Nº151 08-05-2016

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Nº151 - 08-05-2016

NA BARCA DA FÉ

 

UMA COMUNIDADE QUE OLHA PARA A TERRA

Com a Ascensão, Jesus não Se afastou! Continua com os homens e as mulheres de todos os tempos. Sim, a Sua maneira de estar presente já não é a mesma, mas nem por isso é menos real.

Antes da Páscoa, Jesus estava condicionado por todas as limitações a que também nós estamos sujeitos: se estava num lugar qualquer, não podia estar ao mesmo tempo noutro; se estava com algumas pessoas, estava longe doutras; cansava-Se, tinha necessidade de dormir. Agora já não! Todas as limitações ligadas à vida deste mundo cessaram.

Ele está agora de novo na glória do Pai. Mas, ao mesmo tempo, está ao lado de cada homem e de cada mulher, para sempre. Com a Ascensão, a Sua presença não diminuiu, mas multiplicou-se!

Neste Domingo, como no Domingo passado, Jesus promete que enviará o Seu Espírito aos Seus discípulos (Lc 24, 49). Nós acreditamos que Ele está sempre connosco, mas, ao mesmo tempo, temos consciência das nossas fraquezas. As dificuldades da Missão que nos foi confiada metem-nos medo. Se tivéssemos que contar só sobre as nossas forças, teríamos todas as razões para ser pessimistas. Mas agora acreditamos que Jesus voltou para o Pai e que nos enviou o Espírito.

A quem devemos temer se às nossas comunidades foi comunicada a força de Deus? E se o sucesso está garantido, como não regozijar?!

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - ASCENSÃO DO SENHOR - Solenidade - ANO C

Actos dos Apóstolos 1, 1-11; Salmo 46 (47); Efésios 1, 17-23; Lucas 24, 46-53

Neste Domingo da Ascensão, Jesus que parte para a glória do Pai deixa uma promessa: «vós (…) sereis baptizados no Espírito Santo (…), recebereis a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém e em toda a Judeia e na Samaria e até aos confins da terra». Assim escutamos na primeira leitura e no Evangelho: «Está escrito que o Messias havia de sofrer e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia e que havia de ser pregado em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois testemunhas disso. Eu vos enviarei Aquele que foi prometido por meu Pai.»

São Paulo, na carta aos Efésios, diz-nos que “O Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda um espírito de sabedoria e de revelação para O conhecerdes plenamente e ilumine os olhos do vosso coração, para compreenderdes a esperança a que fostes chamados, os tesouros de glória da sua herança entre os santos e a incomensurável grandeza do seu poder para nós os crentes.”

Com efeito, antes da Paixão Jesus tinha dito aos seus discípulos: “não vos deixarei órfãos” (Jo, 14, 18).

Aqueles homens tinham privado com Jesus, tinham visto os Seus milagres, sofrido com a Sua morte e exultado com a visão do Seu Corpo ressuscitado.

Ainda assim, pelas palavras de Jesus parece que tal não era suficiente para que fossem suas testemunhas. Parece-me tanto!

Jesus conhecia bem a natureza humana, a fragilidade daqueles vasos de barro. Por isso, as leituras deste Domingo apontam já para a festa do Pentecostes.

Jesus vem encher o que é frágil com a fortaleza do Espírito Santo, transfigurando homens simples com a sabedoria de Deus.

Na festa de S. Filipe e S. Tiago, na 3.ª feira passada, escutámos o que Jesus diz ao primeiro quando este Lhe pede que lhe mostre o Pai: «Quem me vê, vê o Pai» (Jo, 14, 9).

Partindo Jesus, é nos cristãos que se vê Cristo, o Pai, o Espírito - a Trindade. Ainda que seja uma imagem imperfeita, que grande responsabilidade esta!

Mas se o Espírito não está presente, o que se vê será certamente outra coisa … E então seremos verdadeiramente órfãos.

A palavra deste Domingo dá-me a responsabilidade e a esperança desta promessa, de pedir e aceitar em cada dia, em cada atitude, em cada decisão, que seja o Espírito a agir e não a minha natureza de pecado. 

Filipa Aguiar Ferreira



VIVENDO A FÉ - “A meta da nossa peregrinação”

Quarenta dias depois da Páscoa, celebramos a Ascensão do Senhor aos Céus. A oração colecta deste dia ajuda-nos a entrar no mistério que celebramos: “Fazei-nos exultar em santa alegria e filial acção de graças, porque a Ascensão de Cristo, vosso Filho, é a nossa esperança: tendo-nos precedido na glória como nossa Cabeça, para aí nos chama como membros do Seu Corpo”.

