Nº155 05-06-2016

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Nº155 - 05-06-2016

NA BARCA DA FÉ

 

MAS COMO?
JESUS, O SENHOR DA VIDA

A cena descrita no Evangelho deste Domingo (Lc 7, 11-17) pode ser facilmente visualizada. Há dois grupos: um que chega às portas da cidade e outro que sai. O primeiro grupo, que chega, é precedido por Jesus, o Ressuscitado, o vencedor da morte. O segundo, que sai é conduzido por um cadáver.

O primeiro grupo é composto por pessoas serenas que seguem animadamente o Mestre. No segundo, estão todos tristes, choram, estão desesperados, caminham devagar e de cabeça baixa. Apoiam-se uns nos outros para se animarem, como para suportarem a dor comum. São a imagem da impotência, da fragilidade do homem perante o espantalho da morte contra a qual não podem fazer mais nada senão lançar imprecações.

O primeiro destes cortejos representa a comunidade cristã: tem consigo o seu Senhor, Aquele que conduz para a vida. O segundo representa a humanidade que ainda não encontrou Cristo: vai em direcção ao cemitério, considerando a morte como uma derrota irreparável.

Um dia, o caminho da comunidade cristã e da humanidade sem esperança cruzar-se-á e eis o que acontece: não será o grupo de Jesus que se deixará envolver pelo choro, pelo luto e pelo desespero, mas o grupo que sai de Naim que será contagiado pela força explosiva da vida...

O cristão não se associa àqueles que vão para o luto onde a morte reina incontestada, porque a Palavra de Jesus provoca mudança radical: o choro passa a canto de festa, o filho é restituído à mãe, os dois grupos unem-se num único grito de alegria e todos glorificam o Senhor dizendo: “Apareceu no meio de nós um grande profeta. Deus visitou o seu povo!” (Lc 7, 6)

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - X DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO C

1ª Leitura - 1 Reis 17, 17-2
2ª Leitura - Gal 1, 11-19
Evangelho - Lc 7,11-17

Deus, através da liturgia da palavra deste Domingo, vem falar-me da minha morte. Mais concretamente da minha morte espiritual. Entre as preocupações com os filhos e com o trabalho, Deus aparece em 2º, senão 3º plano na minha vida. Parece que existe sempre uma boa razão para retirar tempo à oração. Esta atitude, aos poucos, vai matando o meu eu espiritual e só fica uma “máquina” que interage com outros porque sim. Sem oração não há caridade no meu coração.

Ser Cristão não é algo que eu possa aprender em cursos ou em livros. Pela razão, rapidamente se demonstra que o Cristianismo é algo que deve ser perseguido. São Paulo, quando perseguia os Cristãos, conhecia profundamente a doutrina Cristã. Não foi apenas por aquilo que sabia, que se tornou num apóstolo de Jesus, mas porque Deus foi ao seu encontro e ele o acolheu no seu coração. “Mas quando Aquele que me destinou desde oseio materno e me chamou pela sua graça, Se dignou revelar em mim o seu Filho para que eu O anunciasse aos gentios, decididamente não consultei a carne e o sangue, nem subi a Jerusalém para ir ter com os que foram Apóstolos antes de mim;”(Gl 1, 15-17).

Em resumo, seguir a Deus depende de como organizo o espaço no meu coração. Se ele estiver cheio de tralha e, Jesus vier ao meu encontro, o milagre da ressurreição não acontece “Elias estendeu-se três vezes sobre omenino e invocou o Senhor, dizendo: «Senhor, meu Deus, que a alma deste menino volte a entrar nele.» O Senhor ouviu o clamor de Elias, e a alma do menino voltou a ele e ele recuperou a vida.” (1R17,20-22)“Quando estavam perto da porta da cidade, viram que levavam um defunto a sepultar, filho único de sua mãe, que era viúva; e, a acompanhá-la, vinha muita gente da cidade. Vendo-a, o Senhor compadeceu-se dela e disse-lhe: «Não chores.» Aproximando-se, tocou no caixão, e os que o transportavam pararam. Disse então: «Jovem, Eu te ordeno: Levanta-te!» O morto sentou-se e começou a falar. E Jesus entregou-o à sua mãe.” (Lc 7, 12-15).

Paulo Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - Coragem, esperança, graça, conversão e força!

No passado dia 24 de maio, durante a celebração eucarística na capela da Casa de Santa Marta, o Papa Francisco aprofundou o tema da “Santidade Simples”, à qual são chamados todos os cristãos: “Um caminho a percorrer todos os dias com coragem, esperança, graça e conversão”.

