Nº158 26-06-2016

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Nº158 - 26-06-2016

NA BARCA DA FÉ

 

QUANDO DEUS CHAMA...

Jesus tomou a decisão de Se dirigir a Jerusalém, relata-nos o Evangelho deste Domingo Lc 9, 51-62). Mal a viagem começa, eis que quem segue o Mestre logo encontra alguém que lhe barra o caminho. A oposição dos samaritanos (“aquela gente não O quis receber”) representa a hostilidade que as comunidades cristãs de todos os tempos têm de enfrentar.

No mundo há sempre alguém que se entrepõe, dificultando, ao longo do caminho. Serão sempre muitos os que preferem seguir lógicas e acreditar em valores diferentes dos do Evangelho. Será sempre necessário contar com isso! Que atitude se deve tomar a esse respeito?

A reacção exagerada de Tiago e João indica o que não devemos nunca fazer. Eles recordam-se de que o profeta Elias fizera descer o fogo do céu sobre os ímpios do seu tempo (2 Reis 1, 10) e então convenceram-se de que se devia fazer a mesma coisa contra quem se opusesse à difusão do Evangelho. Então perguntaram ao Mestre: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma?” Mas Jesus repreende-os severamente por terem feito uma proposta insensata.

O discípulo não é chamado a lutar contra, não recebeu incumbência de provocar guerras santas, de fazer cruzadas, de acender fogueiras contra os infiéis. O discípulo segue o Mestre! O tempo do fanatismo e da agressividade acabou. O único fogo que desce do Céu é o do Espírito que transforma o coração dos homens. Foi este fogo que Jesus veio trazer à terra (Lc 12, 49).

Devido à sua atitude belicosa, os irmãos Tiago e João receberam de Jesus a alcunha pouco simpática de “filhos do trovão” (Mc 3, 17). Não haverá por aí muitos “filhos do trovão”, na nossa Paróquia? Os cristãos não forçam ninguém a aceitar o Evangelho. Anunciam, claro, a mensagem de Cristo, mas depois deixam as pessoas livres de a acolher ou de a rejeitar!

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - XIII DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO C

1 Reis 19, 16b. 19-21; Sal 15 (16); Gal 5, 1. 13-18; Lc 9, 51-62

“(…) tu, vai anunciar o reino de Deus” (Lc 9, 60b). Este convite que o Senhor me faz, e a forma de o realizar, são centrais nas leituras deste domingo. As atitudes que o Senhor me convida a ter para acompanhar a evangelização são a misericórdia e a confiança na providência divina.

A misericórdia levou o Senhor a repreender os discípulos que queriam castigar os samaritanos que não receberam Jesus. Não posso, por isso, eu próprio recriminar alguém por não querer ouvir falar de Jesus. Mesmo que isso me traga humilhações.

A confiança na providência divina levava Jesus a não ter onde reclinar a cabeça e a ter abandonado a sua família para passar a andar com os seus discípulos. O Pai do céu cuida dos seus filhos. Se eu gastar os meus bens na evangelização, Ele proverá. Quanto ao desapego da família, em função do anúncio do Reino, diz Jesus noutra passagem de S. Lucas, ainda mais radical que a deste domingo: “Se alguém vem a mim e não odeia (no sentido do desapego completo) seu próprio pai e mãe, mulher, filhos, irmãos, irmãs e até a própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lc 14,26).

A grande dificuldade que sempre tenho nisto é claramente mostrada por São Paulo na 2ª leitura: “Na verdade, a carne tem desejos contrários aos do Espírito, e o Espírito desejos contrários aos da carne.” (Gl 5, 17a)

Anunciar o Reino é como dar a conhecer um tesouro escondido, uma pérola preciosa. Embora não me seja fácil fazê-lo, a promessa é clara: “O que o homem semear, isso colherá: quem semear na sua carne, da carne colherá corrupção; quem semear no espírito, do espírito colherá a vida eterna.” (Gl 6, 7b-8). 

Zé Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - Deus não condena, Deus ama!

Estamos a viver o Ano Santo da Misericórdia, proclamado pelo Papa Francisco há já alguns meses e, num dos muitos ensinamentos que nos tem feito chegar, ele dizia: “Devemos prestar atenção para não fechar o nosso coração à misericórdia de Deus”.

