Nº163 25-09-2016

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Nº163 - 25-09-2016

NA BARCA DA FÉ

 

JESUS: O AMIGO DOS POBRES

No Evangelho deste Domingo (Lc 16, 19-31), Jesus quer dizer-nos que o facto de neste mundo haver duas categorias de pessoas – os ricos e os pobres – é contra o projecto de Deus. Os bens foram dados para todos e quem tem mais deve partilhá-lo com quem tem menos ou não tem nada (Cf 2 Cor 8, 13). A todos têm de ser criadas condições de vida dignas da pessoa humana. Numa comunidade é necessário que todos tenham satisfeito as suas necessidades mais elementares.

Comentando esta parábola, S. Ambrósio, um bispo dos primeiros séculos, dizia:

“Quando dás alguma coisa, não lhe dás aquilo que é teu, restituis-lhe apenas o que já é seu, porque a terra e os bens deste mundo são de todos, não dos ricos”.

Hoje a economia do mundo não está estruturada segundo o projecto de Deus: 80% dos recursos estão nas mãos de 15% da população. Como é possível? Poderá um cristão aceitar esta situação? Nos nossos corações alimentamos ou não a mesma aversão que Deus sente contra as injustiças e as desigualdades?

Mas que posso eu, cada um de nós, concretamente fazer? Não se trata de recorrer à violência que não só não resolve nunca nenhum problema, como cria apenas outros novos e piores. Se cada um de nós se empenhar em mudar o “coração de rico” que traz consigo, há um “círculo virtuoso” que vai nascendo e crescendo. Não, não posso mudar o mundo, mas posso mudar o meu mundo e o daqueles que me rodeiam. E, claro, sempre que possível, não nos dispensemos de participar em acções de protesto, que podem ser fortes, sem serem violentas.

Se continuamos com um coração egoísta, se não tivermos a coragem de partilhar o pouco que temos com quem tem menos, se cultivarmos a secreta esperança de poder um dia tornar-nos patrões e ter servos em quem mandar, não construiremos nunca esse mundo novo em que não haja ricos e pobres que disputam avidamente os bens, mas só irmãos que partilham os dons do Pai.

O vosso Pároco, 

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO XXVI DO TEMPO COMUM – ANO C

Am 6, 1a. 4-7; Sal 145 (146); 1 Tim 6, 11-16; Lc 16, 19-31

Perguntaram certa vez a Jesus: “Mestre, que farei de bom para ter a vida eterna”? (Mt 19, 16) Que pergunta importante! Para a fazer já tenho que estar convicto de que a vida eterna é o maior bem. Já tenho que, ao menos um bocadinho, acreditar que a vida não termina aqui, que a morte é uma passagem. Ao menos um pouco, poder dizer como São Paulo que “o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Fl 1,22). Quero mesmo ter a vida eterna? Quero mesmo esse lucro que resulta dos trabalhos da vida terrena?

Não se pode entender Cristo sem a vida eterna. Ele veio para nos abrir um caminho para o céu: “Deus amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). As palavras de Jesus deste domingo iluminam o meu caminho para o céu. Se eu tiver como único objetivo comer bem, vestir bem e ter satisfações, ignorando o sofrimento de quem passa pela minha vida, é porque não estou muito preocupado com a vida eterna. Escreve São Paulo a Timóteo que “a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro”; disse Jesus ao que lhe perguntou como ter a vida eterna, para vender tudo o que tinha; terminava a leitura do domingo passado com a frase de Jesus “Ninguém pode servir a dois senhores (…) Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. Na linguagem de São Paulo: estarei a semear na minha carne e da carne colherei a corrupção.

O que São Paulo recomenda a Timóteo é a perspetiva cristã da vida: “Segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança, a mansidão. Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado” (1Tm 6,12). Conquistar a vida eterna, é este o objetivo do cristão! Semear no espírito sabendo que do espírito colherá a vida eterna (Gl 6,8). Tendo a certeza de que é o próprio Cristo que faz isto na sua vida. Assim eu permita. 

