Nº9 - 03-03-2013

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Nº9 - 03-03-2013

NA BARCA DA FÉ

 

A PARÁBOLA DA FIGUEIRA

A Bíblia fala com frequência da figueira que, na Palestina, produz frutos muito doces, duas vezes por ano. Chegou a ser considerada o símbolo da prosperidade e da paz (1Reis 4, 25; Is 36,16). No deserto do Sinai, os israelitas sonhavam com uma terra de abundância, com fontes de água, campos de cereais  e… figueiras (Dt 8, 8; Nm 20, 5).

A mensagem da parábola da figueira, escutada no Evangelho deste Domingo (Lc 13, 1-9) é clara: Deus espera frutos deliciosos e abundantes de quem escutou a mensagem do Evangelho. Ele não quer práticas religiosas exteriores, não Se contenta com aparências (na Primavera, a figueira dá frutos antes ainda das folhas) e procura obras de amor.

Ao contrário dos outros evangelistas, que falam de uma figueira estéril feita secar logo no mesmo instante ou quase (Mc 11, 12-24; Mt 21, 18-22), S. Lucas, o evangelista da misericórdia, acrescenta mais um ano de espera, antes da intervenção definitiva. Lucas gosta de apresentar um Deus paciente, tolerante em relação à fraqueza humana, compreensivo para com a dureza da nossa mente e do nosso coração.

Esta atitude paciente, não deve, no entanto, ser interpretada como indiferença perante o mal. Não é a aprovação da negligência, do desinteresse e da superficialidade. O tempo da vida é demasiado precioso para que se possa perder um único instante que seja.

A parábola é um convite a considerar esta Quaresma como um tempo de graça, como um novo “ano precioso” concedido à figueira para dar frutos. Se ainda não decidimos converter-nos e modificar os nossos pensamentos, os nossos projectos, os nossos comportamentos, é chegada a altura de o fazer. A caminhada quaresmal da nossa paróquia pretende ser uma ajuda. Esteja atento!

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - Domingo III da Quaresma – Ano C

Ex 3, 1-8a.13-15 -  Salmo 102 (103), 1-4.6-8.11  -  1 Cor 10, 1-6.10-12 -  Lc 13, 1-9

Eu vi a situação miserável do meu povo no Egipto; escutei o seu clamor provocado pelos opressores. Conheço, pois, as suas angústias. Desci para o libertar das mãos dos egípcios e o levar deste país para uma terra boa e espaçosa, onde corre leite e mel” (Ex 3, 7-8a). Deus continua com esta missão que dá a Moisés a cumprir a promessa feita a Abraão: vai dar à sua descendência uma terra. Esta palavra é para mim que vivo angustiado sob a opressão do pecado: Deus conhece o meu pecado, conhece as minhas angústias e quer arrancar-me desse poder das trevas. Por isso me chama ao deserto onde se quer encontrar comigo, onde quer namorar comigo. A primeira condição para que isto aconteça é que eu reconheça que estou oprimido pelo pecado. Jesus Cristo veio para os pecadores. Se eu não sou pecador, ele não veio para mim. Muitos dos israelitas  sairam do Egipto contrariados porque não queriam sair. Preferiam a escravidão: “a maioria deles não agradou a Deus, pois caíram mortos no deserto” (1Co 10, 5). Desprezaram a terra prometida (Nm 14, 31).

A advertência que S. Paulo faz aos Coríntios é para mim nesta Quaresma: a mim que Deus tem protegido debaixo da sua nuvem que é a Igreja, onde fui baptizado, onde sou nutrido com a sua Palavra e com os sacramentos, onde posso vir buscar a fé. Na minha auto-suficiência posso deitar tudo a perder. “Não vos torneis idólatras como alguns dentre eles” (1Co 10, 7). Se não me deixar transformar por Deus nesta Quaresma, posso ficar pior que os pagãos. É que eles não conhecem o Senhor e a mim Ele já se tentou dar a conhecer por inúmeras vezes.

Porquê o deserto? Porquê as angústias? Porquê o pecado? Para que se manifeste o poder de Deus, para que eu conheça a Deus face a face, de forma existencial e não teórica e moralista. “Com todo o ânimo, prefiro gloriar-me nas minhas fraquezas, para que pouse sobre mim a força de Cristo. Por isso eu me comprazo nas fraquezas, nos opóbrios, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por causa de Cristo. Pois quando sou fraco, então é que sou forte” (2Co 12, 9b 10). A quaresma deste ano é o tempo que o Senhor me dá para que eu começe a dar frutos. Posso não ter outra...

Zé Chambel Leitão



VIVENDO O ANO DA FÉ - Quaresma!

