Nº161 11-09-2016

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Nº161 - 11-09-2016

NA BARCA DA FÉ

 

UM DEUS QUE AMA SEM TER EM CONTA OS MÉRITOS

Quem são os destinatários das parábolas de Jesus, no Evangelho deste Domingo (Lc 15, 1-32)? O versículo introdutório não deixa dúvidas: “Os publicanos e os pecadores aproximaram-se todos de Jesus para O ouvirem. Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si dizendo: ‘Este homem acolhe os pecadores e come com eles’. Jesus disse-lhes então a seguinte parábola... (Lc 15, 1-3). Esses “eles” não são os discípulos, e não são os pecadores, mas os fariseus, os escribas, portanto os “justos”. É estranho, mas é verdade: quem é chamado à conversão não são os pecadores, mas os “justos”.

Os escribas e os fariseus não compreendem o comportamento de Jesus e acusam-n’O, não de ter compaixão dos pecadores, mas de organizar uma festa para eles.

Por isso, querem uma explicação do banquete em que Ele participa. Para Se defender e para justificar o Seu procedimento, Jesus conta as três parábolas narradas do Evangelho de hoje. Estas parábolas são uma tentativa de clarificar as ideias não aos pecadores, mas aos “justos” que estão escandalizados.

Examinemos a cena com atenção: nas três parábolas fala-se de alegria – que, no entanto, nem todos partilham – e organiza-se uma festa – na qual nem todos tomam parte. Quem está dentro e quem está de fora?

Os pecadores eram “gente perdida”, eram moedas e ovelhas perdidas, mas agora já estão “todos” à volta de Jesus. Vivem em casa com Ele, estão a fazer a festa, comem alegremente. Por isso, quem tem agora necessidade de um apelo à conversão não são eles, mas os “justos”. As noventa e nove ovelhas são os “justos”, são as nove dracmas, os filhos mais velhos (parábola do filho pródigo), que se arriscam a perder a festa. Estes, não compreendendo o que está a acontecer, são apanhados de surpresa pela nova realidade.

O vosso Pároco

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - XXIV DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO C

Ex 32, 7-11.13-14; Salmo 50 (51); 1 Tim 1, 12-17; Lc 15, 1-32

“Abri, Senhor, os meus lábios e a minha boca anunciará o vosso louvor” (Sl 50 (51), 17).

As leituras deste Domingo em que retomamos a partilha da Palavra são um motivo de louvor pelo amor que Deus tem por mim.

Em todas elas Ele mostra que é “um Deus de perdão, clemente e compassivo, lento na ira e rico em misericórdia” (Ne 9, 17) perante a fragilidade dos Seus filhos adoptivos.

É um Deus que não esquece a promessa de Vida Eterna feita no meu Baptismo e que não se cansa de perdoar as minhas infidelidades, quando não O prefiro a Ele nas minhas atitudes e escolhas.

A figura do pai que S. Lucas apresenta na parábola comummente chamada do “filho pródigo” é a de alguém que ansiava o momento do arrependimento e do perdão desde o dia em que o filho saiu de casa.

O filho, ao contrário, é tocado pelo arrependimento quando começa a passar mal, quando se vê sem futuro e sem saída no caminho que quis percorrer.

Esta palavra convida-me a regressar ao Pai logo que o caminho que tomo se distancia dele. Convida-me a não perder o contacto visual com o Seu olhar.

Quanto mais longe me levar o meu pecado, maior será o risco de me perder e de me magoar, a mim e aos outros, porque o pecado não é inócuo, tem consequências.

Para isso é necessário que procure ter sempre o ouvido aberto ao Seu Espírito e à Palavra do Seu Filho para, antes de mais, ter consciência de que me estou a afastar.

Diariamente, na oração da manhã, a Igreja reza as palavras do Salmo 94 (95):

“Quem dera ouvísseis hoje a sua voz: «Não endureçais os vossos corações (…)»”. Hoje, diz o rei David no Salmo 50 “não retireis de mim o vosso espírito” (Sl 50 (51), 13).

A escuta vem primeiro. Pelo ouvido aberto entra o sussurro do Espírito que pode chegar ao coração e transformar a vontade. Como o instinto leva as crianças que caem e se magoam a correr para o pai ou para a mãe, assim também o Espírito impele o pecador a procurar Deus.

E com o abraço terno de Deus nasce o louvor na boca do filho ou, como no salmo de hoje, do rei pecador: “abri, Senhor, os meus lábios e a minha boca anunciará o vosso louvor”. 

Filipa Aguiar Ferreira



VIVENDO A FÉ - No início do novo ano pastoral...

Após o chamado “tempo de férias”, por todo o lado, e também nas nossas comunidades paroquiais a vida retoma o seu ritmo habitual.

