Nº148 17-04-2016

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Nº148 - 17-04-2016

NA BARCA DA FÉ

 

JESUS, O VERDADEIRO PASTOR

Por quem é constituído o “rebanho” que segue o “Bom Pastor”? Será pelos fiéis que obedecem, sem discutir, a todas as disposições do seu Pároco? Pastores, dizem muitos, são os membros do clero (hierarquias eclesiais) e as ovelhas são os simples fiéis.

Esclareço imediatamente: o único “Pastor” é Cristo e é-o porque, como sublinhamos na segunda Leitura (Apoc 7, 9.14b-17), Ele é o Cordeiro que imolou a Sua própria vida. As ovelhas são todos os que têm a coragem de O seguir nesta doação da vida pelos irmãos.

Uma das tentações mais frequentes dos cristãos é a de se identificarem a si mesmos com o rebanho de Cristo. Mas, todos sabemos, há zonas de sombra na Igreja que se auto-excluem do Reino de Deus, porque aí alinha o pecado, enquanto há margens enormes, para além dos confins da Igreja, que fazem parte do Reino de Deus, porque aí actua o Espírito. E a acção do Espírito manifesta-se no impulso que leva à doação da vida pelos irmãos.

Há quem se considere membro do rebanho de Cristo só porque cumpre algumas práticas religiosas (Missa, Sacramentos, alguma oração). Mas, mais que ele, pode ser discípulo do “Bom Pastor” quem, embora não conhecendo a Cristo, se sacrifica pelo pobre, pratica a justiça, a fraternidade, a partilha de bens, a hospitalidade, a fidelidade, a sinceridade, a recusa da violência, o perdão dos inimigos, o empenho pela paz. Afirmo isto para pôr de sobreaviso tantos cristãos que embarcam em auto-comprazimentos hipócritas, que poderão revelar-se trágicas ilusões. O Pastor, com efeito, poderá um dia, inesperadamente, dizer a qualquer um de nós: “Não vos conheço, nem sei de onde sois” (Lc 13,25).

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - IV Domingo da Páscoa - ANO C

Act 13, 14. 43-52; Sal 99 (100), 2. 3. 5; Ap 7, 9. 14b-17; Jo 10, 27-30

“Fiz de ti a luz das nações, para levares a salvação até aos confins da terra”.

Esta missão que Deus tinha dado ao povo de Israel é agora também a missão da Igreja de Jesus Cristo; a minha missão.

Jesus que habitava com Deus, na felicidade eterna, na tenda celeste, veio ao mundo cumprir a promessa do Pai de me abrir um caminho de volta para o céu. Para realizar ele mesmo a promessa de que Israel seria uma luz para todos os povos. Fez-se homem como eu, sujeito aos governantes, sujeito à Lei de Moisés; sujeito ao cansaço, à fome, às doenças; mas também vivendo as relações com os outros, tendo família, amigos. Vivendo no mundo sabendo que não era do mundo. Falando do Pai. Foi aquilo de que mais falou: do Pai, do Reino de Deus. E prometeu aos que o seguiam coisas impensáveis: “Quem crê em mim fará as obras que faço e fará até maiores do que elas”; “não vos deixarei órfãos”; “o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome vos ensinará tudo”.

Tudo isto porque Ele, que é a luz, quer fazer de mim luz. Os escritos e a vida de São Paulo impressionam-me sempre por serem uma luz tão clara sobre a minha realidade. Por mostrarem como é possível que um pecador seja escolhido por Deus para falar de Deus, para ser uma imagem da luz divina que é impossível olhar de frente. São Paulo mostra que esta luz se transmite aos outros; se eu tiver a minha realidade iluminada por Deus, posso iluminar a vida dos outros.

Esta luz que me é dada não é para me fazer melhor que os outros. Como diz São Paulo aos Coríntios: “Anunciar o evangelho não é um título de glória para mim; é, antes, uma necessidade que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o evangelho!” (1Co 9, 16) Por isto mesmo, tudo na minha relação com os outros tem que ser iluminado por esta Boa Nova de que Jesus está vivo, o meu Pastor, que se fez Cordeiro, que se fez Servo, não ficou na morte, está vivo e precede-me na “Galileia dos gentios” onde as nações esperam a salvação de Deus, esperam o anúncio de que há uma vida eterna à nossa espera; junto do Pai, onde “Nunca mais terão fome nem sede, nem o sol ou o vento ardente cairão sobre eles”; onde “Deus enxugará todas as lágrimas dos seus olhos”.

