Nº154 29-05-2016

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Nº154 - 29-05-2016

NA BARCA DA FÉ

 

MAS COMO?
OS PAGÃOS MELHORES QUE NÓS?

Jesus, no Evangelho deste Domingo (Lc 7, 1-10), atende ao pedido do centurião. O centurião, embora não fazendo parte do povo de Israel, é extraordinariamente bondoso. Mesmo sendo um homem de guerra, preocupa-se com o seu escravo, “a quem estimava muito”. Demonstra também uma fé tão grande que até o próprio Jesus fica admirado: “Nem em Israel encontrei tão grande fé!”

S. Lucas pretende que os cristãos das suas comunidades comecem a olhar com olhos novos (com os olhos do Mestre) para aqueles que não pertencem ao povo de Israel e à comunidade cristã. Jesus condena os pensamentos invejosos, os preconceitos de quem parte do pressuposto de que os não crentes são maus, são inimigos perigosos contra os quais é preciso estar alerta. Não é verdade! Mesmo quem vive à margem da prática religiosa pode provar os sentimentos e realizar as obras de Deus.

Pretende ainda que os cristãos descubram que o Mestre não tem receio de Se contaminar por entrar em contacto com um estranho ao povo de Israel. Jesus encaminha-Se tranquilamente para a casa do centurião e, assim, fazendo declara nulas todas as disposições que introduzem discriminações entre pessoas impuras e pessoas puras. Deus não olha para a raça ou para a nacionalidade das pessoas, mas para a sua fé e para as suas obras. Oferece indistintamente a todos a salvação e declara que um pagão pode ter melhores disposições para acolher a fé do que um que se diz pertencer ao Seu povo.

O Evangelho deste Domingo convida-nos a ter o coração puro e os olhos límpidos do Mestre. Então sentiremos uma imensa alegria ao descobrir que, também fora da comunidade cristã, há tanta gente boa!... 

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - IX Domingo do Tempo Comum - ANO C

Os meus filhos às vezes esquecem-se que têm fome, pois a brincadeira é sempre muito absorvente. Mas depois lá vem a mãe lembrar que têm de comer. Tal como a Igreja, que todos os Domingos prepara a Mesa da Palavra. Será que esta Mãe Igreja se esquece que as minhas atividades (família, trabalho, casa, lazer, etc.) são muito importantes para o meu crescimento como pessoa, tal como a brincadeira das crianças que é fundamental para crescerem de forma saudável? Não, Ela não se esquece, mas a cada Domingo a Igreja tem uma Palavra para cada um de nós, que nos é trazida com a sabedoria da Mãe Igreja, de uma forma que eu por vezes não compreendo. Esta Palavra vem ao encontro de cada um, apesar da diversidade de vivências. Ou seja, esta Palavra serve o meu espírito como a comida serve a cada momento o meu corpo.

E se a Igreja não se desse a este trabalho? E se não houvesse missa a cada Domingo? Ou como no Dubai, onde toda a gente tem de ir à mesma Igreja (porque só há uma) e aguentar a missa com a temperatura de 50 graus, pois não há lugar para todos lá dentro? Salomão, conhecido pela sua imensa sabedoria, diz: “Quando um estrangeiro (…) vier aqui (ao Templo de Jerusalém) dum país distante por causa do vosso nome; pois ouvirão falar do vosso grande nome, da vossa mão poderosa e do vosso braço estendido”.

A Palavra de Deus que nos traz a Igreja tem uma imensa novidade para minha vida. Eu sou fraco, mas Deus ama-me e é todo-poderoso. A Sua Palavra alimenta-me. Não posso deixar que haja pessoas a silenciar e a “mudar o Evangelho de Cristo”, pois estarei a silenciar uma imensa força gratuita. Como dizia o Centurião a Jesus Cristo, para que este salvasse o seu servo: “ (…) diz uma palavra e o meu servo será curado”. Não podemos silenciar a Palavra de Deus, ela é alimento, ela cura.

Este Domingo, como sempre, a Igreja nos servirá uma Palavra. Mas, imaginem se no próximo Domingo todas as Igrejas fossem fechadas à força, e se a Palavra fosse silenciada? Para nos ajudar a entrar nesta experiência da Palavra silenciada, as referências bíblicas das leituras deste domingo, não se encontram neste texto, estão fora de sítio. Procurem nesta Folha Paroquial, tal como os cristãos perseguidos por esse mundo fora que só podem ouvir a Palavra de Deus escondidos, as referências das leituras deste Domingo.

Pedro Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - Sanguessugas de hoje!