Na sua mensagem para este novo ano pastoral, o nosso Patriarca diz-nos:

“Estamos no ano 2016 da era de Cristo, vivendo o que com Ele começou e só com Ele pode progredir. … Neste sentido, pode dizer-se que o nosso programa essencial está feito há dois milénios. Para leigos, consagrados e clérigos, trata-se de, pela palavra e pelo testemunho, partilhar com cada pessoa e em cada momento a possibilidade propriamente “cristã” de viver. Quando nasce, cresce e morre, que seja com Cristo; quando goze de saúde, a perca ou a recupere, que seja com Cristo também; e o mesmo quando ria ou quando chore, quando trabalhe ou descanse, quando estude e descubra, quando reze e contemple”.

E continua: “Nos dias em que vivemos, … a nova evangelização significaredescobrir e partilhar o modo cristão de ser, como possibilidade concreta de vida em abundância. … É por isso que um novo ano pastoral – como este de 2016-2017 – só pode ter como plano e programa, no que toca ao essencial, alcançar uma catequese, uma liturgia e uma ação sociocaritativa sempre mais conformes com as palavras e atitudes com que Jesus há dois mil anos inaugurou o Reino. … Diante das dificuldades que certamente tocarão a cada um - família a família, comunidade a comunidade - coloquemo-nos filialmente diante de Deus, neste ano e sempre. Demos-Lhe oportunidade para construir também em nós e por nós o seu Reino, como só Ele sabe e pode. …”.

Na nossa paróquia, o início deste ano pastoral é “marcado” pela celebração de um acontecimento.

No próximo domingo, dia 18 de Setembro, toda a comunidade paroquial de S. Pedro de Barcarena eleva a Deus hino de acção de graças porque, no Seu Amor Infinito, chamou o nosso Pároco ao Ministério Sacerdotal e, há cinco anos, o enviou para ser o nosso Pastor.

Alegramo-nos em Deus por estes cinco anos de vida e missão sacerdotal do nosso Pároco. Ser Padre foi, é e será sempre um desafio para o mundo.

Ao chamamento de Deus e da Igreja, o Padre Mário “colocou-se sempre noregaço” de Maria Santíssima, foi fortificado pelo Seu amor e, como Ela,pronunciou o seu “sim” com generosidade.

Obrigado Padre Mário por ser o nosso Pastor!

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Eucaristia de Acção de Graças

No próximo domingo, dia 18 de Setembro, ocorre o 5º aniversário da tomada de posse do Padre Mário como Pároco de Barcarena.

Nesse dia serão canceladas as missas dominicais nas diferentes comunidades (Queluz de Baixo, Tercena, Leceia).

Todos os Paroquianos são convidados a participar na Missa de Acção de Graças que será celebrada na Igreja Paroquial, às 12:00 horas.

Os Paroquianos, sem transporte, terão à sua disposição um autocarro que os transportará para a Igreja Paroquial, no seguinte horário:

Leceia – 11:00 horas ; Tercena – 11:10 horas ; Queluz de Baixo – 11:20 horas Valejas – 11:30 horas

2.    Catequese de Adultos – Inscrições e Início da Catequese

Até ao final de Setembro, estão abertas as inscrições para a Catequese de Adultos que desejem receber os Sacramentos da Iniciação Cristã (Batismo, Crisma e Eucaristia) ou, simplesmente, o Sacramento do Crisma.

As inscrições devem ser feitas no Cartório Paroquial. A Catequese vai começar no início do mês de Outubro.

3.    Catequese da Infância e da Adolescência – Inscrições/Início da Catequese

As inscrições para a Catequese da Infância e da Adolescência estão abertas e podem ser feitas no Cartório Paroquial, ou junto das Coordenadoras da Catequese de cada lugar.

Só fazem a inscrição as Crianças e Adolescentes que vão frequentar a Catequese na nossa Paróquia pela 1ª vez.

Juntamente com a ficha de inscrição é necessário entregar fotocópia de documento comprovativo do baptismo da Criança/Adolescente.

Este ano, em todas as Comunidades (Barcarena, Queluz de Baixo e Tercena), a Catequese vai funcionar apenas ao Sábado.

O início da Catequese está marcado para o primeiro sábado de Outubro (dia 1 Outubro).

4.    15 de Setembro - Dia de Nossa Senhora das Dores – Renovação dos Votos das Irmãs Canossianas

Na próxima quinta-feira, dia 15 de Setembro, a Igreja celebra a Festa de Nossa Senhora das Dores, Padroeira Principal das Irmãs Canossianas.

Nesse dia, na Igreja Paroquial, durante a Missa das 19:00 horas, as Irmãs Canossianas farão a Renovação doa seus Votos.

Acompanhemos, dentro do possível, as Irmãs neste dia.

5.    Encontros para jovens e adultos (Caminho Neocatecumenal)

Às 2as e 5as feiras, às 21:30 horas, com início a 26 de Setembro, na sala de reuniões da Igreja de Barcarena, irão decorrer Encontros orientados pelo Caminho Neocatecumenal e destinados a Jovens e Adultos. Todos estão convidados a participar nestes Encontros. 


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