Nº152 15-05-2016

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Nº152 - 15-05-2016

NA BARCA DA FÉ

 

O ESPÍRITO, A NOVA LEI DO CRISTÃO

O Evangelho deste Domingo de Pentecostes (Jo 20 19-23) narra o primeiro encontro de Jesus Ressuscitado com os seus discípulos. S. João diz que foi justamente neste primeiro encontro que Jesus lhes comunicou o Seu Espírito, mediante o gesto de soprar sobre eles.

No povo de Israel estava muito difundida a ideia de que os homens se comportavam mal porque eram dominados por algum espírito mau e perguntavam-se: quando é que acabará esta triste situação?

Era convicção que somente Deus tinha poder para expulsar do homem o espírito mau e infundir um espírito bom.

Cada um de nós pode fazer esta experiência do espírito mau dentro de si mesmo. É a força que nos empurra para o mal, para o fazer daquilo que não queremos. Na Carta aos Romanos, S. Paulo descreve, de forma dramática, esta infeliz situação humana: “Nem eu mesmo consigo entender o que faço. De facto, não faço o que eu quero, mas o que eu detesto. Eu sei, de facto, que dentro de mim, isto é, na minha carne, não mora o bem; há em mim o desejo do bem, mas não a capacidade de o executar; de facto, eu faço não o bem que quero, mas o mal que não quero” (Rom 7, 15-19).

E quando é que Deus arrancará do nosso coração o espírito mau? Quando estaremos plenamente animados pelo Espírito de Deus, que nos leva a amar o irmão, a perdoar, a praticar o bem, a ajudar? Segundo o Novo Testamento, esta transformação interior acontece no Baptismo!

Mas, não esperemos uma transformação imediata, milagrosa, espectacular depois do Baptismo. Sabemos que o Espírito não age assim! Ele desenvolve-se como uma pequena semente, semeada no coração humano: cresce devagar, em silêncio, mas produz frutos em abundância.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - Solenidade de Pentecostes - ANO C

Missa do Dia: L 1 Act 2,1-11; L 2 1Cor 12,3b-7.12-13; Ev Jo 20,19-23

As leituras deste Domingo são para mim uma materialização da parábola do grão de mostarda. Aquele grupo de homens escondido numa casa com medo dos Judeus faz-me lembrar um grão de mostarda enterrado no solo Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portasda casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus,…” (Jo 20,19). Este grupo realmente assemelhava-se a uma semente minúscula porque aos olhos da sociedade eram um grupo irrelevante, não eram ricos, nem poderosos, nem instruídos, não estavam alinhados com nenhuma das forças vivas da altura e tinham origens muito diversas. A única coisa que os unia era a fé em Deus e no seu Filho.

O mais interessante é que este grupo de homens já sabia que tudo o que Jesus tinha ensinado era verdade porque Ele tinha vencido a morte. Eles já conheciam verdadeiramente o Cristo ressuscitado mas mesmo assim continuavam com medo. No entanto, eram uma semente pronta para dar a vida e crescer até se tornar na árvore maior do jardim. Foi o que aconteceu mal foi regada no tempo próprio pelo Espírito Santo “Quando chegou o diade Pentecostes, os Apóstolos estavam todos reunidos no mesmo lugar. Subitamente, fez-se ouvir, vindo do Céu, um rumor semelhante a forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde se encontravam. Viram então aparecer uma espécie de línguas de fogo, que se iam dividindo, e poisou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que se exprimissem. Residiam em Jerusalém judeus piedosos, procedentes de todas as nações que há debaixo do céu. Ao ouvir aquele ruído, a multidão reuniu-se e ficou muito admirada, pois cada qual os ouvia falar na sua própria língua.”(At 2,1-6). É impressionante ver que aquela semente, sem valornenhum aos olhos da sociedade, deu origem à Igreja que nos dias de hoje parece uma grande árvore onde se abrigam pobres, doentes, refugiados, perseguidos, abandonados, etc.

Deus tem-me dado a oportunidade de ser uma semente Cristã principalmente através da minha família e da minha comunidade. Sinto também que deixei passar muitas oportunidades que me poderiam ter feito crescer como Cristão. Todavia, mesmo com todas as minhas limitações, acredito que o meu papel na Igreja, por mais pequeno que seja, faz parte da diversidade que torna a Igreja tão atuante no dia-a-dia da sociedade e que é tão bem caracterizada por São Paulo na 2ª leitura “De facto, há diversidadede dons espirituais, mas o Espírito é o mesmo. Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diversas operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Em cada um se manifestam os dons do Espírito para o bem comum.”(1Co 12,4-7). 