Zé Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - Jornada Mundial da Juventude

Um Encontro Pessoal com Jesus …

No passado dia 20 de Julho partíamos para uma “aventura nova”, a nossa participação na Jornada Mundial de Juventude. Era a primeira vez que íamos “vivenciar” uma experiência assim: muitos milhares de pessoas (jovens e menos jovens) unidos na mesma Fé!

Estar na Polónia ao longo de quase duas semanas, primeiro em Varsóvia e depois em Cracóvia, foi uma experiência forte de encontro com o Amor de Deus. A Jornada Mundial da Juventude foi para cada um de nós “um encontro pessoal com Jesus Cristo Ressuscitado”.Numa celebração marcada pela música, pela cor, por mensagens fortes da vida de Santos, demos as boas-vindas ao Santo Padre que, na sua primeira mensagem, nos pedia “a coragem de confiar em Jesus” e de sermos “testemunhas da misericórdia”.

No início do seu discurso, Francisco recordou São João Paulo II que sonhou e impulsionou estes encontros da juventude e disse: “Do Céu, ele nos acompanha vendo tantos jovens pertencentes a povos, culturas e línguas tão diferentes, animados por um único motivo: celebrar Jesus que está vivo no meio de nós”.

E depois continuava: “Não há nada mais belo do que contemplar os anseios, o empenho, a paixão e a energia com que muitos jovens abraçam a vida. … E donde vem esta beleza? Quando Jesus toca o coração dum jovem, duma jovem, estes são capazes de acções verdadeiramente grandiosas. … Quero também confessar-vos outra coisa … entristece-me encontrar jovens que parecem «aposentados» antes do tempo. … Preocupa-me ver jovens que desistiram antes do jogo. … Entristece-me ver jovens que caminham com a cara triste, como se a sua vida não tivesse valor”.

A todos, Francisco garantiu que Jesus Cristo é a resposta: “Jesus quer entrar na nossa casa: na tua casa, na minha casa, no coração de cada um de nós; Jesus dar-Se-á conta das nossas preocupações, da nossa pressa ... e esperará que O escutemos … que tenhamos a coragem de nos confiarmos a Ele. Que estes dias sejam dias para Jesus, dedicados a ouvi-Lo, a recebê-Lo nas pessoas com quem partilho a casa, a rua, o grupo, a escola”.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Catequese de Adultos – Inscrições na Catequese

As inscrições para a Catequese de Adultos que desejem receber os Sacramentos da Iniciação Cristã (Batismo, Crisma e Eucaristia) ou, simplesmente, o Sacramento do Crisma, devem ser feitas no Cartório Paroquial até ao final deste mês de Setembro.

2.    Catequese da Infância e da Adolescência Inscrições

As inscrições para a Catequese da Infância e da Adolescência estão abertas e podem ser feitas no Cartório Paroquial, ou junto das Coordenadoras da Catequese de cada lugar.

Só fazem a inscrição as Crianças e Adolescentes que vão frequentar a Catequese na nossa Paróquia pela 1ª vez.

Início da Catequese

Este ano, em todas as Comunidades a Catequese vai funcionar apenas ao Sábado (Barcarena – 14:00 horas; Tercena – 17:45 horas (Centro de Infância); Queluz de Baixo – 18:00 horas.

O início da Catequese está marcado para o primeiro sábado de Outubro (dia 1 Outubro).

3.    Encontros para Jovens e Adultos (Caminho Neocatecumenal)

A partir do próximo dia 26 de Setembro, todas as segundas e quintas feiras, às 21:30 horas, numa das salas de reuniões da Igreja de Barcarena, irão decorrer encontros destinados a Jovens e Adultos, orientados pelo Caminho Neocatecumenal.

4.    Reunião do Conselho Pastoral

No próximo dia 2 de Outubro, pelas 20:30 horas, no Centro Jovem (Queluz de Baixo) terá lugar uma Reunião do Conselho Pastoral.

Pede-se aos Senhores Conselheiros que tomem, desde já, nota desta data.

5.    Obras de Recuperação do Telhado em Leceia

As obras de recuperação do telhado da Igreja de Nossa Senhora da Piedade, em Leceia, vão começar no início da próxima semana.

Por este motivo, a partir deste domingo, enquanto decorrerem as obras, a Igreja estará encerrado ao culto, não havendo, portanto, a celebração da Missa.


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