Nº156 12-06-2016

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Nº156 - 12-06-2016

NA BARCA DA FÉ

 

“PERFEITOS”, SIM, MAS INCAPAZES DE AMAR!

“Se este homem fosse profeta, saberia que a mulher que O toca é uma pecadora” é o comentário de Simão, o fariseu do relato do Evangelho deste Domingo (Lc 7, 36-8,3), reagindo contra a atitude acolhedora de Jesus.

Simão está fechado nos seus pensamentos, está agarrado às suas convicções farisaicas. Sobretudo, não consegue libertar-se da ideia de que os humanos devem estar separados: os santos de um lado e os pecadores do outro, com a proibição de se encontrarem e de se tocarem. Para ele, esta divisão é querida por Deus e Jesus só tinha que sabê-lo.

Como fazer com que Simão compreenda que essa maneira de pensar está errada? Por isso, Jesus conta a parábola dos dois devedores que viram a sua dívida perdoada pelo credor (Lc 7, 41-43). Á pergunta “qual dos dois ficará mais seu amigo (do credor)?”, o fariseu fica atrapalhado e responde: “Creio que...”. Não parece totalmente convencido, está indeciso, tem medo de ser apanhado numa lógica nova e misteriosa que o assusta, porque põe em cheque todas as suas certezas religiosas e exige um total abandono nos braços da generosidade de Deus.

Não se deixa converter. Se tomarmos como medida a observância dos preceitos, ele certamente pecou menos que a mulher pecadora. Mas não percebeu nada de Deus. E teima em considerá-Lo juiz de quem erra, patrão que paga em proporção dos méritos. Jesus anuncia-lhe uma santidade diferente. Mostra-lhe que quem se considera pecador é capaz de compreender, mais que os “perfeitos”, que a “justiça” não é uma conquista humana, mas um dom gratuito de Deus.

E se Simão, os de ontem e os de hoje, não se deixa converter do seu pecado, será para sempre incapaz de amar e de se alegrar.

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - XI DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO C

2 Samuel 12,7-10.13; Salmo 32(31); Gálatas 2,16.19-21; Lucas 7,36-50.8,1-3.

A leitura do 2.º Livro de Samuel que escutamos este Domingo relata parte do diálogo entre o profeta Natã e o rei David que levou ao arrependimento do rei e ao perdão de Deus sobre o assassínio de Urias.

Antes deste trecho, Natã conta a história de um homem rico que possuía muitas ovelhas e que para fazer uma refeição para um hóspede mandou matar a única ovelha de um homem pobre, que a criara “como sua filha” (v. 1-6).

Perante tamanha malvadez, David insurge-se contra aquele homem rico, considerando-o “digno de morte”. Então o profeta diz-lhe: “Esse homem és tu!”.

Esta primeira parte do diálogo, que leva à descoberta do que está errado, é essencial para perceber a segunda: só quem reconhece o seu pecado pode arrepender-se e pedir perdão a Deus.

Veja-se a imagem impressiva da chamada “pecadora arrependida” no Evangelho.

Pela sua atitude aos pés de Jesus mostra como se considerava indigna da Sua presença. Humilhava-se perante Ele e perante os demais convivas, que a desprezavam porque sabiam quem ela era.

A Palavra de Deus é, novamente, explicada com uma história, a dos dois devedores - um que devia muito, outro que devia pouco - a quem foi perdoada a dívida. Na conclusão, Jesus diz, já a respeito da mulher: “São-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama».”

Toda a Palavra deste Domingo me aponta um caminho de conversão - o do reconhecimento do meu pecado, do arrependimento, do perdão e da mudança de vida.

Mais importante do que a gravidade ou quantidade do(s) pecado(s) nas histórias de David e da mulher, é o facto de estes verem que ele(s) existe(m).

Ser juiz nesta causa própria dificulta em muito esta tarefa – existe uma cegueira, como na imagem da trave e do cisco no olho do próprio e do próximo … Mas, surpreendentemente, o bom deste exercício humilhante para o ego é que quanto mais ponho o(s) pecado(s) nas mãos de Deus, mais me posso sentir amada por Ele, porque vejo que Me ama apesar deles.

Por último, uma palavra para a não menos importante Carta de S. Paulo aos Gálatas:

“Não quero tornar inútil a graça de Deus, porque, se a justificação viesse por meio da Lei, então Cristo teria morrido em vão.”