A celebração da Ascensão desvela-nos a meta da nossa peregrinação. Não caminhamos para o absurdo do vazio sem sentido mas para o Céu, para a vida que não tem fim, para o lugar que Jesus nos preparou junto do Pai. Esta certeza da meta feliz e segura pode transformar toda a nossa vida com critérios novos, escolhas fecundas, passos firmes.

Com a Ascensão de Jesus, inicia a Missão da Igreja, a hora do empenho a trabalhar na “vinha” do Senhor. O Evangelho torna-se o tesouro que deve ser anunciado e vivido, a “boa-nova” a preservar e proclamar a todos os povos da terra.

São João XXIII, no discurso de abertura do Concílio Vaticano II, sublinhou claramente que a Palavra de Deus é a base dinâmica da Igreja: "A maiorpreocupação do Concílio Ecuménico é esta: Que o depósito sagrado da doutrina cristã seja guardado e ensinado de forma mais eficaz ".

“Homens da Galileia, porque estais assim a olhar para o céu?”. (Act 1, 11)

Na Ascensão, Jesus não vai para o alto, Ele permanece sempre connosco, em nós, para nos dar a força do testemunho e do anúncio. Não podemos esquecer as palavras de Jesus aos Seus discípulos: "Eu estarei sempreconvosco”. (Mt 28, 20)

Ao mesmo tempo, esta Solenidade lembra-nos que Jesus fica, visivelmente, no meio do seu povo no Sacramento da Eucaristia. Não deixa de ser significativo que hoje, na nossa Paróquia, seis crianças/adolescentes recebam os Sacramentos da Iniciação Cristã, como que a lembrar-nos que Jesus, que subiu ao Céu, se mantém sempre connosco e em nós, na presença real do Seu Corpo, que se torna dom para todos os homens.

Hoje, Jesus convida-nos ainda à missão: “Ide pelo mundo inteiro, proclamaio Evangelho toda criatura”. (Mc 16, 16)

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Bênção/Inauguração da Loja dos Sorrisos em Queluz de Baixo

Na próxima sexta-feira, dia 13 de maio, às 20:30 horas, em Queluz de Baixo, vai ser benzida/inaugurada a Loja dos Sorrisos, seguindo-se a Missa Solene em honra de Nossa Senhora Fátima.

A Loja dos Sorrisos passará a estar aberta nos seguintes horários:

2ª feira, das 10:00 às 11:30 horas e das 15:00 às 17:30 horas. 3ª a 6ª feira, das 15:00 às 17:30 horas. Sábado, das 17:30 às 19:00 horas.

2.    Sacramentos da Iniciação Cristã

No próximo domingo, dia 15 de maio, na Igreja Paroquial, durante a Missa das 12:00 horas, seis Crianças/Jovens da nossa Paróquia vão receber os Sacramentos da Iniciação Cristã. Crianças/Jovens, Pais e Padrinhos devem estar no Cartório Paroquial, às 11:00 horas, de modo a ser assinado o Processo de Batismo.

3.    “Vinde e Vede – Um dia diferente com as Irmãs Canossianas”

No próximo domingo, dia 15 de maio, com início às 14:30 horas, as Irmãs Canossianas convidam todos os Jovens a viverem uma tarde diferente: “Vinde e Vede”. Participa!

4.    Festa em honra de Nossa Senhora de Fátima/Feira Social

Nos próximos dias 20, 21 e 22 de maio, em Queluz de Baixo, vai decorrer a Festa em honra de Nossa Senhora de Fátima e a Feira Social.

Destes eventos destacamos os seguintes horários: Dia 20 de maio – Feira Social, das 15:00 à 01:00 horas

Dia 21 de maio – Feira Social, das 10:00 à 01:00 horas. Às 20:30 horas, Missa Solene em honra de Nossa Senhora de Fátima, seguida de Procissão de velas. Dia 22 de maio – Feira Social, das 10:00 às 13:00 horas. Às 11:00 horas, Procissão da Capela de Queluz de Baixo para o Centro Jovem, seguindo-se a Missa Solene em honra de Nossa Senhora de Fátima.

Dias 20 e 21 de maio haverá arraial no Centro Jovem.

Na Igreja Paroquial não haverá a habitual Missa das 12:00 horas. Em Tercena, a Missa Dominical será às 9:30 horas.

5.    Encontro de Formação – Centro Jovem (Queluz de Baixo)

A formação prevista para os dias 7 e 14 de maio sobre Doutrina Social da Igreja teve de ser anulada, por falta de inscrições. Numa próxima oportunidade, tentar-se-á remarcar.


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