Paulo Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - Pentecostes, Festa do Dom do Espírito Santo, prometido por Jesus!

Para nós Cristãos, a Solenidade do Pentecostes é importantíssima!

Cada Domingo é sempre “dia de festa”, mas a alguns Domingos a Liturgia chama de “Solenes” porque são como que os pilares que sustentam todas as verdades da nossa Fé.

A Solenidade deste Domingo de Pentecostes é celebrada cinquenta dias após a Páscoa. Para os Cristãos, estes cinquenta dias são como um único grande dia: o dia da Ressurreição de Jesus!

Domingo passado celebramos a Ascensão do Senhor. Jesus volta para o Pai, sobe ao Céu, mas não nos deixa sós, não nos deixa órfãos! O Filho de Deus promete-nos um dom, um grande dom, forte, poderoso: o dom do Espírito Santo.

Quem é o Espírito Santo?

O Espírito Santo é uma pessoa, é Deus! É Deus que continua a caminhar connosco! Como Jesus caminhava com os Seus Apóstolos, o Espírito Santo “caminha” ao nosso lado, sustém-nos, torna-nos fortes no bem.

O Espírito Santo é o dom do Amor, da Verdade, da Coragem, da União, do Perdão.

O Espírito Santo é o Amor de Deus que habita em nós. Este amor, se acolhido, é como uma pequena semente plantada na terra: Faz nascer Amor, faz nascer Perdão. E, um coração que sabe perdoar goza daquela paz que Jesus, por meio do Espírito Santo, oferece a todos nós: Paz que não é apenas a ausência de guerra, mas é Vida, Verdade, Justiça, Bondade, Fraternidade, Esperança, Felicidade.

O Espírito é como o vento, é como o fogo! Não existem barreiras que impeçam a Sua presença!

Uma proposta de oração para esta semana:

Vem, Espírito Santo, manda-nos do Céu um raio da Tua Luz. Invade o íntimo do coração dos Teus Amigos.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    “Vinde e Vede – Um dia diferente com as Irmãs Canossianas”

Este  domingo,  dia 15  de  maio,  com  início  às 14:30  horas,  as  Irmãs

Canossianas convidam todos os Jovens a viverem uma tarde diferente: “Vinde e Vede”. Participa!

2.    Festa em honra de Nossa Senhora de Fátima/Feira Social

Nos próximos dias 20, 21 e 22 de maio, em Queluz de Baixo, vai decorrer a Festa em honra de Nossa Senhora de Fátima e a Feira Social.

Destes eventos destacamos os seguintes horários: Dia 20 de maio – Feira Social, das 15:00 à 01:00 horas

Dia 21 de maio – Feira Social, das 10:00 à 01:00 horas. Às 20:30 horas, Missa Solene em honra de Nossa Senhora de Fátima, seguida de Procissão de velas.

Dia 22 de maio – Feira Social, das 10:00 às 13:00 horas. Às 11:00 horas, Procissão da Capela de Queluz de Baixo para o Centro Jovem, seguindo-se a Missa Solene em honra de Nossa Senhora de Fátima.

Na Igreja Paroquial não haverá a habitual Missa das 12:00 horas. Em Tercena, a Missa Dominical será às 9:30 horas.

Dias 20 e 21 de maio, no Centro Jovem, haverá arraial.

3.    Reunião da Comissão Permanente do Conselho Pastoral

No próximo dia 22 de maio, às 20:30 horas, terá lugar, na Igreja Paroquial, uma reunião da Comissão Permanente do Conselho Pastoral.

4.    Solenidade do Corpo de Deus

No próximo dia 26 de maio, celebramos a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. É, novamente, dia feriado. É dia de preceito, ou seja, os Cristãos devem participar na Eucaristia.

Às 17:00 horas, com partida da Sé Patriarcal de Lisboa, haverá a Procissão do Corpo de Deus. Apelamos à participação nesta Procissão.

5.    Festa da Eucaristia/Primeira Comunhão Encontro de Preparação/Confissões

Dia 28 de maio, entre as 15:00 e as 16:30 horas, na Igreja Paroquial. Os Pais que desejarem confessar-se, deverão estar na Igreja Paroquial às 15:00 horas. Poderão confessar-se após as Crianças.

Celebração da Festa da Eucaristia/Primeira Comunhão

Dia 29 de maio, Missa Dominical, Igreja Paroquial, às 11:00 horas.


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