Esta semana convido-vos a rezar o Salmo 130 (129), que começa assim: “Dofundo abismo clamo a Ti, Senhor! Senhor, ouve a minha prece! Estejam Teus ouvidos atentos à voz da minha súplica! Se tiveres em conta os nossos pecados, Senhor, quem poderá resistir? Mas em Ti encontramos o perdão … Nele (no Senhor) há Misericórdia e com Ele é abundante a redenção”. (Sl130, 1-4 ; 7)

Este Salmo, diz Francisco: “sugere que esperemos no Senhor porque com oSenhor está sempre a Misericórdia, e com Ele é grande a redenção”.

Entre os textos que vou guardando nos meus arquivos, hoje encontrei este pensamento do Papa, muito a propósito: “Deus não consegue deixar de nosamar, não consegue separar-se de nós. Nós podemos rejeitar o Seu amor, mas Ele espera por nós, não nos condena, pelo contrário, sofre com o nosso afastamento … Deus não pode deixar de amar! Esta é a nossa segurança!

Esta é a nossa certeza!”.

Num outro texto, recordando aquela imagem de Jesus que chora sobre Jerusalém, Francisco diz: “Aquela imagem de Jesus que chora sobreJerusalém faz-nos entender algo deste amor. … É uma imagem de ternura!

... Deus chora e naquelas lágrimas está todo o Seu Amor. Deus chora por mim, quando me afasto. … Ele espera, não condena, chora!”.

Num outro texto, o Santo Padre recorda-nos: “Jesus jamais se esquece dodia em que nos encontrou pela primeira vez. … Ele nunca se esquece! Somos nós que nos esquecemos do encontro com Jesus. … Seria um bom trabalho de casa pensar nisto: Quando senti realmente a necessidade de ter o Senhor perto de mim? Quando notei que tinha que mudar de vida, ser melhor, perdoar uma pessoa?”.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Solenidade de S. Pedro – Padroeiro da Paróquia de Barcarena

Na próxima quarta-feira, dia 29 de junho, a Igreja celebra a Solenidade de S. Pedro e S. Paulo (Apóstolos).

Por ser o dia do nosso Padroeiro, na Igreja Paroquial, haverá Missa Solene, às 21:00 horas.

Convidamos todos os Paroquianos a participarem nesta Celebração.

Neste dia não haverá a habitual Missa das 19:00 horas, em Queluz de Baixo.

2.    Peregrinação Vicarial a Fátima

Tal como tem vindo a ser anunciado, no próximo sábado, dia 2 de julho, vai ter lugar a Peregrinação Vicarial a Fátima. As inscrições para esta Peregrinação continuam abertas.

Por causa da Peregrinação, as Missas

Vespertinas, em Tercena e em Queluz de Baixo, são canceladas.

3.    Festa de S. Bento

No próximo dia 11 de julho (segunda-feira), a Igreja celebra a Festa de S. Bento, Padroeiro da Comunidade de Valejas. Na nossa Paróquia, tem sido costume celebrar os Padroeiros no dia da Sua Festa Litúrgica.

A pedido da Comunidade de Valejas, a Festa de S. Bento, será antecipada para o dia 10 de julho (domingo), com uma Missa Solene, às 10:30 horas.

O Pároco tudo fará para encontrar outro Sacerdote que o substitua em Tercena. Caso não seja possível encontrar, não poderá estar presente, fazendo-se substituir pelo Diácono.

4.    Homenagem ao Padre António

O Padre António, que muito nos tem ajudado nos cuidados pastorais, vai deixar-nos. No final da Missa Solene em honra de S. Bento (10 de julho, às 10:30 horas, em Valejas) a Paróquia prestará uma homenagem ao Padre António.

O nosso Muito Obrigado ao Padre António por toda a sua dedicação à nossa Paróquia. Ficará sempre presente nas nossas orações.

5.    Alteração no horário das Missas em julho

A partir do mês de julho serão canceladas as seguintes Missas: Barcarena –Quinta-Feira, às 19:00 horas. Leceia –Sábado, às 9:30 horas. Valejas –Domingo, às 10:30 horas (a partir de 17 de Julho, inclusive).


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