 

Num tempo e num país que enfrenta tantos sacrifícios, que não encontra momentos de serenidade, de paz, vale a pena perguntar: É preciso renunciar ainda mais? Há ainda necessidade da Quaresma? O que significa Quaresma? O que significa conversão?

Conversão significa voltar atrás, virar as costas. Significa encontrar-se numa “estrada” a caminhar numa dada direção e, num dado momento, voltar atrás, seguir na mesma “estrada”, mas mudar a rota, seguir na direção contrária. Conversão significa percorrer o caminho a que Deus nos chama e nenhum outro.

Porquê o jejum? Porquê a abstinência? Porquê a oração?

Estas “ferramentas” não são fins em si mesmas, mas apontam-nos para Deus.

Quaresma é uma atitude interior, não é um momento inscrito num tempo limitado. Quaresma é a coragem de voltar as costas e começar a caminhar em direção a Deus. É saber jejuar e fazer abstinência para se deixar encher de Deus, é saber rezar para escutar Deus.

No tempo da Quaresma, os cristãos são confrontados com a essência da Fé: A qualidade da Fé e a fidelidade a Deus.

A qualidade da Fé: Como medi-la? A medida é Jesus Cristo. Mudar a rota só faz sentido se baseada em Jesus. Escolher Jesus Cristo não se resolve em quarenta dias, ocupa a vida inteira.

A Fidelidade significa abandonar-se, ser obedientes, obedientes como Jesus. Obedientes à Vontade de Deus. Confiar-se e abandonar-se, completamente a Ele. Deus não se explica! Deus não se narra! Deus vive-se!

Nesta 3ª Semana, continuamos a nossa caminhada: “Firma os teus passos. Afirma a tua fé!”

Escolhemos a atitude: Dá … Dar e dar-se!

Oração para rezar em família:

Nas minhas mãos, Senhor, colho o perdão e cada qual pode servir-se. Nos meus lábios, Senhor, junta-se a bondade e cada qual pode saboreá-la. No meu coração, Senhor, encontra-se a doçura e cada qual pode aí aquecer-se. Nos meus olhos, Senhor, colhe-se o sorriso e cada qual pode alegrar-se. Ajuda-me, Senhor, a ser a árvore que dá bons frutos.

E a proposta para esta semana é: Fazer da minha casa um lar cristão.

Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Reunião de Catequistas

Na próxima Sexta-Feira, dia 8 de Março, pelas 21:00 horas, na Igreja Paroquial, haverá uma Reunião com todos os Catequistas do 3º e 6º Catecismos a fim de, atempadamente, se preparar as Celebrações da 1ª Comunhão e da Profissão de Fé.

 

2.    Noite de Oração na Capela de S. Sebastião

No próximo Sábado, dia 9 de Março, pelas 21:00 horas, na Capela de S. Sebastião, haverá uma Noite de Oração, promovida pelo Grupo de Jovens da Paróquia. Todos os Paroquianos estão convidados a participarem nesta Noite de Oração. O lugar de encontro será a Igreja Paroquial, de onde se partirá, em procissão, para a Capela de S. Sebastião.

 

3.    Via-Sacra em Tercena

Na próxima Sexta-Feira, dia 8 de Março, pelas 16:00 horas, na Igreja de Tercena, haverá a Celebração da Via-Sacra.

 

4.    Contributo Paroquial

No final das Missas de hoje foram distribuídos os envelopes para recolha do Contributo Paroquial. O Contributo Paroquial, que se destina a assegurar a vida da Paróquia, deverá ser entregue durante os Ofertórios das Missas do próximo fim-de-semana, dias 9 e 10 de Março.

 

5.    Admissão de Novos Acólitos

Se quiseres pertencer ao Grupo de Acólitos da Paróquia, no final da Missa, manifesta este teu desejo a um dos Acólitos. O Grupo dos Acólitos de S. Pedro de Barcarena conta contigo.

 

6.    Confissões de Preparação para a Páscoa

Horários das confissões de preparação para a Páscoa:

Dia 13 de Março, às 21:00 horas – Igreja de Tercena

Dia 14 de Março, às 21:00 horas – Igreja de Barcarena

Dia 15 de Março, às 21:00 horas – Igreja de Queluz de Baixo

Dia 21 de Março, às 21:00 horas – Igreja de Leceia

Dia 22 de Março, às 21:00 horas – Igreja de Valejas

O horário das confissões para as crianças da Catequese e Catequistas será dia 16 de Março, às 16:00 horas, na Igreja Paroquial.  

 

7.    Quaresma – Dias de Abstinência

De acordo com as orientações da Igreja, a próxima Sexta-Feira é dia de Abstinência.


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