Nº159 03-07-2016

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Nº159 - 03-07-2016

NA BARCA DA FÉ

 

O SUCESSO GARANTIDO

Segundo o Evangelho deste Domingo (Lc 10, 1-12.17-20), cumprida a sua missão, os 72 enviados voltaram contentes e contaram a Jesus os resultados obtidos. Ele respondeu-lhes: “Eu via satanás cair do céu como um relâmpago” (Lc 10, 18).

Quando diz que satanás caiu do céu, Jesus anuncia a vitória imparável do bem. Com a proclamação do Evangelho, o reino do mal começou a desmoronar-se, como um edifício em cujos fundamentos se tenha feito explodir uma bomba potentíssima.

Depois Jesus continua: “Dei-vos o poder para pisar serpentes e escorpiões e dominar toda a força do inimigo; nada poderá causar-vos dano” (Lc 10, 19). Mais uma imagem bíblica. À semelhança de satanás, a serpente e o escorpião são símbolos do mal (Cf. Gén 3, 15; Sal 91, 13). Jesus não lhes promete que não irão enfrentar perigos e dificuldades. Haverá “animais perigosos”, mas serão esmagados pelo discípulo.

As Suas palavras parecem prever uma vitória fácil, parecem reduzir a um fácil passeio a longa marcha que conduz a humanidade rumo ao Reino de Deus. A realidade – e nós podemos verificá-lo todos os dias – não é tão simples nem tão cor-de-rosa. O mal reage, continua a reagir, de forma tão violenta. Mas, não obstante tudo isso, Jesus, que olha para o resultado final, constata que o mal já perdeu o seu poderio.

Será a nossa Paróquia e as suas comunidades um sinal de que o Reino de Deus chegou a este mundo (os nossos nomes estão inscritos no céu) e de que o mal foi vencido? Poderá dizer-se cristão quem é pessimista, quem duvida de que o Reino de Deus vencerá, quem não tem palavras de esperança para aqueles que ainda se sentem prisioneiros das forças do mal?

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - XIV DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO C

Is 66,10-14c; Salmo 65 (66); Gal 6,14-18; Lc 10,1-12.17-20

A primeira leitura deste Domingo do profeta Isaías faz-me pensar na sede que tenho por tudo o que satisfaz o corpo. Por experiência própria sei que é uma sede insaciável. Sei também que é uma sede que muitos tentaram satisfazer mas não conseguiram. O melhor exemplo são os ricos. Apesar de todo o dinheiro que têm andam tristes, assustados e preocupados. Não há nenhum rico que viva em paz. A riqueza não traz paz mas sim desassossego. Isaías apresenta-nos, contudo, a solução para este dilema. Quem me pode satisfazer é Jesus Cristo por intermédio da Igreja. A Igreja é a nova Jerusalém de que fala a leitura. Mas desta feita não consigo a satisfação do corpo.

Apenas consigo satisfazer o espírito. Ou seja, Jesus Cristo oferece-me a paz, mas o meu corpo é rebelde e entra em conflito com o espírito.

Chegado aqui, a leitura de São Paulo aos Gálatas vem lembrar-me que a cruz faz parte da minha vida. A luta entre corpo e espírito pode ser uma cruz grande. Mas desta cruz Jesus Cristo tira a ressurreição. Também é uma grande cruz chegar ao fim do mês sem dinheiro. Contudo, é aqui nesta cruz que o Senhor se quer encontrar comigo. É nesta cruz que o Senhor me lembra que a melhor parte de mim é o espírito. O espírito salva o corpo e pode leva-lo à perfeição. Não à perfeição do mundo que é conseguida no ginásio ou no photoshop. A perfeição do corpo é atingida quando é colocado ao serviço dos outros e da natureza. Não é um corpo que vive para si mesmo.

No Evangelho, Jesus vem lembrar-me de que nem sempre é fácil colocar o meu corpo ao serviço dos outros. Ao dedicar o meu corpo a anunciar o amor de Deus, posso ser rejeitado, escorraçado e apontado. Mas a boa notícia é que o Reino de Deus está muito próximo. Está aqui entre nós. O Senhor convida-me a anunciar este Reino: “Quando entrardes nalguma casa, dizei primeiro: ‘Paz a esta casa’. E se lá houver gente de paz, a vossa paz repousará sobre eles: senão, ficará convosco.”. É duro pensar que podemos receber uma resposta torta quando anunciamos a Jesus. Mas já experimentei que quando se leva a paz e ela não é bem recebida, até o corpo entra em paz com o espírito.

Por isso evangelizar é também uma ajuda para a minha salvação. 

Pedro Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - Tempo para intensificar a nossa relação com Deus!