Esta semana, com tem acontecido outras vezes, convido-vos a meditar nas palavras do Papa Francisco, proferidas na homilia do passado dia 19 de maio, na capela da sua residência, a Casa de Santa Marta.

“A riqueza em si mesma é boa. ... O problema é não deixar que o coração se apegue à riqueza, porque não se pode servir Deus e à riqueza”.

São Tiago diz: “Olhai que o salário que não pagastes aos trabalhadores queceifaram os vossos campos está a clamar; e os clamores dos ceifeiros chegaram aos ouvidos do Senhor do Universo!” (Tg 5, 4)

A este propósito, o Santo Padre usa palavras muito “fortes”: “Querotrabalhar! Ok, será feito um contrato! De setembro a junho, sem descontos para a Segurança Social, sem Assistência Médica. Em junho o contrato é suspenso. (Em julho e agosto deve alimentar-se do ar). Em setembro recomeça-se. Quem faz isso é uma verdadeira sanguessuga e vive do sangue que jorra das pessoas transformadas em escravas do trabalho”.

Francisco citou o que lhe disse uma jovem que encontrou um emprego de 11 horas diárias por 650 euros. “Se quiser, o emprego é seu, caso contrário,pode ir embora. Há quem queira, há uma fila atrás de si!”.

O Santo Padre observou: “O sangue de toda esta gente que vocês sugaram… é clamor ao Senhor, é um grito de justiça. A exploração das pessoas é uma verdadeira escravidão”.

E, logo a seguir, acrescentou: “Nós pensávamos que os escravos já nãoexistissem, mas existem! As pessoas já não os vão buscar a África para os vender na América. Não! Estão nas nossas cidades! … Viver do sangue das pessoas é pecado mortal! É preciso muita penitência, muita reparação para se converter deste pecado!”.

Como pede o Papa Francisco, esta semana somos convidados a pensar/rezar no drama dos nossos dias: “A exploração das pessoas; Osangue das pessoas que se tornam escravas; Os traficantes de seres humanos (não apenas os que traficam prostitutas e crianças para o trabalho infantil, mas aquele tráfico mais ‘civilizado’: Eu pago-te, mas sem direito a férias e assistência médica. Tudo clandestino!”.

Que o Senhor nos faça entender aquilo que Jesus nos diz no Evangelho:

“Quem quer que vos der a beber um copo de água por serdes de Cristo … não perderá a sua recompensa”. (Mc 9, 42)

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Noite de Oração organizada pelo Grupo de Jovens

No próximo sábado, dia 4 de junho, às 21:30 horas, o Grupo de Jovens organiza, na Capela de S. Sebastião, mais uma noite de oração.

2.    1ª Etapa dos Sacramentos da Iniciação Cristã

No próximo domingo, dia 5 de junho, na Igreja Paroquial, durante a Missa Dominical, das 12:00 horas, terá lugar a 1ª Etapa dos Sacramentos da Iniciação Cristã dos dois adultos que vão ser batizados no dia 18 de junho.

3.    Festa em honra de Santo António-Padroeiro de Tercena

No próximo dia 13 de junho (segunda-feira), celebramos a Festa em honra de Santo António, Padroeiro da Comunidade de Tercena.

Às 10:00 horas haverá Procissão, seguida de Missa Solene (Centros de Infância, Actividades de Tempos Livres e Centro de Dia)

Às 20:30 horas haverá Procissão, pelas Ruas de Tercena, seguida de Missa Solene.

4.    Sacramentos da Iniciação Cristã

No próximo dia 14 de junho (terça-feira), às 21:30 horas, o Senhor Bispo, D. Joaquim Mendes, estará na nossa Paróquia para um encontro com os Crismandos, Pais e Padrinhos. Todos os Paroquianos são também convidados a participar neste encontro.

No próximo dia 18 de junho (sábado), às 19:00 horas, na Igreja Paroquial, 2 adultos vão receber os Sacramentos da Iniciação Cristã, 4 a Primeira Comunhão e 8 o Sacramento do Crisma.

Nesse dia não haverá Missa Vespertina em Tercena e em Queluz de Baixo. Todos os Paroquianos são convidados a participar na Eucaristia presidida pelo Senhor D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar do Patriarcado de Lisboa (Igreja Paroquial, às 19:00 horas).

5.    Peregrinação Vicarial a Fátima

No próximo dia 2 de julho (sábado), vai ter lugar a Peregrinação Vicarial a Fátima.

Vamos agradecer a Nossa Senhora a visita que fez a todas as Paróquias da Vigararia de Oeiras.

As inscrições para esta Peregrinação (custo de 12 €) já estão abertas e podem ser feitas junto das Zeladoras de cada Comunidade. 


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