Zé Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - AMORIS LÆTITIA (A Alegria do Amor)

Exortação Apostólica Pós-Sinodal do Papa Francisco, “sobre o amor na família”.

A Exortação Apostólica do Papa Francisco, “A Alegria do Amor”, nasce do trabalho desenvolvido nas duas assembleias do Sínodo sobre a família, realizadas em 2014 e 2015, que por vontade do Santo Padre, foram antecedidas por inquéritos enviados às dioceses católicas de todo o mundo e aos quais também a comunidade paroquial de Barcarena respondeu.

Este documento apresenta-se numa linguagem muito “acessível” que convida a uma leitura cuidada e meditada. Reveste-se de um grande caráter pastoral e prático, sendo possível assumir que se está perante um “compêndio” de formação/educação sobre e para a família.

O Santo Padre desenvolve, ao longo de nove capítulos, uma reflexão sobre a situação atual das famílias e os desafios que enfrentam, desde o fenómeno migratório à “ideologia de género”, desde a paternidade responsável à cultura do “provisório” e à mentalidade “antinatalidade”, passando pelos dramas do abuso de menores e de violência doméstica.

O documento não apresenta uma nova “doutrina”, trata-se de um renovado convite à prática concreta do mandamento novo “que vos ameis uns aos outros; assim como Eu vos amei” (Jo 13,34), sustentado pelos verbos acompanhar, discernir e integrar, os quais são fundamentais como resposta a situações de fragilidade, complexas ou irregulares. O Papa Francisco lembra que a Igreja “não deixa de valorizar os elementos construtivos nas situações que ainda não correspondem ou já não correspondem à sua doutrina sobre o matrimónio”, tendo o dever de “integrar a todos, deve-se ajudar cada um a encontrar a sua própria maneira de participar na comunidade eclesial, para que se sinta objeto duma misericórdia “imerecida, incondicional e gratuita”.

A Exortação Apostólica “A Alegria do Amor” pretende reafirmar não o «ideal» da família, mas a sua realidade extremamente rica e complexa. “Dou graças a

Deus porque muitas famílias, que estão bem longe de se considerarem perfeitas, vivem no amor, realizam a sua vocação e continuam para diante embora caiam muitas vezes ao longo do caminho” escreve o Papa Francisco.

Nas suas páginas encontramos um olhar afetuoso, aberto e profundamente positivo, que se nutre não de abstrações ou projeções ideais, mas de uma atenção pastoral à realidade, “Somos chamados a formar as consciências, não a pretender substituí-las”.

Fernando Vaz Dias



VIDA PAROQUIAL

  1. Dia Mundial de Oração pelas Vocações

Hoje, dia 17 de abril, é o Dia Mundial de Oração pelas Vocações.

Peçamos ao Senhor, de uma forma especial, que faça nascer muitas e santas vocações à vida sacerdotal e religiosa.

  1. Reunião com os Pais dos Jovens que fazem a Profissão de Fé

No próximo dia 22 de abril (sexta-feira), às 21:30 horas, vai ter lugar, na Igreja Paroquial, uma reunião com os Pais dos Jovens que fazem a Profissão de Fé. Pedimos a todos os Pais que estejam presentes e máxima pontualidade.

A reunião começará, impreterivelmente, às 21:30 horas.

  1. Encontro Diocesano de Acólitos

Dia 25 de abril (segunda-feira – Feriado), realizar-se-á, na Paróquia de Linda-a-Velha, com início às 9:00 horas, o habitual encontro de Acólitos. Apelamos à presença de todos os Acólitos da Paróquia. O encontro decorre durante todo o dia.

  1. Encontro Vicarial de Pastoral Litúrgica

 Dia 25 de abril (segunda-feira – Feriado), realizar-se-á, na Paróquia de Miraflores, com início às 9:30 horas, o habitual encontro de Formação de Pastoral Litúrgica. A duração é de todo o dia. Destina-se a todos os Leitores, Cantores, Ministros Extraordinários da Comunhão e todos os cristãos que queiram aprender mais sobre a Liturgia. Apelamos aos Leitores, Cantores e Ministros da Comunhão que não deixem de participar. Para os Ministros da Comunhão que renovem o seu mandato este encontro é obrigatório.

  1. Festival Vicarial da Canção Juvenil

Por falta de participantes, foi anulado o Festival Vicarial da Canção Juvenil, que estava programado para o dia 30 de abril, sábado, na Paróquia de Queijas.

  1. Peregrinação Nacional de Acólitos a Fátima

Dia 30 de abril, sábado.


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