Aproxima-se o tempo de férias e, durante algumas semanas, interromperemos a publicação da folha paroquial.

O tempo de férias pode e deve ser um tempo favorável para intensificar a nossa relação com Deus. Libertos do “lufa a lufa”, casa trabalho, trabalho casa, das muitas preocupações que vamos encontrando no nosso dia-a-dia, o tempo de férias apresenta-se como uma excelente possibilidade para dedicarmos, pelo menos, alguns minutos à oração.

Há alguns dias, numa das Meditações Matutinas na Capela de Santa Marta, o Papa Francisco deixava-nos este pensamento: “Pai é a palavra que nunca pode faltar na nossa oração, porque é a pedra angular que nos confere a identidade cristã. Se acrescentarmos a palavra nosso, podemos sentir-nos parte de uma família”.

Francisco recordou o trecho do Evangelho de Mateus: “Quando orardes, não digais muitas palavras, como os pagãos, porque pensam que serão atendidos por falarem muito”. (Mt 6, 7)

“Jesus — observou o Papa — põe de lado esta oração de palavras e diz: «Orai assim: Pai nosso …». (Mt 6, 9). E, continua o Santo Padre: “Jesus indica-nos precisamente o espaço da oração numa palavra: “Pai”. Deus sabe o que nos é necessário, antes que lho peçamos …”.

“Pai – afirmou o Pontífice – é a palavra que Jesus usa nos momentos mais fortes da Sua vida, quando se sentia cheio de alegria ou de emoção: «Bendigo-

Te, Pai … porque revelaste estas coisas aos pequeninos»; (Mt 11, 25) «Pai, dou-te graças porque Me teres atendido»; (Jo 11, 41) «Pai, afasta de Mim este cálice»; (Lc 22, 42) E, quando tudo acabou diz: «Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu Espírito». (Lc 23, 46)

“Nos momentos mais fortes – insiste Francisco – Jesus diz: Pai; Ele fala com o Pai. É a via da oração, é o espaço da oração ... Sem nos sentirmos filhos, sem dizermos “Pai”, a nossa prece é pagã, é uma oração de palavras … A pedra angular da oração é “Pai” … Se não fores capaz de começar a prece dizendo, com coração e com a boca, a palavra “Pai”, a oração não será boa”.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Festa de S. Bento

No Calendário Litúrgico, a Festa de S. Bento é celebrada no dia 11 de julho. A pedido da Comunidade de Valejas, a Festa de S. Bento, Padroeiro desta Comunidade, será antecipada para o dia 10 de julho (Domingo), com uma Missa Solene, às 10:30 horas.

2.    Homenagem ao Padre António

No final da Missa Solene em honra de S. Bento (10 de julho, às 10:30 horas, em Valejas), prestaremos uma homenagem ao Padre António que nos vai deixar.

O nosso Muito Obrigado ao Padre António por toda a sua dedicação à nossa Paróquia. Ficará sempre presente nas nossas orações.

3.    Alteração no horário das Missas em julho

Durante o mês de julho serão canceladas as seguintes Missas:

Barcarena –Quinta-Feira, às 19:00 horas. Leceia –Sábado, às 9:30 horas. Valejas –Domingo, às 10:30 horas (a partir de 17 dejulho, inclusive).

4.    Alteração no horário das Missas em agosto

Durante o mês de agosto serão canceladas as seguintes Missas:

Barcarena –Terça e Quinta-Feira, às 19:00 horas. Leceia –Sábado, às 9:30horas. Queluz de Baixo – Quarta e Sexta-Feira, às 19:00 horas, Sábado, às 19:15 horas. Tercena – Dias de semana, às 9:30 horas e Sábado, às 19:00 horas. Valejas – Domingo, às 10:30 horas.

5.    Encerramento do Cartório Paroquial

Por motivo de férias, o Cartório Paroquial estará encerrado de 15 a 31 de agosto.

Reabrirá no dia 1 de setembro, no seu horário normal de funcionamento.

6.    Prestação de Contas: Festa de Nossa Senhora de Fátima (Queluz de Baixo)

Total de Entradas – 7.065,50 € Total de Despesas – 4.941,59 €

Saldo Positivo de 2.123,91 €

Um resumo mais detalhado estará afixado na Igreja de Queluz de Baixo.

7.    Ofertórios a favor do Centro Social e Paroquial

Os valores apurados nos Ofertórios das Missas dos dias 18 e 19 de junho, a

favor do Centro Social e Paroquial, foram os seguintes:

Barcarena – 482,85 € Leceia – 55,61 € Queluz de Baixo – 164,28 €  Tercena

638,44 €   Valejas – 25,32 €

Total entregue ao Centro Social e Paroquial – 1.366,50 €


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