamã reconhece que o Deus de Israel é o único Deus em toda a terra, pois foi o único que o curou e o salvou daquela doença, daquela morte.

Também no evangelho se dá um milagre, Jesus cura 10 leprosos, “Um deles, ao ver-se curado, voltou atrás, glorificando a Deus em alta voz, e prostrou-se de rosto por terra aos pés de Jesus para Lhe agradecer.”

Por vezes, na minha vida, também me encontro à procura da cura para as minhas infelicidades e para os meus problemas, em vários deuses. No dinheiro para ter coisas e ter uma vida confortável, na ciência para ter saúde, ou nas diversas actividades para me sentir realizada. Mas a infelicidade vem do meu pecado e todos os deuses me afastam da cura, me afastam de Deus. Por isso Deus permite que na minha vida surjam problemas impossíveis de ser resolvidos, para me encontrar com Ele. É Deus que me cura do pecado e me liberta. É nesses momentos que os milagres surgem, “não resistir ao mal” no emprego, pedir perdão ao outro, melhorar a minha saúde, no nascimento dos meus filhos…

Realço apenas dois aspetos comuns e importantes para mim destas duas leituras, é o reconhecimento e o agradecimento. Na primeira, Naamã reconhece Deus de Israel como único Deus e agradece. No Evangelho um dos leprosos, que é curado, regressa ao encontro de Jesus para agradecer, reconhecendo-O como o Salvador.

Esta Palavra mostra-me como devo agir perante os acontecimentos da minha vida, reconhecer o autor dos milagres, e o meu Salvador, não esquecendo nunca de agradecer ao Senhor!

Que possa sempre professar a fé: “Cantai ao Senhor um cântico novo, pelas maravilhas que Ele operou.” (Sl 97) 

Mónica Morgado



VIVENDO A FÉ - Jornada Mundial da Juventude

Um testemunho …

No passado mês de julho, tivemos uma experiência única e muito marcante nas nossas vidas. O encontro com o Papa Francisco, por si, já valia toda a nossa caminhada até Cracóvia, mas devo dizer-vos que o nosso grupo vivenciou um ambiente singular e inexplicável, no país de São João Paulo II.

Iniciámos a nossa aventura na capital polaca Varsóvia, onde, depois de um longo dia de viagem, fomos acolhidos com uma enorme alegria que preencheu os nossos corações. Era tudo novo para nós, e também para muitos polacos, que participavam pela primeira vez, nesta jornada. Ficarei para sempre grato pelo carinho e afeto recebidos e, principalmente, pela forma como a família de acolhimento se disponibilizou a tornar os cinco dias da jornada únicos e repletos de momentos emocionantes e inesquecíveis.

Depois de uma viagem de algumas horas, chegámos a Cracóvia, cidade que nos iria acolher para as jornadas. Os rapazes ficaram numa família que nos recebeu de uma forma que jamais esqueceremos! Devo salientar que ainda mantenho um contacto muito forte com a referida família que acabou por se apaixonar pelo nosso país durante a nossa estadia, o que contribuiu para que nos sentíssemos em casa.

Falando do ambiente da jornada, confesso que este encontro entre crentes dos quatro cantos do mundo revelou-nos a união de todos os jovens pela Paz, na busca da Misericórdia, de Jesus Cristo!

As palavras do Santo Padre foram um ponto alto nas jornadas, ao afirmar que “devemos ser capazes de ir ao encontro dos outros” e não nos limitarmos ao “comodismo”. Penso que ao sermos acolhidos, percebemos a importância de saber receber o outro na nossa vida. Para finalizar, julgo que estas jornadas foram uma prova de que os jovens procuram “o outro” e o aceitam, tentando unir-se num só para celebrar estes momentos de encontro, que são sempre vivências excecionais na vida de cada um de nós. 

Diogo Nunes



VIDA PAROQUIAL

1.    Mês de Outubro Mês do Rosário

Durante o mês de Outubro (Mês do Rosário), na nossa Paróquia, será rezado o terço em Comunidade, nos seguintes horários:

Tercena

Todos os dias (excepto Sábado) – 21:00 horas Sábado – 18:30 horas

Queluz de Baixo

Domingo, 2ª, 3ª e 5ª Feira – 21:00 horas Sábado, 4ª e 6ª Feira – 18:30 horas

2.    Exposição do Santíssimo Sacramento – Tercena

Na próxima 5ª Feira (dia 13 de Outubro), retomaremos a Adoração ao Santíssimo Sacramento, em Tercena, das 16:00 às 17:30 horas.

3.    Catequese – Compromisso de Catequistas e Crianças da Catequese

No próximo fim de semana vai decorrer o Compromisso dos Catequistas e das Crianças da Catequese nos seguintes horários:

Tercena

Dia 15 de Outubro, Missa Vespertina, às 19:00 horas

Barcarena

Dia 16 de Outubro, Missa Dominical, às 12:00 horas

4.    Novo Horário do Cartório Paroquial

A partir da próxima 3ª Feira o horário do Cartório Paroquial será: 3ª Feira, das 16:30 às 18:30 horas

5ª Feira, das 11:00 às 13:00 horas 6ª Feira, das 19:30 às 21:30 horas

5.    Formação Bíblico-Teológica da Escola de Leigos

Na próxima Segunda-Feira, dia 10 de Outubro, às 21:30 Horas, no Centro Paroquial da Figueirinha (R. de Macau, Nº 11) em Oeiras, vai iniciar o Triénio de formação Bíblico-Teológica da Escola de Leigos. O Curso está dividido em 6 semestres (15 encontros em cada semestre).

No 1º semestre será dada Propedêutica Bíblica pelo Professor Doutor Armindo Vaz.

A ficha de inscrição e o pagamento do 1º semestre (40 €) poderão ser feitos no próprio dia.

6.    Obras de Recuperação do Telhado em Leceia

Enquanto decorrerem as obras de recuperação do telhado, a Igreja de Leceia estará, completamente, encerrada ao culto.


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