A meditação de Francisco inspirou-se no trecho da 1ª Carta de Pedro (1 Pe 1, 10-16): “Um pequeno tratado sobre a santidade”. Trata-se, explicou o Papa, da “santidade simples de todos os cristãos, a santidade diária quedevemos praticar todos os dias”. A última referência é clara: “Sede santos, porque Eu sou santo”. E o Santo Padre explica: “A santidade é caminhar na presença de Deus de modo irrepreensível. … A santidade não se pode comprar, nem vender. Também não se oferece. … É um caminho na presença de Deus, que devo percorrer, não pode ser feito por alguém em meu nome. Posso rezar a fim de que o outro seja santo, mas o caminho deve ser percorrido por ele, não por mim”.

Para esclarecer melhor, o Pontífice, indicou algumas palavras úteis para nos ensinar como é a santidade de todos os dias.

Antes de tudo, é preciso “Coragem! … O Reino dos Céus de Jesus é para oscorajosos”.

A segunda palavra útil é: “Esperança! ... Nós esperamos um encontro com Deus, um encontro com Jesus. Esta esperança move a coragem”.

No trecho Pedro fala de “Graça”. “Graça é a terceira palavra que fazcompreender que não podemos alcançar a santidade sozinhos. … Ser bom, ser santo, dar todos os dias mais um passo em frente na vida cristã é uma graça de Deus que devemos pedir e ter a disponibilidade para a receber”.

Por fim, outra palavra é: “Conversão! … Ao longo do caminho não devemosolhar para trás. ... Pode acontecer que um dia progrido, noutro regrido. … Todos os dias precisamos da conversão. … Somos chamados a coisas simples, a pequenas conversões. … Tenho vontade de criticar um vizinho, um colega de trabalho? Será útil morder a língua! … O importante é prosseguir neste caminho simples mas que exige também força”.

E Francisco resumiu assim a sua meditação: “Coragem, esperança, graça,conversão e força. Assim construímos a santidade de todos os dias, na Igreja: cada dia um passinho em frente neste caminho rumo ao encontro com o Senhor”.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Exposição “Laudato Si”

Este domingo, dia 5 de junho, às 16:00 horas, no Edifício 17 da Fábrica da Pólvora, vai ser inaugurada a Exposição “Laudato Si”.

Esta exposição é uma “interpretação” da Encíclica “Laudato Si” do Papa Francisco, por crianças, jovens e idosos do Centro Social e Paroquial de Barcarena e da Escola JI/EB1 São Bento de Valejas.

Esperamos a vossa presença.

2.    Festa em honra de Santo António-Padroeiro de Tercena

No próximo dia 13 de junho (segunda-feira), celebramos a Festa em honra de Santo António, Padroeiro da Comunidade de Tercena.

Às 10:00 horas haverá Procissão, seguida de Missa Solene (Centros de Infância, Atividades de Tempos Livres e Centro de Dia)

Às 20:30 horas haverá Procissão, pelas Ruas de Tercena, seguida de Missa Solene.

3.    Sacramentos da Iniciação Cristã

No próximo dia 14 de junho (terça-feira), às 21:30 horas, o Senhor Bispo, D. Joaquim Mendes, estará na nossa Paróquia para um encontro com os Crismandos, Pais e Padrinhos. Todos os Paroquianos são também convidados a participar neste encontro.

No próximo dia 18 de junho (sábado), às 19:00 horas, na Igreja Paroquial, 2 adultos vão receber os Sacramentos da Iniciação Cristã, 4 a Primeira Comunhão e 8 o Sacramento do Crisma.

Chama-se a atenção que, nesse dia (18 de junho), não haverá Missa Vespertina em Tercena e em Queluz de Baixo.

Todos os Paroquianos são convidados a participar na Eucaristia presidida pelo Senhor D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar do Patriarcado de Lisboa (Igreja Paroquial, às 19:00 horas).

4.    Peregrinação Vicarial a Fátima

No próximo dia 2 de julho (sábado), vai ter lugar a Peregrinação Vicarial a Fátima. As inscrições para esta Peregrinação (Adultos – Custo de 12 € ; Crianças – Custo 8 €) já estão abertas e podem ser feitas junto das Zeladoras de cada Comunidade.

5.    Alteração no horário das Missas em julho

A parir do mês de julho serão canceladas as seguintes Missas:

Barcarena –Quinta-Feira, às 19:00 horas. Leceia –Sábado, às 9:30 horas. Valejas –Domingo, às 10:30 horas (a partir de 17 de julho, inclusive).


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