O Filho de Deus é muito menos complicado do que os meus raciocínios e bem menos atento ao rigorismo do cumprimento da letra da Lei, porque se o Perdão fosse uma contabilidade do “deve” e do “haver” não preciso de dizer qual seria o resultado …

Filipa Aguiar Ferreira



VIVENDO A FÉ - A Coragem do Serviço e do Encontro

“Como mudaria o mundo se aprendêssemos a servir, se fôssemos ao encontro dos outros!”. Foi com estas palavras que o Papa concluiu a homiliada missa, celebrada na Casa Santa Marta, no passado dia 31 de maio.

No último dia do mês mariano, Francisco dedicou a sua reflexão a Nossa Senhora e, comentando o trecho do Evangelho de Lucas que relata a Visitação de Maria à Sua prima Isabel (Lc 1, 39-56), disse: “Serviço eencontro fazem sentir uma alegria que preenche as nossas vidas”.

E, continuou o Santo Padre: “É feio ver cristãos de cara sisuda, cristãostristes. É feio, feio, feio … Não são plenamente cristãos. Acreditam que são, mas não o são totalmente”.

Observou ainda o Papa: O serviço de Maria é realizado sem incertezas. …Maria, afirma o Evangelho, «dirigiu-se apressadamente». … Esta jovem, de 16 ou 17 anos, era corajosa. Levanta-se e vai, sem desculpas! …

O serviço é sinal cristão. Quem não vive para servir, não serve para viver.

Serviço na alegria! …

O encontro é outro sinal cristão. Uma pessoa que se diz cristã e não é capaz de ir ao encontro dos outros, de encontrar os outros, não é totalmente cristã.

Serviço e Encontro exigem que saiamos de nós mesmos: Sair para servir e encontrar, para abraçar os outros”.

Francisco comentou a propósito: “Como mudaria omundo se aprendêssemos isto: servir e encontrar os outros, não rejeitar os encontros! …

Servir e encontrar-se, e experimentaremos a alegria, a grande alegria da presença de Deus no meio de nós”.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Festa em honra de Santo António-Padroeiro de Tercena

Na próxima segunda-feira, dia 13 de junho, celebramos a Festa em honra de Santo António, Padroeiro da Comunidade de Tercena.

Às 10:00 horas haverá Procissão, seguida de Missa Solene (Centros deInfância, Atividades de Tempos Livres e Centro de Dia). Às 20:30 horas haverá Procissão, pelas Ruas de Tercena, seguida de Missa Solene.

2.    Sacramentos da Iniciação Cristã

Na próxima terça-feira, dia 14 de junho, às 21:30 horas, o Senhor Bispo estará na nossa Paróquia para um encontro com os Crismandos, Pais e Padrinhos. Este encontro é aberto a todos os Paroquianos.

No próximo sábado, dia 18 de junho, o Senhor Bispo estará de novo entre nós para administrar os Sacramentos da Iniciação Cristã e o Sacramento do Crisma. Apelamos, vivamente, a que os Paroquianos das diferentesComunidades participem na Eucaristia presidida pelo Senhor D. Joaquim Mendes, na Igreja Paroquial, às 19:00 horas.

Chama-se a atenção que, nesse dia (18 de junho), não haverá Missa Vespertina em Tercena e em Queluz de Baixo.

De modo a facilitar o transporte dos Paroquianos para a Igreja Paroquial, haverá uma camioneta com o seguinte horário:

Leceia – 18:00 horas; Tercena – 18:10 horas; Queluz de Baixo – 18:20 horas; Valejas – 18:30 horas

3.    Aniversário do Centro Social e Paroquial

A Missa Dominical do próximo domingo, dia 19 de junho, na Igreja Paroquial (12:00 horas), será uma Missa de Ação de Graças, na ocorrência do Aniversário do Centro Social e Paroquial. Os ofertórios de todas as missas vespertinas e dominicais do próximo fim de semana destinam-se ao Centro Social e Paroquial.

4.    Peregrinação Vicarial a Fátima

No próximo dia 2 de julho (sábado), vai ter lugar a Peregrinação Vicarial a Fátima. As inscrições para esta Peregrinação continuam abertas.

5.  Exposição “Laudato Si”

Convidamos todos os Paroquianos a visitarem a Exposição “Laudato Si”, uma

“interpretação” da Encíclica do Papa Francisco, por crianças, jovens e idosos do Centro Social e Paroquial de Barcarena e da Escola JI/EB1 São Bento de Valejas. (Dias 11, 12, 18 e 19 de junho, das 14:00 às 18:00 horas, no Edifício 27 da Fábrica da Pólvora).


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